sábado, 23 de agosto de 2014

INTERPRETANDO CAMUS


Por Anatoli Oliynik


Hoje estou filosófico. Falarei sobre a “absurdidade”. Um assunto sério, preocupante, mas que poucos dão a atenção que merece. Trata-se de uma característica psicológica que está afetando a nação num grau muito elevado na qual as pessoas perdem o senso da realidade do mundo tensional e concreto para viver num mundo prevalentemente absurdo, irreal e utópico onde a realidade do mundo concreto não é aceita, causa repulsa e ojeriza nas pessoas.


A minha intenção é a de fazer você pensar sobre o assunto a partir das idéias expostas a seguir:


ABSURDIDADE

 

Segundo Albert Camus, [pronuncia-se Camí] há quatro comportamentos possíveis ou maneiras de agir diante da absurdidade:

1. Escolher ter uma vida tão absurda quanto o absurdo. (Exemplo: «Don Juan» de Molière. Leiam o livro ou assistam ao filme)


2. O suicídio [ver box abaixo]

3. Tentar produzir um «mundo novo» para colocar no lugar deste que está aqui. (Exemplo: Robespierre na Revolução Francesa; o comunismo decorrente da Revolução Bolchevique de 1917 que produziu o genocídio de 150 milhões de pessoas).


4. Conviver com a absurdidade da vida. (Exemplo: Mersault, personagem do livro “O Estrangeiro” do próprio Camus).


 

Qualquer uma dessas quatro fórmulas irá gerar uma monstruosidade decorrente.

Pelo menos três das quatro situações apresentadas, são praticadas no Brasil, pois assim como Camus, o brasileiro é um povo existencialista, rebelado contra a realidade do mundo e não vê sentido na vida a não ser a vida pelos sentidos. Em suma, somos uma sociedade corpórea, uma sociedade das sensações e prazeres.

Dentro dessa perspectiva o brasileiro é dado a encontrar saídas seguindo os três primeiros itens descritos por Camus.

 
a)     Viver na loucura do absurdo;

b)     Buscar a explicação ou viver em outra esfera (outro mundo, o mundo das idéias);

c)      O suicídio por falta de sentido; [ler box]

 

Alguns poucos procuram lidar de frente com a absurdidade do problema que também não representa a melhor alternativa das possibilidades humanas.

 

Box: Nada justifica o suicídio porque, por mais árduas que sejam as condições de existência de uma pessoa, o homem foi feito para enfrentar durante a vida situações adversas, às vezes duríssimas. E Deus nunca recusa ao homem os auxílios de que precisa para cumprir seus deveres familiares, profissionais e sociais e para superar todas as provações. Auxílios esses que alcançamos de Deus muito especialmente através da oração: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, Ele vo-la dará”, disse Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 16, 23). “Tudo que pedirdes, com fé, na oração, o recebereis” (Mt 21, 22). O desespero do suicida é uma negação pecaminosa da misericordiosa paternidade de Deus e da promessa infalível de Jesus Cristo.Cônego José Luiz Villac.

 

Assim, Albert Camus tenta transmitir a idéia da DESSACRALIZAÇÃO DA VIDA HUMANA.

Propositalmente ou não, Camus omite que dentre todos os isolamentos o maior deles é o ISOLAMENTO DE DEUS! Camus não considera isso. [Camus era ateu]

Na existência humana não se pode jamais abandonar a pergunta: QUAL O SENTIDO QUE A VIDA TEM? Tudo tem um sentido. É preciso perguntar-se constantemente: POR QUE ISSO ESTÁ ACONTECENDO? (Sugestão: assista ao filme “Pequeno Milagre” de Mark Steven Johnson. Pode ser encontrado neste link: http://anatoli-oliynik.blogspot.com.br/2009/04/pequeno-milagre.html )


Então,

QUAL A SAÍDA? DEUS ! Fora dessa possibilidade não há outras. Todas as outras são em si, becos sem saída.

O povo brasileiro se afasta cada vez mais dessa possibilidade optando pela construção social do homem que busca, a um só tempo, a perfeição em vida pelo uso da lei estatal e a afirmação do homem como ente descolado de qualquer elemento transcendente, dono de seu próprio destino, senhor do mundo. O Estado prometéico e protetor está aí, então, para que Deus?

domingo, 17 de agosto de 2014

PSICOPATA POR NATUREZA

Leitores do blog:
 
Algumas pérolas sobre o regime mais demoníaco criado na face da terra: o comunismo. O nazismo foi jardim de infância diante dele.
 
Leiam o que Putin disse num de seus pronunciamentos:

“É preciso reconhecer que o colapso da União Soviética foi a maior catástrofe geopolítica do século” (Vladimir Putin)

Ele deseja ressuscitar a antiga União Soviética e o Brasil o apóia nisso. Verão o que um urso consegue fazer quando cravar suas garras nas costelas dos brasileiros. Irão vomitar comunismo por todos os poros. Quem viver, verá.


Agora leiam o que um padre ucraniano disse a respeito do “regime ternura” na década de 1940: 

Arcebispo de Lviv a Pio XII: “Este regime só se explica como caso de possessão diabólica coletiva".

Uma alta autoridade eclesiástica parece oferecer-nos uma explicação indireta para o fato. Trata-se de Mons. André Sheptyskyj, Arcebispo de Lviv e Patriarca de Halich, líder da Igreja Católica na Ucrânia durante as perseguições de Lenine e Stalin. No início da II Guerra Mundial, escreveu ele à Santa Sé:
“Este regime só pode se explicar como um caso de possessão diabólica coletiva”. E pediu ao Papa que sugerisse a todos os sacerdotes e religiosos do mundo que “exorcizassem a Rússia soviética”.
Mons. Sheptyskyj faleceu em 1944. Seu processo de beatificação está em andamento.
A crueldade inumana da seita socialo-comunista e a desproporção entre seus satânicos feitos e os êxitos que alcançou são de molde a confirmar a impressionante declaração do heróico Prelado ucraniano.

Fonte: Pe. Alfredo Sáenz S.J., “De la Rusia de Vladimir al hombre nuevo soviético”, Ediciones Gladius, Buenos Aires, 1989, pp. 438-439.

Lviv (em ucraniano Львів, em polaco Lwów; em alemão: Lemberg; em português: Leópolis) é uma cidade do oeste da Ucrânia. Localiza-se no oeste do país.
 
 
Finalmente, leiam com atenção este conceito que é ignorado e desprezado no Brasil.
 
O esquerdista é um psicopata por natureza
O termo “psicopata” utilizado para definição de esquerdistas tem sua razão de ser. Confiram em qualquer tratado de psicopatologia (por exemplo, Gabriel Deshaies, Psychopathologie Générale, Paris, P. U. F.), e verão que a estrutura do tempo no marxismo é idêntica à da temporalidade mórbida nos delírios de um paranóico: aquilo que não aconteceu, que simplesmente se supõe venha a acontecer, torna-se o critério da realidade do acontecido.



Fonte: Flagelo russo. 

domingo, 10 de agosto de 2014

O OVO E O PINTO


 

Escrito por Olavo de Carvalho | 05 Agosto 2014
Artigos - Movimento Revolucionário 

A mente comunista não funciona segundo os cânones da psicologia usual, mas segue uma lógica própria onde se misturam, em doses indistinguíveis, a habilidade dialética, o auto-engano histérico e a mendacidade psicopática.

Meu artigo anterior suscitou uma pergunta interessante na área de comentários: Se há tanta gente nas altas esferas colaborando com o comunismo, como é que ele ainda não dominou o mundo?

A primeira e mais óbvia resposta é que “o comunismo” como regime, como sistema de propriedade, é uma coisa, e o “movimento comunista” enquanto rede de organizações é outra. O primeiro é totalmente inviável, mas por isso mesmo o segundo pode crescer indefinidamente sem jamais ser obrigado a realizá-lo, limitando-se, em vez disso, a colher os lucros do que vai roubando, usurpando, prostituindo e destruindo pelo caminho.

São duas faixas de realidade completamente distintas, que se mesclam numa confusão desnorteante sob a denominação de “comunismo”.

Uma analogia tornará as coisas mais claras. Nenhum ser humano pode levar uma vida razoável com base numa loucura, mas, por isso mesmo, nada o impede de ficar cada vez mais louco: ele se estrepa, mas a loucura progride.  A força da loucura consiste precisamente em furtar-se ao teste de realidade. Os comunistas não podem realizar a economia comunista. Se têm uma imensa facilidade em arrebanhar pessoas para que lutem por esse fim irrealizável, é precisamente porque ele é irrealizável, o que é o mesmo que dizer: inacessível a  toda avaliação objetiva de resultados. Jamais existirá uma economia comunista da qual seus criadores digam: “Eis aqui o comunismo  realizado. Podem julgar-nos e dizer se cumprimos ou não as nossas promessas.” É da natureza mais íntima do ideal comunista ser uma promessa indefinidamente auto-adiável, imune, por isso, a todo julgamento humano. Seu prestígio quase religioso vem exatamente disso: o comunismo traz o Juízo Final do céu para a Terra, mas também sem data marcada.

Daí o aparente paradoxo de um movimento que, quanto mais cresce e mais poderoso se torna, mais se afasta dos seus fins proclamados. A esse paradoxo acrescenta-se um segundo: quanto mais se afasta desses fins, mais o movimento está livre para alegar que foi traído e que tem direito a uma nova oportunidade, com meios mais “puros”. Mas o paradoxo dos paradoxos reside numa faixa ainda mais profunda. Se alguém diz que vai fazer o impossível, com certeza não fará nada ou fará outra coisa. Se fizer, poderá ao mesmo tempo dar a essa coisa o nome daquilo que pretendia e alegar que ela ainda não é, ou que não é de maneira alguma, aquilo que pretendia. Daí a ambigüidade permanente do discurso comunista, que pode sempre se alardear um movimento poderoso destinado a uma vitória inevitável, e ao mesmo tempo minimizar ou negar a sua própria existência, jurando que ela não passa de uma “teoria da conspiração”, de uma invencionice de lacaios do capital.

É alucinante, mas é o que acontece todos os dias. Definitivamente, a mente comunista não funciona segundo os cânones da psicologia usual, mas segue uma lógica própria onde se misturam, em doses indistinguíveis, a habilidade dialética, o auto-engano histérico e a mendacidade psicopática.

Por isso mesmo é que o crescimento vertiginoso do movimento comunista acompanha, pari passu, não a decadência do capitalismo, mas a escalada do seu sucesso. O comunismo como regime, como sistema econômico, não existe nem existirá nunca. O comunismo só pode existir como movimento político que vive de parasitar o capitalismo e, por isso mesmo, cresce com ele.

Mas, por mais que sobreviva e se fortaleça, o corpo parasitado não sai ileso da parasitagem: limitado cada vez mais à função de fornecedor de recursos e pretextos para o parasita, ele vai perdendo todos os valores morais, religiosos e culturais que originalmente o inspiraram e reduzindo-se à mecanicidade do puro jogo econômico, cada vez mais fácil de criticar, enquanto o parasita se adorna de todo o prestígio da moral e da cultura.

O modus operandi dessa parasitagem é duplo: de um lado, as economias comunistas só sobrevivem graças à ajuda capitalista vinda do exterior. De outro lado, em cada nação, o crescimento da economia capitalista alimenta cada vez mais generosamente a cultura comunista.

Na mesma medida em que a mais absoluta inviabilidade impede a construção da economia comunista, o comunismo militante alcança vitória atrás de vitória no seu empenho de transformar o capitalismo numa geringonça infernal e sem sentido.

Toda a lógica do comunismo, em última análise, deriva da idéia hegeliana do “trabalho do negativo”, ou destruição criativa. Mas “destruição criativa” é apenas uma figura de linguagem, uma metonímia. A destruição de uma coisa só pode dar lugar ao crescimento de outra se esta for movida desde dentro por uma força criativa própria, que nada deve à destruição.  Esperar que a destruição, por si, crie alguma coisa, é como querer que nasça um pinto de um ovo frito.


Publicado no Diário do Comércio.


sábado, 2 de agosto de 2014

A CNBB E OS CONSELHOS POPULARES

“OUVIREMOS OS CONSELHOS!”

Documento nº 91 da CNBB defende “conselhos” e “radicalização da democracia”

Por Hermes Rodrigues Nery


FOTO 1: Prof. Hermes Nery e Cel. Paes de Lira em ato público em defesa da vida em frente a Catedral da Sé, em São Paulo: “Mesmo sabendo que a maioria do povo brasileiro é contra o aborto e pela vida (82% segundo pesquisa Vox Populi). Mas os conselhos representam mesmo o povo?”
Em 2010, por ocasião da 48ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, realizada em Brasília (para comemorar o jubileu de ouro da fundação da capital federal, em pleno planalto central do País, o então secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa apresentou o documento nº 91: “Por uma Reforma do Estado com Participação Democrática”, assinado em 11 de março daquele ano, meses antes do pleito que elegeria Dilma Roussef como presidente. Naqueles dias da 48ª Assembléia, estive em Brasília, e procurei vários bispos, inclusive o próprio Dom Dimas, chamando a atenção do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 , que o então presidente Lula havia apresentado nas vésperas do Natal do ano anterior, e que causou grande apreensão em vários setores da sociedade brasileira. Solicitamos que a CNBB tivesse um posicionamento firme sobre o aspecto anticristão do PNDH3. Mas não foi possível tal posição. Os temas da Assembléia vinham das bases, e um deles era o documento nº 91. “Um tema para entrar aqui em discussão vem das bases, dos conselhos!”, ressaltou um dos prelados. Em relação ao PNDH3, a apreensão inicial foi apenas passageira. Logo as vozes se calaram, e vieram as acomodações conhecidas.  A execução do PNDH3 continuou como prioridade do governo do PT, legitimado pelo silêncio e conivência de muitos. Depois que passou a chiadeira inicial, o PT se sentiu respaldado a agir com mais celeridade aos propósitos contidos no PNDH3.
Muitos bispos fizeram descaso dos apelos feitos, e quando a voz solitária e heroica de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o Leão de Guarulhos, clamou em defesa dos nascituros, denunciando a agenda abortista do PT em plena campanha eleitoral, muitos outros religiosos e leigos católicos da esquerda se juntaram para assinarem uma carta de apoio a Dilma Roussef, incensada por Leonado Boff, em evento no Rio de Janeiro. No ano seguinte, estando com Dom Bergonzini em Londrina (PR), conversamos sobre a situação nacional, e ele afirmou que continuaria quantas vezes fosse preciso se posicionando em fidelidade ao Magistério da Igreja, à sã doutrina, denunciando a agenda abortista do PT e o seu projeto de poder totalitário, confirmando assim a valentia que faltava a muitos outros religiosos e leigos católicos. Estivemos juntos novamente num ato público na Praça da Sé, em que saímos em direção ao Forum João Mendes, onde ele protocolou uma ação contra as “Católicas pelo Direito de Decidir“. No ano seguinte, nos reencontramos no plenário do Supremo Tribunal Federal, na votação da ADPF 54, quando o STF decidiu aceitar o aborto em casos de anencefalia. Havíamos feito uma vigília durante a noite antes da votação, em frente o STF. E ainda durante a votação, quando a maioria dos ministros já havia deliberado, Dom Bergonzini saiu da sessão e foi rezar um terço em frente o STF. Ele sabia que, naquele momento, pela via judiciária estava se abrindo uma brecha para a legalização do aborto no Brasil, e que a Presidente Dilma Roussef não cumpriria sua promessa de campanha de que não tomaria iniciativa nesse sentido, o que se confirmou, mais tarde, com a sanção da Lei 12.845/2013, de triste memória. A imagem de Dom Bergonzini sozinho diante do STF, debaixo de um sol escaldante, no meio da tarde, foi de cortar o coração. O Leão de Guarulhos não se abateria até o último minuto de vida, dando o exemplo de um combatente, enquanto Igreja militante.

FOTO 2: Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o “Leão de Guarulhos”, reza o terço diante do STF, ainda durante a votação da ADPF-54
Via crucis de uma campanha contra o aborto
No mesmo período, percorríamos as paróquias de algumas dioceses do estado de São Paulo coletando assinaturas para a “Campanha São Paulo pela Vida“, com o objetivo de incluir na constituição estadual paulista o direito a vida, desde a concepção,, via iniciativa popular. Foi então que comecei a perceber uma realidade mais terrível, que ainda não tinha me dado conta. Ao apresentar a campanha aos padres, nas reuniões diocesanas de presbíteros, muitos deles disseram: “a proposta é boa, mas temos que primeiro ouvir “os conselhos” paroquiais. “Pessoalmente sou a favor da campanha, acho bonita esta iniciativa, mas temos que ouvir “os conselhos”. E de outro pároco: “Não posso simplesmente apresentar um projeto bonito desses como se fosse coisa minha, ou pior ainda, como se fosse coisa do bispo, você entende? Tudo será decidido nos conselhos.”
E então, a coisa emperrou. Algo aconteceu que não entendíamos. Só funcionou quando o pároco, com a sua prerrogativa de decisão, autorizou que fossemos ao final da missa falar sobre a campanha e, em seguida, fizéssemos a coleta de assinaturas. Em muitos casos, o pároco disse que colocaria a disposição agentes pastorais. mas quando chegávamos lá, para o mutirão pela vida, nem mesa, nem canetas, nada de estrutura mínima. Tínhamos que levar tudo por nossa conta, em certos casos, nem mesmo o pároco lá estava. A missa era rezada por um vigário, que nem sabia do que estava acontecendo, porque ninguém avisou nada. “Acho que vocês estão sendo boicotados”, nos disse uma senhora que veio assinar o formulário contra o aborto.

Foto 3: Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o “Leão de Guarulhos”, não se abateria, dando o exemplo de um combatente, enquanto Igreja militante.
A campanha contra o aborto no estado de São Paulo se tornou um calvário, porque nos deu a constatação de que boa parte das paróquias visitadas, estão dominadas por “conselhos” imbuídos de ideologia marxista, que não consideravam relevante a causa da defesa da vida, desde a concepção. “Vocês estão obcecados pela questão do aborto”, nos disseram. Se for um abaixo-assinado para dar moradia aos sem teto, terras para o morador de rua e direitos sociais aos afrodescendentes, então contem com a gente”. Mais tarde tivemos que ouvir de um dos líderes dos conselhos: “Até o papa já disse que vocês estão obcecados pela questaõ do aborto!” Um deles foi mais longe: “Direito primeiro ao já nascido!”. Mesmo assim, continuamos percorrendo as dioceses, algumas nos acolhendo muito bem, abrindo as portas, como o bispo de Campinas. Então fui pessoalmente falar com Dom Damasceno, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida. Ele foi bem receptivo e acolhedor, abrindo as portas da Basílica de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, onde fizemos um mutirão de coleta de assinaturas lá. E também Dom Beni, que telefonou autorizando um dia de coleta na Canção Nova. Mas foi apenas um único dia de mutirão. Depois, tínhamos que voltar às paróquias, e submeter o abaixo-assinado à vontade dos “conselhos”. E quando isso acontecia, emperrava de novo.
Bispos conservadores e fiéis ao Magistéiro da Igreja nos recebiam, ouviam e acolhiam, anuindo com a proposta. Quando os formulários eram encaminhados para às bases, meses decorriam sem que houvesse algum retorno.  O Regional Sul 1 da CNBB, graças ao Pe. Berardo Graz, dando apoio, conseguimos mobilizar outras comissões em defesa da vida, e obter juntos, mais de cento e cinquenta mil assinaturas. Mas precisávamos chegar a trezentas e trinta mil. Tivemos então que fazer um mapeamento de paróquia por paróquia, identificar qual padre acolheria, e mesmo assim, qual tomaria a decisão dele mesmo fazer acontecer. Quando ia para os “conselhos”,  estancava. Mesmo assim, chegamos a mais da metade do número de assinaturas exigidas pela legislação, e como desejávamos fazer a ação vir do seio da Igreja Católica, o trabalho demorou mais para fluir. “Chamem os evangélicos, vocês precisam dos evangélicos!” Mas queríamos muito a iniciativa dos católicos. A grande lição da campanha foi a de constatar o aparelhamento ideológico da Igreja Católica no Brasil. A maior parte dos “conselhos” criados para serem voz do esquerdismo dentro da Igreja, minando-a por dentro, corroendo a sã doutrina, fazendo com que muitos padres fiquem de mãos atadas, imobilizados, sem saber o que fazer, reféns dos mesmos. “A fidelidade dos sacerdotes católicos deve ser com a sã doutrina”, disse uma vez, numa reunião de um desses “conselhos”. E uma das lideranças, com voz num tom de saltar as veias, respondeu: “Esta sã doutrina é eurocêntrica. Mas saiba que a experiência da América Latina, que veio das CEBs, o protagonismo dos “conselhos populares”, fará emergir a Igreja que queremos, a Igreja como “povo de Deus”, e não a imposta pela hierarquia”. E completou: “A questão do aborto é um obsessão desta igreja reacionária”. “O povo quer pão na mesa e terra, esse sim é o direito a vida por qual temos que lutar. E conseguiremos isso com participação popular, com democracia radical”, efetivamente participativa.”
Outro aspecto percebido foi a constatação de que houve uma crescente tomada de posição dos progressistas, em todos os níveis, nas paróquias, nas escolas e universidades, nas editoras, empresas e muitas instituições hoje apenas ditas católicas. Os progressistas assumiram postos de comando, tornaram-se ordenadores de despesa, formaram seus “conselhos” e os doutrinaram, na ideologia marxista, para justificar e legitimar os encaminhamentos da “democracia radical” dentro da Igreja, relegando os padres conservadores aos papéis secundários de vigários, sem poder algum de decisão. Boa parte se acomodaram, evitando criar problemas, e preferindo tocar a rotina, em serviços burocráticos de atendimentos, sem intervir nas decisões, aceitando se tornar reféns dos “conselhos”. Alguns celebram a missa diária, como se fosse apenas uma obrigação profissional e nada mais. Fazem os atendimentos necessários e somem. Vários são os casos de depressão e alcoolismo, que sofrem sem saber o que fazer debaixo do mando de tais “conselhos”, com a conivência do progressista ordenador de despesa. Presenciei casos assim, nas minhas andanças em defesa da campanha contra o aborto, nas muitas visitas feitas em paróquias, de padres cerceados de suas atividades, vigiados, boicotados, que sofrem calados padecimentos incontáveis.
“O que acontece com a nossa Igreja?”, queixou-me um deles. E lembrou-me uma frase de Bento XVI, em seu livro “Jesus de Nazaré”: “E como estamos  todos na realiadade presos pelas potências que de um modo anônimo nos manipulam”. E me contou: “Não apenas padres sofrem com isso, mas também bispos, e mais ainda bispos eméritos conservadores, que padecem privações sob a dependência de religiosos progressistas, idosos, muitas vezes, sem família, á mercê da vontade dos progressistas. Tudo isso causa grande dor e sofrimento no seio da Igreja, que foi tomada por dentro pela implacabilidade dos progressistas, muitos deles, que recorrem aos “conselhos” para dar legitimidade a este cerco aos conservadores, por dentro da instituição. Eles sabem que ninguém vai falar nada, ninguém tem coragem de falar, e assim, aos poucos, eles avançam e ocupam mais postos de decisão.”
E então nos indagamos: o que esperar, mais para a frente, em termos de defesa da sã doutrina católica, quando o próprio documento nº 91 da CNBB, em relação à reforma do Estado brasileiro, prega uma “educação popular” capaz de questionar os fundamentos do sistema político atual, questionando inclusive a “democracia representativa”, e advogando a necessidade de dar poder a “novos sujeitos históricos” (os tais “conselhos populares” defendidos pelo decreto 8243/2014 da presidente Dilma Roussef?), propondo inclusive no referido documento, “radicalizar a democracia”, dizendo que “a democracia representativa não esgota todas as formas de vivência democrática”, “rompendo com a supremacia institucional da cultura ocidental”? Está no documento nº 91 a defesa dos “conselhos”, de modo explícito: “os conselhos paritários formam, um campo privilegiado de participação popular”, propondo “a institucionalização das estruturas de participação popular”, para “uma nova forma de viver a democracia”.
O fato é que o documento nº 91 está em muita sintonia com o pensamento contido no decreto nº 8243/2014 da presidente Dilma Roussef. Não é a toa que Gilberto Carvalho se sente tão a vontade, ao saber que não haverá resistência alguma da Igreja ao decreto, porque o documento nº 91, que já foi lido e trabalhado em tantos finais de semanas, em muitas reuniões paroquiais, pelo País afora, defende o que está no decreto 8243/2014, mesmo muitos sem saber exatamente das conseqüências disso, para o País, e para a Igreja Católica no Brasil. Gilberto Carvalho sabe que as poucas vozes reacionárias não tem lastro mais nas bases já trabalhadas e tomadas, há muito tempo. Já não tem mais poder algum. E poderá rir disso, no conforto do gabinete presidencial, certo de que poderá agora avançar mais célere, em tudo aquilo que está lá contido no PNDH3, e que os próprios bispos, reunidos na 48ª Assembléia, nada disseram a respeito. Agora, poderão facilmente prosseguir no afã de sovietizar o País, repetindo aqui o queria Lênin: “todo poder aos sovietes!”
Agora ficou clara a resposta dos párocos progressistas, ao receberem o formulário da campanha contra o aborto: “ouviremos primeiro os conselhos”. E entendemos o porquê tais formulários terem ficado meses esquecidos nas gavetas dos escritórios paroquiais. Os “conselhos” decidiram que a questão do aborto não é relevante. Mesmo sabendo que a maioria do povo brasileiro é contra o aborto e pela vida (82% segundo pesquisa Vox Populi). Mas os “conselhos” representam mesmo o “povo”?

Fonte: Blog PAPÉIS AVULSOS.

OS ROUXINÓIS E OS PORCOS

Alguém Disse em 1905
“Onde grunhem os porcos, não pode cantar o rouxinol.”

Nota preliminar: Especialmente para aqueles que leram e compreenderam simbolicamente a obra de Cervantes – A.Oliynik)

“Tu eras seu amo e ele com seu jumento tinha de arrastar-se atrás de ti e de Rocinante, porque sabia muito bem que só tu e não outro lhe proporcionarias a ilha prometida. E foi uma desgraça que não tenha morrido antes de ti, porque depois de teu falecimento considerou-se senhor e viveu de tua honra. Seus filhos esqueceram logo que seu pai havia sido um simples escudeiro e lhes pareceu que o velho Sancho foi o herói verdadeiro de tua história. Certamente o pai lhes falou antes de morrer da formosa Dulcinéia e eles se empenharam em encontrá-la: como gente prática, que nunca voa no ar com seus pensamentos, deram logo com ela. Mas adivinhai o que fizeram. Tenho medo de dizê-lo, mas também não posso ocultar, porque o assunto gravita sobre minha razão como uma pedra.”
“Violaram-na, os miseráveis, e a divina Dulcinéia foi engravidada pelos filhos de um escudeiro... Nobre cavaleiro: os ricos comerciantes de Madri que estabeleceram um prêmio por teu retrato autêntico são os filhos espúrios, os netos de teu antigo criado Sancho Pança...”
“E esses bastardos são agora os donos da vida. Eles prostituíram os sentimentos delicados da humanidade, fecharam com portas de ferro o caminho para as estrelas e adornaram com moedas de prata o caminho que leva ao lodaçal.”
“Esses servidores do bezerro de ouro fizeram do mundo uma mancebia, e ai daqueles que se negam a reconhecer sua honestidade de mercadores! Um dia, um rouxinol cantou ante as suas portas e eles lhe perguntaram em seguida: ‘Qual é teu preço comum? Quanto se te deve pelo canto?’ e o rouxinol fugiu para nunca mais voltar. E foi bem feito. Porque ali onde grunhem os porcos, não pode cantar o rouxinol. Felizmente os portões do céu estão fechados, senão os senhores da vida enviariam uma delegação ao Criador para perguntar-lhe o que lhe devem pelo universo que criou para eles.”

(Pense sobre isso e transporte esta mensagem simbólica para a realidade de hoje – A.O.)

AO CORRER DO TECLADO

SILAS MALAFAIA, UM HOMEM DE CORAGEM.

Estava eu na internet assistindo a um vídeo do pastor Silas Malafaia. Gosto desse cara. Tem a coragem que falta à maioria arrasadora dos padres e bispos católicos, com exceção de poucos, como o padre Paulo Ricardo. Ele denuncia que está sofrendo perseguição política e religiosa por parte do Partido dos Trabalhadores.
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PT cumpre ameaça feita por Gilberto Carvalho e começa a disputar espaço com evangélicos. O partido quer ter a sua própria versão dos Evangelhos, a sua própria imprensa, a sua própria OAB, a sua própria ciência, a sua própria democracia...
(Reinaldo Azevedo)
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No Fórum Social Mundial em 2011, em Porto Alegre, Gilberto Carvalho asseverou que o PT devia disputar as classes C e D com os evangélicos.
Disputar classe social é coisa de comuna, rebateu Silas Malafaia.
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O povo brasileiro quer ver essa cambada do mensalão na cadeia, disse Silas Malafaia em ato público evangélico em São Paulo em 05 de junho de 2013. Cinco dias depois sua Igreja, Assembleia de Deus, e a Associação Vitória em Cristo, que preside, recebeu intimação da Receita Federal, que promoveu verdadeira devassa na Igreja e na Associação. Não encontrou nada. Parabéns a Silas Malafaia.
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Em outubro de 2013, de acordo com o pastor, o funcionário Caio Marcos Cândido, da Receita Federal, pediu exoneração do cargo por não concordar com o evidente aparelhamento da Receita Federal pelo partido no poder. Isso não é novidade, pois o PT está aparelhando tudo, Receita, Polícia Federal, até instituição privada e até mesmo a privada.
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Receita Federal e Polícia Federal são organismos de Estado e não podem estar a reboque de governo nenhum.
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Estão enganados se pensam que sou igual a eles. Por que não fiscalizam a riqueza do filho do Lula, o milionário Lulinha? (Silas).
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Querem transformar o país numa Cuba, numa Venezuela. Igreja Evangélica do PT, Igreja Católica do PT, Ministério Público do PT, STF do PT. Nenhum partido político pode ser dono deste país. (Silas).
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Continuo surpreso com o apoio ao PT de alas significativas da Igreja Católica. Só vejo padre entrar na política através do PT. Até uma freira no sul. Ignoram olimpicamente que o partido tem como programa de governo o aborto e o homossexualismo, coisas incompatíveis com o credo católico. Não que se queira condenar o praticante, mas a prática sim. E, além do mais, o marxismo, doutrina petista, ainda sonha enforcar o último burguês com as tripas do último padre. Que igreja eu sigo? A do Vaticano ou a do PT?
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É muito fácil doutrinar:
basta dar maconha a quem não quer trabalhar.
(Anon, o subversivo do século XXI)
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Traduzindo sem eufemismo: Se o quadro político continuar o mesmo, levando o Brasil para o bolivarianismo, caia fora do país e leve o seu dinheiro com você... Esse sistema socialista não se sustenta, quando o Estado não tiver mais ninguém a quem espoliar. Anon, SSXXI
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Luciana Genro esteve aqui em Floripa e deitou falação como candidata a presidente. É a favor do aborto total, da liberação da maconha, de fazer desaparecer as polícias militares, enfim aquelas teses surradas copiadas do PT. Imaginem se uma dona dessas ganha uma eleição. Estaremos ralados. Bem, se considerarmos que o PT vai acabar fazendo o mesmo que ela quer...

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Fonte: Blog "Ao correr do teclado".