sábado, 18 de junho de 2016

A IGREJA CATÓLICA É "A OUTRA"

A IGREJA CATÓLICA É “A OUTRA”
Por Anatoli Oliynik

A partir de 8 de dezembro de 1965 a Igreja Católica Apostólica Romana abandonou a tradição e os ensinamentos legados por Nosso Senhor Jesus Cristo para tornar-se A OUTRA. Hoje, 50 anos após, a autêntica Igreja Católica Apostólica Romana não existe mais.
Para demonstrar o que acabo de afirmar reuni dezenas excertos e fragmentos sobre este assunto, os quais exponho a seguir. Comecemos por este:
 “Depois do que escrevi no artigo da semana passada sobre o maior escândalo do século, e sobretudo depois de séculos de pronunciamentos da Igreja, eu só posso ter como séria a declaração anticomunista de um bispo quando vier acompanhada de um atestado provando que seu nome estava incluído entre os dos 400 padres conciliares que, em vão, tentaram erguer um baluarte ao avanço comunista, e não entre os nomes dos 3.600 que categoricamente recusaram esse tipo de resistência ou combate” (Gustavo Corção)
Gustavo Corção está falando do movimento liderado pelo Monsenhor Marcel Lefebvre, um dos homens mais brilhantes dentro da Igreja Católica no século XX ao lado dos Papas que antecederam a João XXIII, que, por insurgir-se contra o progressismo conciliar do Vaticano II, de João XXIII e Paulo VI, foi excomungado.
João XXIII pronunciou a mais maldita de todas as sentenças: “Vamos abrir as portas e as janelas de Igreja e deixar que o ar se renove”. Aconteceu que a abertura das portas e janelas da Santa Sé, proporcionou a oportunidade para que ao invés do ar se renovar, foi Satanás quem entrou pelas tais portas e janelas abertas por João XXIII.
O Pe. J.B. Souza disse com muita propriedade: É a Igreja que tem que renovar o mundo e não o mundo que tem de renovar a Igreja. Portanto, João XXIII naufraga fragorosamente na sua premissa totalmente falsa e equivocada. Que foi falsa, todos sabemos pelos resultados após 50 anos. Quanto a intenção do Papa cabe a dúvida: Foi equivocada ou foi ato pensado?
Àqueles que desejarem encontrar a resposta e se aprofundar no assunto para compreender a gênese do caos que se abateu sobre a Igreja, recomendo a leitura do livro LEFEBVRE, Mons. Marcel. “Do LIBERALISMO a APOSTASIA: a tragédia conciliar”. Rio de Janeiro: Ed. Permanência, 246 p. Recomendo, também, o DVD “DOM LEFEBVRE – UM BISPO NA TORMENTA”. Ambos podem ser encontrados na Editora Permanência.
Dom Lourenço Fleichman escreveu um artigo magistral “Enfim, o Cisma” cujo excerto apresento a seguir:

“O Cisma oculto. Comecemos, pois, pela principal realidade que importa manter viva e acesa em qualquer análise que se faça do Sínodo: há 50 anos atrás um Cisma monumental foi introduzido na Igreja, realizado por um imenso grupo de bispos que se uniu em uma nova Igreja, Anti-Igreja, Contra-Igreja, ou A Outra, como chamava Gustavo Corção, sem abandonarem a hierarquia católica, podendo assim agir de modo mais eficaz sobre os ingênuos católicos do mundo todo.
Em toda parte levantaram-se os católicos fiéis, na época, para denunciar os erros da nova pastoral introduzida no Concílio Vaticano II. Porém, pouco a pouco, a hierarquia os silenciou, quer pela falsa obediência, quer pelo ostracismo e a marginalidade.
Já não tinham voz ativa, e quando denunciavam os erros do pós-Concílio, não lhes davam crédito. Os papas que fizeram o Concílio, João XXIII e Paulo VI, repetiam que estavam apenas tratando da ‘pastoral’, abrindo as portas da Igreja aos novos tempos. E afirmavam, como hoje, não tratarem de dogmas e da doutrina. Esta é a segunda característica do cisma. Além de ter sido realizado por membros da própria hierarquia, acalmavam os conservadores com essa palavra de ordem: ‘pastoral’ “. – Fonte: Artigo “ENFIM, O CISMA” de Dom Lourenço Fleichman OSB.

A íntegra deste maravilhoso e esclarecedor artigo de Dom Lourenço pode ser lido em http://permanencia.org.br/drupal/node/5162
O Concílio Vaticano II é a pedra basilar do mais grave problema que se abateu sobre a Igreja Católica Apostólica Romana após os movimentos heréticos do século IV. A Igreja de Cristo. Qualquer coisa que se fale, sem considerar o Concílio Vaticano II, é tirar o foco da gênese do problema.

Vejamos agora o que escrevem os leigos:

O PAPA E O "ANJO DA PAZ"
NOTA DO EDITOR: O Papa Francisco anda demonstrando, desde a sua posse, uma preferência pelas esquerdas, pelos Muçulmanos, por teorias ecológicas falsas e anticristãs, por terroristas, bandidos e assassinos. Assim, apoiou o Acordo EUA-Irã (caminho da paz), mediou o acordo entre o marxista (ou Muçulmano?) Obama e a ditadura assassina cubana - tendo recebido em troca a afirmação irônica e hipócrita de Raúl que se ele, Francisco, continuasse a agir assim poderia até voltar à Igreja. Os Castros, os Aiatolás assassinos de Cristãos, a negação, por parte de Obama do papel dos Cristãos e Judeus na formação da nação Americana, o assassinato de centenas de milhares de Cristãos, incluindo o estupro de freiras e o fechamento das Igrejas em Cuba, os constantes massacres de Cristãos por Muçulmanos, tudo indica que Francisco anda em más companhias.
Agora, no entanto, extrapolou quaisquer limites ao chamar o bandido Abbas de "anjo da paz"! Um Papa deveria no mínimo ter cuidado ao usar a palavra Anjo, os Emissários do Deus Judaico-Cristão, papel que não pode ser atribuído a um assassino precisamente de Judeus e Cristãos. Nem comento a palavra "paz" pelo ridículo da expressão dirigida a um terrorista! Quem será o diabo na história de Francisco? Israel? Os Judeus?
Estará Francisco tentando voltar ao anacrônico antissemitismo católico, agora no pior dos mundos, pois unido à Teologia de "libertação" comunista? Enquanto os jovens da PUC-GO se arriscam para mostrar os desvios teológicos da CNBdoB, o próprio Chefe da Igreja incorre nas mesmas heresias, negando seus sucessores Leão XIII, Pio XI, Pio XII e João Paulo II que afirmavam que todo católico que entrasse em conluio com comunistas estava automaticamente excomungado?” HEITOR DE PAOLA

O que o De Paola escreve são fatos reais e não há como negá-los. Não se trata de opinião inconsequente, nem crítica vulgar, mas de triste realidade para os católicos cuja venda não empana a visão nem lhes anestesia a razão.
Vejamos outras visões. Esta é de um amigo que escreveu-me:

“Anatoli. Um judeu, talvez por olhar de fora, enxergou perfeitamente a situação. Nós pensamos exatamente igual, o duro é que as outras pessoas ainda estão cegas e não dá para falar do assunto ainda, sem o risco de ser agredido verbalmente ou até mesmo fisicamente.
Infelizmente, as nossas aulas com o Monir, Donato, padre Paulo Ricardo, Gugu e etc, nos fizeram um “grande mal”. Você compreende o que é o verdadeiro cristianismo e percebe que ele não existe mais na igreja atual. Com raras exceções, o pessoal pratica hoje uma outra religião. Não é por acaso que adoram esse papa. Abraços, Marcelo.

Vou repetir a frase do amigo Marcelo: “o verdadeiro cristianismo não existe mais na igreja atual... o pessoal pratica hoje uma outra religião.

Minha consideração-resposta ao Amigo Marcelo:

Marcelo: Concordo integralmente contigo. Não dá mesmo para alertar aos “católicos” contaminados pela miopia conciliar. Eles são os Modernistas e Progressistas e nós os Tradicionalistas. Às vezes dou uma de "joão-sem-braço" para ver a reação deles, eles ficam enfurecidos. Só falta a agressão física. Os 50 anos pós Concílio Vaticano II se encarregaram de aplainar a mente dos que se tornaram pseudo-católicos e fideístas inocentes.
De qualquer modo, fico gratíssimo ao Monir e ao Olavo por tirar a venda dos meus olhos. Prefiro a VERDADE !

Leiam agora o trecho que o bispo Amigo, de Niterói, escreveu a respeito desse assunto:

“Estamos assistindo a um fenômeno curioso. Por um lado, a coerência de Francisco e dos cardeais que chutaram o balde. Digo coerência porque eles nada dizem, nada fazem, que não estivesse já presente em Vaticano II. Apenas tiraram o véu.” Dom Lourenço Fleichman OSB.

Muita coisa se escreveu e muita coisa se escreverá sobre a destruição da Igreja Católica bi-milenar. Um dos escritos que mais me impressionaram foi o do Padre Malachi Martin, testemunha ocular do Concílio Vaticano II:
 
A fé verdadeira desapareceu na Igreja conciliar
Os clérigos não tomarão medidas verdadeiras porque eles não querem problemas. Eles não querem ser impopulares. Eles não querem ser mártires. Muitos bispos e padres perderam a sua fé. Eles não são mais católicos. Eles se tornaram uma espécie de neo-católicos, que é meio caminho entre os anglicanos e os clubes rotarianos. No campo da educação, a situação é ainda pior. Não há dúvida de que o ensinamento do catecismo, o ensino da religião, desapareceu. Os jesuítas, dominicanos, carmelitas e franciscanos se tornaram secularizados. E você não pode mais falar sobre faculdades católicas. Não há como estimar o dano que tem sido feito. Hoje em dia, os marxistas, lésbicas e homossexuais têm direitos iguais nos campi católicos. Eles ensinam sobre preservativos, o estilo de vida homossexual e a eutanásia. Os estabelecimentos católicos de ensino querem ser como os outros. Querem se adaptar ao sistema, mas infelizmente o sistema é imoral. Assim, a condição da Igreja é muito triste a partir desse ponto de vista. Além desses problemas existe o fato de que a Igreja está dilacerada por facções. A grande maioria dos católicos nos países ocidentais agora foram afastados da Igreja como ela era. Eles não rezam mais da mesma maneira. Eles não pensam mais da mesma maneira. O jejum e a abstinência acabaram. Nossa Igreja está sendo completamente secularizada porque a fé verdadeira desapareceu. (Escrito em 1991)
 
O Padre Malachi Martin escreveu
Muita coisa ainda há para ser revelada para que sirva como farol àqueles que permanecem nas trevas impostas por um Sínodo que se dizia “pastoral” com intenção sub-reptícia de calar as vozes daqueles que percebessem que se tratava de um engodo e se manifestassem contrariamente.
 
“Em toda parte levantaram-se os católicos fiéis, na época, para denunciar os erros da nova pastoral introduzida no Concílio Vaticano II. Porém, pouco a pouco, a hierarquia os silenciou, quer pela falsa obediência, quer pelo ostracismo e a marginalidade.
Já não tinham voz ativa, e quando denunciavam os erros do pós-Concílio, não lhes davam crédito. Os papas que fizeram o Concílio, João XXIII e Paulo VI, repetiam que estavam apenas tratando da “pastoral”, abrindo as portas da Igreja aos novos tempos. E afirmavam, como hoje, não tratarem de dogmas e da doutrina. Esta é a segunda característica do cisma. Além de ter sido realizado por membros da própria hierarquia, acalmavam os conservadores com essa palavra de ordem: “pastoral”.
 
“O final da 2ª Grande Guerra iniciou um desmoronamento impressionante, uma avalanche que não acaba. Todos os parâmetros da vida honesta foram alterados, e a virtude deixou de ser critério do bem e do mal.
No início, acreditavam os católicos que a Igreja, seria o bastião seguro, a ilha intocável e divina, protegida de ataque tão poderoso e destruidor. De fato, parecia ela manter-se de pé no meio da ruína, como em quadro fantástico de uma cena de fim de mundo. Porém, embora as paredes externas da Igreja estivessem ainda de pé, lá dentro, nos vasos capilares da vida espiritual do seu clero, já não corria a seiva sobrenatural da fé verdadeira. Contaminada por um sopro do espírito mal, tendo aberto as portas ao mundo, num anti-concílio de efeito contrário ao movimento de sustentação do mundo, a Igreja esvaziou-se da vida imortal, aceitando dentro de si um pensamento profano, humanista, hoje banalizado a um nível jamais concebido, depois de ter rebaixado a santidade de todos os seus sacramento e ritos.
Era o último obstáculo que caia. O mundo estava entregue ao seu mestre, que o dominou completamente, levando a cabo a destruição do que restava ainda de vida natural, de família e de bem.” (Excerto do Editorial da Revista Permanência n.º 273)
 
Eis o ar renovado que o Papa João XXIII disse que iria entrar pelas portas e janelas abertas em 8 de dezembro de 1965. Ele não considerou que esse ar era o próprio Satanás e Paulo VI não percebeu ou não quis perceber o que o futuro reservava. No dia do juízo final haverão de prestar contas.