sexta-feira, 19 de julho de 2013

TROTSKISMO ORTODOXO E LIT-QI SE REUNIFICAM

Recentemente tivemos em São Paulo um episódio de agitação revolucionária que resultou em estopim para a baderna nacional que se seguiu em várias capitais brasileiras. Esse movimento revolucionário foi iniciado por organizações comuno-socialistas-esquerdistas cujo objetivo, dentre outros, nada mais era do que dar um recado ao governo comunista do PT e sua base aliada que eles não estavam sendo tão socialistas quanto se propuseram ser. Esperava-se com aquela ação, dar um novo impulso para acelerar a caminhada rumo ao socialismo totalitário marxista-leninista.
 
Na quarta (17) para quinta-feira (18) a baderna planejada se estendeu na cidade do Rio de Janeiro. É o movimento revolucionário entrando em sua fase mais aguda, mas não espere que a mídia marxista brasileira vá divulgar isso. Ela jamais irá fazê-lo, pois é igualmente revolucionária e almeja um regime comunista para o Brasil. Os meios, são meros detalhes; os fins justificam-nos. Os exemplos estão aí saltando aos olhos daqueles que desejam enxergar.
 

Este aspecto será melhor compreendido conhecendo-se  a gênese de dois partidos políticos Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) e Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) que tiveram ação direta naquele episódio de São Paulo e que resultou na baderna nacional. Saiba o que esses partidos são, o que defendem e a quem representam lendo o artigo que se segue.

O Duque.

Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo e LIT-QI se reunificam
Resumo: Uma análise detalhada de alguns partidos revolucionários que contribuem para transformar o Brasil num laboratório de grupos radicais da extrema esquerda internacional, com a conivência ilegal do Tribunal Superior Eleitoral.
© 2007 MidiaSemMascara.org
"Não se pode ter razão contra o partido" (Trotsky, XIII Congresso do PCUS, 1924).

Após mais de uma década de separação, a Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI) e o Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO) decidiram se reunificar no próximo Congresso Mundial da LIT-QI, a ser realizado em março de 2008. Essa decisão é o resultado de mais de três anos de discussões, reuniões conjuntas, políticas comuns sobre os principais fatos da luta de classes e ação unificada nos países onde existem partidos das duas organizações.

Ambos defendem a Revolução Socialista Mundial, mas consideram que não há revolução socialista se as fábricas não forem expropriadas, se os bancos e o comércio dos capitalistas nacionais e estrangeiros não passarem para as mãos dos trabalhadores, e se não for estabelecido um Governo Operário, Camponês e Popular, isto é, uma Ditadura Revolucionária do Proletariado que funcione com democracia operária, tal como o regime estabelecido pelo Partido Bolchevique de Lenin e Trotsky de 1917 a 1924, considerados pelos trotskistas "os anos épicos da grande Revolução Russa, o regime mais democrático que a humanidade conheceu".

Vejam um trecho de um documento de autoria do Secretariado da Liga Internacional dos Trabalhadores/Quarta Internacional, cuja sede é na Argentina, datado de 12 de março de 2007, cujo representante no Brasil é o grupo trotskista Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), tornado legal pela Justiça Eleitoral, muito embora seus objetivos sejam a derrubada do regime político representativo tal como definido pela Constituição brasileira e muito embora seja também uma extensão de um grupo político internacional:

"A luta pela democracia operária implica uma batalha sem tréguas contra as burocracias sindicais e políticas que governam os organismos de massas da classe operária com métodos de gangsters, que impedem os operários de discutir abertamente em assembléias as tarefas e as políticas contra o jugo da exploração capitalista. A luta pela democracia operária significa, em última análise, a batalha para que seja novamente a classe operária, com seus métodos, que se coloque à frente de todos o explorados na luta contra o imperialismo e seus aliados, diretos ou indiretos, que se opõem à substituição do capitalismo pelo socialismo tal como Marx o concebeu e tal como foi implementado pelo Partido Bolchevique nos primeiros anos da Revolução Russa. A luta pela democracia operária significa, ao mesmo tempo, o mais intransigente combate ideológico e político contra todas as expressões da democracia burguesa que, com seu parlamentarismo formal, desvia os trabalhadores da luta contra o capitalismo imperialista, mantendo-o sob a dominação política de seus inimigos de classe".
"Somos contra todos os governos de Frente Popular como os de Lula, Evo Morales e Tabaré Vásquez. Todos esses são governos da burguesia, que estão aplicando os planos do imperialismo e das burguesias nacionais. Estamos igualmente contra governos nacionalistas burgueses como o de Chávez, na Venezuela, Correa no Equador e Ortega na Nicarágua, que sob o falso disfarce de enfrentamento com o imperialismo e do `socialismo do século XXI´, não têm outro objetivo a não ser preservar a exploração capitalista e desviar a mobilização da classe operária e das massas trabalhadoras. Combatemos igualmente as correntes que, como o lambertismo e o mandelismo do Secretariado Unificado da Quarta Internacional, que renunciaram à tradição leninista e trotskista ao se integrarem ao governo burguês de Lula". Para nós, as velhas consignas dos fundadores da Primeira Internacional mantêm toda sua vigência: `A libertação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores e Proletários de todo o mundo, uni-vos!´"
"Para cumprir essas tarefas é necessária a construção de um Partido Mundial da Revolução, que funcione com centralismo democrático; que faça da classe operária o centro de sua ação; que tenha como razão de ser a luta pelo poder em cada país e no mundo, para que seja a classe operária a detentora do poder de Estado; e que faça da teoria revolucionária uma de suas principais ferramentas para definir o programa e as palavras de ordem. Ou seja, um partido leninista de combate para destruir o capitalismo imperialista, que se oponha a ele e dispute a consciência e a direção dos trabalhadores com os chamados `partidos anticapitalistas´, que sob seu palavrório `socialista´, ocultam sua verdadeira intenção de renunciar à luta aberta de classes contra os governos burgueses e contra o imperialismo".
"Defendemos a derrota militar dos exércitos de ocupação no Iraque e o triunfo da resistência do povo iraquiano. Colocamo-nos ao lado daqueles que defendem a derrota militar dos exércitos das Nações Unidas e pelo triunfo da resistência popular no Afeganistão. Exigimos a retirada imediata das tropas das Nações Unidas e da OTAN, que são tropas imperialistas, de Kosovo, do Haiti e de todos os países que estão sob intervenção com desculpas `humanitárias´. Chamamos os trabalhadores e os povos da Venezuela, Brasil, Bolívia, Uruguai, Equador, Nicarágua e Argentina a abandonar toda ilusão nos governos de seus países e a enfrentar seus planos com a mobilização. Todos esses governos são burgueses" (http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=6590&ida=0).

O que é a Liga Internacional dos Trabalhadores/Quarta Internacional (LIT/QI)

A LIT/QI foi constituída em de 1981, pelo argentino Hugo Miguel Bressano ("Nahuel Moreno"). É herdeira da Tendência Bolchevique, posteriormente ex-Fração Bolchevique, constituídas e dirigidas por Ernesto Gonzalez e "Nahuel Moreno", já falecidos. Em 1992/1994, a partir de uma crise no Movimiento Al Socialismo (MAS), grupo trotskista argentino, quando do V Congresso Mundial da IV Internacional, ocorreram cinco cisões e formações de correntes em nível internacional, dando surgimento ao Centro Internacional de Reconstrução (CIR); à Tendência Bolchevique Internacionalista (TBI), logo transformada no Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO), que é dirigido pelo Partido Socialista dos Trabalhadores colombiano e onde está agrupada a maioria dos grupos e partidos da América Central; à Tendência Morenista, logo transformada na União Internacional dos Trabalhadores (UIT), vinculada ao Movimento Socialista dos Trabalhadores argentino; à Fração de Esquerda, vinculada ao grupo Socialismo Revolucionário italiano, que abandonou o trotskismo; à Tendência Reconstrução, atual Liga Internacional dos Trabalhadores, dirigida pelo PSTU brasileiro, à qual o MAS argentino e o PRT da Costa Rica estão vinculados; à tendência Corrente Proletária da LIT.

Atualmente, o Morenismo, como corrente internacional, se encontra em um processo de "re-reorganização", que combina alguns dos reagrupamentos acima mencionados, como um setor do CITO e da LIT e novas divisões, dentro das quais se destacam a expulsão do MAS argentino da LIT, o que ocasionou a formação da corrente internacional Socialismo e Barbárie e a ruptura do MST em duas organizações: o MST Alternativa e o MST Esquerda Socialista e a construção da Liga Socialista Internacional. Era essa a situação em fevereiro de 2007. Na França e Espanha as seções da LIT fundiram-se com os grupos lambertistas e, na Inglaterra, com os grupos The Militant e Socialist Worker Party (SWP).

Organizações que integram a LIT/QI:

ARGENTINA o Frente Obrero Socialista - FOS, AUSTRÁLIA o International Socialist League, BOLÍVIA o Movimiento Socialista de los Trabajadores. COSTA RICA o PartidoObrero Socialista e o Movimiento de Trabajadores y Campesinos - MTC, CHILE o Movimiento por el Socialismo, EQUADOR o Movimiento al Socialismo (MAS), FRANÇAo Groupe Socialiste Internacionaliste, ESPANHA o Partido Revolucionário de los Trabajadores, o Lucha Internacionalista, HAITI o Ligue Comunista Internacionaliste des Travailleurs, PARAGUAI o Partido de los Trabajadores, PERU o Partido Socialista de los Trabajadores, PORTUGAL o Frente de Esquerda Revolucionária, REPUBLICA DOMINICANA o Partido Revolucionario Socialista, TURQUIA o Enternasyonal Bülten,INGLATERRA o International Socialist League.

Em 1999, a LIT, através do KORKOOM (Comitê Coordenador para a Construção de um Partido Operário Internacional) passou a editar a revista Marxismo Vivo, dedicada ao debate teórico, programático e político. Também o tablóide Correo Internacional, porta-voz da LIT, a partir de março de 2000 passou a ser difundido no Brasil como encarte ao jornal do PSTU.

"Jonas Potiguar" (possivelmente codinome utilizado pelo brasileiro Eduardo de Almeida Neto), membro do Comitê Central do PSTU e da Comissão Executiva Internacional da LIT, é o editor da revista Correo Internacional; escreveu um artigo sobre o temaNarcotráfico, publicado no Opinião Socialista de 10 de dezembro de 1999/25 de janeiro de 2000, sendo apresentado pelo jornal como "dirigente da LIT".

Martin Hernandez é um dos membros do Comitê Central e da Comissão Executiva Internacional (CEI) da LIT, autor do trabalho intitulado Dez Anos de Entrismo no PT, que resume a experiência dos trotskistas brasileiros na década de 80 dentro do Partido dos Trabalhadores.

O que é o Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO)


O Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO) surgiu em julho de 1994 a partir da ruptura de seus componentes com a Liga Internacional dos Trabalhadores. OCITO reivindica a tradição do marxismo revolucionário (expressão que significa trotskismo) como sua herança teórica. Entre os principais documentos dessa herança estão o Manifesto Comunista, os quatro primeiros congressos da Internacional Comunista, o Programa de Transição da Quarta Internacional e a atualização doPrograma de Transição, efetuada por "Nahuel Moreno".

O CITO rompeu com a direção da LIT alegando que esta abandonou o método do Programa de Transição e cedeu às pressões da reação democrática, como demonstram suas políticas concretas em múltiplas latitudes. Para o CITO, a LIT também "abandonou o Programa de Transição e adotou um programa etapista"; apoiou: uma campanha de ajuda operária internacional à Bósnia, com apoio político, militar e financeiro do imperialismo; a ala esquerda da política do imperialismo e da burocracia na ex-URSS; a colaboração com o imperialismo espanhol e a política de Felipe Gonzalez; a capitulação da Somália à invasão imperialista; a Europa Ocidental e a resistência ao Acordo de Maastricht; as eleições gerais no Brasil e a democracia radical; o PT nas eleições de 1996; a política democrática burguesa do Exército Zapatista, no México; a propaganda abstrata e o chamado a votar e votar, na Argentina.

O CITO combate em favor do reagrupamento dos revolucionários do mundo inteiro e promove o intercâmbio de opiniões e experiências nessa perspectiva. "Estamos conscientes de nossas limitações, escassos recursos e marginalidade, e cremos que para avançar em direção à construção do Partido Mundial da Revolução Socialista, pelo qual lutaram Marx, Engels, Lênin e Trotsky, é imprescindível promover o mais amplo debate, a fim de interpretar da forma mais acertada a situação internacional e procurar as vias mais adequadas para a construção dos partidos revolucionários nacionais da Quarta Internacional".

O que é o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

Em maio/junho de 1992, o grupo trotskista Convergência Socialista foi expulso do PT, sob a acusação de "radicalismo extremado". Um mês depois, em julho de 1992, a Convergência e outros sete grupos minoritários constituíram a Frente Revolucionária, com o objetivo de construir o "partido da Revolução".

Em abril de 1993, a Convergência e alguns grupos que integravam a Frente Revolucionária constituíram o Movimento Pró-PSTU.

Em junho de 1994 foi realizado em São Paulo o Congresso de Fundação do PSTU, sendo eleita uma Coordenação Nacional composta por 37 membros, 18 dos quais (maioria absoluta) eram militantes da Convergência Socialista. O PSTU atribuiu a sua formação "à claudicação de setores de esquerda e da direção majoritária do PT diante da institucionalidade burguesa, a adaptação do programa a uma estratégia de colaboração de classes e da aceitação da `vitória´ do capitalismo".

A Frente Revolucionária, composta pelos grupos que não aceitaram o PSTU, continuou a existir, por um certo tempo, em vários Estados.

O PSTU atuou no Movimento Sindical, dentro da CUT, através da tendência "MTS- Movimento por uma Tendência Socialista". Seu órgão de formação política é o "IES-Instituto de Estudos Socialistas". Atualmente seu braço sindical é a Conlutas -Coordenação Nacional de Lutas (uma coordenação composta por entidades sindicais, organizações populares, movimentos sociais etc., fundado em janeiro de 2005, em Porto Alegre, por ocasião do V Fórum Social Mundial. Tem como objetivo organizar a luta contra as "reformas neoliberais do governo Lula - Sindical/Trabalhista, Universitária, Tributária e Judiciária - e também contra o modelo econômico que o governo aplica no país, seguindo as diretrizes do FMI"), e o órgão para intervenção no movimento estudantil é o Conlute - Coordenação Nacional de Lutas dos Estudantes; a Conlute foi criada no Encontro Nacional contra a Reforma Universitária no Rio de Janeiro em maio de 2004, em um Encontro realizado na UFRJ, que teve a presença de 1.500 estudantes - antes da Conlutas, portanto. Seu objetivo é inserir os estudantes na luta contra as políticas educacionais e econômicas do governo Lula e construir uma alternativa de direção para o movimento estudantil, "tendo em vista a falência e o governismo da UNE", há mais de 30 anos um feudo do Partido Comunista do Brasil através da UJS-União da Juventude Socialista.

"Queremos ajudar a construir uma democracia. Essa que está aí não é a nossa democracia. Acreditamos no socialismo e na revolução, mas Cuba, por exemplo, não é uma referência para nós. Estamos indignados com tudo o que está acontecendo. Daí o `Fora todos´"- diz Júlia Eberhardt, de 25 anos, uma das "organizadoras" do Conlute. Julia Eberhardt é militante do PSTU e integrante do grupo Ruptura, da Juventude do PSTU. No 49º Congresso da UNE, realizado em Goiânia/GO de 29 de junho a 03 de julho de 2005, foi eleita para integrar a diretoria da União Nacional de Estudantes. Júlia ficou na diretoria executiva da UNE até janeiro de 2006, quando ela e outros integrantes do PSTU decidiram romper com a UNE e com a UBES-União Brasileira de Estudantes Secundaristas, "feudos do PC do B".

Cursos de formação política socialista são ministrados, desde 1996, a trabalhadores, estudantes, membros de organizações de esquerda e de movimentos populares, pelo Instituto de Estudos Socialistas (IES). A constituição do IES deveu-se, segundo a visão de seus fundadores, ao "mar de confusão surgido junto à classe trabalhadora e à juventude de todo o mundo face ao pretexto que ideólogos do capitalismo passaram a difundir sobre o fim do socialismo e vitória da economia de mercado". Como conseqüência disso, muitos socialistas - segundo os fundadores do IES - sucumbiram à propaganda imperialista.

"Todavia", prosseguem os fundadores do IES, "a História não se conta em anos, mas em décadas e séculos, e é caprichosa em desmentir as farsas. Assim como mostrou que as ditaduras stalinistas eram o oposto do verdadeiro socialismo, não demorará a desmascarar o paraíso capitalista. A política de colaboração de classes, praticada por lideranças dos trabalhadores, só ajuda ao capital a manter a atual situação e miséria para milhões de despossuídos. Em todo esse contexto, o Instituto de Formação e Estudos Socialistas nasce reivindicando o método do socialismo científico, não como um dogma, mas como o que de melhor produziu a mente humana como instrumento de investigação, análise e para a ação. Nasce a serviço dos trabalhadores e de um projeto transformador e revolucionário, mas, ao mesmo tempo, autônomo, independente e plural. Reivindica a autonomia do conhecimento em relação às estruturas políticas e critica o pensamento único. Nasce para fomentar e transformar-se em um canal nacional de discussão e estudo de temas candentes em todo um mundo em constante transformação, e acreditando, como os mestres do socialismo, que não existe política verdadeiramente transformadora sem que seja guiada pela teoria, pelo estudo e pela compreensão profunda da realidade. Considera que o socialismo vive mais do que nunca na luta dos trabalhadores, em cada greve, em cada ocupação de terra e em cada mínima luta dos oprimidos, lutas que são a garantia da necessidade, do sucesso, do crescimento e da afirmação do IES".

A sede do IES é na rua Domingos de Morais 348, sala 46, Vila Mariana, São Paulo.

Finalmente, o PSTU e a Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI) promoveram uma homenagem a Nahuel Moreno, dirigente revolucionário argentino e fundador da LIT. "20 anos sem Moreno - Uma vida construindo uma Internacional operária e marxista para a revolução socialista" no dia 3 de março de 2007 no auditório Simon Bolívar, do Memorial da América Latina, em São Paulo.

Durante o evento, dirigentes de vários partidos que hoje fazem parte da LIT, falaram sobre sua trajetória e elaborações políticas. Dentre eles Eduardo Almeida Neto (PSTU - Brasil), Angel Luís Parras (Partido Revolucionário dos Trabalhadores da Espanha), Alicia Sagra (Frente Operária Socialista - Argentina) e Valério Torres (Partido de Alternativa Comunista, da Itália, que recentemente aderiu à LIT), Oscar Angel, dirigente do Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (Cito) e do Partido Socialista dos Trabalhadores (Colômbia). Além disso, representantes de organizações que reivindicam a tradição morenista, como Miguel Sorans (da União Internacional dos Trabalhadores e da Esquerda Socialista - Argentina) e João Batista de Araújo, o Babá (Corrente Socialista dos Trabalhadores/PSOL). Independente de saber se até 8 de março de 2008 estarão superadas as divergências irreconciliáveis que separaram o CITO da LIT: o abandono, por parte da LIT, do método do Programa de Transição; o apoio a: uma campanha de ajuda operária internacional à Bósnia, a colaboração com o imperialismo espanhol e a política de Felipe González; à capitulação da Somália à invasão imperialista; à Europa Ocidental e à resistência ao Acordo de Maastricht; às eleições gerais no Brasil; ao PT nas eleições de 1996; à política democrática burguesa do Exército Zapatista, no México; à propaganda abstrata e o chamado a votar e votar, na Argentina, torna-se interessante recordar o que estatui o artigo 5º da Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei 9096 de 19 de setembro de 1995):

-"A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros".
A Constituição, por sua vez, define que:

Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:

I - caráter nacional;
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes".

É lamentável que o Tribunal Superior Eleitoral ignorando esses preceitos tenha registrado, tornando legal, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado [PSTU] e, mais recentemente, o Partido do Socialismo e Liberdade [PSOL], que se auto definem como "partidos leninistas de combate para destruir o capitalismo imperialista".


Os acréscimos sob colchetes são meus (O Duque).

quinta-feira, 11 de julho de 2013

PENSAR ESTÁ SE TORNANDO ALGO OBSOLETO

A educação não somente foi negligenciada no sistema educacional atual, como também já foi quase que completamente substituída pela doutrinação ideológica.

Embora seja humanamente impossível responder a todos os e-mails e cartas que os leitores me enviam, muitos deles são bastante interessantes e intelectualmente instigantes, tanto no sentido positivo quanto no sentido negativo.
Por exemplo, um jovem me enviou um e-mail pedindo as fontes em que eu havia me baseado para citar alguns fatos negativos sobre o desarmamento em um artigo recente. É sempre bom checar os fatos — especialmente se você checar os fatos de ambos os lados da questão.
Em contraste, um outro sujeito simplesmente me criticou por tudo o que eu havia dito nesse artigo. Ele não pediu as minhas fontes e nem quis saber se elas existiam; ele simplesmente saiu fazendo afirmações em contrário, como se essas suas assertivas fossem automaticamente corretas pelo simples fato de estarem sendo pronunciadas por ele, algo que, em sua mente, invalidaria automaticamente tudo o que eu havia escrito.
Ele se identificou como médico, e as alegações que ele fez sobre armas eram as mesmas que haviam sido feitas anos atrás em uma revista médica — alegações que já foram inteiramente desacreditadas desde sua publicação. Ele poderia ter aprendido isso caso houvesse me dado a oportunidade de responder às suas provocações, de um modo que nos engajássemos em um debate. Porém, ele próprio deixou claro desde o início que sua carta não tinha o objetivo de gerar um debate, mas sim apenas de me acusar e me denunciar.
Esse tipo de comportamento se tornou um procedimento padrão no mundo atual.
É sempre surpreendente — e apavorante — constatar quantos assuntos extremamente sérios não são discutidos seriamente hoje em dia; as pessoas simplesmente saem emitindo afirmativas e contra-afirmativas, tudo de maneira generalizada.  Seja em debates de internet ou até mesmo em programas de televisão, as pessoas simplesmente tentam calar seu opositor falando mais alto do que ele ou simplesmente recorrendo a frases de efeito de cunho emotivo.
Há inúmeras maneiras de fazer parecer que se está argumentando sem que na realidade se esteja produzindo absolutamente nenhum argumento coerente.
Décadas de educação escolar e universitária simplificada — para não dizer idiotizante — certamente têm algo a ver com a atual situação, mas isso não explica tudo. A educação não somente foi negligenciada no sistema educacional atual, como também já foi quase que completamente substituída pela doutrinação ideológica. A doutrinação que hoje é feita por professores e instituições supostamente educacionais é amplamente baseada na simples vocalização das mesmas pressuposições básicas e não-comprovadas de sempre.
Se as instituições educacionais de hoje — desde escolas a universidades — estivessem tão interessadas em diversidade de ideias quanto estão obcecadas com diversidade racial e sexual, os estudantes ao menos adquiririam experiência ao ver as pressuposições que existem por trás de diferentes visões, e entenderiam a função da lógica e da evidência ao debaterem tais diferenças. No entanto, a realidade é que um estudante pode passar por todo o seu ciclo educacional, desde o jardim de infância até seu doutoramento, sem entrar em contato com absolutamente nenhuma visão de mundo que seja fundamentalmente diferente daquela que prevalece dentro do espectro de opiniões autorizadas e politicamente corretas que domina o nosso sistema educacional.
No que mais, a perspectiva moral da visão ideológica predominante é completamente maniqueísta: as pessoas imbuídas dessas ideias realmente se veem como anjos combatendo todas as forças do mal — seja o assunto em questão o desarmamento, o ambientalismo, o racismo, o homossexualismo, o feminismo ou qualquer outro ismo.
Um monopólio moral é a antítese de um livre mercado de ideias. Um indicativo desta noção de monopólio moral dentre a intelligentsia esquerdista é o fato de que as instituições que estão majoritariamente sob seu controle — escolas, faculdades e universidades — são justamente aqueles que usufruem muito menos liberdade de expressão do que o resto da sociedade.
Por exemplo, ao passo que a defesa e até mesmo a promoção da homossexualidade é comum nos campi universitários — e comparecer a palestras e aulas que fazem tal promoção é frequentemente algo obrigatório nos cursos introdutórios —, qualquer crítica ao comportamento homossexual é imediatamente rotulada de "reacionarismo", "preconceito" e "incitação ao ódio", sujeita a imediata punição.
Enquanto porta-vozes de vários grupos raciais e étnicos são livres para denunciar com veemência "os brancos" por seus pecados passados e presentes, verdadeiros ou imaginários, qualquer estudante branco que similarmente venha a denunciar as transgressões ou os desvarios de grupos não-brancos garantidamente será punido, se não expulso.
Até mesmo estudantes que não defendem ou não promovem absolutamente nada podem ter de pagar um preço caso não concordem com a lavagem cerebral que ocorre nas salas de aula. Recentemente, nos EUA, um aluno da Florida Atlantic University que se recusou a pisotear um papel em que estava escrito a palavra "Jesus", a mando de seu professor, foi suspenso pela universidade. Felizmente, a história veio a público e gerou uma onda de protestos fora do mundo acadêmico.
A atitude deste professor pode ser descartada e ignorada como sendo um caso isolado de extremismo, mas o fato é que o establishment universitário saiu solidamente em sua defesa e atacou implacavelmente o estudante. Tal atitude mostra que a podridão moral que impera na academia vai muito mais além do que um simples professor adepto da doutrinação e da lavagem cerebral.
Estamos hoje vivenciando todo o esplendor do anti-intelectualismo que se espalhou por metástase ao longo de todo o mundo acadêmico. As universidades se tornaram tão dominadas por uma insistência na inviolabilidade de um determinado pensamento grupal, que qualquer professor "forasteiro", que não compactue com a predominância deste pensamento gregário, não mais pode falar a respeito de um determinado assunto sem antes ter sido devidamente credenciado por seus pares. Uma simples pesquisa sobre o tratamento dispensado a acadêmicos que ousam questionar a santidade do aquecimento global mostra bem esse ponto.
Já houve uma época em que um curso universitário era considerado um meio de introduzir as pessoas a uma ampla gama de assuntos que lhes permitiria pensar e falar inteligentemente sobre várias questões que estivessem afetando suas vidas. O pensamento coletivista — que hoje é predominante no meio universitário — rejeita tal ideia, conferindo o monopólio de determinadas questões apenas àquelas pessoas que são reconhecidas como "especialistas" por seus pares.
Este método educacional que recorre à intimidação e à simples repetição de frases de efeito de cunho emocional evidencia a completa falência do sistema educacional. Se professores universitários — teoricamente a nata intelectual da sociedade, pessoas que por vocação e profissão deveriam ser as mais rígidas seguidoras do rigor intelectual — agem assim, como podemos esperar que o restante da população apresente discernimentos mais profundos?
Para sobreviver e progredir, seres humanos precisam saber pensar. Porém, estamos cada vez mais terceirizando esta função para acadêmicos, que por sua vez pautam o conteúdo da mídia. Tal terceirização de pensamento ajuda a explicar por que há hoje uma escassez de pensamentos originais e significativos.
O fracasso do sistema educacional vai muito além da ausência de um aprendizado útil. O real fracasso está naquilo que de fato é ensinado — ou melhor, doutrinado — nas salas de aula, algo evidenciado pelos formandos que as universidades cospem para o mundo, seres incapazes de apresentar qualquer resquício de pensamento original.
Jamais se preocupe em se aprofundar em qualquer assunto: os "especialistas" cujos empregos se resumem a promover a agenda do establishment político e cultural já têm tudo explicado para você.
Thomas Sowell, um dos mais influentes economistas americanos, é membro sênior da Hoover Institution da Universidade de Stanford.  Seu website: www.tsowell.com.


Publicado no site do Instituto Ludwig Von Mises Brasil.
Tradução: Leandro Roque

terça-feira, 9 de julho de 2013

DE BILDERBERG A GOOGLE-BERG: Reestruturação Tecnocrática da Elite Global

Os eventos em curso em todo o mundo mostram cada vez mais claramente que os mais importantes objetivos da elite mundial concentram-se em torno do projeto de uma total re-estruturação da consciência humana. De fato, esses objetivos são simultaneamente os fins e os meios de uma “nova ordem mundial”. A mais recente reunião do Grupo Bilderberg, realizada nos dias 6-9/6/2013 no Grove Hotel, num subúrbio de Londres, é especialmente eloquente quanto a isso...
Pela primeira vez, houve informação abundante sobre o local da reunião, agenda e lista de participantes, desde muito antes da data marcada, tanto nos grandes veículos comerciais de informação e noticiário quanto nas mídias alternativas.
Por exemplo, o jornal The Telegraph escreveu sobre a reunião, em artigo intitulado “Grupo Bilderberg? Não são conspiradores. São só o grupo mais influente do mundo”.[1] No jornal do dia seguinte, o mesmo Telegraph apresentava “Grupo Bilderberg 2013: lista de convidados e agenda”, com as questões a serem discutidas na reunião.[2]
Uma fonte interna deu informação ainda mais detalhada sobre a agenda ao site Infowars.com, demarcando dois grandes blocos de questões que seriam discutidas. No primeiro, os assuntos econômicos: aumentar os poderes dos bancos centrais (o que ali se chama “reformas bancárias”); resgatar bancos para manter o suporte ao euro e preservar a eurozona; criar sistemas mais efetivos de arrecadação de impostos; impedir que a Grã-Bretanha separe-se da União Europeia; disseminar protestos sociais induzidos por medidas de austeridade; manter mínimo o crescimento econômico em 2013; e concentrar a riqueza das populações em mãos de empresas gigantes e dos super ricos.
No segundo bloco, reúnem-se questões militares, políticas e de controle psicossocial: atacar instalações nucleares no Irã, se não suspender todos os programas nucleares no prazo de três anos; armar a oposição, para manter e prolongar a guerra na Síria; considerar o risco de pandemias planetárias; controlar a produção de impressoras 3D; controle estatal sobre a Internet, para gerar “ciber-resiliência”[3]; controle sobre a disseminação de informação, mediante um ‘Ministério da Verdade’ (antiga ideia sempre acalentada por Bill Clinton); e criar “cidades inteligentes” capazes de observar todos os aspectos da vida e do comportamento humano, para desenvolver tecnologias, métodos, técnicas e táticas de total supervisão das populações.

Para dar conta dessas tarefas, a esfera tecnocrática tem de ser rapidamente estruturada. Isso já está sendo feito, bem diante de nossos olhos. Como Paul Joseph Watson e Alex Jones, editores do site Infowars.com, observaram bem, o Grupo Bilderberg, como outras organizações-sombra, estão em período de importante transformação. No caso do Grupo Bilderberg, forjaram uma associação com a empresa Google; Eric Emerson Schmidt[4], presidente executivo da Google e presença regular nas reuniões do grupo, é o elemento de ligação.
O local onde o Grupo Bilderberg reuniu-se esse ano, o Grove Hotel, em Londres, foi escolhido por uma razão: ali, desde o início de 2007, realizam-se as conferências Google conhecidas como Google Zeitgeist [O espírito Google do tempo]; nessas reuniões, analisam-se resultados de pesquisas feitas no universo de bilhões de usuários do sistema e estruturam-se resumos e resultados. Em 2013, a conferência Google aconteceu literalmente na véspera da reunião do Grupo Bilderberg, no mesmo local.
É o mesmo que dizer que o Grove Hotel britânico está convertido em uma espécie de “base doméstica” para o desenvolvimento da agenda da empresa Google, no campo da política tecnológica mundial. A empresa Google trabalha hoje como uma versão “mais íntimo-amigável” [orig. “cuddlier”] do Grupo de Bilderberg, como disse o jornal Independent, o qual, por sua vez, passa por total reestruturação tecnocrática.

O espírito Google do tempo 

Cerca de 400 delegados reúnem-se anualmente nessas conferências Google, para discutir tópicos chaves na política e na cultura mundiais, e para desenvolver planos de ação que visam a prevenir e impedir os efeitos mais graves da “reação contra a globalização”.[5] Dentre os presentes, há jornalistas, comentaristas e ‘especialistas’ de jornais e televisão, além de celebridades consagradas e em ascensão. Esse ano, lá estiveram Jim O’Neil, de Goldman Sachs; Bill Clinton; e a cantora Annie Lennox. Os lucros da empresa cresceram, em 2012, 60%, 2,89 bilhões de dólares.
As conferências Google Zeitgeist são uma forma de governo mais efetiva que a tradicional. O Grupo Bilderberg tem péssima reputação, são vistos como conspiradores; mas a empresa Google pode controlar tudo abertamente, uma vez que é pressuposto, na sua simples definição como empresa prestadora de serviços de informação, que ela, ao mesmo tempo em que distribui informação, também recolha informação, sem as quais não pode(ria) prestar serviços... de informação! Em outras palavras: sob o disfarce de empresa democrática, até filantrópica, é organização totalitária, que jornalistas independentes já chamam de “Google-Berg” (“Bilderberg reformatado: um Google-Berg”).
O Google se tornou uma forma altamente conveniente de mascarar a operação das agências de inteligência. Como os mesmos investigadores independentes já sabem,[6] os primeiros arregimentadores do que se conhece como “Primavera Árabe”, que assumiu o formato de agitações de civis, foram recrutados pela empresa Google e participaram de Conferências Zeitgeist no hotel Grove. Há farta documentação, por exemplo, que comprova que o egípcio Wael Ghonim, que iniciou a ‘revolução’ no Egito que levou à ditadura da Fraternidade Muçulmana [hoje ameaçada de golpe pelo exército egípcio[7] (NTs)], era empregado da Google, gerente-geral de marketing para o Oriente Médio e Norte da África. Eric Schmidt declarou-se orgulhoso do que Ghonim fez; e repetiu que o uso de Facebook, Twitter e ferramentas de Internet para disparar protestos populares no Egito é “bom exemplo de transparência”.[8]
Google exerce influência cada vez maior sobre os governos dos EUA e da Grã-Bretanha. Não que seja trabalho muito difícil de fazer, dado que Eric Schmidt é membro do Conselho de Assessores do presidente Obama para questões de Ciência e Tecnologia; e preside a [Fundação] New America Foundation, sem finalidades de lucro e patrocinadora da campanha eleitoral de Barack Obama. Foi-lhe oferecido, até, o cargo de Secretário do Tesouro dos EUA.
Na Grã-Bretanha, representantes da empresa Google reuniram-se, desde as eleições gerais de 2010, só até agora, nada menos que 23 vezes com membros do Partido Conservador. David Cameron foi convidado-palestrante na Conferência Espírito Google do Tempo de 2006, quatro anos antes de tornar-se primeiro-ministro. (...)
As Conferências Google reúnem as cabeças que a empresa considera capazes de “modelar o futuro global”. E a própria empresa posiciona-se para acumular mais força que os governos, no monitoramento e controle do comportamento das pessoas – como parecem ter conseguido fazer no Egito e na Tunísia. A interferência da empresa Google em assuntos internos de países europeus já é tão ativa que recentemente, a Comissão Europeia iniciou uma investigação do que considera abuso, por aquela empresa, da posição de líder do mercado de serviços de informação.
O presidente da empresa Google jamais escondeu sua ambição de controlar a sociedade; falou disso inúmeras vezes, sempre enfatizando que a privacidade é relíquia do passado; e de seus planos para converter a empresa Google num “Grande Irmão” (Big Brother) que faça o 1984 de George Orwell parecer conto de fadas.
Numa de suas palestras, Eric Schmidt disse: “Já nem precisamos que você digite. Sabemos onde você está. Sabemos onde esteve antes. Sabemos mais ou menos o que você está pensando. Acho que, de fato, as pessoas não usam a Google para responder perguntas (...) Querem, isso sim, que a Google lhes diga o que estarão fazendo dentro de meia hora, quinze minutos (...) Sabemos tudo que vocês fazem e o governo não perde o rastro de ninguém. Com o tempo, saberemos marcar sua posição, com precisão de milímetros, ao longo do tempo. Seu carro se dirigirá sozinho. Não é verdade que os carros tenham sido inventados antes dos computadores… Você nunca fica sozinho... Você nunca se entedia.”[9] (...)
O que se vê é que os métodos pelos quais a elite do dinheiro governa os governos está passando por mudanças: antes, as elites governavam clandestinamente; agora, governam à vista de todos. Nesse quadro, tudo muda: mudam as conferências, as reuniões de cúpula e até as negociações secretas. Foi o que se viu na mais recente reunião do Grupo Bilderberg, a primeira que pode ser descrita como “anticonspirológica”: agenda divulgada, lista de autoridades presentes divulgada, tudo ‘público’, tudo, tudo muito ‘transparente’. (...)
Fontes:
Tradução: Vila Vudu

Strategic Culture Foundation: From Bilderberg to Google-Berg: The Technocratic Restructuring of the Global Elite

“A lista dos temas a ser discutidos em 2013 é a seguinte:
•Os EUA e a Europa podem crescer mais depressa e criar empregos?
• Empregos, entitlement e dívida.
• Como big data estão mudando praticamente tudo.
• Nacionalismo e populismo.
• Política externa dos EUA.
• Desafios da África.
• Ciberguerra e a proliferação de ameaças assimétricas.
• Principais tendências na pesquisa médica.
• Educação Online: promessa e impactos.
• Política da União Europeia.
• Desenvolvimentos no Oriente Médio.
• Temas da atualidade.”
[3] Resiliência é um conceito psicológico emprestado da química, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico. A American Psychological Association define resiliência como o “processo e resultado de se adaptar com sucesso a experiências de vida difíceis ou desafiadoras, especialmente através da flexibilidade mental, emocional e comportamental e ajustamento a demandas externas e
[4] Prison Planet: Google-Berg: Global Elite Transforms Itself For Technocratic Revolution
[5] The Independent: The great Google gathering
[6] Ordo ab Chao: De Bilderberg 2013 à Google-berg pour une Révolution Technocratique
[7] Reuters: Egypt army plans for after Mursi as clock ticks 2/7/2013
[8] CNET: Google proud of Wael Ghonim's role in Egyptian protests
[9] 
Telegraph: Eric Schmidt: Google gets close to 'the creepy line'

domingo, 7 de julho de 2013

AS ORIGENS SATÂNICAS DO COMUNISMO




Quem inventou o comunismo? Karl Marx e Friedrich Engels? Engano! Esta é uma mentira que todos repetem. Marx e Engels foram apenas os lançadores do comunismo, em 1848, com o famoso manifesto, escrito por Marx, baseado em um rascunho de Engels.

O comunismo nasceu antes disso. Seu verdadeiro criador foi o quase desconhecido Moses Hess, guru tanto de Marx quanto de Engels, que os converteu, separadamente, ao novo credo.

Moses Hess (nome real Moritz Hess, um judeu apóstata, 1812/1875), ficou conhecido como o primeiro dentre os "jovens hegelianos" a admitir ser um comunista. Ele representava em Paris, de 1842 a 1843, o jornal radical Rheinische Zeitung (Gazeta do Reno), quando conheceu Karl Marx e, depois, Friedrich Engels. Depois de doutrinados por Hess, Marx e Engels se conheceram em Paris e, após muitos entendimentos, lançaram o Manifesto Comunista.

Segundo o pastor romeno Richard Wurmbrand, prisioneiro dos comunistas por quatorze anos, autor de vários livros, Moses Hess, antes de proclamar-se comunista, praticava ritos satânicos, particularmente a Missa Negra (vide "Marx & Satan", Living Sacrifice Book Co;1986, ISBN: 0891073795).
Existem várias versões da Missa Negra, entretanto, todas são praticadas por marginais que não se integraram na sociedade ocidental e que a praticam como uma manifestação de sua rejeição aos princípios da civilização ocidental.

Os praticantes dos ritos satânicos acreditam em Deus e no diabo, porém, como inimigos dos cristãos adoradores de Deus, veneram Satan e fazem os mais apavorantes rituais para demonstrar sua rejeição aos que chamam “a elite dominante" ou, como Marx preferia chamá-los, os "burgueses".

A Missa Negra é uma paródia obscena da missa católica, objetivando obter poderes mágicos, geralmente com objetivos pérfidos. É o ritual mais impressionante dos ritos satânicos e dramatiza uma radical adoração do mal e uma rejeição absoluta dos valores judaico-cristãos. O que é considerado o "BEM" para a Civilização Ocidental", para eles é considerado o "MAL" e vice-versa. Na Missa Negra fazem tudo ao contrário. O crucifixo é exibido de cabeça para baixo e o símbolo do demônio é o pentagrama, ou seja, a estrela de cinco pontas, em cor vermelha, cor do sangue, símbolo do inferno, morada do demônio . Na missa negra o Padre Nosso é rezado de trás para diante. A imagem adorada, em vez de Jesus, é a do diabo. As roupas rituais são pretas e vermelhas e o avental do "sacerdote" exibe o demônio, sob a forma de um bode, com chifres e sangue escorrendo da boca. Praticam o batismo com água suja e a mesa da missa é substituída por uma mulher nua e a vagina é o tabernáculo, onde se coloca uma hóstia roubada de alguma igreja. Em vez de música sacra toca-se o tipo de barulho chamado "heavy metal" ou semelhante. Desnecessário dizer que drogas são consumidas abundantemente.

Horrendas orgias sexuais são praticadas, freqüentemente com sacrifícios de crianças, simbolizando a eucaristia, quando bebem seu sangue e comem sua carne. "Shemhaforash' é a palavra mágica para encerrar a orgia. Ficou famoso na História um certo Barão Gilles de Rais, marechal francês, que foi julgado e condenado pelo sacrifício de mais de cento e quarenta crianças, em rituais de Missa Negra, no Século XV. No entanto, até hoje, inclusive no Brasil, missas negras são praticadas, mesmo com sacrifícios de crianças, como às vezes são noticiadas pela mídia. Claro que a maioria das missas negras jamais são descobertas.

Pouquíssimas pessoas conhecem a importantíssima influência satânica de Moses Hess sobre Marx e Engels. Segundo o pastor Wurmbrand, ambos, antes de estudarem economia, iniciaram-se nos mistérios do satanismo, por meio de Moses Hess. Depois, se conheceram em Paris e iniciaram uma associação duradoura, que viria a mudar o mundo e fazer do Século XX o mais sangrento e conturbado de toda a História da Humanidade.

Recentemente, o assunto chamou-me a atenção porque o prefeito petista (eufemismo para "comunista") de Belo Horizonte inaugurou uma obra pública e, inacreditavelmente, fez dentro da mesma uma espécie de altar a um demônio conhecido como Javna, guardião do portão dos infernos, que, segundo a lenda, durante uma semana por ano, rouba dos jovens a energia vital para garantir sua imortalidade.

A inauguração deste templo satânico faz muito sentido. Satanismo e comunismo comungam com a mesma idéia, pois ambos rejeitam os valores morais da civilização ocidental. A palavra de ordem, de Lênin é conhecida: "quanto pior, melhor". Uma confissão descarada de satanismo.

Torna-se evidente que Marx e Engels, ambos graduados em satanismo, após longas lucubrações diabólicas, chegaram a uma versão light do culto ao demônio, sob o fraudulento nome de "COMUNISMO", capaz de confundir e atrair milhões de pessoas, inclusive intelectuais de nomeada. Bernard Shaw, Sartre, Saramago, Hobsbawm, Niemeyer, etc., caíram no conto do "comunismo" e se transformaram em sacerdotes do satanismo, dentro da safada política vermelha de cooptar inocentes úteis. No Brasil, comunistas entre a burritzia brasileira, incluindo as universidades, são legiões.

Conforme bem definiu o Pastor Wurmbrand, "O COMUNISMO NÃO PASSA DE UMA FACHADA PARA O SATANISMO", tornada palatável com uma série de baboseiras criadas por Marx, como "luta de classes", "mais valia", "materialismo histórico", "ditadura do proletariado", "justiça social", "estado final de perfeito comunismo" e outra idiotices. Na prática, como autêntico regime satânico, que adora o mal e não o bem, o comunismo representou o regime mais cruel e retrógrado de toda a história da humanidade, responsável pela tortura e morte de quase duzentos milhões de pessoas no século passado, além de retumbante fracasso financeiro e destruição do ambiente em dezenas de nações. O comunismo-satânico foi a maior desgraça que jamais atingiu a humanidade, embora, para enganar os trouxas, só fala em "paz", "justiça social" e outras mentiras.

No Brasil, agora em poder da esquerda, ou seja, dos adoradores do mal, pelo menos desde a fraudulenta constituição de 88 a criminalidade tem crescido exponencialmente, pois não existe "vontade política" para combatê-la, devido à inversão dos valores. Agora os bandidos são heróis satânicos! O MST, por exemplo, uma organização paramilitar , proibida pela constituição, age com a maior desenvoltura, com todo o apoio do governo, inclusive financeiro e o presidente até exibiu na cabeça o boné vermelho do MST, posando para a mídia. O pentagrama, símbolo do satanismo, do PT e do comunismo internacional, encontra-se até entronizado no jardim do Palácio do Planalto. Enquanto isso, o Ministério Público, "defensor da sociedade", que parece também contaminado com a inversão dos valores, enfia a cabeça na areia, como avestruz e finge que não vê a atividade criminosa do MST, incluindo quase duas mil escolas ensinando terrorismo e satanismo, sob o disfarce de marxismo. Seus heróis são os maiores e mais cruéis assassinos da história: Lênin, Stálin, Mao Tsé-tung, Guevara, Fidel Castro.

Como convém aos adoradores de Satan, o governo, sob a proteção do pentagrama satânico vermelho, está até desarmando a população honesta, para facilitar o trabalho dos bandidos. Alguém já teve notícia de algum bandido devolvendo a arma ao governo?

Tenho um conhecido comunista que saltou e dançou de alegria quando desabaram os prédios do World Trade Center, quando morreram quase três mil pessoas (mais do que em Pearl Harbor) e um certo ex-frei, paladino da "Teologia da Libertação" lamentou que não fossem 25 os aviões utilizados nos atos de terrorismo pois, segundo ele, se morressem mais americanos, "melhorariam as condições das favelas do Rio de Janeiro". Estas manifestações demonstram como o comunismo/satanismo é uma patologia mental gravíssima. Comunistas perdem toda a sensibilidade para com o sofrimento alheio, a ponto de Stálin ter declarado que a morte de milhões de pessoas não passa de mera estatística. Todo comunista é um "serial killer" em potencial.

Dois dos maiores assassinos de todos os tempos, Hitler e Stálin, [o maior foi Mao Tsé-tung que assassinou 65 milhões de compatriotas - AO] parecem ter perdido toda a sensibilidade para com o sofrimento alheio devido a traumas pessoais. A sobrinha de Hitler, a grande paixão de sua vida, suicidou-se para livrar-se do monstro. Hitler vingou-se na humanidade. A primeira mulher de Stálin também se suicidou, com as mesmas conseqüências.

Sob os auspícios do Ministério da Educação, o satanismo há muito chegou às salas de aula. O ensino dos valores judaico-cristãos foi substituído pelo marxismo, um disfarce do satanismo. Os grandes heróis nacionais, tais como o grande Duque de Caxias, são esquecidos, e bandidos como Lamarca, Marighela, Prestes, Olga Benário, Guevara, Fidel Castro, são exaltados.

Os marginais dos anos sessenta, que tinham por objetivo entregar o Brasil a União Soviética, além de implantar a mais cruel ditadura e dizimar os patriotas, cometeram assaltos, seqüestros, assassinatos, torturas, propaganda maciça enganosa e, em vez de serem submetidos à corte marcial, por traição à Pátria, estão ocupando altos cargos na Nomenklatura petista e recebendo, por seus crimes, recompensas que já se aproximam dos dois bilhões de reais. Alguns chegaram até a ministros... da Justiça!

A inversão de valores desencadeada pelo comunismo satânico saturou de tal forma a sociedade que atingiu até as artes. Tanto na música popular quanto na erudita, com poucas exceções, a chamada música e pintura modernas, em minha opinião, em vez de produzir prazer estético, produzem apenas repugnância e perplexidade ante a decadência dos costumes. Agora, a arte, em vez de cultivar o belo, exalta o horrendo! Parodiando Lênin, diríamos que, agora, quando mais feio, mais lindo!

Após o fragoroso fracasso da União Soviética, em associação com o caquético ditador comunista Fidel Castro, assassino de milhares de patriotas, os comunistas do Brasil e de muitos outros países resolveram ressuscitar na América Latina o "Império do Mal" (a União Soviética), realizando anualmente o Foro de São Paulo. A primeira etapa seria conquistar a presidência do Brasil. Missão cumprida. Em seqüência, o governo, impregnado dos ideais satânicos, além de desarmar a população honesta, quer controlar a mídia, o cinema, os livros didáticos (doutrinação satânica) e breve toda a produção intelectual. Principalmente depois de receber seu luxuoso avião de 150 milhões de reais, Lula continuará a viajar pelo mundo organizando um novo eixo do mal, contra os Estados Unidos, conforme denunciou Constantine Menges, tão prematuramente falecido.

Porém, parece que o mais perigoso covil onde se abriga, no Brasil, os mais peçonhentos representantes do comunismo satânico são as Comunidades Eclesiais de Base, que parecem ser a mola propulsora de TODOS os movimentos comunistas do Brasil, desde o PT e a CUT até as invasões dos bandidos disfarçados em "sem-terra".

Aliás, a Igreja Católica, no Brasil, em quase sua totalidade, parece ter-se bandeado para as hostes do mal, o que não seria de estranhar, pois todos eles já foram excomungados automaticamente, segundo proclamação, de 1949, do papa Pio XII, aplicável a todos aqueles que, DE QUALQUER MANEIRA, ajudarem movimentos comunistas. Breve encontrão o demo, cara a cara, de acordo com suas crenças. Não é à toa que tantos católicos estão se bandeando, cada vez mais, para denominações protestantes e evangélicas. Já que o Brasil está perdido, querem, ao menos, salvar a alma...



Escrito por Huascar Terra do Valle | 01 Outubro 2004 Arquivo

Fonte: Mídia sem Máscara