sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A DITADURA DO POLITICAMENTE CORRETO

Prof. Marcos Coimbra
Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano.

         O cidadão brasileiro é tiranizado hodiernamente pela ditadura do politicamente correto, imposta por minorias atuantes, que avançam em face da passividade da maioria silenciosa do povo. Chega ao cúmulo de termos que exercer a autocensura, com receio de sermos “linchados” moralmente e penalmente pelos patrulheiros ativistas “xiitas”, acostumados a exercer a tirania sobre o cidadão.
         O direito constitucional de liberdade de expressão torna-se letra morta, pois, caso algum cidadão divirja das “regras” impostas pelos radicais fiscais das “minorias”, será punido severamente. Um dos exemplos mais marcantes foi a ação empreendida no sentido de censurar a obra do genial escritor Monteiro Lobato, autor predileto da criançada do século passado, responsável pelo hábito de leitura de milhões de brasileiros.
E ai de quem se atreva a matar um jacaré em defesa de sua família. Será preso sem direito a fiança e punido com uma severa pena. Já assaltar e matar, a estória passa a ser outra. Existem vários criminosos condenados a dezenas de anos de prisão, os quais, após alguns poucos anos de reclusão, são liberados e voltam a delinquir.
         Os ativistas de diversas destas ditas minorias são altamente agressivos não aceitando o direito dos cidadãos de pensar de um modo diferente, ameaçando-os de enquadramento nas diversas “leis” impostas por eles e aceitas pelos congressistas passivos, ansiosos por agradar aos “formadores de opinião”, adeptos de práticas e comportamentos repudiados pela maioria do povo brasileiro. Um exemplo claro deste procedimento é a questão da descriminalização da droga, defendida por figuras de relevo do meio artístico e até mesmo político, em causa própria, ou de parentes próximos, respaldados por uma ofensiva internacional envolvendo interesses de entidades, grupos e agentes interessados em negócios bilionários. Afinal, qual a razão do Sr. George Soros defender a liberalização das drogas?
         Na Segurança, entidades ditas defensoras dos “direitos humanos” vão progressivamente demonizando as forças policiais, de modo a inviabilizar sua ação de contenção de hordas de vândalos, a maioria treinada por grupos terroristas, inclusive do exterior, muitos dos quais subvencionados direta ou indiretamente por ONGs e até mesmo por órgãos governamentais da administração direta e indireta.
O principal líder das manifestações contra o governador de São Paulo é um assessor do PT, regiamente remunerado, inclusive formado em Direito. Na maior parte das manifestações, inicialmente pacíficas, estas hordas de bárbaros assumem a liderança dos movimentos, promovendo toda sorte de crimes, seja de ordem pessoal ou patrimonial, depredando lojas, agências bancárias, prédios públicos, obras de arte, quando não saqueiam o comércio, roubando bens de toda espécie.
         Os vândalos são protegidos por advogados militantes e também pela atuação de integrantes de “mídias alternativas”, os quais simplesmente proíbem a ação da imprensa tradicional e divulgam imagens distorcidas dos acontecimentos, de modo engajado, de forma a inibir a ação policial de manutenção da lei e da ordem, em proveito da anarquia e da baderna generalizada. Chegamos ao cúmulo de assistir recentemente um grupo de cerca de duzentas pessoas impedindo o trânsito nas principais artérias do centro da cidade do Rio de Janeiro por sete horas, ocasionando engarrafamentos monstruosos, com prejuízos a centenas de milhares de cidadãos pagadores de impostos. Ora, o direito constitucional de ir e vir não é menos importante do que o de liberdade de expressão. Também deve ser respeitado.
         Nove dos ativistas invadiram a Câmara de Vereadores, em nome de uma bandeira correta, porém de modo ilegal. Contudo, a Justiça negou a reintegração de posse solicitada pela mesa diretora do Legislativo municipal, sob o argumento de que "as casas legislativas são do povo", referendando assim a violência cometida, apesar da ressalva de que o poder público deveria coibir os delitos cometidos. Ora, a polícia omite-se com receio de serem processadas e punidas por qualquer ação empreendida, considerando-se o histórico recente de “vitimização” de criminosos e “criminalização” dos integrantes das forças policiais, estrategicamente aplicado por grupos interessados em coibir qualquer tentativa de contenção dos excessos delituosos cometidos por profissionais radicais.

Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Página: www.brasilsoberano.com.br (Artigo de 20.08.13-MM).

sábado, 24 de agosto de 2013

CONCÍLIO OU CONSPIRAÇÃO?

O que deve pensar um católico sobre o Concílio Vaticano II?


O Concílio Vaticano II foi uma reunião dos dois mil e quinhentos bispos de todo o mundo durante quatro sessões, desde outubro de 1962 a dezembro de 1965. O Papa João XXIII, em sua alocução de abertura ao concílio (11.10.62) declarou que sua finalidade era que a fé católica se conservasse e ensinasse, mas que sem recorrer a condenações, senão fazendo um chamado a todos os povos. O Papa Paulo VI concorda com seu predecessor: o Concílio Vaticano II “foi um acontecimento importantíssimo porque (...) antes de tudo buscou as necessidades pastorais e, alimentando-se na chama da caridade, fez um grande esforço para chegar não somente aos cristãos ainda separados da comunhão com a Santa Sé, senão também a toda família humana” (breve de clausura, 8.12.65).

Os ensinamentos do Concílio e sua interpretação por Roma
Com tais idéias, não é de estranhar que encontremos o ensinamento católico apresentado de forma débil (sem definições nem condenações), confusa (sem terminologia técnica nem escolástica) e unilateral (para atrair aos não católicos). Todo esse ensinamento vago e ambíguo, que já é liberal em seu método, seria interpretado em seu verdadeiro sentido liberal depois do Concílio.
Vejamos alguns exemplos de como interpreta Roma(20) os ensinamentos conciliares.
a) Sacrosantum Concilium: deve insistir-se na liturgia da palavra (n.9), nos aspectos da Missa como banquete (n.10), na participação ativa do povo (nn.11 e 14), e portanto na língua vernácula (nn. 36 e 54); o resultado é a Nova Missa (cfr. C5).
b) Unitatis Redintegratio: os católicos devem orar com os protestantes (nn. 4 e 8) o resultado é a hospitalidade eucarística. (cfr. C8)
c) Sacrosanctum Concilium: devem revisar-se os ritos e fórmulas de penitência (n.72), e a Extrema Unção deve converter-se em uma Unção de Enfermos (nn. 73 e 75); os resultados são a confissão cara a cara e as absolvições gerais, e no sacramento da Extrema Unção uma nova matéria, uma nova forma e um novo sujeito (os enfermos que não estão em perigo de morte) (21)
d) Lumen Gentium: a Igreja de Cristo subsiste em (não é) a Igreja Católica (n.8); o resultado é que também se encontra nos “irmãos separados” (Ut unum sint, n. 11) (22).
e) Unitatis Redintegratio: A Igreja de Cristo tem irmãos separados em “Igrejas” [sic] separadas (n.3), que devem ser como irmãs (n.14); e portanto não há necessidade, por exemplo, de converter aos ortodoxos (23).
f) Optatam Totius: os seminaristas devem conhecer a filosofia moderna e o progresso da ciência (n.15), a psicologia e a sociologia (n.20); o resultado é que se fomenta o estudo em universidades seculares, mas não o do tomismo, e aparecem espiritualidades abertas, moralidade subjetiva, etc.
g) Gaudium et Spes: se identifica o matrimônio com o “amor conjugal” (nn. 48 e 50), a Igreja renuncia a todos os privilégios que lhe outorgava o Estado (n.76), e deseja uma autoridade mundial (n.82); o resultado é respectivamente, o fiasco das nulidades matrimoniais (cfr.C8), que a religião católica deixa de ser religião de Estado em todo o mundo, e que se presta um pleno apoio a Organização das Nações Unidas.
O mesmo esquema poderíamos repetir com todas as inovações aprovadas.
Os erros doutrinais do Concílio
O que é ainda mais grave: o Concílio foi seqüestrado por elementos liberais da Igreja, que desde o princípio conseguiram o rechaço dos esquemas preparatórios pré-conciliares confeccionados para sua discussão, e os substituíram por outros esquemas progressistas redigidos por seus próprios “experts”. (Os liberais também conseguiram introduzir seus membros nas comissões). Os novos esquemas, aprovados como decretos, constituições e declarações do Concílio, continham, mais ou menos, explicitamente, erros doutrinais pelos quais os liberais haviam sido condenados no passado.
Tomemos como exemplos as seguintes passagens do Concílio e comparemo-las com a doutrina católica:
a)     Gaudium et Spes: o homem é “a única criatura terrestre a que Deus amou por si mesmo” (n.24), idéia oposta a “tudo fez Javé para seu fim” (Prov. 16, 4); “todos os bens da terra devem ordenar-se em função do homem” (n.12), sem mencionar que a finalidade é servir-lhe de ajuda para salvar sua alma; “o Filho de Deus com sua encarnação se uniu em certo modo com todo homem” (n.22), quando o Concílio de Éfeso fala de que Deus assumiu uma natureza humana individual (Denz. 114); “a natureza humana (...) foi elevada também em nós a dignidade sem igual” (n.22), invés de “pouco menor que os anjos os fizeste” (Sl. 8,6); fala da “excelsa dignidade da pessoa humana” (n.26), que só existe em quem vive honestamente (Ap. 3, 4); e afirma “seus direitos e deveres universais e invioláveis” (n.26), quando a quem desperdiçasse seus talentos lhe seriam tirados (Lc 19, 24).
b)    Dignitatis Humanae: “Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito a liberdade religiosa. Esta liberdade consiste em que todos os homens estejam imunes de coação (...) de qualquer potestade humana, e isto de tal maneira, que em matéria religiosa nem se obrigue a ninguém a fazer contra sua consciência nem se lhe impeça que atue conforme ela (...) dentro dos limites devidos (...) Este direito da pessoa humana a liberdade religiosa deve ser reconhecido no ordenamento jurídico da sociedade, de forma que chegue a converter-se em um direito civil” (n.2); porém, a doutrina católica condena as seguintes proposições: “a liberdade de consciência e de cultos é um direito livre de cada homem, que deve ser proclamado e garantido legalmente em todo Estado bem constituído (...) o melhor governo é aquele no qual não se reconhece o poder político a obrigação de reprimir com sanções peais aos violadores da religião católica, salvo quando a tranqüilidade pública assim o exija” (Pio IX, Quanta Cura, n.3).
c)     Unitatis Redintegratio: “o espírito de Cristo não recusou servir-se delas [das igrejas e comunidades separadas] como de meio de salvação” (n.3), contra P2.
d)    Ad Gentes: “promova-se a ação ecumênica de forma que (...) os católicos colaborem fraternalmente com os irmãos separados (...) na comum profissão possível da Fé em Deus e em Jesus Cristo diante das nações” (n.15), contra P7.
e)     Nostra Aetate: “A igreja Católica não rechaça nada do que nestas religiões [não cristãs] haja de santo e verdadeiro. Considera com sincero respeito os modos de obrar e de viver” (n.2), enquanto que as Sagradas Escrituras dizem que “todos os deuses dos povos são demônios” Sl. 95, 5) e “não aprenderás a imitar as abominações daquelas nações” (Deut. 18, 9).
f)      Lumen Gentium: “a ordem dos bispos (...) junto com sua cabeça, o Romano Pontífice, e nunca sem esta cabeça, é também sujeito da suprema e plena potestade sobre a universal Igreja” (n.22), contra P4; e “a consagração episcopal, junto com o ofício de santificar, confere também o ofício de ensinar e reger” (n.21), contra a doutrina da Igreja segundo o qual a “dignidade episcopal depende imediatamente de Deus em quanto ao poder de ordem, e da Sede Apostólica em quanto ao poder de jurisdição” (Pio VI, Deessemus Nos). «la dignidad episcopal depende inmediatamente de Dios en cuanto al poder de orden, y de la Sede Apostólica en cuanto al poder de jurisdicción» (Pío VI, DeessemusNos).
O Concílio mesmo anima as tendências liberais (e seu impulso se converterá na política vaticana pós-conciliar) e se separa do ensinamento católico tradicional. Mas não tem autoridade para nenhuma das duas coisas (P5 e P6). Nossa posição deve ser: “nos negamos e temos negado sempre a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram. 24
E em torno dessas tendências neomodernistas gira todo o Concílio. 25
Foi infalível o Concílio Vaticano II?
Não por razão do magistério extraordinário, posto que rejeitou definir. O mesmo Papa Paulo VI, em audiência de 12.1.66, disse que “havia evitado proclamar de forma extraordinária dogmas dotadas de nota de infalibilidade26.
Nem por razão do magistério universal ordinário, porque este consiste na maravilhosa uniformidade dos ensinamentos dos bispos dispersos por todo o mundo (e não quando estão reunidos, em que possam ser objeto de grupos de pressão) 27 e não é um poder para definir, senão para ratificar o que sempre se creu. A universalidade em questão não é somente de lugar (todos os bispos) senão também de tempo (sempre): cfr. Vaticano I se P6.
Nem por razão do magistério simplesmente autêntico 28, porque o objeto de todo magistério é o depósito da fé, que deve ser santamente custodiado e fielmente exposto (Vaticano I, Denz, 1836), e não a adoção como doutrina católica de “os melhores valores de dois séculos de ‘cultura liberal’”, ainda que tenham sido “purificados” (Card. Ratzinger, Gesú, Nov. 1984, pág. 72; cfr. Gaudium et Spes, nn. 11 e 44).
E assim, este Concílio foi “ecumênico” mais no sentido moderno de apelar ao sentimento religioso de todos os povos, que no sentido tradicional de representar a toda a Igreja docente.
NOTAS:
20 Outra história é como se interpretam as diretrizes nas paróquias.
21 Afeta tudo isto “a substância dos sacramentos” sobre a qual a Igreja não tem poder (cfr. Pio XII em P5)?
22 Ut unum sint é a encíclica de João Paulo II sobre o ecumenismo (25.5.95).
23 Cfr. A comissão Internacional Conjunta para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja [sic] Ortodoxa, em Balamand (Líbano), 17/24.6.93
24 Declaração de 21.11.74, cfr. Apêndice I.
25 “O Papa João Paulo II faz não por certo da Sagrada Escritura, senão do acontecimento de Assis, o ‘schibbolet’ [sinal, cfr. Juec. 12, 5] da correta ‘compreensão da correta ‘compreensão do Concílio’”, Johannes Dörmann, O itinerário teológica de João Paulo II, Fundação São Pio X, Buenos Aires 1994, cap. II, pág. 48.
26 Cfr. la declaración de la Comisión Teológica del 6.3.64, repetida por el Secretario General del Concilio a 16.11.64: “dada o costume conciliar e o propósito pastoral do presente Concílio, este Sagrado Sínodo só define as matérias de fé e moral como obrigatórias na Igreja quando o mesmo declare abertamente”. Nunca o fez.
27 Église et Contre-Église au Concile Vatican II, Courrier de Rome, 1996, pág. 255.
28 Ibid., pág. 287.
29 Acta Apostolicae Sedis (LXX), págs. 920 e ss.
Tradução: Capela Nossa Senhora das Alegrias - Vitória/ES
Observações à Tradução: capela@nossasenhoradasalegrias.com.br
Fonte: Retirado do Breviário sobre a Fraternidade São Pio X

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

BISPOS COMUNISTAS DO BRASIL

Bispos Comunistas do Brasil – Foram eles que criaram o PT
DOSSIÊ DOM HELDER: O ARCEBISPO QUE COMUNISTIZOU A IGREJA NO BRASIL !

Dom Helder , dito o “profeta da paz”!

HOJE JÁ ESTÁ COMPROVADO QUE A COMUNISTA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO FOI CRIADA EM MOSCOU POR KRUSCHOV E A KGB.
Um dia alguém toma coragem de ir lá em Moscou e comprovar dom Helder e d. Paulo Evaristo recrutados pelo KGB. Dom Paulo teria sido recrutado pela KGB quando estudava na Sorbonne em 1950.
Essa laia fez a igreja deixar de ser cristã para ser instrumento do partido comunista, das CEBs surgiram o PT e da comissão pastora da terra da CNBB os sem terra, e a guerra dos índios contra os brasileiros, hoje por culpa do comunista bispo de Goiás velho d. Tomás Balduino da CPT, 20 por cento das terras do Brasil são improdutivas nas mãos dos índios que nada produzem e outro tanto improdutiva nas mãos dos sem terra, os maiores latifundiários do Mundo.

OS BISPOS COMUNISTAS DO BRASIL FORAM TODOS NOMEADOS POR PAULO VI.
O próprio Paulo VI quando cardeal era suspeito de ser comunista.
Caros amigos são muitos os que chamam Dom Helder de profeta, santo, etc. Há até quem defenda sua canonização. Há decerto os ignorantes: pensam que Dom Helder era um homem fiel a Igreja e que se notabilizou pelo auxílio aos pobres. Outros maliciosamente sabendo de sua preferência pelo socialismo – condenado pelos Papas e proibido de ser professado por católicos sob pena de excomunhão – tentam tergiversar sobre esta faceta obscura de Dom Helder dando a entender que o “socialismo” do arcebispo era outro e que associá-lo ao marxismo foi produto de uma acusação criada para desmoralizá-lo.
Portanto começamos aqui uma série de artigos que formarão o “DOSSIÊ DOM HELDER” do qual este presente artigo é a primeira parte.
Estas séries de artigos visam provar que Dom Helder era comunista e que a acusação é pertinente.
Em 1947, o Padre Helder organizou o secretariado nacional da ACB (Ação católica brasileira) que tinha a finalidade de integrar leigos e a Igreja. Movimento espalhado pelo mundo inteiro e implantado no Brasil pelo Cardeal Leme em 1935, agora ele contaria com a vasta experiência do Padre Helder que já havia militado no integralismo nos anos 30. Anos depois Dom Helder diria de sua passagem pelo integralismo “foi um erro de juventude. O aspecto social não era um forte dos meus mestres no seminário. Nossa visão era de que tudo se dividia em capitalismo e comunismo. E nos sopravam discretamente que dos males o menor. Pouco a pouco foi fácil ver que esse embate não era verdadeiro”.
Sabe-se que nos anos 50 a ACB sofreu forte influencia de pensadores católicos humanistas – como Emmanuel Mounier (Mounier – segundo o padre Lima Vaz, “foi o mestre mais seguido pela juventude católica brasileira” dos anos 60 : rejeitando categoricamente o sistema capitalista, ele considera que os cristãos podem aprender enormemente com o marxismo. Definindo sua própria filosofia social, ele escreve em 1947: “O personalismo considera que as estruturas do capitalismo são um obstáculo que se levanta no caminho da libertação do homem e que elas devem ser destruídas em proveito de uma organização socialista da produção e do consumo” E. Mounier, “Qu’est-ce que le personnalisme?” (1947), Oeuvres, III, Paris, 1963, p.244.), Teilhard de Chardin (Chardin teve suas obras condenadas pela Igreja por conta de seu monismo e de seu evolucionismo. O Santo Ofício solicitou ao Arcebispo de Paris que detivesse a publicação das obras. Em 1957, um decreto deste mesmo órgão decidiu que estes livros fossem retirados das bibliotecas dos seminários e institutos religiosos, não fossem vendidos nas livrarias católicas e não fossem traduzidos. Este decreto não teve muita adesão. Cinco anos mais tarde, uma advertência foi publicada, solicitando aos padres, superiores de Institutos Religiosos, seminários, reitores das Universidades que protejam os espíritos, principalmente o dos jovens, contra os perigos da obra de Teilhard de Chardin e seus discípulos. Segundo esta advertência, “sem fazer nenhum juízo sobre o que se refere às ciências positivas, é bem manifesto que, no plano filosófico e teológico, estas obras regurgitam de ambigüidades tais e até de erros graves que ofendem a doutrina católica”) e Jacques Maritain (Pai da noção de uma “cristandade laica”- uma civilização cristã sem um eixo religioso cristão, onde apenas a lei natural fosse o eixo e onde se faria a síntese do dogma católico com os princípios iluministas da liberdade religiosa e de consciência e igualdade; em suma Maritain defendia uma “cristandade” nova sem referência a Cristo !) além do Padre Louis Joseph Lebret (1897-1966), dominicano francês ligado ao movimento Economia e Humanismo, que durante a década de 50 influenciou o “pensamento social católico” diretamente ligado aos agentes da ACB.
Em suma: a ACB se transformou, nas mãos de Dom Helder, em uma plataforma para uma síntese entre fé católica e marxismo que se realizaria através do influxo teológico e filosófico das idéias de Mounier, Maritain, Chardin, etc.
Na mesma época Dom Helder articulou com a Santa Sé a criação da CNBB (Conferência nacional dos Bispos do Brasil) com o claro objetivo de unificar a ação pastoral da Igreja no Brasil em torno das novas orientações que impunha a ACB , orientações de cunho socialistizante.
Dom Helder a época dizia que a CNBB visava “coordenar e subsidiar as atividades de orientação religiosa , de beneficência, de filantropia e assistência social (In: Dicionário histórico biográfico brasileiro p. 1525)” em todo o Brasil. A atividade da CNBB nos anos que se seguiram ficaram mais marcadas por ações no campo social que por assistência caritativa ou orientação religiosa.
A criação da CNBB por meio da ação direta de Dom Helder tem uma razão específica : enfraquecer a posição do então líder da Igreja no Brasil, o Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara , arcebispo do RJ e herdeiro do Cardeal Leme. O projeto eclesial do Cardeal Leme continuado pelo Cardeal Barros Câmara a romanização dos ambientes católicos do Brasil ainda muito marcados por um catolicismo popular, pietista e sentimental.
Para Dom Hélder a figura de Dom Jaime como líder da Igreja no Brasil e porta voz dela era um escolho pois impedia que a Igreja Brasileira respirasse ares novos. A idéia de criar a CNBB amadureceu durante o Congresso mundial de Leigos em Roma em 1950 onde através de contatos com o Monsenhor Montini – futuro Papa Paulo VI- Dom Helder consegue do Papa PIO XII a criação da CNBB.
Deste modo a CNBB brota de certo modo da ACB pois Dom Helder na qualidade de assistente dela , dela se valeu para convocar os dois primeiros encontros da hierarquia eclesiástica.Com a ligação estreita da ACB com a CNBB a primeira ganhou muito ficando livre das diretrizes de cada bispo diocesano – alguns bispos avessos a linha progressista da ACB costumavam limitar seriamente seu ativismo- passou a tratar diretamente com um órgão de representação nacional o que lhe trouxe mais autonomia para se manifestar sobre questões de ordem temporal , ou seja , para se posicionar a favor do marxismo sem precisar prestar contas aos bispos. Contado com a ajuda da CNBB a ACB pode se desviar pouco a pouco da Doutrina Social da Igreja e experimentar a síntese do pensamento social católico com as idéias marxistas.
No fim da década de 50 , a ACB se aproximou decididamente de setores da esquerda política formando o que viria a ser a teologia da libertação.
A CNBB sob influxo de Dom Helder ,que segundo Della Cava se tornou desde então o “líder de fato da Igreja Brasileira” ( In : Dicionário histórico biográfico brasileiro p. 1526), tornou- se rapidamente um órgão para a socialistização do catolicismo no Brasil: de um catolicismo popular pietista predominante e de uma tentativa de romanização sem sucesso nos anos do Cardeal Leme, para um catolicismo social engajado em lutas temporais. Em 1956 a CNBB liderou uma grande reunião em Campina Grande com ministros do Governo Kubitschek para “discutir os problemas socioeconômicos da região”.
Ainda nessa época Dom Helder dava inicio a “Cruzada de São Sebastião” com caráter imanentista que buscava: “1- promover, coordenar e executar medidas e providências destinadas a dar solução racional, humana e cristã ao problema das favelas do Rio de Janeiro; 2- proporcionar, por todos os meios ao seu alcance, assistência material e espiritual às famílias que residem nas favelas cariocas; mobilizar os recursos financeiros necessários para assegurar, em condições satisfatórias de higiene, conforto e segurança, moradia estável para as famílias faveladas; 3- colaborar na integração dos ex-favelados na vida normal do bairro da Cidade”.
Embora a Arquidiocese do RJ já tivesse a Fundação Leão XIII que cuidava da assistência social aos mais pobres, Dom Helder resolveu criar a cruzada pelos seguintes motivos:
a)      Aproximação da Fundação Leão XIII com setores políticos conservadores e antimarxistas como a UDN.
b)      A Cruzada São Sebastião se concretizou graças ao apoio do pacto populista representado pelo Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) mais inclinados ao socialismo.
Vejamos que os objetivos da Cruzada eram primariamente materiais : em primeiro lugar dar assistência material e só depois espiritual. Mas não nos enganemos: a Cruzada não tinha nenhum escopo evangelístico ou catequético. Não havia um plano de assistência religiosa as famílias pobres no sentido de formá-las dentro da fé católica. Os objetivos da Cruzada eram basicamente materiais : dar conforto , higiene , segurança. Há que lembrar que muitos dos moradores das favelas eram imigrantes do interior do Brasil vindos para o sudeste em busca de trabalho, diante do surto industrial que o país vivia. Muitos desses imigrantes perderam ,na vida da cidade grande, a cálida experiência de religiosidade e piedade tradicional católica proporcionada pela vida no campo. Ainda que esta experiência de piedade católica fosse marcada por superstições populares, elas criavam um caldo de cultura - ainda que apenas superficialmente católica- que mantinha gerações e gerações ligadas umbilicalmente a Igreja Católica. Nos ambientes urbanos essa cultura não existia. A assistência da Igreja se fez sentir no campo social , mas no campo religioso essa assistência era de menor grau ou nula. A despreocupação do clero com a questão da catequese abriu espaço para a proliferação das seitas neopentecostais de cunho protestante que invadiram os grandes centros urbanos e se espalharam , sobretudo sobre as periferias. A “cruzada” de cruzada só tinha o nome : não visava a conquista espiritual dos pobres mas apenas a atenuação de sua pobreza material.
A cruzada contou, para o plano de urbanização ,com a ajuda de arquitetos que buscavam , através do planejamento dos imóveis a serem construídos para abrigar os favelados , estimular o empoderamento do pobre em face das classes superiores dando-lhe acesso a vida em apartamentos que lhes proporcionassem uma nova consciência capaz de afrontar a questão da desigualdade de classes : “nos anos 40, o apartamento já era um símbolo de status para parte do universo das camadas médias brasileiras: “(…) o apartamento não surgiu, entrenós, como um recurso para atender às necessidades das classes modestas; até uma certa época, cuja limitação ainda não se pode definir perfeitamente pelo efeito da proximidade dos dias que correm, o apartamento foi, pode-se dizer, um luxo; hoje, se ainda não deixou de ser um luxo, tornou-se para a pequena burguesia dos funcionários públicos e empregados uma necessidade de aparência, de aproximação com a classe superior.” (In: CONSTRUÇÃO civil. O Observador Econômico e Financeiro, Rio de Janeiro, ano 7, n. 76, p. 13-21, mai. 1942. p. 14-15.). A cruzada seguiu uma tendência inovadora na arquitetura da habitação social brasileira, a qual fora influenciada pela vanguarda moderna e socialista européia dos anos 20 (formada por expoentes de movimentos e tendências artísticos como o Construtivismo russo, De Stijl e Bauhaus). O objetivo era claro: comunistizar a mentalidade dos pobres através de uma experiência estética e arquitetônica que dessa vasão a ideais coletivistas.
Muitos bispos, clérigos e leigos marginalizados com a nova orientação que a Igreja no Brasil tomava se engajaram sob a liderança de Plinio Correa de Oliveira na criação da “Sociedade de defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) contraria ao catolicismo com engajamento social criado por Dom Helder e asseclas. O núncio Dom Lombardi , porém , apoiava a facção social da CNBB , o que demonstra que ,sob o Pontificado de João XXIII haviam ventos favoráveis soprando para Dom Helder e a CNBB confirmando – os nessa linha de engajamento social marxistizante.
A influência de Dom Helder não pararia na CNBB, mas se estenderia por toda a América Latina: em 1958 foi delegado do Brasil na 1 reunião do CELAM (Conferencia Episcopal Latino Americana). Depois em 1960 foi eleito segundo vice-presidente do CELAM.
Livro que prova a ligação da JUC com o PC do B
Nesse contexto nasce a JUC (Juventude Universitária Católica) no seio da ACB que era dominada pelo Arcebispo dos pobres. a JUC dos anos 1960-62 representou a primeira tentativa, em todo o continente, de desenvolver um pensamento “católico” utilizando elementos do marxismo. Apesar de seu fracasso imediato, lançou sementes que iriam germinar mais tarde – no Brasil e no conjunto da América Latina. Com razão Pablo Richard se refere ao Congresso dos 10 anos da JUC (1960) como “o início de uma nova etapa na história do cristianismo brasileiro e latinoamericano” (in ablo Richard; Morte das cristandades e nascimento da Igreja, S.Paulo, Edições Paulinas, 1984, p.154). Cabe acrescentar que se tratava não só do movimento estudantil universitário: a JUC foi para o campo da educação popular (MEB) e mais tarde para o terreno da ação política (AP).
Os ideólogos jucistas diziam não se inspirar em Marx mas ao mesmo tempo rejeitavam o tabu anti-marxista (rejeitam portanto que sejam contrários ao marxismo , ao menos lhe reconhecem alguns méritos e algum valor); segundo dizia o líder da JUC Herbert de Souza (O conhecido sociólogo Betinho que nos anos 90 criou o programa Natal sem fome), “não temos Marx como mestre, pois já tínhamos um outro, antes. Mas sabemos ler também Marx”. As principais referências dos documentos da JUC são estritamente católicas: Santo Tomás, Leão XIII, Pio XII, João XXIII, etc. Porém cabe dizer que embora a JUC não tenha aderido a nenhum modelo existente de marxismo no Brasil - como o PCB, ou alguma de suas dissidências - trata de fazer sua própria leitura do pensamento de Marx e da realidade brasileira e chega a ter até conclusões bem mais radicais que o PCB, alinhado com o populismo governamental.
Diante disso tudo fica a questão: Por que o Brasil foi o primeiro país em que esta mistura absurda, herética e diabólica de cristianismo e marxismo pôde se desenvolver – conseguindo, no curso dos anos de 30 a 60, maior impacto do que em qualquer outra Igreja da América Latina?
A resposta é clara: não fosse a articulação de Dom Helder isso não teria sido possível. Foi através dele que o marxismo chegou a ACB e por meio dela aos mais diversos ambientes eclesiais. Sem a fundação da CNBB sob os auspícios de Dom Helder a generalização da linha socializante de ação da Igreja no Brasil não teria sido possível. Sem as articulações de Dom Helder a JUC não existiria e nem tampouco a Teologia da Libertação. Dom Helder é o culpado pela socialistização da Igreja no Brasil.
Gramsci , pai do marxismo cultural.
Dom Helder atuou aí como um intelectual orgânico do marxismo, infiltrado na Igreja para fins de subversão , dentro dos quadros teóricos do pensamento de Antônio Gramsci que entendia ser fundamental “terrestrializar o pensamento” para efetivar o socialismo. Como afirma Olavo de Carvalho “Gramsci, teórico do socialismo e militante do partido comunista italiano, estava particularmente impressionado com a violência das guerras que o governo revolucionário da Rússia tivera de empreender para submeter ao comunismo as massas recalcitrantes, apegadas aos valores e praxes de uma velha cultura. Gramsci descobriu que era necessário amestrar o povo para o socialismo antes de fazer a revolução. Fazer com que todos pensassem, sentissem e agissem como membros de um Estado comunista enquanto ainda vivendo num quadro externo capitalista. Quando viesse o comunismo, as resistências possíveis já estariam neutralizadas de antemão e todo mundo aceitaria o novo regime com a maior naturalidade. O que interessa realmente é mudar as estruturas profundas de pensamento: os valores, os símbolos, a linguagem etc., e tudo, de preferência, sem nem falar em propaganda comunista. Isto vai criar uma mutação cognitiva, as pessoas vão passar a julgar de outra maneira, e é preciso que esse processo seja tão lento que seja imperceptível. Gramsci percebeu que era necessário infiltrar-se nas organizações dedicadas à cultura, nas redações dos jornais, nas comunidades religiosas.”
Nesse quadro nada era melhor que usar a Igreja Católica como aliada na luta pelo marxismo.
Dom Helder ao deslocar o eixo da Igreja no Brasil dos assuntos de cima (salvação, santidade, vida eterna , pecados , virtudes , oração) para os de baixo (salário, moradia, emprego, justiça social), apelando para a caridade cristã com o próximo, atua subvertendo o sentido ín sito da fé católica com propósitos revolucionários marxistas, mas não sem vestir tal subversão com uma capa de aparências cristãs – o apelo a virtude da caridade e do desapego aos bens materiais na verdade serviam, não a edificação do homem católico e da cristandade, mas sim de um projeto político ideológico identificado com o socialismo.
Se trata aí da tática gramsciana dos marxistas, que descobriram que o método mais promissor para chegar ao poder é dominando a cultura nacional o que implica em um processo para lograr uma forte influência na religião, nas escolas, nos meios de comunicação e nas universidades. É neste contexto que se deve entender a teologia da libertação: como uma doutrina política disfarçada de crença religiosa com um significado anti-papal e anti-livre empresa, destinada a enfraquecer a independência da sociedade face ao controle estatista.

Postado por Rafael Goncalves de Queiroz às 17:10
http://homemculto.com/2013/08/16/bispos-comunistas-do-brasil-foi-eles-que-criaram-o-pt/


FORMAÇÃO DO PT

A formação do PT foi um verdadeiro balaio de gatos [e continua sendo]. Por um lado, “Os Organizados” constituídos pelos partidos de esquerda revolucionária ortodoxa e pelos partidos trotskystas, igualmente ortodoxos. Por outro, a “Articulação” constituída pelo clero progressista do mefistofélico Dom Helder Câmara, capitaneando a CNBB, os marxistas independentes, os sindicalistas e os ex-terroristas (anistiados). A fauna é aterradora, nem o próprio satanás conseguiria fazer nada igual. Toda essa gente, acoitada nos mais diversos grupos, aterrorizou o Brasil de 1962 até 1974 e agora posam de vítimas e recebem indenizações milionárias que a sociedade omissa, silenciosa e pusilânime paga por conta da própria ignorância e da imprensa esquerdista engajada que promoveu, nos últimos quarenta anos, a maior lavagem cerebral que se tem notícia na história do povo brasileiro.


A figura a seguir, de Sérgio Augusto de Avelar Coutinho, expressa uma visão mais explicita daquele quadro que mais se parece uma história de terror do que a formação de um partido político:

Anatoli Oliynik


NOMENCLATURA DOS GRUPOS DA “LUTA ARMADA”
Grupos Terroristas
 ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA:


Sigla
Nomenclatura
PRC
― PARTIDO REVOLUCIONÁRIO COMUNISTA
MCR
― MOVIMENTO COMUNISTA REVOLUCIONÁRIO
PCBR
― PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO REVOLUCIONÁRIO
ALP
― ALIANÇA DE LIBERTAÇÃO PROLETÁRIA
PLP
― PARTIDO DA LIBERTAÇÃO PROLETÁRIA



TROTSKYSTAS:

Sigla
Nomenclatura
CS
― CONVERGÊNCIA SOCIALISTA
DS
― DEMOCRACIA SOCIALISTA
OT/QI
― O TRABALHO PELA QUARTA INTERNACIONAL
OQI
― ORGANIZAÇÃO QUARTA INTERNACIONAL
PORT
― PARTIDO OPERÁRIO REVOLUCIONÁRIO TROTSKISTA


Todos esses grupos foram incorporados ao PT após a anistia de 1979.