quarta-feira, 18 de março de 2015

O PT É UM PARTIDO ILEGAL

Por Olavo de Carvalho
 
O PT é um partido ilegal, e a eleição de Dilma Rousseff foi resultado de fraude eleitoral maciça e ostensiva
Os fatos são patentes e inegáveis:
1. O PT é filiado a uma organização estrangeira, o Foro de São Paulo, que ele reconhece como “coordenação estratégica da esquerda na América Latina” (sic) e cujas resoluções, unanimemente assinadas nas suas assembleias anuais, ele acata e cumpre. Consultem-se, a respeito, o vídeo do III Congresso do partido (veja aqui), as atas das assembleias do Foro de São Paulo (leia aqui) e o discurso comemorativo pronunciado pelo sr. Luís Inácio Lula da Silva, então presidente da República, no décimo-quinto aniversário da entidade – discurso publicado na própria página oficial da Presidência, depois comentado e linkado no meu artigo (leia aqui). As provas não poderiam ser mais abundantes nem mais inquestionáveis.
A Lei dos Partidos Políticos (Lei número 9.096 de 19 de setembro de 1995) determina que o STF casse o registro desse partido, por violação do artigo 28, alínea II: “estar subordinado a entidade ou governo estrangeiros.”
A violação independe de o partido ter ou não recebido fundos dessa entidade, o que é crime suplementar a ser investigado.
2. O PT tem sob o seu comando e alimenta com vultosas verbas públicas uma entidade paramilitar, armada, clandestina e sem registro legal, treinada por técnicos estrangeiros para atividades de guerrilha, especializada em invadir e queimar propriedades rurais e em bloquear pela força o direito do cidadão brasileiro de circular livremente pelo território nacional, e não hesita em convocar essa entidade, chamando-a mui apropriadamente de “exército”, a mostrar o seu poder e interferir na política nacional como instrumento de pressão e intimidação.
Isso viola a alínea IV da Lei dos Partidos Políticos (“manter organização paramilitar”), obrigando o STF a cancelar o registro do partido, mediante “denúncia de qualquer eleitor, de representante de partido, ou de representação do Procurador-Geral Eleitoral”.
O PT é portanto um partido ilegal, cuja possibilidade de existência continuada só é garantida por um conluio criminoso, regado a dinheiro público, do qual participam políticos, juízes e altos funcionários das estatais, tudo sob a proteção da “grande mídia”.
3. O governo Dilma Rousseff concedeu empréstimos ilegais a várias nações comunistas, violando o artigo 49 da Constituição Federal, segundo o qual assinar tratados e compromissos internacionais que impliquem despesas para os cofres públicos “é de competência exclusiva do Congresso Nacional”. Reconhecendo cinicamente que esses empréstimos são inconstitucionais e ilegais, o governo Rousseff ainda os tornou secretos, roubando ao Congresso e à nação a mera possibilidade de investigá-los.
Não poderia haver prova mais patente de crime de improbidade administrativa, tornando o impeachment da Sra. Rousseff não apenas legal, mas obrigatório, mesmo sem Mensalão, Petrolão e demais crimes coadjuvantes que esse governo jamais se eximiu de praticar.
Para maiores informações, veja.
4. A sra. Rousseff deve o seu segundo mandato à fraude eleitoral maciça e ostensiva da apuração secreta dos votos, que nega o mais elementar princípio de transparência sem o qual nenhuma eleição é válida ou legítima à luz da razão e do Direito. Para dar viabilidade ao truque sujo, colocou na presidência do Tribunal Eleitoral, após tê-lo feito passar pelo STF, um advogado do seu partido e homem notoriamente desprovido das qualificações para cargos superiores da magistratura.
Nessas condições, proclamar, como o faz praticamente a totalidade da classe política e da mídia, que a sra. Rousseff governa o país com base num mandato legítimo e democraticamente instituído é atitude de uma mendacidade e de um cinismo que raiam a amoralidade psicopática pura e simples.
Cansados de esperar e implorar que o Congresso e as autoridades judiciárias fizessem cumprir a lei, dois ou três milhões de cidadãos saíram às ruas, no maior protesto político de toda a nossa História, apenas para ver, no dia seguinte, o governo, auxiliado pelos políticos ditos “de oposição” e pela mídia, tentar tirar proveito do seu próprio descrédito e da sua própria torpeza, utilizando-se da ira popular como pretexto para vender, de novo, a fraudulenta proposta da “reforma política” bolivariana.
Com toda a evidência, a elite política e midiática deste país entrou num pacto calculado para impor a autoridade do PT acima da Constituição e das leis, incondicionalmente e sem possibilidade de discussão.
No tempo de Collor e FHC, qualquer passeata de umas dezenas de milhares de manifestantes, convocados e dirigidos por organizações políticas, era glorificada como “clamor popular” e alegada como razão iminente para um impeachment.
Dois milhões de pessoas clamando espontaneamente nas ruas pelo simples cumprimento das leis não bastam para demover essa elite da sua firme e inabalável decisão de vender como “democracia” um ritual grotesco de legitimação do crime e da iniquidade.
A ruptura entre o povo e a elite mandante é hoje profunda, radical e insanável. Não há diálogo nem conciliação possível. A vida política nacional tornou-se uma queda de braço entre os happy few e a massa indignada, entre a palhaçada de cima e a realidade de baixo.
Mais dia, menos dia, a realidade vencerá, mas quanto sofrimento isso ainda vai custar aos brasileiros?

Fonte: Diário do Comércio


sexta-feira, 13 de março de 2015

ROEDORES E CANIBAIS

Toda a esquerda traz nos seus quadros a sombra do canibal. Na falta de adversários ou na luta para subir no pau-de-sebo hierárquico, o instinto perverso aparece. Como os roedores que não podem parar de roer porque os dentes crescem sem parar, o esquerdista não tem como evitar o alter ego de canibal. Mr. Hyde fica subcutâneo ao Dr. Jekill. Basta arranhar que ele aparece.
O historiador Carlos Azambuja, que sabe das coisas, relembra um dos momentos mais terríveis da história dessas quimeras irrealizáveis, essas utopias cruéis cujos rastros deveriam servir de alerta. O problema é a falta de conhecimento em plena época da informação. Terrível paradoxo que nos impede de aprender com o passado.
Leiam o que ele relembra. Nem que seja como vacina para essa doença idiota que a PeTralhada e seus bonecos amestrados MAVs (Militância em Ambientes Virtuais - Criada no IV Congresso do PT em 2011) desejam impingir-nos. Digo idiota porque é pura falta de higiene mental...

O Grande Terror - Devemos recordar

A única instituição realmente familiarizada com a realidade soviética foi a Polícia Secreta, chamada, sucessivamente de Cheka (1917-1922), GPU e OGPU (1922-1934), NKVD (1934-1954) e KGB (1954-1991).
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

A época do Grande Terror na União Soviética bem como a teoria e prática comunista já foram objeto de inúmeros artigos e livros. 
Sobre o assunto, a literatura é inesgotável. A biblioteca da Universidade de Harvard, nos EUA, lista mais de 20 mil volumes dedicados exclusivamente a esses temas. 
Entretanto, muitos, das novas gerações, dirão: "Caramba. Eu não sabia!"

Portanto, nunca será demais recordar o que ocorreu quando da implantação do comunismo na Rússia, transformada em União Soviética em 1924, e fundamentalmente a época do Grande Terror, na década de 30.
Em seu auge, em 1937 e 1938, pelo menos um milhão e meio de pessoas foram arrastadas aos tribunais constituídos pelos primeiros-secretários regionais do Partido Comunista, os procuradores e chefes de segurança locais. Após os processos sumários, existiam três alternativas: os réus eram condenados à morte, a trabalhos forçados ou ao exílio.
No auge do Grande Terror, o Politburo emitiu “cotas” às autoridades policiais, instruindo-as sobre as percentagens da população que, em seus distritos, deveria ser eliminada e que percentagem deveria ser enviada para os campos de trabalhos forçados (“gulags”). Por exemplo, em 2 de junho de 1937, foi enviada uma cota de 35 mil pessoas a serem “reprimidas” em Moscou, das quais 5 mil deveriam ser eliminadas. As pessoas eram incluídas nessas cotas simplesmente por serem consideradas “difíceis de controlar e propensas a se envolverem em sabotagens”.
O quanto esse expurgo afetou a elite do partido pode ser constatado no fato de que dos 139 membros do Comitê Central eleito no 17º Congresso do PCUS, em 1934, 70% foram executados.
Na era Stalin, todos os que foram companheiros mais próximos de Lênin foram presos, torturados e depois aniquilados física e mentalmente. Foram obrigados a se submeter à encenação de “julgamentos”, nos quais confessaram os crimes de espionagem, atos terroristas e “tentativas de restaurar o capitalismo”. Depois disso, foram executados ou enviados aos “gulags”. 
Em seu chamado “testamento”, Lênin listou seis importantes dirigentes comunistas como seus potenciais sucessores. Todos, exceto um – Stalin – morreram.

Dmitri Volgokonov, general soviético que tornou-se historiador, ficou, segundo suas próprias palavras, “profundamente abalado” quando descobriu, nos arquivos liberados após o fim da União Soviética, 30 listas datadas de um único dia, 12 de dezembro de 1938. As listas continham os nomes de cerca de 5 mil pessoas cujas sentenças de morte Stalin havia assinado antes mesmo de serem formalmente julgadas.
De uma forma ou de outra, a maioria da população foi impelida a participar dessa orgia destrutiva, delatando amigos e conhecidos, pois não revelar uma “conversa subversiva” significava “subversão”.
Os massacres de 1937-1938 aniquilaram as fileiras dos “antigos bolcheviques” e seus lugares eram logo tomados pelos recém-chegados. Em 1939, 80% do pessoal executivo do Partido Comunista da União Soviética havia ingressado no partido após a morte de Lênin. De suas fileiras, saíram os funcionários do alto escalão do partido e do governo, a chamada “nomenklatura”, que não apenas monopolizou todas as posições de mando como também usufruiu exclusivamente de privilégios, constituindo-se, assim, em uma nova classe exploradora. Qualquer semelhança com o que ocorre hoje em um país ao Sul do equador é mera coincidência...
Pertencer à “nomenklatura” era garantia de um status permanente e ela tornou-se hereditária. Quando a União Soviética foi desfeita, em 1991, a“nomenklatura” era constituída por aproximadamente 750 mil membros e, com suas famílias, cerca de 3 milhões de pessoas (aproximadamente 1,5% da população). Igual à proporção de nobres durante o czarismo, no século XVIII.
O Exército Vermelho não escapou ao terror: de seus 5 marechais, 15 generais e 9 almirantes, 24 foram “liquidados”. O Clero também sofreu perdas devastadoras: em 1937-1938, 165.200 membros da Igreja foram presos pelo “crime” de praticar a religião e, desses, 106.800 foram mortos.
Andrei Gromyko, ministro do Exterior de Stalin, relatou que dois ou mais membros do Politburo nunca andavam no mesmo carro, com medo de se tornarem suspeitos de “conspiração”.

Segundo evidências extraídas dos arquivos secretos, durante 1937 e 1938, quando o Grande Terror estava no auge, os órgãos de segurança detiveram, por supostas “atividades anti-soviéticas”, 1.548.366 pessoas, das quais 681.692 foram mortas. Ou seja, uma média de mil execuções por dia. A maioria dos sobreviventes terminou seus dias em campos de trabalhos forçados.
Nenhum responsável por esses crimes foi levado a julgamento ou preso depois que a União Soviética se desfez. Por um simples motivo: não se sabia com quem ficariam as chaves das prisões.
Essa orgia de destruição desafiou uma explicação racional. 
Uma piada de humor negro contada por um prisioneiro chegado a um campo de trabalhos forçados: perguntaram-lhe há quanto tempo havia sido condenado e ele respondeu: “25 anos”. “Por que?”, perguntaram-lhe. “Por nada”. “Não pode ser. Por nada, você teria sido condenado a 10 anos”.

A morte de Stalin, em 1954, deixou seus sucessores perplexos, pois sentiram que teriam que repudiar o ditador demente e suas políticas assassinas, mas ao mesmo tempo precisavam preservar o sistema que ele gerou e geriu por quase 30 anos e do qual todos fizeram parte. Resolveram o problema relacionando o comunismo a Lênin e, em 1956, em um discurso secreto no 20º Congresso do PCUS, o primeiro após a morte de Stalin, Nikita Kruschev, o novo Secretário-Geral ”denunciou” os crimes de Stalin.
Como resultado dessas revelações Stalin transformou-se, da noite para o dia, em um ninguém. Seu corpo foi removido do mausoléu que partilhava com Lênin, Stalingrado passou a chamar-se Volvogrado e, com a eficiência que a burocracia soviética sempre se orgulhou, seus inúmeros retratos, estátuas e lugares que levavam seu nome desapareceram. Foi como se as três décadas de seu governo não tivessem existido.
Para explicar os “erros” de Stalin eram possíveis apenas duas soluções e nenhuma delas era aceitável: ou a teoria do marxismo-leninismo estava errada ou a União Soviética não era um Estado marxista.
A seguir, Kruschev implantou a política de “coexistência pacífica”. Ou seja, 60 anos depois das previsões de Eduard Bernstein, tachado de “revisionista”, o Politburo adotou a sua tese de que o socialismo triunfaria não por meio da revolução, muito menos por meio da guerra, mas por meios não-violentos. Foi esse o ponto de partida para o início da lenta e gradual, mas inexorável deslegitimização do comunismo em todo o mundo.
Dados extraídos do “Livro Negro do Comunismo”, escrito por seis ex-comunistas.
Veja o filme "O Círculo do Poder" - baseado e constituído por cenas reais gravadas no próprio Kremlin, reconstruindo a forma de funcionamento do comunismo empregado na URSS. Você vai aprender, direitinho, como operam os fanáticos que hoje implantam o nazibolivarianismo do Foro de São Paulo.
 
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Filme: O CÍRCULO DO PODER

 


Raro filme baseado e constituído por cenas reais gravadas no próprio Kremlin, reconstruindo a forma de funcionamento do comunismo empregado na URSS.

sábado, 7 de março de 2015

OS HAITIANOS: A VERDADE COMEÇA VIR A TONA

Notícia informada em junho/2014:

Notícia reforçada em 01/12/2014:
 http://anatolliumblogpolitico-conservador.blogspot.com.br/2014/12/um-misterio-ser-desvendado.html 

Pela terceira vez:
Os HAITIANOS que IMIGRARAM para o BRASIL, estão sendo EMPREGADOS no EXÉRCITO de MILICIANOS PETISTAS...!!!!

VOCÊ LEMBRA dos 50.000 HAITIANOS que entraram no BRASIL pelo ACRE e em seguida foram levados para SÃO PAULO?
CINQUENTA MIL (50.000) HAITIANOS já IMIGRARAM para o BRASIL entrando pelo ACREna época GOVERNADO pelo Petista JORGE VIANA, hoje governado pelo Petista TIÃO VIANA, através da cidade de BRASILÉIA.   Em BRASILÉIA eram e são cadastrados, recebem cidadania BRASILEIRA, CPF, IDENTIDADE , Carteira de TRABALHO e TÍTULO de ELEITOR  e depois são enviados de ONIBUS para SÃO PAULO onde o Prefeito PTralha FERNANDO HADDAD construiu ALOJAMENTOS para recebê-los.
Trata-se de um RECRUTAMENTO que é feito em PORTO PRINCIPE capital HAITIANA, para a constituição de um EXÉRCITO IRREGULAR de MILICIANOS do PT no BRASIL, tal como fez a VENEZUELA de HUGO CHAVES.   O RECRUTAMENTO desses indivíduos HAITIANOS (só homens, maioria deles composta de desocupados e de criminosos).
Você LEMBRA do Haitiano Lyjeannot Verney (na foto abaixo) que em entrevista à IMPRENSA em BRASILÉIA – ACRE informou que havia deixado a família para trás em busca de novas oportunidades de trabalho no Brasil ?
(Foto: Rafael Fabres/Arquivo Pessoal)


Olhe ele aqui novamente, primeiro recebendo a CARTEIRA de TRABALHO em BRASILÉIA e agora já TRABALHANDO em SÃO PAULO como MILICIANO do PT....



Depois de ver as fotos acima, você CONSEGUE ENTENDER
para que o PT RECRUTOU  50.000 HAITIANOS MARGINAIS
e 16.000 MÉDICOS CUBANOS FALSOS ???
Se ainda não conseguiu ENTENDER, então sugiro PROCURAR AJUDA ! 


quarta-feira, 4 de março de 2015

Nunca ântef na iftória dêfte paíf...

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 02 MARÇO 2015 
ARTIGOS - CULTURA

Este é, em quinhentos e tantos anos de existência do Brasil, o primeiro movimento autenticamente popular, espontâneo, nascido de baixo, sem comandantes chiques, sem estrategistas profissionais, sem interferência nem apoio das elites falantes, do beautiful people, do grande capital ou da grande mídia.


Reunindo aproximadamente um milhão de pessoas e repetindo-se em várias cidades de março a junho de 1964, a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" foi o maior protesto de rua observado até então na nossa História – maior, provavelmente, do que muitos movimentos similares, com signo ideológico invertido, que viriam nas décadas de 80 e 90.
No entanto, é certo que, na origem, nada teve de popular ou espontâneo. Foi longamente planejada por um grupo de devotados conspiradores, com vasto apoio da grande mídia -- a começar pelos Diários Associadosde Assis Chateaubriand (mais de oitenta jornais, estações de rádio e canais de TV em todo o país) --, de empresas bilionárias como o grupo Light, de vários governadores, deputados e senadores e de importantes organizações da sociedade civil, como a Liga das Senhoras Católicas, a ABI, a OAB, os sindicatos patronais em peso e a maioria do clero católico. Não se pode dizer que foi propriamente um movimento popular, mas uma mobilização popular orquestrada pela elite, uma obra de engenharia política.
Pega de surpresa, derrubada sem que fosse preciso dar um só tiro, a liderança esquerdista saiu em debandada, com uma pressa obscena de salvar a pele, mas logo em seguida procurou redimir-se ao menos intelectualmente, entregando-se a uma séria revisão crítica dos seus erros estratégicos e planejando um retorno triunfal a longo prazo.
A mais oportuna contribuição individual a esse esforço foi a do editor Ênio Silveira, que, publicando em tradução as obras do fundador do Partido Comunista Italiano, Antonio Gramsci, e fundando duas revistas inspiradas nas concepções desse grande estrategista político (Civilização Brasileira e Paz & Terra), indicou aos comunistas e seus parceiros o caminho a seguir.
Esse caminho consistia em tomar do adversário, mediante longa, paciente  e discreta infiltração, o comando das entidades capacitadas a organizar a mobilização popular. Roubar da direita, sem que esta percebesse, o monopólio da engenharia política.
As guerrilhas, concomitantemente, serviram apenas como "bois de piranha", atraindo a atenção do governo para desviá-la da operação mais vasta e silenciosa que acabaria por mudar os destinos do país.
Partindo de uma base modesta, limitada ao movimento estudantil e a alguns sindicatos da região do ABC, os comunistas e filocomunistas foram dominando passo a passo a grande mídia, a OAB, a ABI, a Igreja Católica, etc. Vinte anos decorreram antes que a aplicação do método gramsciano de "ocupação de espaços" produzisse o seu primeiro resultado espetaculoso: a campanha das "Diretas Já", em 1984, formulada – de acordo com o preceito de Gramsci – numa linguagem puramente cívica, sem qualquer apelo comunista explícito. Oito anos depois, o movimento "Fora Collor" já vinha com um tom ideológico um pouco mais definido.
Essas duas campanhas seguiram fielmente o modelo organizacional da "Marcha da Família", com ricas e poderosas entidades controlando a massa e construindo ex post facto, mediante as falsificações históricas usuais nesse tipo de coisas, o mito da "revolta popular".
Tanto em 1964 quanto em 1984 e 1992, o povo brasileiro só entrou em cena como massa de manobra. A troca do pretexto ideológico não alterou em nada a substância do fenômeno, reduzido, em todos esses casos, a uma bem sucedida obra de manipulação  arquitetada e dirigida desde cima.
Nada disso é o que se observa agora, seja na série de protestos anti-PT a partir de 15 de novembro do ano passado, seja na valente carreata dos caminhoneiros até Brasília.
Tudo começou, na verdade, da maneira mais impremeditada, espontânea e anárquica que se pode imaginar. Começou com a imprevista reação popular à fraude do "Passe Livre".     
O governo federal, interessado em desestabilizar a administração estadual de seu desafeto Geraldo Alckmin em São Paulo, contratou baderneiros Black Blocks e dúzias de Pablos Capilés para que, sob a desculpa ridícula e artificiosa de protestar contra um aumento ínfimo do preço das passagens de ônibus, saíssem pelas ruas posando de pobres espoliados, quebrando tudo, agredindo policiais, ateando fogo em carros e aterrorizando a população. Mas a massa, em vez de se deixar atemorizar, aproveitou a ocasião para expressar sua verdadeira revolta, que não era contra o sr. Alckmin – pelo qual também não morria de amores, é claro – e sim contra o promotor mesmo da confusão: o governo federal ladrão, mentiroso, manipulador, parceiro íntimo de narcotraficantes, seqüestradores e ditadores genocidas. A massa anárquica, sem qualquer comando, organização ou programa ideológico, tomou de assalto as ruas, gritando mais alto que os agitadores e infundindo medo naqueles que tencionavam amedrontá-la.
Tão surpreso e assustado ficou o aprendiz de feiticeiro com o efeito inverso obtido pela sua mágica que, ponderando que "quanto mais mexe, mais fede", chamou de volta os agitadores pagos e ordenou que permanecessem quietinhos em suas casas, aguardando que o dragão despertado por acidente se esquecesse de tudo e voltasse a cair no sono.
Mas o dragão havia tomado gosto pela coisa. Vendo o governo trêmulo e inerme por trás de uma cortina de blefes e garganteios, saiu às ruas de novo e de novo, num "crescendo" que agora culmina no movimento dos caminhoneiros.
Ao longo de todos esses episódios, não se viu um só político à frente da massa, uma só empresa ou ONG bilionária subsidiando os revoltados, um só investidor estrangeiro oferecendo ajuda, um só partido político manifestando alguma solidariedade ou um só órgão de mídia noticiando os acontecimentos sem minimizá-los, distorcê-los pejorativamente ou achincalhá-los de maneira velada ou ostensiva.
A Rede Globo colaborou descaradamente com uma jogada maligna do governo ao espalhar a notícia falsa de que um acordo tinha sido firmado e os caminhoneiros tinham desistido da carreata.
Até mesmo o Canal Veja, tão odiado pelos petistas por noticiar freqüentemente os escândalos financeiros do governo Dilma, não conseguiu falar dos caminhoneiros sem criticá-los por atrapalhar o trânsito nas estradas.
Em compensação, os moradores, os comerciantes das cidades do interior por onde passa a carreata, os pequenos proprietários rurais e uma infinidade de pessoas das classes sociais mais humildes correm para as estradas para aplaudir os caminhoneiros, oferecer-lhes comida e até dinheiro para a gasolina. Passada de boca em boca, pessoalmente ou pela internet, as palavras-de-ordem emanam do povo e se espalham entre o próprio povo, enquanto, no topo da sociedade, uns rosnam de raiva impotente, tramando vingancinhas fúteis na pessoa do juiz Moro, que nada tem a ver com o movimento, outros fazem de conta que nada está acontecendo.
Este é, em quinhentos e tantos anos de existência do Brasil, o primeiro movimento autenticamente popular, espontâneo, nascido de baixo, sem comandantes chiques, sem estrategistas profissionais, sem interferência nem apoio das elites falantes, do beautiful people, do grande capital ou da grande mídia. Se o sr. Lula tivesse um pingo da consciência social que alardeia, agora sim seria o seu momento de proclamar: "Nunca ântef na iftória dêfte paíf..."
Qualquer pessoa no uso perfeito das suas faculdades mentais percebe a diferença.
Um cientista social incapaz de notá-la, ou indisposto a reconhecê-la, revela uma dose de inépcia e de desonestidade que faz jus à sua expulsão vergonhosa e definitiva de toda profissão intelectual.
Esse é o caso, precisamente, do economista e ex-ministro, Prof. Luiz Carlos Bresser-Pereira, que, diante de fatos cujo sentido brada aos céus e só um louco negaria, não se vexa de assumir o papel desse  louco e atribuir a revolta popular ao "ódio que os ricos têm do PT" (v. http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/03/1596370-ricos-nutrem-odio-ao-pt-diz-ex-ministro.shtml).
Que raio de sociologia é essa, em que caminhoneiros e carreteiros se tornam a elite milionária, e os donos da mídia chapa-branca os pobres e oprimidos?
No cérebro do professor, os estereótipos mais tolos da  propaganda petista se impregnaram com tamanha força, que o impedem de enxergar – ou de admitir – aquilo que qualquer criança do interior está vendo com os olhos da cara.
Não há atitude mais vergonhosa para um intelectual do que prevalecer-se de glórias acadêmicas passadas – modestas, mas nem por isso irreais – para tentar insuflar numa mentirinha tola e já desmoralizada de antemão um arremedo pífio de credibilidade.


Publicado no Diário do Comércio.
www.olavodecarvalho.org