quarta-feira, 24 de abril de 2013

RESGATANDO A VERDADE - Parte X

Continuação...
A GUERRA REVOLUCIONÁRIA
GENERAL FERDINANDO DE CARVALHO
1976

SEGUNDA PARTE

A GUERRA REVOLUCIONÁRIA NO BRASIL ATÉ 1964
 
 
5. A EXPLOSÃO
No início de 1964, a agitação insuflada pelos comunistas e seus auxiliares atingia um clima intolerável. A situação econômica do País estava inteiramente deteriorada. A inflação alcançava taxas nunca antes alcançadas.
Em fevereiro, o CGT empreende uma campanha para mobilizar os trabalhadores em torno do aumento de 100% do salário-mínimo.
O Governador Brizola criou uma organização subversiva de ação violenta denominada “Grupo dos Onze”. No Nordeste, Miguel Arraes arregimentava milícias, com a confecção de uniformes especiais. No interior, Julião mobilizava as ligas camponesas para a reforma agrária radical, “na lei ou na marra”.
O planejamento do golpe de Estado foi elaborado pelo Partido Comunista, dentro da tática leninista de “transformação da revolução”.
João Goulart procurou associar-se aos comunistas. Criando uma Frente Popular para cuja coordenação encarregou Santiago Dantas. Realizou várias reuniões com líderes do PCB e estes estabeleceram exigências para a participação. O jornal Novos Rumos, órgão oficial do Partido, publicou tais exigências em um dos seus últimos números (n° 265, de 27 de Mar 64).
Conforme se pode constatar em documento apreendido após a revolução de 31 de março, a conspiração para o golpe comunista compreendia duas ações preliminares:
- Fechamento ou desmoralização do Congresso; e
- Dissociação das Forças Armadas.
Para a primeira dessas operações foi concebida pelo PCB a realização de um comício-monstro na Central do Brasil. Nesse comício, o Presidente lançaria as mensagens das reformas radicais. Diante disso, o Congresso só teria duas alternativas: ou aprovava e se desmoralizava, ou recusava e fornecia o pretexto para sua dissolução.
O golpe final para confirmar a indisciplina e a Divisão das Forças Armadas seria uma reunião no Automóvel Clube, através da qual o Presidente daria todo seu apoio às correntes radicais existentes no seio dos Sargentos.
Reproduzamos alguns trechos da carta enviada a Miguel Arraes por um jornalista, seu sobrinho, com informações obtidas de elementos confidentes de João Goulart:
“PC – Estivemos com Dias. O PC esteve duas vezes com Jango”.
“Golpe – Entende, o Presidente continua absolutamente empolgado por essa idéia, já estando convencido, entretanto, que, a essa altura, não seria mais golpe, mas a própria revolução”.
“Na semana que passou, o Presidente reuniu os comandos militares e esses se mostraram inteiramente afinados com ele”.
“A idéia dominante nestes dias é a de qeu o Presidente deve enviar mensagem ao Congresso pedindo a decretação de um plebiscito para reforma da Constituição, no sentido das reformas. Essa mensagem seria apoiada por uma campanha nacional no sentido amplo, comandada por ele, Presidente, em pronunciamentos incisivos, uma participação das forças integradas na frente política agora em formação”.
“O Congresso, eleito pelo IBAD, de certo negará aprovação à proposição – aí teremos então a justificativa para a sua dissolução, convocação de uma constituinte, decretando concomitantemente as reformas imediatas e essenciais que forem julgadas assim pelas forças integradas na Frente”.
“Comício do dia 13 – Organizado pelo CGT para a defesa das reformas e liberdades públicas. Não falarão representantes do PC. Falariam CGT, UNE, PRN, CPOS, Brizola, Arraes e Jango. Entende o PC que esses oradores teriam a vantagem de enquadrar Jango”.
“Nesse comício, atendendo as sugestões do PC, o Presidente assinaria decreto de conteúdo popular: o da Supra, desapropriação, a encampação de Capuava e outros contendo medidas de natureza popular, contra a inflação e o custo de vida”.
A operação foi desencadeada conforme o planejamento descrito. A 13 de março, em comício na Central do Brasil (Comício da Reformas), João Goulart anunciou o envio ao Congresso de mensagem solicitando as reformas radicais:
- Reforma da Constituição;
- Encampação das refinarias particulares;
- Tabelamento de aluguéis de imóveis; e
- Desapropriação de terras que margeiam as rodovias federais.
Brizola exigiu o fechamento do Congresso e a convocação de uma Constituinte para a eleição de um Congresso Popular e declarou que a violência seria respondida com a violência.
Arraes verberou contra a minoria fascista e disse que o povo iria às ruas para defender as liberdades.
A 27 de março, o Partido Comunista lançou um manifesto exigindo novas medidas radicais.
Ainda nesse mesmo dia, um grupo de marinheiros e fuzileiros navais amotinou-se sob o comando do Cabo José Anselmo, refugiando-se no Sindicato dos Metalúrgicos. Depois de várias horas, o grupo rendeu-se às tropas do Exército, mas pouco mais tarde, o Presidente ordenou a sua libertação. O Presidente do CGT, Clodsmith Riani declarou que o governo fora obrigado a transigir com os sediciosos, pois se não o fizesse até às 18 horas, o País seria paralisado por uma greve geral. Os marinheiros saíram às ruas em passeata de comemoração, carregando nos ombros os Almirantes Suzano e Aragão, protetores dos comunistas.
O Ministro da Marinha foi substituído pelo almirante reformado Paulo Mário da Cunha Rodrigues, de conhecidas tendências esquerdistas.
Na noite de 30 de março, o Presidente compareceu a uma cerimônia da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar, no Automóvel Clube. Em discurso, afirmou a sua posição ao lado dos marinheiros e fuzileiros navais, que se haviam sublevado.
No dia seguinte, explodia, em Minas Gerais, a revolução democrática de 31 de março. Jango deixaria o País pela mesma porta em que entrara, sob o mesmo clamor da agitação revolucionária.
 
Continua...
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS


quarta-feira, 17 de abril de 2013

RESGATANDO A VERDADE - Parte IX

Continuação...
A GUERRA REVOLUCIONÁRIA
 

GENERAL FERDINANDO DE CARVALHO
1976

SEGUNDA PARTE

A GUERRA REVOLUCIONÁRIA NO BRASIL ATÉ 1964
 
 

4. A CRIAÇÃO DA SITUAÇÃO REVOLUCIONÁRIA (1963)
 
O ano de 1963 iniciava-se sob o signo da crescente agitação comunista que se propagava nas Forças Armadas. A 15 de janeiro, o Gen Osvino Ferreira Alves era oficialmente homenageado pelo CGT. Em São Paulo, seis mil soldados, cabos e sargentos realizaram uma passeata pela posse dos sargentos eleitos.
O CGT tornava-se cada vez mais audacioso e prepotente. Lançou um manifesto responsabilizando o governo pela carestia e declarando que os ministros não inspiravam confiança. Reproduzia as teses do PCB publicadas na imprensa vermelha.
Nesse momento, cheio de tensões, o PCB decidiu organizar um Congresso Continental de Solidariedade a Cuba, como um ato de hostilidade aos Estados Unidos e uma oportunidade para testar a mobilização de grandes massas. À frente da comissão organizadora, foi colocado o General da Reserva Luiz Gonzaga de Oliveira Leite. Em virtude de oposição do governo da Guanabara, o Congresso foi transferido para Niterói, na sede do Sindicato dos Operários Navais.
Nesse Congresso, Prestes declarou que o Brasil disputava com outros países sul-americanos a glória de ser o segundo país do continente a aderir ao socialismo e que o PCB já estava na legalidade de fato, restando apenas formalizá-la.
Em abril, o Sargento Garcia acusou o Ministro da Guerra, Gen Kruel, de conspirador.
O PCB emitiu nova Resolução Política, conclamando as esquerdas para derrotar os “gorilas” e a política de conciliação.
Miguel Arraes atacou a Aliança para o Progresso, enquanto Oscar Niemeyer recebia de Moscou o Prêmio Lênin da Paz.
O jornal Novos Rumos exigiu a demissão do General Amaury Kruel e os aeronautas concederam a Varig um prazo de 48 horas para readmissão do Comandante Paulo Melo Bastos, demitido por indisciplina.
Com a presença do Ministro do Trabalho e do Governador Miguel Arraes, o CGT recebeu uma reunião dos líderes sindicais e autorização para decretar a greve geral quando julgasse conveniente.
O empréstimo compulsório motivou novas agitações como a greve de Brasília.
O CGT exigiu de Jango a organização de um novo ministério que incluísse pessoas identificadas com as esquerdas.
No Estado do Rio, grupos armados se dispunham nas cidades que circundam a Guanabara.
Cedendo às pressões, o Presidente reformou o ministério.
Em julho, o PCB lançou outra resolução política, atacando as Forças Armadas e apoiando a Frente de Mobilização Popular, através da qual passavam a controlar todas as forças esquerdistas.
Assim terminava esse documento:
“A perspectiva que a situação política apresenta é de novas crises e de avanço e maior radicalização do movimento de massas. O momento exige que os comunistas empenhem com energia e entusiasmo todas as suas forças, estreitem sua ligação com as massas trabalhadoras das cidades e do campo e intensifiquem sua atividade no sentido de ampliar e fortalecer a frente-única. Através das lutas, nosso povo consolidará as vitórias já alcançadas e marchará para novas e decisivas vitórias”.
As agitações aumentavam em todo o país.
Prestes realizou comícios em Recife, ao lado de Arraes e Pelópidas Silveira.
A 23 de agosto, o CGT convocou grande concentração popular na Cinelândia. Com a presença de Jango e do representante do CGT, Rafael Matinelli, o comício foi um grande espetáculo de comunismo. O Presidente começou a falar sobre reformas, mas, aos gritos, a massa popular exigiu de Jango uma definição. João Goulart mudou então o tom de seu discurso, citou o CGT como entidade máxima dos trabalhadores brasileiros e considerou válida a pressão das massas, prometendo promover as reformas a curto prazo.
Em Santos, uma greve teve grandes proporções.
Em todo o país, marítimos, metalúrgicos, bancários e outros profissionais paralisavam suas atividades. O PCB conclamava o povo para a luta. Arraes e Brizola realizavam audaciosos pronunciamentos. O CGT entrou em estado de alerta.
A 12 de setembro, sargentos da Marinha e da Aeronáutica levantaram-se em Brasília contra a decisão do Supremo Tribunal Federal, negando a elegibilidade dos Sargentos. Apenas o Ministro esquerdista Hermes Lima havia votado a favor. O Presidente estranhamente se retirava da capital que durante várias horas esteve ameaçada pela revolta, afinal dominada pelo Exército. Os comunistas, tendo à frente o deputado Neiva Moreira, apoiaram a insurreição e exigiram anistia imediata para os revoltosos.
O governo tentou um pedido de estado de sítio, mas teve de retirá-lo por imposição dos comunistas e esquerdistas.
O PCB lançou vários manifestos, conclamando o povo para a luta. E assim se exprimia em um deles:
“O povo exige também a libertação imediata dos graduados e praças das Forças Armadas presos em conseqüência do protesto de Brasília; a abolição das medidas discriminatórias adotadas contra os sargentos; a revogação do decreto n° 9070, que ameaça o direito de greve”.
Em seguida, o Partido Comunista iniciou uma intensa campanha pela moratória, pela encampação das refinarias particulares e pela anistia dos sargentos.
Os comunistas anunciavam que apenas uma solução existia para a crise permanente do governo Goulart: a constituição de um novo governo baseado nas “forças progressistas”. O comunismo estava à vista.
Todas as crises características de uma situação revolucionária estavam criadas. O estopim estava colocado. Bastaria apenas uma fagulha para detonar a carga explosiva.
 
Continua...
 
 
5. A EXPLOSÃO



quarta-feira, 10 de abril de 2013

RESGATANDO A VERDADE - Parte VIII

 
Continuação...
 
 
A GUERRA REVOLUCIONÁRIA


GENERAL FERDINANDO DE CARVALHO
 
1976

SEGUNDA PARTE
 
A GUERRA REVOLUCIONÁRIA NO BRASIL ATÉ 1964
 
3. O RECRUDESCIMENTO DA AGITAÇÃO (1962)
 
No início de 1962, a penetração na UNE e na Petrobrás já assegurava o domínio comunista nessas organizações.
Realizou-se o VI Congresso de Ferroviários liderado pelos comunistas que passaram a controlar a agitação nos meios de transportes através do Pacto de Unidade de Ação (PUA).
A nova diretoria da CNTI, composta de comunistas, tomou posse com a presença de Jango. Enquanto falava o Presidente da República, os assistentes gritavam, dando vivas a Cuba.
Na conferência de Punta del Leste, a delegação brasileira, chefiada por Santiago Datas, assumiu posição dúbia e tergiversante, omitindo-se sistematicamente.
Em fevereiro, o PCB lançou várias campanhas de encampação das concessionárias de serviços públicos, da reforma agrária radical e das ligas camponesas. Já frutificavam as instruções de Khrushchev.
Pela primeira vez, em março, os comunistas fizeram ruidosa comemoração do aniversário do Partido, prestando um preito de homenagem “aos camaradas que tombaram” na luta. Houve comícios no Rio de Janeiro e festa popular em Niterói. Em São Paulo, o povo cantou a Internacional no Pacaembu, com a presença do futuro Ministro do Trabalho, deputado Almino Afonso.
Os estivadores declararam-se em greve, na I Conferência Nacional de Estivadores. O Presidente visitou a CNTI e Prestes falou em um comício em Santos.
O Exército foi atacado por sua ação contra as Ligas Camponesas de Julião.
No dia 10 de maio, Prestes se dirigiu ao povo, conclamando-o para a luta pelo voto dos analfabetos, soldados e marinheiros e pelo registro eleitoral do PCB. Atacou as Forças Armadas, acusadas de “assassínio de camponeses no Nordeste”. Recomendou a substituição do “atual governo” por um novo governo socialista.
O PCB promoveu um grande comício na Cinelândia onde Prestes, Pelacani, Riani, Pacheco e outros comunistas falaram. O Ministro do Trabalho, Franco Motoro, foi vaiado na chegada, tendo que se retirar apressadamente, com receio de ser agredido. Populares agitavam bandeiras vermelhas e portavam cartazes e faixas comunistas, bradando vivas ao PCB.
No Nordeste, a seca agravou o problema social.
O movimento de Cultura Popular da UNE e do MEC passou a desenvolver uma campanha de doutrinação marxista, com as suas famosas cartilhas e seu método Paulo Freire de alfabetização política.
Brizola lançou o slogan “Reforma ou Revolução”!
As ligas camponesas se expandiram. Os universitários decidiram suspender as provas de junho.
O Presidente da República deu entrevista ao Pravda e dirigiu-se a Khrushchev em carta.
As organizações sindicais entraram em prontidão por um “governo nacionalista” e João Goulart, pressionado, tornou publico sua decisão de apresentar o nome de Santiago Dantas para substituir Tancredo Neves, como Primeiro-Ministro. O PCB promoveu grande concentração popular no Palácio Tiradentes, em 22 de junho.
Os estudantes entraram em greve pela mudança do Gabinete. As Confederações de Trabalhadores anunciaram a greve geral e o PUA exigiu reformas radicais.
A tensão política tornou-se intensa. A greve alastrou-se por todo o país. Santiago Dantas, aliado aos comunistas, declarou na televisão que iria lutar “para libertar o Brasil”.
A Câmara dos Deputados rejeitou, entretanto, o nome do chanceler.
O Comando Geral Greve, em carta ao Presidente, exigiu a manutenção de sua lealdade e dos compromissos assumidos com os trabalhadores.
O Congresso aprovou o nome de Auro de Moura Andrade para Primeiro-Ministro e foi o bastante para o desencadeamento da greve geral com o apoio da UNE e de todas as associações esquerdistas, dirigidas pelo Comando Geral da Greve.
O Presidente retirou-se para Uruçu. Brizola concitou o povo a reagir. Estudantes ocuparam o Ministério da Educação. Populares, orientados pelos comunistas, invadiram e saquearam casa comerciais. Em Duque de Caxias, em São João de Meriti e Nilópolis, estabelecimentos foram destruídos e vários comerciantes trucidados pela massa em fúria.
O próprio governo federal apoiava as agitações.
Prestes apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral o pedido de registro legal do PCB.
Finalmente, foi aprovada a indicação de Brochado da Rocha para Primeiro-Ministro. O Partido Comunista passou a exigir desde logo uma participação esquerdista nesse Gabinete, Luiz Carlos Prestes publicou um artigo condenando a conciliação do governo e determinando o prosseguimento da agitação.
Em agosto, a Frente da Libertação nacional promoveu um Congresso em São Paulo. A UNE, em conjunto com o PCB, realizou um Congresso de Quitandinha com a presença de Brizola.
O Comando Geral da Greve transformou-se em Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e lançou manifesto.
Realizou-se, em São Paulo, o IV Encontro Sindical controlado pelo PSB, onde foram estabelecidos os onze pontos de ação imediata.
O PCB, aproveitando o sucesso de suas últimas ações políticas, lançou uma nova Resolução Política, apontando a divisão existente no seio das Forças Armadas e conclamando o povo a lutar e derrotar as forças imperialistas e reacionárias. Estabelecia vários objetivos a alcançar e entre eles:
- Repulsa ao Fundo Monetário Internacional;
- Limitação da remessa de lucros ao estrangeiro;
- Reforma agrária radical;
- Revogação da Lei de Segurança;
- Legalidade do PCB;
- Reforma da Lei Eleitoral;
- Voto dos analfabetos e soldados;
- Mudança da política externa;
- Expurgo da Forças Armadas; e
- Plebiscito para a extinção do parlamentarismo.
Nesse ambiente de tensão, iniciaram-se as campanhas eleitorais para a eleição de 3 de outubro. O Gen Jair Dantas Ribeiro, Comandante do III Exército, declarou-se impotente para garantir a ordem, se o “Congresso não der o plebiscito”.
A 1° de setembro, renunciou o Gabinete Brochado da Rocha.
O CGT decretou greve geral.
Brizola e Brochado da Rocha acusaram o Congresso Nacional de corrupção. Mauro Borges declarou que a “espoliação é a causa da crise”.
A 18 de setembro, anunciava-se o novo gabinete Hermes Lima, considerado como um gabinete-tampão, visando apenas preparar o plebiscito.
A 30 de setembro, o PCB publicou a relação de seus candidatos para as eleições.
Realizado o pleito, a 3 de outubro, vários comunistas foram eleitos. Em Pernambuco, Miguel Arraes foi eleito governador.
O CGT, prestigiado pelo apoio federal, passou a ser assessor do próprio Ministro do Trabalho. Várias campanhas de agitação foram iniciadas.
O PCB emitiu uma Resolução Política, determinando que as atividades comunistas se concentrassem em determinados objetivos, entre os quais se citam:
- Combater a “Aliança para o Progresso”;
- Limitação da remessa de lucros;
- Reforma agrária radical;
- Levar às ruas as lutas de massas;
- Exigência do registro eleitoral do PCB;
- Revogação da Lei de Segurança;
- Intensificação do movimento de solidariedade a Cuba;
- Intensificação das relações econômicas e diplomáticas com os países comunistas; e
- Luta pelo ingresso na ONU da China Comunista.
A campanha do plebiscito permitiu a franca atuação pública do PCB.
O problema da posse de sargentos eleitos também era motivo de grande agitação.
O balanço do ano 1962 marcou um sensível recrudescimento da ação comunista.
 
 
Continua...

4. A CRIAÇÃO DA SITUAÇÃO REVOLUCIONÁRIA (1963)