segunda-feira, 28 de outubro de 2013

AGENTE GRAMSCIANO

Por Nivaldo Cordeiro
Eu conheci o ex-ministro Bresser Pereira quando fui seu aluno, na EAESP-FGV. Naquele tempo, eu muito jovem, me empolguei e li todos os seus livros. Muito conversávamos e nessas conversas certa vez ele me disse que era um agente gramsciano. Assim, simples assim. Naquele tempo as leituras, além do próprio Grasmci, eram livros de Althusser e equivalentes, todos autores esquerdistas querendo tomar o que chamam de “aparelhos ideológicos do Estado”.  Estávamos no começo dos anos oitenta. Antes de ser economista, Bresser Pereira gosta de se ver como cientista político.
Desde então o antigo professor ascendeu aos mais altos cargos da República e, com os anos, piorou no seu esquerdismo. Era um dos quadros proeminentes do PSDB. Depois da morte de Franco Montoro viu-se órfão e,  surpresa das surpresas, tonou-se neopetista na senectude. Seus artigos publicados principalmente na Folha de São Paulo revelam um homem apaixonadamente militante e radical, esquerdista em mais alto grau.
Seu último artigo na Folha é um exemplar acabado dessa neurose esquerdista  (O ataque moralista da direita). Não apenas o autor revelou cegueira ideológica, como também cegueira fática. Pretendeu defender o governo Dilma Rousseff contra os supostos ataques da direita, recordando que Lula assumiu sob suspeição, mas que não levou à frente o antigo projeto petista de expropriar a burguesia.
Como analista, Bresser cometeu equívocos fatais. Não há direita política organizada no Brasil e os poucos quadros que ainda guardam alguma coisa disso estão militando em partidos esquerdistas. Um exemplo flagrante é o de Guilherme Afif Domingos, que aderiu sem peias ao projeto petista de manutenção do poder. Portanto, falar em direita política é fazer um exercício de saudosismo. Mais recentemente, a senadora Kátia Abreu, outrora direitista, mudou-se para a base do governo. A direita desapareceu sem deixar vestígio.
Enquanto agente gramsciano graúdo, Bresser Pereira sabe disso muito bem. Ele lutou décadas por isso, militou, colocou o Departamento de Economia da EAESP-FGV a serviço da causa, transformando-o num eficiente instrumento para propagação da fé socialista. Mas por que Bresser Pereira referiu-se à direita, como se ela ainda existisse?
Ele o fez porque algumas vozes sensatas se levantaram para mostrar que o modelo econômico estabelecido pelo PT é irracional e reduz as possibilidades de crescimento econômico. Aqui me lembro especificamente das críticas de Armínio Fraga e de Gustavo Franco, entre outros grandes economistas, que apontaram os principais erros na condução da política econômica. Mas esses dois economistas, como os outros, de forma alguma são “de direita”. Sempre militaram na esquerda e integraram governos esquerdistas.
Pugnar por racionalidade não transforma o sujeito em um direitista, apenas mostra que tem senso público e está preocupado com o bem comum.
Bresser Pereira também apontou os criticaram o desfecho do julgamento do Mensalão como arrematados direitistas. O julgamento acabou revelando o STF como um órgão leniente e tolerante com o malfeito, facilmente conduzido para chicanas jurídicas, de tal modo que deverá minimizar as penas já aplicadas ao chamado núcleo político do Mensalão. E ainda foi mais longe, ao afirmar que José Genoíno só foi apenado porque presidia o PT, e não porque tenha cometido atos criminosos, contra todas as evidências. Bresser faz coro com aqueles que querem dar a José Genoíno um atestado de bons antecedentes, por supostamente ele ser pobre, como se pobreza justificasse caráter e tornasse o sujeito automaticamente virtuoso.
Não a direita, mas a opinião pública, em peso, protestou contra a formação dessa casta acima da lei, que não responderá por seus crimes na proporção devida. Dizer que quem pediu a justa condenação dos mensaleiros é de direita é arrematada estupidez. Da mesma forma, dizer que quem comemorou a queda dos índices de popularidade de Dilma Rousseff é “de direita” é tolo. Ainda há forças de oposição, mas não de direita. Essas forças temem que o PT absorva o monopólio do poder.

A recente movimentação de Marina Silva, ingressando no PSB, é uma prova cabal de que o PT também sofre oposição à esquerda. Não enxergar isso é irrealismo. Bresser Pereira, com sua crítica oca, parece querer ser o eterno militante, agora radicalizado. A senectude não lhe serviu para amadurecer e fazer autocrítica. O fato é que ele, como Fernando Henrique Cardoso, é o vitorioso com a plena realização da revolução gramsciana a que assistimos. Mas parece ser pouco para ele, pois parece ansiar mesmo pelo regime de partido único, que imporia a proibição da liberdade de pensamento e de crítica. Objetivamente, defende o totalitarismo, de triste memória.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A CRUZADA RELIGIOSA DO KREMLIN

pseudochristiancommunismEx-agente soviético afirma: “Khrushchev nomeou “Teologia da Libertação” a nova religião criada pela KGB.”

Novas revelações dos arquivos da KGB sugerem que a “Teologia da Libertação” foi mais bem sucedida que nos sonhos mais ousados de Khrushchev.

Se você pensa que a Rússia se tornou nossa amiga, pense novamente. Não vamos gastar todo o nosso dinheiro em bem-estar e em aquecimento global. A “eleição” do novo patriarca da Rússia em 2009 mostra que ainda precisamos nos defender contra os sonhos imperiais do Kremlin.

Há tempos o Kremlin usa a religião para manipular as pessoas. Os czares utilizaram a Igreja para instilar a obediência doméstica. Os governantes soviéticos apaziguaram a população com a KGB, mas eles sonhavam com a revolução mundial. Depois que a casa já tinha sido acalmada, então eles encarregaram a KGB de trabalhar – através da igreja – para ajudar o Kremlin a expandir sua influência na América Latina. Desde Pedro, o Grande, os czares russos conservam a obsessão de encontrar um meio para entrar no Novo Mundo.

Criar um exército secreto de inteligência formado por servos religiosos, e utilizá-lo para promover os interesses do Kremlin no exterior, foi um trabalho importante para a KGB ao longo dos 27 anos em que fiz parte dela. Centenas de religiosos que não cooperavam foram assassinados ou enviados para os Gulags. Os complacentes foram utilizados. Como não era permitido aos padres serem agentes da KGB, eles assumiram a condição de cooptador ou de agente disfarçado. Um cooptador recebia privilégios da KGB (promoções, viagens internacionais, cigarros e bebidas importados, etc.). Um agente disfarçado gozava dos mesmos privilégios, além de receber um salário suplementar secreto de acordo com a sua posição real ou imaginária na KGB. Para preservar o sigilo, todos os padres que se tornaram cooptadores ou agentes disfarçados eram conhecidos, dentro da KGB, apenas pelos seus codinomes.

Revelações recentes mostram que a KGB continua, como antes, a mesma cruzada religiosa, apesar de a agência ter sido discretamente renomeada – FSB (1)– para promover a ideia de que a criminosa polícia política soviética, que matou mais de 20 milhões de pessoas, tinha sido dissipada pelos ventos da mudança. 

No dia 5 de dezembro de 2008, morreu o patriarca russo Aleksi II. A KGB o conduziu sob o codinome “DROSDOV” e o premiou com Certificado de Honra, como mostra um arquivo da KGB acidentalmente deixado para trás na Estônia (2). Pela primeira vez na história a Rússia poderia agora eleger democraticamente um novo patriarca.

Em 27 de janeiro de 2009, os 700 delegados sinodais reunidos em Moscou foram presenteados com uma lista fechada com 3 candidatos. Todos, no entanto, pertenciam ao exército secreto da KGB: o metropolitano Kirill, de Smolensk, trabalhou para a KGB sob o codinome “MIKHAYLOV”; o Filaret, metropolitano de Minsk, foi identificado como tendo trabalhado para a KGB sob o codinome “OSTROVSKY”; e o Kliment, metropolitano de Kaluga, foi recentemente descoberto, tinha sido listado com o codinome “TOPAZ” [3].

Os sinos da Catedral de Cristo Salvador anunciaram em Moscou que um novo patriarca tinha sido eleito. O metropolitano Kirill, também conhecido como “MIKHAYLOV”, havia sido o vencedor. Provavelmente a KGB/FSB o considerou em uma condição melhor para executar seus projetos internacionais, domínio no qual ele concentrou seus esforços durante a maior parte de sua vida profissional. Em 1971, a KGB o enviou a Genebra (Suíça) como representante da Igreja Ortodoxa Russa no Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a maior organização ecumênica internacional depois do Vaticano, que representa aproximadamente 550 milhões de cristãos de várias denominações em 120 países. ( N. do E.: O Conselho Mundial de Igrejas (CMI), desde que surgiu, representa apenas os inúmeros agentes da esquerda infiltrados em denominações cristãs diversas, que, com o apoio de milhares de idiotas úteis, endossam e fomentam, além do mais relativista e caótico liberalismo teológico, movimentos subversivos de toda espécie, incluindo aí terroristas, bem como toda a agenda do marxismo cultural: aborto, gayzismo, feminismo, etc.) O objetivo era usar sua posição no CMI para espalhar a doutrina da Teologia da Libertação – um movimento religioso marxista que nasceu na KGB – pela América Latina. Em 1975, a KGB infiltrou “MIKHAYLOV” no Comitê Central do CMI, e em 1989 a KGB o apontou como presidente de relações internacionais do patriarcado russo – posições que ele mantinha quando foi “eleito” patriarca. De fato, no seu discurso de posse ”MIKHAYLOV” anunciou que fundaria canais de televisão religiosos na Rússia que fariam transmissões internacionais.  

O fato de “MIKHAYLOV” ser um bilionário provavelmente também o fez mais apropriado para a Rússia, que agora é conduzida por uma cleptocracia da KGB – meu antigo colega da KGB, Vladimir Putin, que é co-proprietário de reservas de gás da Rússia, tornou-se um dos homens mais ricos da Europa. Por sua vez, “MIKHAYLOV” foi incluído no mercado livre de tabaco. A licença foi concedida a ele pelo governo Putin, que é composto, sobretudo, por antigos oficiais da KGB [4].

Meu primeiro contato com o empenho da KGB de utilizar a religião para ampliar a influência estrangeira do Kremlin aconteceu em 1959. “A religião é o ópio do povo” [5]. Eu ouvi Nikita Khrushchev dizer, citando a famosa máxima de Marx, “então vamos dar-lhes ópio”. O líder soviético veio a Bucareste junto com o seu principal espião, o General Sakharovsky, meu chefe de facto naquele tempo, que em 1949 tinha criado a “Securitate”, o equivalente romeno da KGB, e que se tornou seu primeiro conselheiro soviético. Khrushchev queria discutir um plano para assumir o oeste de Berlim, que havia se tornado uma rota de fuga através da qual mais de 3 milhões de europeus do leste fugiram para o Ocidente.
Naquele tempo eu era o chefe interino da Missão Romena na Alemanha Ocidental e chefe da estação de inteligência romena lá. Como um “especialista em Alemanha”, eu participava da maioria das discussões. “Nós chegaremos a Berlim”, Khrushchev nos assegurou. Sua “arma secreta” era Cuba. “Quando os yankees souberem que estamos em Cuba eles vão esquecer que estamos no oeste berlinense, e nós o tomaremos. Então usaremos Cuba como trampolim para lançar uma religião concebida pela KGB na América Latina”, retratada por Khrushchev como uma fortaleza já cercada que logo se renderia ao Kremlin. Complexo? Absolutamente, mas é assim que a mente de tiranos comunistas funciona. 

Khrushchev nomeou “Teologia da Libertação” a nova religião criada pela KGB. A inclinação dela para a “libertação” foi herdada da KGB, que mais tarde criou a Organização para a “Libertação” da Palestina (OLP), o Exército de “Libertação” Nacional da Colômbia (ELN), e o Exército de “Libertação” Nacional da Bolívia. A Romênia era um país latino, e Khrushchev queria nossa “visão latina” sobre sua nova guerra de “libertação” religiosa. Ele também nos queria para enviar alguns padres que eram cooptadores ou agentes disfarçados para a América Latina – queria ver como “nós” poderíamos tornar palatável para aquela parte do mundo a sua nova Teologia da Libertação. Khrushchev obteve o nosso melhor esforço.

Lançar uma nova religião foi um evento histórico, e a KGB tinha se preparado cuidadosamente para isso. Naquele momento a KGB estava construindo uma nova organização religiosa internacional em Praga, chamada “Christian Peace Conference” (CPC), cujo objetivo seria espalhar a Teologia da Libertação pela América Latina. Diferentemente da Europa, a América Latina daqueles anos ainda não havia sido picada pelo besouro marxista. A maioria dos latino-americanos era pobre, camponeses devotos que tinham aceitado o status quo. A KGB pretendia infiltrar o marxismo naqueles países com a ajuda da “Christian Peace Conference”, que foi concebida para calmamente incitar os pastores a lutarem contra a “pobreza institucionalizada”.

Nós, romenos, contribuímos com o CPC com um pequeno exército de cooptadores e oficiais disfarçados. Para preservar o sigilo total da operação, nós também recebemos ordem para transformar todas as nossas organizações religiosas envolvidas em questão de assunto internacional dentro de entidades secretas de inteligência.

O novo CPC era subordinado ao respeitável Conselho Mundial da Paz (CMP) – outra criação da KGB, fundado em 1949 e agora sediado também em Praga. Quando ainda era um jovem oficial de inteligência, eu trabalhei para o CMP, e mais tarde dirigi suas operações romenas. Era genuinamente a KGB. Em 1989, quando a União Soviética estava à beira de um colapso, o CMP admitiu publicamente que 90% do seu dinheiro tinha vindo da KGB [6].  

O CMP publicou um periódico francês – “Courier de la Paix” – impresso em Moscou. O “Christian Peace Conference” publicou um periódico em inglês, “CPC INFORMATION”, editado pela KGB, que apresentou o CPC ao mundo como uma organização global ecumênica preocupada com os problemas da paz. O objetivo secreto do CPC, no entanto, era incitar o ódio contra o capitalismo e contra o consumismo na América Latina, e espalhar a Teologia da Libertação naquela parte do mundo. 

Até pouco tempo eu acreditava que a “Teologia da Libertação” havia sido apenas mais um projeto descuidado de Khrushchev que desceria junto com ele pelo ralo da história. Novas revelações dos arquivos da KGB, no entanto, sugerem que a “Teologia da Libertação” foi mais bem sucedida que nos sonhos mais ousados de Khrushchev.

Em 1968, o CPC – criado pela KGB – foi capaz de dirigir um grupo de bispos esquerdistas sul-americanos na realização de uma Conferência de Bispos Latino-americanos em Medellín, na Colômbia. O propósito oficial da Conferência era superar a pobreza. O objetivo não declarado foi reconhecer um novo movimento religioso, que encorajasse o pobre a se rebelar contra a “violência da pobreza institucionalizada”, e recomendá-lo ao Conselho Mundial de Igrejas para aprovação oficial. A Conferência de Medellín fez os dois. Também engoliu o nome de nascimento dado pela KGB: “Teologia da Libertação”. 

A “Teologia da Libertação” foi então formalmente apresentada ao mundo pelo Conselho Mundial de Igrejas. Revelações mostram que todo o exército de cooptadores e de oficiais disfarçados da KGB foi enviado de Moscou para ajudar [7].

Aqui estão alguns extratos de documentos originais da KGB conhecidos como “Arquivo Mitrokhin” (descrito pelo FBI como o mais completo e amplo já recebido de qualquer fonte), e dos documentos do Politburo liberados pelo padre Gleb Yakumin, vice-presidente da comissão parlamentar russa que investigou a manipulação da igreja promovida pela KGB.

Agosto 1969
. Agentes “Svyatoslav”, “Adamant”, “Altar”, “Magister”, “Roschin”, e “Zemnogorsky” foram enviados pela KGB até a Inglaterra para participarem no trabalho do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas. A agência [KGB] manobrou para frustrar atividade hostil [contra a Teologia da Libertação], e o agente “Kuznetsov” manejou para penetrar o diretório do CMI.

“ADAMANT”, que comandou este grupo de assalto da KGB, era o Metropolitano Nikodim. “KUZNETSOV” era Aleksey Buyevsky, secretário leigo do departamento de relações internacionais do patriarcado, comandado por Nikodim.

Fevereiro 1972
. Agentes “Svyatoslav” e “Mikhailov” foram para a Nova Zelândia e Austrália para sessões do Comitê Central do CMI.

Como indicado anteriormente, “MIKHAYLOV” é Kirill, o patriarca da Rússia.

Julho 1983
. 47 agentes de órgãos da KGB entre autoridades religiosas, clero e pessoal técnico da delegação da URSS foram enviados para Vancouver (Canadá) para a 6a Assembleia Geral do CMI.
Agosto 1989. O Comitê Central do CMI organizou uma sessão especial sobre perestroika. ... Agora a agenda do CMI é também nossa [8].

O “Arquivo Mitrokhin”, contendo cerca de 25 mil páginas de documentos da KGB altamente confidenciais, representa uma parte minúscula do arquivo completo da KGB, estimado em aproximadamente 27 bilhões de páginas (a “Stasi” da Alemanha Oriental tem 3 bilhões). Se este arquivo da KGB for realmente aberto sem ser higienizado, ele contará a verdadeira e assustadora história.

Em 1984, o Papa João Paulo II encarregou a Congregação para a Doutrina da Fé, conduzida pelo Cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI, de preparar uma análise da “Teologia da Libertação”. O estudo devastador apresentou a “Teologia da Libertação” como uma combinação de “luta de classes” e “Marxismo violento” [9], dando nela um sério golpe. 

A “Teologia da Libertação” – criada pela KGB – está ainda aumentando suas raízes na Venezuela, Bolívia, Honduras e Nicarágua, onde camponeses apoiam as tentativas dos ditadores marxistas Hugo Chávez, Evo Morales, Manuel Zelaya e Daniel Ortega de transformarem os seus países em ditaduras policiais de tipo KGB. Há poucos meses a Venezuela e a Bolívia expulsaram – na mesma semana - os embaixadores dos Estados Unidos, e apelaram à proteção militar russa. Embarcações militares e bombardeiros russos estão agora de volta a Cuba – e novamente na Venezuela – pela primeira vez desde a crise dos mísseis cubana. O Brasil, a décima maior economia do mundo, parece estar seguindo os passos do seu governante marxista, Lula da Silva, que em 1980 criou o “Partido dos Trabalhadores” (PT), um clone do Partido Trabalhador da Romênia Comunista. Com a recente inclusão da Argentina, onde a presidente, Christina Fernandez de Kirchner, está conduzindo o país a uma dobra marxista, o mapa da América Latina aparece, sobretudo, em vermelho.

Quando a “Teologia da Libertação” foi lançada no mundo, a KGB era um Estado dentro do Estado. Agora a KGB É o Estado. Mais de 6 mil antigos oficiais da KGB são membros dos governos local e federal da Rússia, e 70% de suas atuais figuras políticas tinham associações, de uma maneira ou de outra, com a KGB [10].

Logo que moveu seus quadros para dentro do Kremlin, a “nova” KGB/FSB decidiu enviar armas nucleares para armar a teocracia religiosa anti-americana que governa o Irã. Ao mesmo tempo, centenas de técnicos russos começaram a ajudar “mullahs” iranianos a desenvolver mísseis de longo alcance que podem carregar ogivas nucleares ou bacteriológicas a qualquer lugar do Oriente Médio e da Europa [11].

A antiga manipulação da religião promovida pela KGB se transformou em uma política externa letal da Rússia.


Notas
:
[1]. Federalnaya Sluzhba Bezopasnost, Serviço de Segurança Federal da Federação Russa.
[2]. Seamus Martin, “Russian Patriarch was KGB agent, Files Say”. The Irish Times, 23 de Setembro, 2000. Publicado em [http://www.orthodox.net/russia/2000-09-23-irish-times.html].
[3]. “Russian Orthodox Church chooses between ‘ex-KGB candidates’ as patriarch,” Times Online, January 26, 2009. Christopher Andrew e Vasily Mitrokhin, The Mitrokhin Archive and the secret history of the KGB (New York, Basic Books, 1999).
[4]. Patriarca Kirril (Gunialev) [http://www.russia-ic.com/people/general/328/].
[5]. Karl Marx, “Contribuição à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, 1843, que foi lançado um ano depois no próprio jornal de Marx, Deutsch-Französische Jahrbücher, uma colaboração com Arnold Ruge. 
[6]. Herbert Romerstein, Soviet Active Measures and Propaganda, Mackenzie Institute Paper no. 17 (Toronto, 1989), pp. 14-15, 25-26. WPC Peace Courier, 1989, no. 4, in Andrew and Gordievsky, KGB, p. 629.
[7]. “Manipulation of the Russian Orthodox Church & the World Council of Churches,” publicado em [http://intellit.muskingum.edu/russia_folder/pcw_era/sect_16e.htm].
[8]. New Times (revista secreta da KGB publicada em inglês para consumo no Ocidente), Julho 25-31, ed. 1989.
[9]. “Liberation Theology by Joseph Cardinal Ratzinger,” Ratzinger Home Page, publicado em [http://www.christengom-awake.org/pages/ratzinger/liberationtheol.htm].
[10]. De acordo com Gary Kasparov, “KGB State,” parte das posições governamentais russas é ocupada por antigos oficiais da KGB. The Wall Street Journal, September 18, 2003, encontrado em [http://online.wsj.com/article_print/0,,SB10638498253262300,00.html].
[11]. William Safire, “Testing Putin on Iran, The New York Times, May 23, 2002, internet edition.


ionmihaipacepaIon Mihai Pacepa
(Lt. Gen. R) é o mais alto funcionário do bloco soviético ao qual foi concedido asilo político nos Estados Unidos. No Natal de 1989, Ceausescu e sua mulher foram executados depois de um julgamento – as acusações presentes no processo foram publicadas quase que palavra-por-palavra no livro de Pacepa, “Red Horizons”, posteriormente traduzido para 27 idiomas.

Publicado na FrontPage Magazine em junho de 2009.

Tradução: Bruno Braga

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

CATÓLICOS: É PRECISO REAGIR

Se os católicos não reagirem, temíveis perseguições sobrevirão para a Igreja Católica – Entrevista com o Arcebispo de São Francisco, Califórnia
 

“Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa”  (Jo 15, 18-20).


Revista Catolicismo, Nº 753, Setembro/2013

Dom Salvatore Cordileone, Arcebispo de São Francisco (Califórnia), prognostica nesta entrevista que se os católicos não reagirem, temíveis perseguições sobrevirão para a Igreja Católica, por pregar uma moral segundo os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
     
Dom Salvatore Cordileone, Arcebispo de São Francisco (Califórnia)
Dom Salvatore Cordileone, Arcebispo de São Francisco (Califórnia)
  
Se o mundo católico não reagir, dias difíceis nos aguardam. Inúmeros fiéis já são perseguidos pelo “crime” de perseverar e defender a moral segundo a doutrina do Magistério da Igreja Católica. Mais difíceis ainda serão os dias daqueles que têm por obrigação combater a imoralidade infrene e as leis que viabilizam a prática do aborto e o “casamento” de pessoas do mesmo sexo.

Em entrevista concedida ao Sr. Michael Drake, membro da TFP norte-americana — e que Catolicismo reproduz nesta edição — o Arcebispo de São Francisco (Califórnia), Dom Salvatore J. Cordileone, responde, entre outras, a estas preocupantes questões: O que acontecerá com sacerdotes que pregam a verdadeira moral católica? Serão condenados? E com os pais de família que ensinarem a seus filhos que o matrimônio só deve ser entre um homem e uma mulher, em união monogâmica e indissolúvel, com vistas à procriação e educação da prole? Sofrerão eles análogas condenações?

Convém lembrar que, em conformidade com o Evangelho, é uma honra sofrer perseguição por amor à Justiça:

Dom Salvatore — Há certamente ligações filosóficas. Aqueles dentre nós que estudamos isto sabem que o início da erosão neste assunto foi a mentalidade contraceptiva separando a procriação do ato conjugal. O sexo ficou reduzido apenas ao prazer. Cheguei a ler recentemente algumas colunas na imprensa, que o afirmam explicitamente. Uma delas em particular criticava os mórmons porque eles também não aprovam a contracepção. Esse colunista simplesmente não podia acreditar que alguém pudesse olhar o sexo a não ser como recreação. Contudo, se este for praticado exclusivamente como recreação, não haverá limites; qualquer coisa prazerosa será legítima.

  
O Padre Norman Weslin, de 80 anos, foi preso nos Estados Unidos no Campus da Universidade Católica de Notre Dame. Que "crime" cometeu? Liderou um protesto contra o aborto...
O Padre Norman Weslin, de 80 anos, foi preso nos Estados Unidos no Campus da Universidade Católica de Notre Dame. Que “crime” cometeu? Liderou um protesto contra o aborto…
  
Catolicismo — Uma palavra sobre a reação à violência que estamos observando ser perpetrada contra aqueles que apoiam o casamento tradicional. Haveria uma resposta para isso? Como devemos apresentá-la?
  
Dom Salvatore — Deve haver uma resposta ao ódio e à violência. Há muito para se dizer sobre isso. Deve haver uma preocupação em saber o que o outro lado realmente quer. Essas pessoas estão do lado que prega a tolerância. Mas quando não conseguem o que desejam se tornam os mais intolerantes. Referem-se a “tirar um direito fundamental”; mas como pode ser fundamental um direito criado que nunca existiu antes? Número dois: ele não foi criado através de um processo democrático. Em cada estado onde o “casamento” homossexual foi legalizado, criaram-no quatro juízes da Suprema Corte. Nós fizemos uso de um processo democrático: tiramos o poder das mãos de uma pequena corte e colocamo-lo de volta nas mãos das pessoas, para que o povo pudesse decidir de forma democrática em que tipo de sociedade gostaria de viver. Explicamos que essa atitude não se voltava contra ninguém, não era discriminatória.
  
O casamento é algo diferente. Considerável número de pessoas recebeu essa mensagem e a entendeu. Se os que se opõem a nós desejam pregar a tolerância, devem praticá-la. Eles precisam usar meios democráticos, pacíficos e honestos. Acabei de receber esta manhã e-mail de um sacerdote amigo de minha diocese. Ele anexou a coluna que escreveu para seu boletim, comparando a atitude deles à Kristallnacht [A noite dos cristais], na Alemanha nazista em 1938, quando foram atacadas pessoas, instituições e entidades judaicas por serem israelitas. Nenhum funcionário público censurou a coluna. O mesmo está acontecendo agora contra os mórmons e nenhum funcionário público está criticando, simplesmente por serem mórmons que participaram do processo democrático que eles e nós acreditamos visar o bem comum, e não ter em vista sua própria visão religiosa particular.
  
"O que está acontecendo em nossa sociedade é a presença sobre a mesa de duas ideias de casamento que são excludentes. Elas não podem coexistir"
“O que está acontecendo em nossa sociedade é a presença sobre a mesa de duas ideias de casamento que são excludentes. Elas não podem coexistir”
  
Catolicismo — Se o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo for levado adiante, como isso afetará diretamente a Igreja — ou, de modo indireto, as organizações a ela filiadas? Ou ainda as organizações não filiadas e sem fins lucrativos?

Dom Salvatore — Não é uma questão de viver e deixar viver. Na verdade, essa é a situação existente com as leis de parceria doméstica, segundo a ideia deles de tolerância. O que está acontecendo em nossa sociedade é a presença sobre a mesa de duas ideias de casamento mutuamente excludentes. Estamos lutando para que uma delas prevaleça. Tais ideias não podem coexistir.

Uma ideia consiste no modo como o casamento sempre foi entendido em toda a sociedade humana, desde o início da civilização, ou seja, uma união para toda a vida de um homem com uma mulher, com fidelidade duradoura mútua, para a procriação e educação dos filhos, e o bem dos cônjuges. A sociedade tem um interesse nessa ideia. O governo tem interesse e participação no casamento por causa da procriação e da próxima geração de cidadãos. Para a sociedade florescer, os cidadãos devem ser virtuosos. As crianças aprendem a virtude principalmente em suas famílias; em segundo lugar, em suas comunidades educacionais e de fé. Essa é a ideia do casamento como ele sempre existiu.

É por isso que ele goza desse status especial na lei. Não há nenhum outro relacionamento com o status da lei do casamento. Existem outros tipos de belas relações humanas: a relação de amizade, a relação entre pais e filhos, entre um pastor e seu rebanho. Todas essas são relações humanas belas e elevadas. Mas o casamento é diferente de todo o resto.

A outra ideia de casamento é a de que ele pode ser de maneira como você quiser defini-lo. E, assim, não há diferença moral entre o chamado “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e as uniões heterossexuais entre maridos e esposas; quem pensar de modo diferente é tachado de “preconceituoso”. Então, se você é um “preconceituoso” à maneira das pessoas que duas gerações atrás se opunham ao casamento inter-racial, será tratado como tal.

Se você quiser saber como será a sociedade se a ideia do “casamento” do mesmo sexo prevalecer, é só considerar como a sociedade trata hoje os racistas, aos quais ela nega autorização para o exercício de profissões. A Universidade Bob Jones teve revogado seu status de organização sem fins lucrativos porque proibia namoros inter-raciais após a decisão da Suprema Corte no Loving versus Virgínia, em 1967. Não havia um processo judicial, não havia legislação aplicável, mas um burocrata no IRS revogou seu status de organização sem fins lucrativos. A mesma coisa aconteceu com um Acampamento Metodista em Ocean Grove, NJ, dono de um pavilhão em frente à praia que ele alugava para quem quisesse fazer festas de casamento. Tendo se recusado alugá-lo para a cerimônia de união civil de um “casal” de lésbicas, um burocrata revogou o status de instituição sem fins lucrativos no tocante àquela parte confrontante com a praia. Há muitos, muitos outros casos, por exemplo, o da Charities Católica, na Arquidiocese de Boston.

O outro lado vai focalizar com muita frequência sua atenção em igrejas para realizar “casamentos” de pessoas do mesmo sexo. Bem, isso é apenas um fator entre muitos outros. Segundo as leis de acomodação pública, as igrejas que alugam seus salões paroquiais para o público em geral seriam obrigadas a fazê-lo para recepções de uniões do mesmo sexo. Sob a lei trabalhista do emprego, as universidades e as escolas se veriam obrigadas a contratar pessoas unidas por “casamentos” do mesmo sexo e aceitar crianças por elas adotadas, não importando o quanto elas exteriorizam e exibem seu “casamento” homossexual. Quanto à questão de se obrigar a realizar “casamentos” do mesmo sexo, o “Washington Blade”, um jornal homossexual muito influente, disse que ela será resolvida por meio desta frase: “Fluxo constante de processos judiciais”. Então, você verá uma enxurrada de processos judiciais por causa disso. Entretanto, o jornal observou que isso não era certo…

E quanto ao currículo escolar? A evidência e a experiência são claras, apesar da afirmação em contrário de funcionários de escolas: estas serão obrigadas a ensinar a equivalência entre o “casamento” de pessoas mesmo sexo e o casamento heterossexual. Isso já está acontecendo em Massachusetts. E é perfeitamente lógico: as escolas não poderiam ensinar o “fanatismo”, e a opinião comum admitida pela sociedade — que acredita na existência de algo de único na união de maridos e esposas, com exclusão de pessoas comprometidas com o casamento do mesmo sexo — seria uma forma de intolerância. As escolas terão de ensinar a equivalência das uniões conjugais do mesmo sexo com as heterossexuais. É perfeitamente concebível que todas as escolas – inclusive, portanto, as escolas privadas – teriam de adaptar seu currículo a fim de receber a chancela do Estado. Nossas escolas católicas não seguirão isso. O que acontecerá se formos forçados a fechar nossas escolas? O que vai acontecer se formos obrigados a fechar nossos hospitais? Já houve o caso de um hospital católico em São Francisco, o qual foi solicitado a fazer para uma operação completa de mudança de sexo. O Estado não terá como se manter se ele fechar os hospitais católicos. A Igreja Católica oferece uma quarta parte dos serviços de saúde deste país.
Catolicismo — Vossa Excelência prevê qualquer tipo de lei da mordaça ou proibição de externar, a partir do púlpito ou de outra forma, o ensinamento verdadeiro e a pregação da Igreja em oposição às uniões do mesmo sexo?
Dom Salvatore — Por enquanto parece difícil. Mas não considero impossível, porque isso já ocorreu na Suécia. Um pastor foi preso por pregar do púlpito sobre esse tema. Pelo menos um bispo no Canadá foi obrigado a retirar uma Carta Pastoral sobre a santidade do casamento do site diocesano. Haverá leis do chamado discurso de ódio que poderão ser aplicadas contra nós. Mas elas poderão chegar tão longe, até o púlpito? Eu não diria que seja certo, mas é possível.

Catolicismo — Na parte referente ao casamento, especialmente na Califórnia, uma votação sobre a Proposição 8 [estabelecendo que o casamento é só entre homem e mulher] constatou que a maior mudança demográfica na opinião pública situava-se na faixa etária inferior aos 25 anos. Como aconteceu isso?

Dom Salvatore — Isso se deu tanto no aspecto temporal quanto no espiritual. No temporal, aconteceu logo depois de iniciadas as campanhas da mídia. Penso que foi por causa de tais campanhas — os comerciais de TV, por exemplo — que os votantes perceberam realmente a índole da questão e seu impacto, bem como que a aprovação da Proposição 8 seria realmente para proteger os direitos, e não o contrário.
Espiritualmente, houve muitas pessoas de fé que se uniram, fazendo 40 dias de jejum e oração. O jejum iniciou-se uma semana ou duas antes da mudança. Achamos que o esforço espiritual teve algo a ver com isso.

A Proposição B, na Califórnia, estabelece que o casamento é só entre homem e mulher
A Proposição B, na Califórnia, estabelece que o casamento é só entre homem e mulher

Catolicismo — Olhando para frente, que lições tirar da recente campanha? Inicialmente com a DOMA (Lei de Defesa do Casamento) da época de Clinton, em seguida a mesma lei na Califórnia, em 2000, a qual foi aprovada com 61%, e agora essa queda de nove pontos, para 52%, na emenda estadual da Proposição 8. Qual é o futuro desta batalha pelo casamento?

Dom Salvatore — A queda preocupa, uma vez que o discernimento está erodindo. Embora real, ela não é tão grave como indica, porque os peritos nos dizem que perdemos pelo menos três pontos percentuais, talvez mais, sete pontos; alguns dizem mesmo 10, por causa da mudança do texto. Foi o melhor texto para derrotar uma iniciativa — eliminando um “direito”. Então, se isso não tivesse ocorrido, teríamos obtido pelo menos 55%. No entanto, é uma queda. O que preocupa.

Mas muitas lições foram aprendidas. Há ainda grande quantidade de pessoas com fé, mesmo na Califórnia. A fé ainda tem o poder de transformar a cultura. Curiosamente, tenho certeza de que tudo isso faz parte do plano da Providência divina. Em setembro, pouco antes da eleição, quando esta questão estava realmente aquecendo, eu estava nas Filipinas. Alguns anos atrás, a comunidade filipina de minha diocese tinha me convidado a visitar seu país, seus locais sagrados, e a participar de uma determinada festividade que eu havia celebrado para o povo de San Diego; e encontrei algum tempo em setembro para fazê-lo. As igrejas estavam cheias. Os múltiplos santuários estavam lotados em todas as missas celebradas de hora em hora. Na festividade mariana que eu celebrei, as igrejas e as ruas da cidade estiveram lotadas durante toda a novena. Minha reflexão foi de que as pessoas com mentalidade pós-modernista olhariam para isso como se tratasse de um curioso costume pitoresco e folclórico antiquado sem nenhum nexo com a vida real.

Eu estava empenhado desde o início neste esforço e existiam diferentes grupos que não se conheciam. Tivemos que confiar. Não havia escolha. Se não confiássemos, não poderíamos ter feito isso. E essa foi a nossa única chance de fazê-lo. Então, praticamos um ato de grande confiança. A razão disso foi porque todo mundo provou ser digno de confiança. Ninguém estava ali por si só para sua própria glória. Preocupávamos somente com uma coisa: preservar e promover o casamento. Ninguém se importava em obter vantagem. Isto simplesmente não importava.



Christian B&B owners who refused to let gay couple stay suffer death threats and are forced to sell up because of a lack of business

Hazelmary and Peter Bull, left, from Cornwall, have been forced to put their beloved nine-bedroom guesthouse on the market after failing to attract enough guests.

Full Story: 
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2424983/Christian-B-B-owners-refused-gay-couple-close-business.html

25 September 2013

Esta notícia da Inglaterra exemplifica isso:


Cordileone 5
  
Catolicismo— Existe uma ligação direta entre os esforços para promover a contracepção e os destinados a promover relacionamentos intrinsecamente estéreis entre pessoas do mesmo sexo?
  

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ALERTA: RISCOS DA VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE

HEITOR DE PAOLA
Com a Assessoria especializada do Prof. Dr. José Jorge Neto [1]
07/10/2013

A vacinação contra a gripe (influenza) tornou-se em si mesma numa epidemia. As pessoas afetadas por esta febre precisam duma vacina contra sua disseminação como panacéia universal. Os pacientes, em sua grande maioria leigos, não têm idéia de que qualquer vacinação implica na introdução em seu organismo de agentes potencialmente perigosos se não forem adequadamente elaborados por seus produtores e submetidos a rígidos controles de qualidade.

Há anos houve uma ampla discussão sobre quem deve decidir sobre o uso das vacinas em crianças: os pais ou as autoridades? Na ocasião publiquei dois artigos (Vacinação: quem deve decidir? e Ainda as vacinas) no Mídia Sem Máscara que atestam minha aprovação enfática ao uso de vacinas – e, algumas vezes, como em grandes epidemias ou as doenças do tipo poliomielite e varíola que respondem bem à vacinação profilática, cabe às autoridades médicas decidir pela vacinação em massa, já que os infectados são transmissores.

A maioria das vacinações é feita com Vírus vivos atenuados. Os vírus nada mais são que moléculas com estrutura mutáveis, entre eles o do tipo influenza e suas variações. São agentes infecciosos microscópicos acelulares (não constituem uma célula) que só podem se multiplicar dentro das células de outros organismos. De tempos em tempos há que renovar a cepa de vírus, porque eles têm a capacidade de sofrer adaptações ao meio em que vivem o que também ocorre com o vírus do HIV. Ultimamente estão aparecendo novas variações de vírus do tipo H.

Os Vírus necessitam meios propícios à sua cultura para que se multipliquem. Em países mais evoluídos usam-se meios de cultura laboratoriais que não envolvem animais, mas não existe no Brasil interesse político em adquirir estas vacinas. Nesses países mais evoluídos cientificamente encontramos uma vacina chamada trivalente que incluem dois tipos da variedade A e uma do tipo B, mas este tipo não é encontrado no nosso sistema de saúde, somente quando importada e aplicada nos consultórios particulares.

As vacinas produzidas no Instituto Butantã são de qualidade renomada no mundo inteiro, porque que lá trabalham com vírus específicos do Brasil, por isto os Farmacêuticos e suas Instituições profissionais têm insistido para que o governo invista naquele Instituto, o que não vem ocorrendo porque as autoridades preferem usar os vírus oriundos de Cuba ou países asiáticos que são totalmente diferentes. Basta trocar um radical na molécula (vírus) para ele tornar-se de protetor em causador da doença.

Os vírus que usamos são cultivados em cérebro de pintos dentro do ovo e se colocamos um vírus que não seja de referência poderá levar consigo as características do pinto inoculado, alem disto uma contaminação qualquer poderá levar a pessoa a uma encefalite, pois pintos doentes podem levar vírus diferentes, transmissores da doença que pretende imunizar. Os pesquisadores e Farmacêuticos brasileiros não sabem como é feito o controle de qualidade destas vacinas, ninguém sabe e principalmente a classe médica. Se há algum controle na rede particular de profilaxia, na rede pública ninguém sabe exatamente como se passou a cultura do vírus, e conhece-se bem o desleixo com as pesquisas em Cuba e em países asiáticos.

Já existem razoáveis desconfianças dos medicamentos genéricos com a mesma origem asiática, principalmente indiana, pois muitos não dão a resposta esperada e necessária ao tratamento. Isto freqüentemente acontece com os pesquisadores em orientação de trabalhos nos quais foram usados antibióticos, e o resultado benéfico só ocorreu quando mudada a indústria farmacêutica de origem. Há que levar em consideração que muitas indústrias não têm interesse em curar, e sim em manter o paciente doente.

O vírus da gripe é do tipo ARN, e suas mutações podem ser notadas nas pandemias que povoam o mundo, como por exemplo:

Gripe Russa- 1889-1890 -mortos - 1 milhão de pessoas, vírus do tipo H2N2.

Gripe Espanhola - 1918 - 1920 - mortos - 40 - 100 milhões, vírus tipo H1N1

Gripe Asiática - 1957 - 1958 - mortos 1 -1,5 milhões, vírus tipo H2N2

Gripe Hong Kong - 1968 - 1969 - mortos 750 - 1 milhão, vírus tipo H2N2

Gripe suína - 2009 - 2010 - mortos 10 - 20 mil, vírus tipo H1N1.

Outro fato que é bem caracterizado nos trabalhos é que o seu efeito atinge apenas 75% das pessoas, sendo que existe a influência dos raios UV para melhor resposta de sua ação, e também é levado em conta que o seu efeito é passageiro, possuindo uma estrutura molecular ela rapidamente adapta-se ao meio vivente, na tabela acima isto pode ser comprovados.

Isto mostra também que ela é predominante nos períodos frios, logo as pessoas com mais idade por não saírem de casa para tomarem sol, as vacinas têm menor efeito, fato que não é evidenciado quando nos é indicado a vacina,

O que comprova que nos países de clima frio a incidência da doença é maior (vide tabela acima).

Devemos frisar que os medicamentos chamados antivirais podem ser usados no caso, mas tem pouca ação pois agem como inibidores de neuramidase.


Um trabalho publicado na revista Science em 19/07/2013, cujo título é: "Pandovírus: um gigantesco pequeno detalhe que pode alterar por completo nosso domínio sobre a vida" provocou uma briga internacional, inclusive o bloqueio da publicação. Os pesquisadores mostraram que alguns novos vírus possuem características que podem estar promovendo mudança no que conhecemos como domínio da vida. Estes são vírus de tamanho maior do que nós conhecemos, inclusive alguns das cepas H e suas variações. Seu estudo ficará para uma próxima publicação.




[1] Farmacêutico Bioquímico, formado pela então Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara - SP, em 1965. Professor em 1966, na disciplina de Farmacognosia. Livre Docente e Professor Adjunto na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP - Araraquara – SP - 1989. Professor Titular do departamento de Princípios Ativos Naturais e Toxicologia, responsável pelas disciplinas de Farmacognosia, Bromatologia, exames Bromatológicos, Botânica e Homeopatia - 1996. Por 10 anos chefe do Departamento de Princípios Ativos Naturais e Toxicologia, Coordenador do curso de Farmácia da Universidade de Mogi das Cruzes, Diretor do Curso de Farmácia e Bioquímica da Universidade Bandeirante dos Campi, Maria Cândida, ABC e Osasco. Coordenador do Curso de Farmácia e Bioquímica na Faculdade de Ciências Médicas (FACIMED), Cacoal, estado de Rondônia. Email: jjneto.jose@terra.com.br

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

DESABAFO DE UM PADRE SOBRE MISSAS

Celebrando a missa na Paróquia Cristo Ressuscitado em Padre Miguel - RJ
Sou padre há quase 5 anos. Fui seminarista por 7 anos. Já estive em vários lugares Brasil afora, já celebrei em tantos outros e guardo no meu coração uma tristeza profunda. Quando eu era criança na roça e ia com minha família à missa uma vez por mês eu sabia que naquela hóstia tinha Jesus. Eu sentia o cheiro da vela queimando e aprendi a me perseguinar toda vez que passava diante de uma Igreja. Eu achava tudo meio estranho porque não entendia a missa, mas, sentava no primeiro banco e respondia a todas as perguntas que o padre fazia na hora do sermão. Daí eu cresci, fomos pra cidade e eu continuava inocente. Fui pro seminário e as escamas de meus olhos caíram. A missa pela qual eu sempre nutri o maior religioso respeito

virou palco
virou show
virou passeata
virou passarela
virou camarim de estrela
virou sambódromo
virou terreiro
virou tudo e suportou tudo
menos ser de fato, missa.

Já vi tanto desleixo… alfaias puídas, vasos sagrados zinabrados, hóstias consagradas carunchadas dentro do sacrário, um sacrário no meio de uma reforma de Igreja com hóstias consagradas dentro, consagração de vinho em tamanha quantidade que as sobras Eucarísticas precisaram de um exército de MESC para consumi-las porque o padre não poderia fazê-lo sem ficar bêbado e outros tantos abusos. Quando veio a Redemptionis Sacramentum e a Ecclesia de Eucharistia veio uma lufada de ar fresco e os rebeldes da Teologia da Libertação, da Rede Celebra e das CEB`s reagiram vorazmente. O site do mosteiro da Paz que hospedava uma carta de Reginaldo Velloso eivada de críticas às necessárias mudanças na liturgia e catalisadora desta mentalidade saiu do ar, mas, encontrei-a no site da Montfort disponível aqui.
Capitaneada pelo dualismo marxista de tipo maniqueísta, a reinterpretação que a missa sofreu nas décadas que sucederam o Concílio Vaticano II seguiu as pegadas da subjetividade humana. É odioso ouvir: “ah o jeito do outro padre é diferente”. Isto denota uma personalização que a missa não comporta. A missa nunca foi a missa do padre, mas a missa da Igreja!

Esta mentalidade impregnou tanto a liturgia que quando um Padre quer celebrar a missa da Igreja, aquela do Missal Romano, é chamado de retrógrado. O respeito às normas litúrgicas são sinônimo de opressão. A missa pura e simples foi esvaziada para poder ser enchida pela ideologia da enxada, da faixa, do cartaz, da freira, do padre TL… a missa se transformou…
virou manifestação e protesto contra o Governo e o Sistema

contra a Igreja
contra os padres
contra a fé católica de sempre
contra a liturgia de sempre.

Enfiaram bananeiras, berrantes, espeto de churrasco, cuia de chimarrão, pão de queijo, cachaça, coco, faca e facão, pipoca, balões e ervas de cheiro na missa, enfiaram panos coloridos para todos os lados, colocaram mães de santo manuseando o turíbulo e leigos lendo preces seminus. Para essa CORJA a missa já deixou há muito tempo de ser o sacrifício redentor de Cristo PRO MULTIS e se tornou só mais uma mesa para comensais na qual vale o discurso e não a fé, na qual o que importa é o que o homem diz aos seus iguais e não o que Deus diz ao homem. Lembro-me de um professor contando todo garboso que certa feita utilizou-se de uma Adoração ao Santíssimo Sacramento para dar uma aula de teologia ao povo – aos seus moldes é claro – porque para ele aquela hóstia era pobre de significado.

Aquela hóstia pobre…
tão pobre quanto o cocho de Belém,
tão pobre quanto a cama em Nazaré,
tão pobre quanto a casa de Pedro em Cafarnaum,
tão pobre quanto a casa de Lázaro em Betânia,
tão pobre quanto o coração do Filho de Deus,
ela só pôde se tornar Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Cristo
porque Ele se fez pobre!
Sua pobreza não comporta reduções
tampouco acréscimos desnecessários.
Ele é aquele que é e nada mais,
mas, só para quem tem fé!

Aos meus irmãos padres um apelo: que nós diminuamos e que Ele apareça. Não somos o noivo, apenas amigos do noivo! Rezemos a missa da Igreja, a missa do Missal. Que Ele fale aos corações e às mentes, inclusive às nossas mentes e corações! Ele ele toque as vidas, inclusive as nossas. Que sua voz ecoe nas consciências, também nas nossas. Que toda a nossa Liturgia seja feita Por [causa de] Cristo, Com Cristo e em Cristo a[o] Pai na Unidade do Espírito Santo. Só isso. Se fizermos isso bem feito teremos feito tudo o que nos compete nesta vida.


Autor: Bíblia Católica

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

FACULDADE JESUÍTA É ABORTISTA?

Pessoal:
Esta notícia é muito grave. Organizações Católicas convidando ABORTISTAS e TEÓLOGOS DA LIBERTAÇÃO para ministrar seminários em suas escolas, é o mesmo que abrir as portas para que SATANÁS se instale no seio da IGREJA CATÓLICA.
O que está acontecendo com os CATÓLICOS que não REAGEM ??? Leiam o curriculo da companheira do capiroto !!!

O Duque.

sábado, setembro 28, 2013

Faculdade Jesuíta é abortista?

Denúncia: Faculdade jesuíta convida inimigos da Igreja para dar cursos em Simpósio
(...os alunos da instituição poderão escolher para a participação obrigatória.)
De 2 a 4 de outubro, a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia promoverá seu IX Simpósio Internacional Filosófico-Teológico. Depois da “ilustre” presença do Prof. Dr. Leonardo Boff com a conferência de abertura do Simpósio no ano passado, neste ano, a FAJE convidou para ministrar um seminário (4h/a) a Dra. Roseli Fischmann (USP).
O seminário da Dra. Fischmann tem por título “O caráter educativo da laicidade do Estado” e se realizará conforme a programação do evento nos dias 3 e 4 às 10h no Campus da FAJE.[1] O seminário está entre os cinco eventos simultâneos entre os quais os alunos da instituição poderão escolher para a participação obrigatória.
A Dra. Fischmann faz parte do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA)[2], que “conta com o apoio do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e seu foco é capilarizar a discussão do tema do aborto sob o prisma da Saúde Pública e retirá-lo da esfera do crime.”[3] Entre seus participantes o GEA declara outras organizações, como por exemplo, as Católicas pelo Direito de Decidir e o Ipas Brasil, que possuem a mesma finalidade, além do Ministério da Saúde e da Secretaria de Política para as Mulheres.[4] Para alcançar seu fim o GEA “produz novos materiais e estimula a difusão de informação e dados de pesquisas através de entrevistas e matérias nos veículos de comunicação do Brasil e no mundo e realiza seminários, colóquios e encontros com mais parceiros nessa iniciativa.”[5] Tudo isso para descriminalizar o aborto. Para se ter ideia da importância do GEA, alguns dos seus membros e o próprio grupo tiveram importância na discussão e julgamento favorável ao aborto de fetos anencéfalos pelo STF na ADPF 54.[6]
Pró-aborto, a Dra. Roseli realizou nos anos de 2007 e 2008 o projeto “Ensino Religioso em Escolas Públicas: legislação e normas e seu impacto sobre a cidadania e os direitos sexuais e reprodutivos”. Tal projeto teve como financiadores as Católicas pelo Direito de Decidir[7] e apoio financeiro da MacArthur Foundation (ambas abortistas) com consultoria do GEA.[8]
Em 2009, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, a Dra. Roseli Fischmann, contrária ao acordo entre o Brasil e o Estado do Vaticano, defendeu a sua inconstitucionalidade e seus perigos[9] [10]. Tendo ela mesma, por conta desta ocasião, pedido a viagem de representante(s) da virulenta ATEA Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos para Brasília.[11]
Contrária ao ensino religioso na escola pública[12], no contexto do acordo com a Santa Sé ela afirmou: “A abordagem insidiosa da Igreja Católica sobre o ensino religioso nas escolas públicas não pode mais ser alvo de omissão por parte das autoridades, em particular dos parlamentares, em nome de supostas boas intenções que permeariam um suposto ensino interconfessional. Na prática, no cotidiano das escolas, crianças de 6 ou 7 anos de idade são objeto de manipulação por parte de pessoas que sequer percebem o que estão fazendo e vão, com isso, moldando consciências de forma oposta às exigências de autonomia moral presentes na boa educação, disseminando também preconceito e discriminação.
Temas como meio ambiente, saúde e em particular saúde reprodutiva podem ser afetadas diretamente pelo tipo de abordagem dada nessas propostas inconstitucionais de ensino religioso, negando o conhecimento científico, pela abordagem que é própria para o campo religioso, mas imprópria para o campo pedagógico, sobretudo da escola pública. Nessa perspectiva, valores e condutas podem ser “ensinados” como verdade absoluta, ignorando a ética e a formação para a autonomia, sem o que não se consolidará jamais a democracia.”[13]
Comentando sobre um “casal” de homossexuais, lamenta o julgamento destes “casais” como “não merecedores do reconhecimento como entidade familiar” dizendo que “é a falta de reflexão crítica e de postura ética que leva a essa situação em que é preciso lei e decisão judicial, onde apenas o justo reconhecimento da dignidade do ser humano bastaria.”[14] Tal reconhecimento familiar, portanto, seria apenas o justo reconhecimento da dignidade do ser humano.
Em outro texto sobre o mesmo assunto, comenta: “amparada na ética e voltada para o avanço histórico, decisão inédita em nível federal, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), reconhecia a legalidade da adoção de crianças por casal homossexual de Bagé (RS).”[15]
Em um texto sobre denúncias de pedofilia na Igreja, ela pega carona neste assunto e critica a interferência da Igreja em políticas públicas, como se a Igreja, quer dizer, os católicos, não fizessem parte da sociedade. Ela aponta a “outra face da moeda, que credita à Igreja Católica o poder de a tudo julgar e tudo determinar na vida humana, inclusive interferindo em políticas públicas. É o caso das pressões sobre o 3º PNDH, para os temas de retirada dos símbolos religiosos de estabelecimentos públicos, reconhecimento da autonomia das mulheres, em caso de aborto, e das uniões homoafetivas, incluindo adoção de filhos.” E argumenta que os fiéis católicos não serão obrigados ao que contraria a doutrina católica. Argumenta também que o interesse público deve atender toda a cidadania, sem discriminação. E que não cabe às denominações religiosas convencer o Estado a atender as determinações que elas pregam. O Estado, segundo ela, lida apenas com o que é crime. E, por fim, acusa o Vaticano de disposição de ser soberano por sobre a ordem humana.[16] Caberia perguntar como ela justifica que os católicos devem se reduzir a aceitar as leis decididas para “atender toda a cidadania”, isto é, as vontades e os pensamentos de quem quer que seja e devem aceitar a ordem pública por tais pessoas desejadas. Pelo jeito, a Dra. Roseli substituiu “bem comum” pela vontade desse conjunto chamado “toda cidadania”, que leva à exclusão do pensamento e da vontade dos católicos sobre a sociedade.
Note-se que o Estado, na pessoa de seus governantes, sempre faz juízos de valor e juízos morais sobre a maldade ou bondade daquilo que é considerado crime; de fato, nem todo mal moral é ou deve ser crime, mas todo crime há de ser mal moral, porque atenta contra o bem público ou privado. A própria Dra. Fischmann realiza uma série de juízos morais. Dizer que o Estado não trata de moral é falso. Dizer que a influência da Igreja, tanto no plano da pregação religiosa quanto no plano do senso comum e da sua forte e milenar reflexão filosófica, deve ser eliminada é fazer uma opção filosófica ou ideológica clara, mas que ela não adverte. O que faz a posição da Dra. Fischmann melhor do que a dos católicos? Por que razão eliminá-la do debate? Qual a razão pela qual devemos aceitar o bom-mocismo politicamente correto da moda? Sob qual fundamento se sustenta o igualitarismo religioso ou o indiferentismo do Estado? Serão estas questões passíveis de serem colocadas em debate? Se não, por quê?
Por fim, convém lembrar a doutrina católica, exposta no Concílio Vaticano II, sobre os temas tratados acima pela Dra. Roseli:
- Prestar culto a Deus é um dever dos homens e para isto devem ter imunidade de coação na sociedade civil, portanto, “permanece a doutrina católica tradicional acerca do dever moral que os homens e sociedades têm para com a verdadeira religião e com a única Igreja de Cristo.”[17]
- A Igreja defende o ensino religioso católico nas escolas públicas.[18]
- O bem comum, fim da comunidade política, “compreende o conjunto das condições da vida social que permitem aos indivíduos, famílias e associações alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição.”[19] Portanto, bem comum está ligada não às condições de realização de qualquer vontade, mas às condições objetivas para alcançar a perfeição humana, fim de sua natureza objetiva.
- Além disso, “o apostolado no meio social, isto é, o empenho em informar de espírito cristão a mentalidade e os costumes, as leis e estruturas da comunidade em que se vive, são incumbência e encargo de tal modo próprios dos leigos que nunca poderão ser plenamente desempenhados por outros.”[20] Tal apostolado não exclui nenhum bem espiritual ou temporal.[21] Por isso, o Concílio pede aos católicos que “investiguem em conjunto o modo de organizar as instituições sociais e públicas segundo o espírito do Evangelho.”[22] Não, obviamente, fazer e estudar o modo como a Dra. Fischmann quer organizar a sociedade. O único evento digno desta senhora é um debate, se muito.
Mas como um é pouco, mas dois é bom, como não poderia deixar de ser, o Simpósio contará com uma personalidade ilustre da teologia da libertação: o Pe. José Maria Vigil, CMF. Ele apresentará uma conferência às 8h do dia 4 de outubro na FAJE com o título “Consequências da secularização e tarefas para o futuro” e às 19:30 do mesmo dia será a figura principal de uma “mesa redonda” com o mesmo título. Já no Campus Coração Eucarístico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, nos dias 3 e 4 às 14:30, o Prof. Vigil irá ministrar o seminário “A grande virada que vem – Releitura do cristianismo a partir de novos paradigmas: Enfoque epistemológico” no âmbito do V Simpósio Internacional de Teologia e Ciências da Religião desta universidade.
O padre Vigil é aquele que escreveu o livro “Teología del pluralismo religioso. Curso sistemático de Teología Popular”, que foi objeto de uma nota[23][24] da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Episcopal Española. Na nota sobre tal livro, podemos ler:
“La pretendida unión entre la teoría y la práctica se ve, sin embargo, condicionada por incorrectos presupuestos metodológicos, como son la asunción acrítica de una filosofía racionalista que niega de facto la posibilidad real de la intervención de Dios en la historia, la lectura e interpretación de la Sagrada Escritura al margen de la Tradición eclesial, la hermenéutica del Concilio Vaticano II en clave de ruptura, la negación del Magisterio como intérprete auténtico de la Palabra de Dios escrita y transmitida, una concepción relativista del hecho religioso, una comprensión sociológica de la Iglesia y una presentación ideológica de la Historia de la evangelización[1].”
“Estos presupuestos metodológicos llevan a afirmaciones incompatibles con la fe de la Iglesia católica, como son, entre otras: la negación del realismo de la Encarnación, presentada como “«teologúmenon», metáfora, mito, símbolo” (p. 173), de la Preexistencia del Logos (p. 189) y de la Mediación salvífica única y universal de Cristo y de la Iglesia; la contraposición entre “el cristianismo del Cristo dogmático” y “el cristianismo del Evangelio del Reino de Dios y del seguimiento de Jesús” (pp. 171-172); la negación de la voluntad fundacional de Cristo respecto a la Iglesia (p. 119); la comprensión inmanentista de la Revelación, entendida como “un caer en la cuenta” de lo que Dios va obrando; la consecuente equiparación de la Revelación sobrenatural a las “revelaciones” de otras tradiciones religiosas (pp. 81-91); la ruptura entre el Reino de Dios y la Iglesia; o, la reducción de la religión a la ética, entendida como justicia y respeto al otro (pp. 195-209)”
A nota conclui dizendo que “La gravedad de los errores contenidos en este libro, unida a su carácter divulgativo, hacen de esta obra un instrumento especialmente dañino para la fe de los sencillos.”  A nota é mais extensa, mas estes trechos ilustram bem.
Diante de tudo isso, fazemos algumas perguntas: nesta hora grave da história da Igreja, especialmente no Brasil, onde o laicismo avança e as heresias e a superficialidade pululam, onde a teologia da libertação e a ideologização dominam sobre a fé, sob quais argumentos se pode justificar a presença de tais ilustres inimigos da Igreja para dar conferências e seminários em uma faculdade católica, inclusive eclesiástica, como a FAJE e uma universidade pontifícia como a PUC Minas? Quem os convidou e por qual motivo? É normal que uma instituição, mesmo universitária, convide inimigos da Igreja e hereges manifestos para sofismar impunimente diante de seus alunos que dão os primeiros passos nas ciências sacras e profanas?
A Igreja permite a colaboração das Faculdades eclesiásticas com outras Faculdades não católicas, mas procurando, porém, “conservar sempre com cuidado a própria identidade.”[25] O mesmo se deve dizer dos professores com os quais colabora. Quando fala dos professores não católicos[26], as Disposições da Sagrada Congregação para a Educação para a Exata Aplicação da Constituição Apostólica Sapientia Christiana dizem que se deve ater às normas da competente Autoridade eclesiástica e remete ao Diretório sobre o Ecumenismo, Segunda parte[27]. Consultando a documentação mais atual, de 1993[28], ao falar da questão se os estudantes católicos de primeiro ciclo podem assistir a cursos especiais dados por professores de outras igrejas diz:
“Quando se deve tomar uma decisão sobre se devem ou não assistir a cursos especiais, há que se considerar bem a utilidade do curso no contexto geral de sua formação, a qualidade e o espírito ecumênico do professor, o nível de preparação prévia dos mesmos estudantes, sua maturidade espiritual e psicológica. Quanto mais próximo se refiram as conferências ou cursos a temas doutrinais, mais cuidado será necessário em tomar uma decisão sobre a oportunidade da participação dos estudantes.”[29]
Quanto aos professores, fica claro que ambos não possuem as qualidades intelectuais requeridas. Qual será o caráter educativo da laicidade do Estado da Dra. Fischmann consequente com suas teses e mentalidade? Quais serão as tarefas para o futuro dadas pelo Dr. Vigil consequentes com sua falta de fé católica? E quanto aos alunos, em sua maioria, ignoram a doutrina da Igreja e a fidelidade a ela devida sobre muitos dos pontos acima. Quem duvidar, que os interrogue. Não se trata aqui de impedir aquela informação necessária aos estudantes das doutrinas dos filósofos e teólogos, seja de qual corrente forem, dada por professores idôneos, respeitosos e capazes. Por isso, solicitamos às autoridades eclesiásticas que intervenham não só para impedir que tais inimigos da Igreja nestas instituições profiram seus sofismas, mas também para que se acabe com o costume de contratar, convidar ou permitir professores inidôneos.
* * *
Diante de tal programação e de tais fatos convidamos os leitores a enviar este texto às autoridades competentes pedindo providências.
ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE
Excelência Reverendíssima Dom Walmor Azevedo Oliveira de Azevedo
Palácio Cristo ReiPraça da Liberdade, 263 – Funcionários - 30140-010 – Belo Horizonte – MG
SECRETARIADO PARA A EDUCAÇÃO SUPERIOR DA CÚRIA GERAL DOS JESUÍTAS EM ROMA
NUNCIATURA APOSTÓLICA
Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D’Aniello, Núncio Apostólico
Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones:
(61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
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CONGREGAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO CATÓLICA - DOS SEMINÁRIOS E DOS INSTITUTOS DE ESTUDO
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[4] Idem
[5] Idem
[6] Tendo seu coordenador Thomaz Gollop feito exposição na audiência do STF em 8 de agosto de 2008. Outros exemplos de trabalhos pró-aborto deste grupo no Brasil podem ser lidos nos links a seguir: http://aads.org.br/gea/documentos/GEA_folheto_argumentos.pdf
[7] em caráter de cooperação.
[17] Dignitatis Humanae, 1.
[18] Gravissimum educationis, 7.
[19] Gaudium et spes, 74.
[20] Apostolicam actuositatem, 13
[21] Ibid
[22] Idem, 14.
[25] Disposições da Sagrada Congregação para a Educação para a Exata Aplicação da Constituição Apostólica Sapientia Christiana. Art. 49 par. 1
[26] Idem. Art. 18
[27] ASS 62 (1970), pp. 705ss.
[28] Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Diretório para a aplicação dos princípios e normas sobre o ecumenismo
[29] n. 194
Por Pedro Canísio de Alcântara


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Fonte: Blog da Família