sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

TODO CARRAPATO TEM DIREITO A SER ESTRELA, MESMO QUE SEJA UM CHATO

Por Fernando C. Antoniazzi(*)

Oportuno seria a fundação de uma ONG que defendesse o direito dos carrapatos e outros acarinos. Lembremo-nos de que nem todos os carrapatos são portadores de Rickettsia rickettsii e, logo, nem todos transmitem a febre maculosa. Por que tanto preconceito?


Ora, os carrapatos devem ter direito a uma capivara saudável para chamar de sua! Aliás, cada carrapato deveria ter sua própria cota de capivara, desde que esta cumprisse sua função social; pois, incorrendo em esbulho possessório, a cota-capivara deveria ser objeto de preempção, para que carrapatos menos favorecidos pudessem compartilhá-la em comunidades, sem limites de território sobre o couro do roedor, garantindo o direito de ir e vir e praticando a sanguessuguice de subsistência.
Basta ao preconceito!
Acresço: protestos em praças públicas deveriam ocorrer cada vez que um carrapato fosse acusado de sarnento. Sarna é coisa de parente próximo, mas não é culpa dos carrapatos. Parente a gente não escolhe!
Outro direito inalienável aos acarinos domésticos é o da alcatifa própria. Não há que se discutir mais este ponto, comprovada a posse do trecho da alcatifa em demanda, desde que não fosse tapetão público, o ácaro poderia usucapir o seu quinhão, ao qual seria concedido um título provisório de posse e, caso não comprovado o uso domiciliar, o mesmo seria sumariamente despejado e seu CPF inscrito no Livro dos Abjetos Ácaros Especuladores. Ai daquele ácaro que fosse pego sublocando seu pelego! Extermínio imediato, com altas doses de ozônio letal, para que sirva de exemplo. Afinal o direito de residir numa mantinha xadrez corresponde inexoravelmente ao dever de mantê-la somente para fins de moradia própria.
Regras de convivência pacífica entre humanos, acarinos e afins deverão ser criadas e, antes de votadas pelo Legislativo, submetidas aos Conselhos Municipais, verdadeiros bastiões da democracia popular. Ao Poder Legislativo caberia apenas referendar a opinião dos diversos Conselhos, encimando o merengue com uma cerejinha.
Um dos aspectos a serem abordados é o prejuízo da qualidade ambiental causada aos ácaros pelo aumento da camada de ozônio domiciliar, gerada pelos ozonizadores domésticos. Conviria uma campanha massiva junto à população para a devolução voluntária de ozonizadores, os quais seriam entregues à Polícia Federal em troca de um reembolso módico; seguir-se-iam manifestações cívicas, com fanfarras e bandas de pífanos em determinado dia, Feriado Nacional da Consciência Desozonizada, em que os aparelhos seriam destruídos em logradouro público por intermédio de rolo compressor de pavimentação asfáltica.
Eventualmente, para manter o aparelho de ozonização em casa, as pessoas poderiam ter analisados seus pedidos de concessão de uso pelo Estado, que seriam permitidas desde que comprovada sua real necessidade, baixa potência e cadastrando-o no SINOUD (Sistema Nacional de Ozonizadores de Uso Doméstico), fazendo seu uso restrito a pequenos ambientes de confinamento de pessoas com comprovada intolerância alergênica aos ácaros, contra apresentação de laudo e teste de DNA, que caracterize a incapacidade genética de adaptação e inequívoca condição de ausência de acarofobia preconceituosa, sendo considerado isto um neo-apartheid apenas culposo, totalmente involuntário, mas sujeito a Termo de Compensação, culminando em empréstimo compulsório ao Fundo das Relações Emocionais dos Artrópodes.
Numa época em que o ambientalismo extremo beira as raias do paganismo fanático, nada mais que justo o nonsense descrito.
Em flagrante contra-senso, atualmente há ONGs ambientalistas que defendem com energia férrea “A VIDA" e, no entanto a vida humana é posta em plano até terciário, inclusive com pregações que lembram a idéia cátara da auto-extinção. Em Pindorama a situação tem agravantes de ordem jurídica, advindos da tal Constituição Cidadã, orquestrada pelo onomástico do herói virgílico, que comumente discorria sobre o ideário socialista bebericando poire. Nada de novo sob o sol, desde o Eclesiastes, pois socialistas feéricos adoram filosofar sobre a causa dos excluídos quando se encontram no Jockey Club: os cavalheiros vestindo ternos caros e as damas usando roupas de grife, suando aos cântaros sob o sol da zona intertropical... Coisa de celebridades (sabe lá Deus o que, de fato, isto significa).
Bem, como tudo acaba numa edição especial da “Revista Faces”, saudemos a oportunidade democrática de que todo carrapato tenha direito a ser pop star, mesmo que seja um chato.
Cheers for fears!


(*) o autor é politicamente incorreto

sábado, 21 de dezembro de 2013

TRADIÇÃO TEUTÔNICA E AS RAÍZES OCULTISTAS DO NAZISMO

PARTE IV – AS ORIGENS DAS SS: A ORDEM DOS CAVALEIROS TEUTÔNICOS E AS RAÍZES OCULTISTAS

HEITOR DE PAOLA

30/11/2013

A “ELITE” NACIONAL-SOCIALISTA (CONT.)

As funções das SS abarcavam a instalação de um Estado de terror permanente. Hitler planejava o estabelecimento de um sistema de terror para intimidar tanto inimigos quanto amigos. Desde recentemente empossado dizia: “Eu devo fazer coisas que não podem ser medidas pelos parâmetros da sensibilidade burguesa. O incêndio do Reichstag (27/02/1933) me dá a oportunidade para interferir. E interferirei. O momento psicológico correto para a confrontação chegou. Não haverá mais compaixão, qualquer um que se ponha no nosso caminho será exterminado. O povo Alemão não aceitará nenhuma leniência. Todo funcionário comunista será fuzilado onde estiver. Os Deputados comunistas deverão ser enforcados hoje à noite mesmo. Todos que estiverem em conluio com os comunistas serão presos. Não haverá piedade também com os Social-Democratas e suas tropas Reichsbanner. O mundo só pode ser dominado pelo medo” (Rauschning, loc. cit. e Richard L. Evans, The Coming of the Third Reich). Obviamente o inimigo principal era a “revolução sub-humana Judaico-Bolchevista e para isto as SS deviam ser essencialmente uma organização de combate racista e anti-Bolchevista.

Deve-se ressaltar que as SS eram um órgão caracterizado como exclusivamente masculino e tendo por princípio a supremacia masculina que, na realidade, era assim em todo o Partido: a ausência de mulheres nas SS e a maioria do Partido como um todo combinava a misoginia da liderança com o aparente desejo das mulheres nazistas de se absterem da política. Esta männerbündisch beirava uma organização homoerótica [i] já confirmada por outras fontes [ii] que serão discutidas em artigo a parte. Em discurso de 1938 Rudolf Hess exortou os membros do partido a “em conversações com suas mulheres falarem apenas sobre fatos que poderiam ser publicados” e seis meses mais tarde “não devemos conversar com mulheres sobre política, elas devem apenas cuidar de seus afazeres domésticos” (Kater, loc. cit., p. 148 ss). Particularmente em relação às SS a função exclusiva das mulheres era procriar mais filhos da “raça pura” para o futuro do Reich. A idéia se traduzia no lema dos três K: Kinder, Küche, Kirche (filhos, cozinha e igreja). Seu papel no partido se restringia à BdM: Bund deutscher Mädel (Liga das Jovens Alemãs).

Logo após a consolidação do poder Hitler delegou a Himmler a tarefa de disciplinar a organização inoculando-a com doutrinas racistas e introduzindo um código de conduta.

Num discurso aos SS-Gruppenführer [iii] em Posen, em 04/10/1943, Himmler discorreu sobre como deveriam ser tratadas as populações dos países ocupados: “Quando encontramos com pessoas de nosso sangue, um Norueguês ou Holandês de raça pura, podemos ganhar seus corações aplicando a eles as leis que regem nossas relações com outros Alemães. Se, entretanto, estivermos tratando com um Russo ou Eslavo não devemos aplicar nossas leis sagradas, mas as já comprovadas leis dos Comissários (Bolchevistas) (...) O que acontece com um Russo ou Tcheco não me interessa a mínima. O que os outros povos podem nos oferecer em sangue bom do nosso tipo, nós tomaremos, se necessário seqüestrando seus filhos e criando-os conosco. Se outras nações vivem na prosperidade ou na miséria só me interessa no sentido de que precisamos deles como escravos para nossa cultura. De outra maneira não me interessam. Se 10.000 mulheres russas morrerem de exaustão cavando trincheiras para nossos tanques o único que me interessa saber é se a trincheira ficou ou não pronta”.

A suprema e brutal ironia é quando Himmler diz: “Nunca devemos ser desnecessariamente duros e sem sentimentos. Nós Alemães, que somos o único povo do mundo que tem uma atitude decente para com os animais, devemos assumir também uma atitude decente em relação a estes animais humanos”. (Steiner, loc. cit., pp. 86-90).

A Ordem Negra insistia no direito de comandar e fundir todas as forças do Estado e da Sociedade indispensáveis a seus desígnios de dominação:

1- deveriam implementar o estabelecimento do Grande Reich como um fato político

2- deveriam trazer de volta para o conceito de raça todos os povos Germânicos da Europa

3- deveriam ser a vanguarda, na realidade uma comunidade ideal, na qual o Grande Império Germânico seria complementado.

A Ordem Negra era um Estado dentro do Estado, com suas próprias leis, tribunais e juízes. As pessoas comuns não se dão conta em tempo, de que tais líderes - diferentemente daqueles líderes realistas que pretendem implementar políticas racionais - se sentem imbuídos de uma missão sagrada à qual submetem todos seus atos e pensamentos. Hitler declarou que sua vida mudou quando, aos doze anos de idade, assistiu pela primeira vez uma obra de Wagner, Lohengrin. Tornou-se um ardente admirador do mestre de Bayreuth desde então, chegando a afirmar que “quem quiser entender a Alemanha Nacional Socialista, deve conhecer Wagner”. É sintomático que Hitler tenha resistido à pressão da cúpula nazista para banir a ópera Parsifal, uma obra de fundo profundamente religioso que trata da busca do Santo Graal e da Lança Sagrada, ou do Destino, usada para curar as feridas de Cristo, e com uma mensagem de renúncia cristã, compaixão e pacifismo. Aceitou a contragosto a proibição, pouco antes da guerra e da intensificação da campanha antimonástica, da qual a Irmandade do Santo Graal é uma alegoria. Sua hesitação se deveu ao fato de considerar Parsifal um dos mais importantes heróis arianos do panteão wagneriano. Embora considerasse Der Ring des Nibelungen (O Anel dos Nibelungos) e seu herói Siegfried como a mais germânica das obras de Wagner, Parsifal sempre mereceu um destaque especial.

Faz parte da construção da figura mítica a ausência de origem clara – o herói Parsifal surge do nada, sem saber quem é e de quem descende - o mistério sobre o sustento, e a aura de predestinado. O grande herói não necessita de conhecimento, basta a predestinação e a vontade que deve predominar sobre qualquer conhecimento objetivo. Neste domínio, a noção de verdade perde todo o sentido, pois esta está contida na vontade dominadora, geralmente uma afirmação simplista, de fácil apreensão por qualquer um, que suscita o fanatismo.

Em suma: as SS deveriam ser o principal agente encarregado da criação do futuro Reich. Esta criativa missão fez que as SS inferissem inexoravelmente sua pretensão ao status de elite do partido e da sociedade como um todo, numa missão mística oriunda do passado Germânico.

HIMMLER, AS SS E O OCULTISMO

Em tempos de grande ansiedade tendemos a nos preocupar com o significado e o propósito de nossa existência. Uma solução relativamente fácil e conveniente para satisfazer as prementes necessidades das massas em tempos de desorganização geral e desorientação (anomia), quando todas as soluções comuns falharam, é o escape para ideologias sobrenaturais. (...) Desesperado por uma vida caótica, o homem sente-se dependente de uma força externa e superior a si mesmo encarnada em alguém que se ofereça como a “Providência” (Vorsehung) no caso de Hitler, com quem se identifica e a quem segue cegamente. Esta busca sobrenatural nada tem a ver com procura de insight ou reconhecimento de sua existência sub specie aeternitate [iv], mas pelo contrário para obter poderes adicionais que tornam sua existência mais tolerável.

JOHN M. STEINER

As SS foram formadas segundo a tradição de uma casta militar iniciática, esotérica e ocultista: a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, ou Ordem dos Irmãos da Casa Germânica de Santa Maria em Jerusalém [v].

Por mais fascinado que Himmler, o “Inácio Negro”, estivesse pelos Jesuítas ele encontrou na Ordem Teutônica, uma sociedade inteiramente Germânica, uma inspiração maior. “Estes cruzados medievais eram um maior ideal porque se aproximavam do conceito das SS como uma ordem de soldados-políticos, envolvidos ideologicamente num combate secular ao conquistar e colonizar o Leste. A conquista medieval dos povos eslavos – Drang nach Osten – já prenunciava a busca do “espaço vital” a Leste – Lebensraum – e a conquista da Rússia. Diferentemente dos soldados regulares que lutam apenas em tempos de guerra contra um inimigo claramente definido, o soldado-político é um Kämpfer – guerreiro – que se engaja numa eterna luta pela existência - Daseinskampf. Desaparecem do soldado-político as noções de inimigos internos e externos, entre guerra e paz e de militares e civis: são inimigos todos os que se opõem à Nova Ordem [vi]. A obediência exigida das SS era a Kadavergehorsam, obediência cadavérica, obtida não apenas pelo medo, mas por um fanatismo religioso que os separava de todos os cidadãos comuns. O Führerprinzip é básico para os cultos esotéricos: o discípulo deve obedecer cegamente ao Mestre, que não apenas possui conhecimentos secretos inalcançáveis para os iniciados, mas é fundamental para criar as condições favoráveis para os iniciantes sofrerem drásticas mudanças que violam sua consciência individual. Como dizia Hermann Göring: “Eu não tenho consciência! Adolf Hitler é minha consciência. Não sou eu que vivo, mas é o Führer que vice dentro de mim!” (Sklar, loc. cit., p. 156)

Segundo ainda Sklar as regras básicas para obter a total obediência eram:

1. isolamento do indivíduo de qualquer contato com não crentes e rompimento dos laços com o passado, lealdade à família e amigos

2. doutrinação ininterrupta por mais de dezesseis horas por dia até que acabe toda oposição

3. exercícios mecânicos, marchas rítmicas, danças rituais e cantorias repetitivas para quebrar qualquer resistência [vii]

Um stress severo e constante é imposto ao recruta submetendo-o a uma autoridade arbitrária e ameaçadora, desnorteando, abusando ou maltratando-o, mostrando que seus valores e sentimentos são infantis e o induzindo a um estado de desconforto e sugestibilidade, de forma que novos valores podem ser incutidos facilmente, seu pensamento e sentimentos podem ser manipulados e implantados ilusões e delírios. As pessoas comuns são mais suscetíveis de lavagem cerebral, conversão e possesão (loc. cit.).

Himmler dizia que as palavras de Hitler provinham doutro mundo e possuíam um poder divino. Era o “Karma” do povo alemão ter sido “salvo” por uma figura de maior e mais intenso brilho que havia “encarnado” na pessoa do Führer.

Os SS eram proibidos de contato com o mundo externo, os guardas dos campos de concentração (SS-Totenkopfverbände) eram sempre alocados longe de suas próprias casas e eram transferidos de três em três meses. O lema era: “A aristocracia mantém sua boca fechada” [viii].

NEO-ROMANTISMO, OCULTISMO E MISTICISMO MODERNO (1880-1912)

Segundo a tradição oculta o que move o mundo é aquele poder divino e misterioso, latente na vontade de todo homem, o qual, se não for rapidamente trazido à luz e desenvolvido pelo treinamento Yôgi, permanece adormecido em 999.999 de cada milhão e se atrofia. (...) A Doutrina ensina que, com atenção e intensa concentração pode-se conseguir qualquer fim desejado. Se este não é atingido é simplesmente porque a mente não o projetou suficientemente.

MADAME BLAVATSKY

The Secret Doctrine

No final do século XIX surgiram na Europa inúmeras sociedades ocultistas dedicadas às prática hinduístas e tibetanas esotéricas, místicas e ocultas, karma, mediunidade, reencarnações, adivinhação, previsões do futuro, astrologia, telepatia, etc. Simultaneamente idéias racistas e pan-germanistas (Alldeutsch) faziam furor na Áustria e Alemanha, adequadas ao passado romântico Germânico que já examinamos. A diferença dos neo-românticos do séc. XIX para os já vistos reside no fato de que os atuais não se limitavam às crenças da necessidade do homem retornar à natureza, à Mãe-Terra para renovar sua vitalidade: o misticismo tinha, agora, um papel central no movimento, ligado à preocupação com a alma humana como encarnação da força de vida cósmica. Segundo Julius Langebehn “O camponês que tem um pedaço de terra tem uma conexão direta com o centro da Terra. Através deste contato ele se torna o mestre do Universo” [ix]. A crença numa força vital ligada à Natureza tornou-se numa religião cósmica. Para Paul de Lagarde (cit. por Mosse) “os alemães, embora se dirigindo ao futuro, deveriam retornar ao passado desprovido de tudo mais, menos a voz primeva da Natureza”. Este argumento foi fundido com as glórias do passado Ariano que, por estar mais próxima da natureza estava mais próxima da verdade cósmica.

Exatamente este passado fez com que na Áustria e Alemanha as idéias e seitas ocultistas que dominavam toda a Europa assumissem um matiz próprio ao se unirem às diversas organizações racistas e pan-germanistas já em pleno Império Gulhermino e Bismarckiano com o orgulho e a euforia pela re-unificação da Alemanha e o sucesso da guerra contra a França em 1870.

Ao falarmos desta mistura de ocultismo, pan-germanismo e racismo não podemos deixar de cita, Jörg Lanz von Liebenfels, Guido von List, Rudolf von Sebotendorff e Karl Maria Willigut e pairando sobre todos eles a sombra satânica de Yelena Pietrovna Blavatsky.



[i] Michael H. Kater, The Nazi Party: a social profile of members and leaders, 1919-1945, Basil Blackwell, 1983: London Reginald Reitlinger, SS: the Alibi of a Nation 1922-1945, Arms & Armour Press, London: 1981


[ii] Scott Lively & Kevin Abrams, The Pink Swastika: homosexuality in the Nazi Party, Founders Publ. Corp., Oregon:1995, Scott Lively The Poisoned Stream: “Gay” influence in human history, Vol. I:Germany 1890-1945, Founders Publ. Corp., Oregon:1997 Michael W. Johnson, Ph.D., Homosexuality: the essence of Nazism, The Geopolitical Strategist, Vol. XVIII, Agosto 2002, Samuel Igra, Germany’s National Vice, Quality Press, London:1945 J. Sydney Jones, Hitler in Vienna 1907-1913, Stein & Day, New York:1983 Harry Oosterhuis & Hubeert Kennedy, Homossexuality and Male Bondings in Pre-Nazi Germany: the youth movement, the gay movement and male bonding before Hitler’s rise original transcripts “Der Eigene”, the first gay journal in the world, Routledge, Taylor & Francis Group, London:1991 Richard Plant, The Pink Triangle: the nazi war against homosexuals, New Republic, NY:1986


[iii] Equivalente a Tenente-General da Wermacht ou General de Exército no Brasil.


[iv] Para Victor Frankl in Mans Search for Meaning: A particularidade humana de ser capaz de viver olhando para o futuro e buscando sua razão de ser na transcendência.


[v] Em alemão: Orden der Brüder vom Deutschen Haus St. Mariens in Jerusalem, em latim: Ordo domus Sanctæ Mariæ Theutonicorum Hierosolymitanorum).


[vi] “Der polititische Soldat und das tausendjährige Reich: Das Schwarze Korps, cit em Ziegler, loc. cit., p. 8n.


[vii] Assim também é a doutrinação Hare Krishna e de outras sitas hinduístas, dos Sufís, de todas as seitas iniciáticas.


[viii] Dusty Sklar, The Nazis and the Occult, Dorset Press, NY:1977

[ix] G. L. Mosse, The Mystical Origins of National Socialism, Journal of the History of Ideas, Vol. 22, No. 1 (Jan. - Mar., 1961), pp. 81-96, University of Pennsylvania Press.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A GUERRA CONTRA A UTOPIA DE GÊNERO

| Categoria: Sociedade

As vitórias parciais contra a ideologia de gênero não nos devem enganar. A guerra contra o suposto “segredo de uma organização social perfeita” só está começando.


Quando Adão e Eva, seduzidos pela serpente, desobedeceram a Deus e comeram do fruto da ciência do bem e do mal, entrou no mundo o pecado e, com ele, a destruição e a morte. Desde então, "por causa do homem, a criação está submetida à servidão da corrupção"01 e, trazendo em si mesmo a queda dos primeiros pais – o pecado original –, o ser humano vê a sua própria existência converter-se em um drama terrível, no qual tudo está pendente, inclusive a sua salvação.

Traçado o quadro clínico da humanidade, não é difícil perceber como a condição militante e combativa é inerente à realidade deste mundo. Quem quer que se arrogue o poder de eliminar desta vida as suas pelejas e tempestades, as suas dificuldades e desafios, prometendo "uma vida isenta de sofrimentos e de trabalhos, toda de repouso e de perpétuos gozos, certamente engana o povo e lhe prepara laços, onde se ocultam, para o futuro, calamidades mais terríveis que as do presente"02.

Grande parte da inércia presente na sociedade moderna é fruto de uma ideologia que, desprezando a doutrina do pecado original, instala o homem numa espécie de "jardim do Éden", no qual todas as pessoas seriam boas, não haveria nenhuma maldade, a natureza viveria em grande harmonia e ninguém seria chamado a nenhum desafio. Trata-se, sem sombra de dúvidas, de uma utopia: este mundo doce e cor de rosa não existe e jamais existirá nesta terra. Quem se dispõe a propagar esta visão frágil de mundo pretende nada menos que "castrar" o homem e tirar a transcendência de seu horizonte de vida.

Por isso, o Catecismo da Igreja Católica adverte: "Ignorar que o homem tem uma natureza lesada, inclinada ao mal, dá lugar a graves erros no campo da educação, da política, da ação social e dos costumes"03. Ignorar que o homem é capaz do mal engendra a ilusão de que poderemos ser felizes neste mundo, de que pode existir um modelo perfeito de sociedade aqui.

Os perigos desta construção ideológica – que é o que está por trás de toda a "agenda de gênero" – já se fizeram sentir no século XX, nos países dominados pelo regime socialista. A ousadia dos novos revolucionários, no entanto, vai mais além: diferentemente dos primeiros socialistas, eles não querem simplesmente abolir as "diferenças de classes", mas as próprias distinções sexuais. Por isso, a criação de uma nova categoria: o gênero. Para libertar as pessoas da família – a qual os ideólogos consideram a forma mais primitiva de opressão –, é preciso acabar com os conceitos de "homem" e de "mulher", que eles alegam ser socialmente construídos.

Mas, ainda que alguém lhes mostre, por "a" mais "b", que estas diferenças sexuais são estabelecidas por Deus ou pela natureza, nem assim eles desanimam. Em A Dialética do Sexo, Sulamita Firestone diz que "a natureza não é necessariamente um valor humano. A humanidade já começou a superar a natureza; não podemos mais justificar a manutenção de um sistema discriminatório de classes sexuais fundamentadas em sua origem natural"04.

Para os ideólogos de gênero, não importa a família, não importa a natureza, não importam as diferenças evidentes entre "homem" e "mulher", não importa a verdade. Em nome de um futuro utópico que eles mesmos construíram, vale tudo, inclusive transformar a própria realidade para que caiba em suas mentes celeradas. Como adverte o bem-aventurado João Paulo II, "quando os homens julgam possuir o segredo de uma organização social perfeita que torne o mal impossível, consideram também poder usar todos os meios, inclusive a violência e a mentira, para a realizar"05.

Tomando consciência de todo este plano idealizado para destruir a célula mater da sociedade, as pessoas de boa vontade devem se unir, em ordem de batalha, para defender o bem comum e, se possível, desmascarar as mentiras concebidas nestes projetos sórdidos e diabólicos. Esta semana, no Congresso Nacional, graças à ação conjunta de católicos, protestantes, espíritas e muitos outros grupos, alguns destes projetos foram temporariamente freados. No entanto, a mão por detrás de toda esta maquinação é forte e a guerra não acabou.

A vitória, no fim das contas, está do nosso lado. Se a veremos ou não, esta é outra história. Cabe a nós, como diz Santo Inácio de Loyola, "orar como se tudo dependesse de Deus e trabalhar como se tudo dependesse de nós". Afinal, desta importante luta dependem o futuro da família, do Brasil e da própria humanidade.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências


  1. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 400
  2. Papa Leão XIII, Encíclica Rerum Novarum, n. 9
  3. Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 407
  4. Retirado de "A Agenda de Gênero – Redefinindo a Igualdade", condensado da obra de Dale O’Leary.
  5. Papa João Paulo II, Encíclica Centesimus Annum, n. 25

sábado, 30 de novembro de 2013

A EDUCAÇÃO GREGA E NÓS

Escrito por Olavo de Carvalho | 24 Novembro 2013 - Artigos - Cultura


A educação na Grécia antiga, cujo sucesso inegável é amplamente comprovado pela criatividade em todos os campos do saber e da arte, voltava-se, acima de tudo, à preparação dos jovens para os altos postos da vida pública: a política, a magistratura e a educação mesma. Se não é, portanto, uma fórmula que se possa copiar na instrução das massas em geral, e se nos dias de hoje seria utópico tentar imitá-la até mesmo para a formação da classe dominante, dos políticos, dirigentes de empresas, comandantes militares, bispos e cardeais, ela continua, no entanto, um modelo excelente para a educação da elite intelectual.



Não pretendo que seja possível ou mesmo desejável montar uma escola, muito menos um sistema nacional de educação, segundo o formato grego. Não é nesse sentido que uso a palavra “modelo”. Uso-a para designar apenas uma unidade de comparação e de medida que possa servir para a orientação pessoal, seja de alguns educadores, seja de pais de família interessados em homeschooling, seja de estudantes devotados a educar-se ou reeducar-se a si mesmos. Alguns dos meus alunos já têm clara consciência disso e vêm tirando proveito do exemplo grego, tanto para si mesmos quanto para seus filhos e, quando são professores, para seus alunos (v., por exemplo, http://radiovox.org/2013/10/24/carlos-nadalim-encontrando-alegria/ ).



Atendida essa limitação, a primeira coisa que deve nos chamar a atenção é a prioridade absoluta que, na educação infantil, se dava ao treinamento literário e artístico. Após a instrução moral básica dada pela educação doméstica, praticamente só o que se ensinava às crianças, tão logo elas estivessem alfabetizadas, era ler e decorar as obras dos grandes poetas, participar de encenações teatrais, cantar, dançar e fazer ginástica. Isso era tudo. O resto cada um aprendia por si ou com professores particulares.



Eis como Platão descreve esse processo:

“Quando os alunos aprendem a ler e começam a compreender o que está escrito, tal como faziam antes com os sons, dão-lhes a ler em seus banquinhos as obras de bons poetas [épicos], que eles são obrigados a decorar; obras cheias de preceitos morais, com muitas narrativas de louvor e glória dos homens ilustres do passado, para que o menino venha a imitá-los por emulação e se esforce por parecer-se com eles... Depois de haverem aprendido a tocar cítara, fazem-nos estudar as criações de outros grandes poetas, os líricos, a que dão acompanhamento de lira, trabalhando, desse modo, para que a alma dos meninos se aproprie dos ritmos e da harmonia, a fim de que fiquem mais brandos e, porque mais ritmados e harmônicos, se tornem igualmente aptos tanto para a palavra quanto para a ação. Pois, em todo o seu decurso, a vida do homem necessita de cadência e harmonia. Em seguida, os pais entregam-nos ao professor de ginástica, para que fiquem com o corpo em melhores condições de servir ao espírito virtuoso, sem virem a ser forçados, por fraqueza de constituição, a revelar covardia, tanto na guerra quanto em situações semelhantes.” 
(Protágoras, 325 d7 ss. Tradução de Carlos Alberto Nunes ligeiramente modificada.)


Em seu livro densamente documentado, Arts Libéraux et Philosophie dans la Pensée Antique (Paris, Vrin, 2005), a erudita germano-francesa Ilsetraut Hadot acrescenta: “Os jovens de famílias prósperas recebiam também, desta vez gratuitamente, uma educação complementar tomando parte num côro trágico ou lírico, por ocasião das festas cultuais locais. Essas demonstrações eram, com freqüência, primeiras representações de uma peça de teatro ou de uma poesia lírica de autor contemporâneo; eram portanto a ocasião, para os jovens, de ser colocados em contato com todas as novas criações literárias do seu tempo e de aprendê-las de cor. Esta espécie de educação era tão importante, que Platão, nas Leis (II, 654 a-b), se vê levado a identificar o homem culto (pepaidymênos) com aquele que participou de um côro com freqüência suficiente (ikanos kekoreykôta) e, ao contrário, o homem sem cultura com aquele que jamais fez parte de um côro (akôreytos).”


Não há exagero em dizer que os jovens gregos, muito antes de entrar na vida pública, já tinham uma cultura literária superior à da média dos nossos atuais professores de Letras.



A preparação para a cidadania só começava depois de encerrada a etapa da educação escolar:



“Quando saem da escola, a cidade, por sua vez, os obriga a aprender leis e a tomá-las como paradigma de conduta, para que não se deixem levar pela fantasia e praticar alguma malfeitoria.”



Isso já era assim desde antes do advento dos sofistas, professores ambulantes que iam de cidade em cidade ensinando a arte da oratória e dos debates públicos. Os sofistas introduziram essas matérias na educação de alunos que já vinham não só com uma boa base literária e artística, mas com algum conhecimento das leis e princípios que regiam a vida social, conhecimento do qual a sofística era apenas um complemento técnico mais avançado. Prossigo esta explicação e tiro algumas conclusões dela no próximo artigo.



Publicado no Diário do Comércio.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA



"A Sagração da Primavera", também comumente referida por seu título em Francês "Le Sacre du Printemps" é um balé em dois atos que conta a história da imolação de uma jovem que deve ser sacrificada como oferenda ao deus da primavera em um ritual primitivo, a fim de trazer boas colheitas para a tribo. Sendo a música de autoria do russo Igor Stravinsky, coreografia de Vaslav Nijinsky, e cenografia do arqueologista e pintor Nicholas Roerich, a obra teve a produção de Serge Diaghilev e estreou em 29 de maio de 1913 no Théâtre des Champs-Élysées, em Paris.

Sua música é largamente conhecida como uma das maiores, mais influentes e mais reproduzidas composições da história da música do Século XX sendo um ícone de toda música erudita por ter sido considerada a obra que marca o início do modernismo. Considera-se que ela inovou em quase todos os aspectos músicais correntes na época: estrutura rítmica, orquestração, timbrística, forma, harmonia, uso de dissonâncias, e particularmente uma valorização da percussão acima da harmonia e melodia como nunca tinha ocorrido antes.
Desafiando bom número de regras e contestando tudo que se conhecia até então a obra causou um escândalo memorável na capital francesa, em que a platéia, diante de tanta revolução artística, não aceitava o que ouvia e via. A rejeição se reforçou pelas inovações de linguagem que Nijinsky incorporou à coreografia, valorizando movimentos "rústicos" inspirado em hierógrafos e pinturas em pedras de homens da caverna. Durante a apresentação não faltaram vaias, e o próprio Diaghilev chegou a acender as luzes da platéia numa tentativa de conter um pouco o caos que se instalou. Não tendo surtido muito efeito, a agitação continuou e marcou tanto a estréia que até hoje a peça é considerada uma das mais internacionalmente conhecidas e controvérsas obras na história da arte.
A obra subdivide-se em duas partes principais:
  1. A adoração da terra (8 seções);
  2. O sacrifício (6 seções).
A orquestração necessária é gigantesca (nada menos que 8 trompas no colossal grupo de 38 instrumentos de sopro). A obra confronta todas as exigências da tradição da música ocidental, que, até o início do século XX, colocam a melodia e a harmonia acima do ritmo na hierarquia dos elementos musicais. A Sagração subordina as duas primeiras à terceira. Essa inovação e a inspiração que ela causou nas gerações futuras causaram uma profunda revolução naquilo que se acreditava em música. Ela foi re-conduzida no filme Fantasia.

"Sonhei com um grande ritual pagão! Tive uma soberba visão repleta dos mais inusitados efeitos sonoros indefiníveis..." Igor Stravinsky



PARTE II



O que você acaba de ler e ouvir é produto do modernismo que conduz a humanidade ao paganismo.

Saiba mais a respeito clicando no link a seguir:

http://anatollipovistliet.blogspot.com.br/2009/05/sagracao-da-primavera.html 

O Duque

terça-feira, 12 de novembro de 2013

"CREIO PORQUE É ABSURDO"

Maria Lucia Victor Barbosa
09/11/2013

Uma minoria esclarecida pergunta um tanto perplexa: por que um tipo como Lula da Silva, pelego sindical, sujeito sem instrução, dono de palavreado grosseiro e atitudes constrangedoras faz tanto sucesso? Ele foi eleito presidente da República, reeleito, elegeu uma senhora que não consegue juntar de forma coerente dois parágrafos, um “poste” que está levando o Brasil para o buraco mais profundo da economia. Agora Lula “decretou”: Dilma será reeleita e fim de papo.
Não duvido. Há mais de um ano em campanha esta senhora dispõe da máquina presidencial que lhe faculta todo e qualquer poder financeiro e político, em detrimento dos minguados recursos de outros candidatos se com ela comparados. Tudo justificado como se a compra descarada de votos fosse a mais pura arte de governar. Rousseff “faz o diabo” conforme prometeu sob o comando do “presidento” Lula da Silva.
Provavelmente foi do “presidento” e não da “presidenta”, já que o raciocínio dela é tardo, a idéia dos médicos estrangeiros, notadamente os cubanos entre os quais alguns brasileiros sem-terra que foram estudar na Ilha do sanguinário companheiro Fidel Castro. Os cubanos serão tratados como escravos já que receberão uma espécie de bolsa sem nenhum direito trabalhista. Boa parte do que deveriam receber irá para El Comandante e para onde mais só Deus sabe. Estranho tratamento dado a trabalhadores pelo governo do Partido dos Trabalhadores. Em todo caso, isso faz parte da campanha e fez com que aumentasse a popularidade da senhora Rousseff. Quando começar a morrer gente o PT culpará os Conselhos Médicos, apesar de que agora é o Ministério da Saúde que dá o revalida.
Muito êxito também obtiveram os rompantes nacionalistas da governanta contra a espionagem norte-americana. Ela foi à ONU, espinafrou o presidente Obama e afirmou que não iria visitá-lo se ele não pedisse desculpas e prometesse nunca mais fazer aquela coisa tão feia. Só faltou Rousseff mandar Obama ajoelhar no milho para se penitenciar.  Isso levaria o povo ao delírio. Afinal, somos latino-americanos e odiamos o Grande Satã Branco, apesar de nossas idas constantes aos Estados Unidos para comprar, passear, estudar, tratar da saúde. E se é chique ser de esquerda desconheço milhões pessoas indo à Cuba para comprar charutos.
De todo modo, o piti da senhora Rousseff ficou meio esquisito quando foi noticiado que o Brasil também espionou diplomatas da Rússia, do Irã, do Iraque, uma sala alugada pela Embaixada Americana em Brasília e franceses. A governanta justificou tais atos como constitucionais e “espionagem preventiva”.
Não foi mencionado que se mais não fizemos foi porque não possuímos a tecnologia avançada dos Estados Unidos, país que se notabiliza em todos os avanços graças, inclusive, ao grande número de judeus que lá moram e que fazem evoluir para a humanidade um espetacular desenvolvimento em todas as áreas científicas.
Mas voltemos à pergunta inicial que envolve também a ascensão de inúmeros trastes como o finado Hugo Chávez ou de seu sucessor, Nicolás Maduro, farsante de quinta categoria ao qual teremos que doar até papel higiênico, na medida em que tudo falta no Socialismo do Século 21.
Lula, o chibante, foi sempre bafejado pela sorte. Dono de uma verborragia de repentista, no pouco tempo em que trabalhou como metalúrgico conseguiu empolgar operários e agradar patrões. Assim, chamou atenção do PT que precisava de seu proletário para justificar a ideologia de esquerda da burguesia intelectual que organizou o partido, tornado seita pela fé dos militantes. O PT fez de Lula seu Mussolini de Terceiro Mundo e com ele, depois de inúmeras tentativas, chegou lá de onde não pretende mais sair. Coisa fácil uma vez que não existe nenhum tipo de oposição no país.
Mas há algo mais por trás do borbulhante sucesso de tipos como Lula: a mentira e a linguagem pervertida, próprias da propaganda comunista, em que pese o “presidento” e seus “mandarins” viver como abastados capitalistas.
Conforme O Livro Negro do Comunismo, “as palavras pervertidas aparecem como uma visão deslocada que deforma a perspectiva de conjunto: somos confrontados a um astigmatismo social e político”. “A impressão primeira permanece e graças a sua incomparável potência propagandista, amplamente baseada na perfeição da linguagem, os comunistas utilizaram toda a força das criticas feitas aos seus métodos terroristas para retorná-las contra essas próprias críticas, reunindo, a cada vez, as fileiras de seus militantes e simpatizantes na renovação do ato de fé comunista”. “Assim, eles reencontraram o princípio primeiro da crença ideológica, formulada por Tertuliano em sua época: ‘Creio porque é absurdo”.
Qualquer semelhança com as técnicas usadas pelo PT não é mera coincidência.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.



sábado, 9 de novembro de 2013

APOIO AO ABORTO, NÃO À MULHER

Caro leitor:
Conheça a demagogia do governo brasileiro relativamente ao engodo que “dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual” (Lei 12.845, de 1º de agosto de 2013). O que o Estado quer é assassinar covardemente os inocentes que não têm meios de se defender sob a falsa pretensão de proteger a mulher. Mentem e enganam um povo que não possui um mínimo discernimento para perceber que está sendo enganado. O que na realidade ocorre é a legalização do assassinato para atender a agenda de organismos internacionais que desejam controlar o crescimento da população no mundo.

O Duque.

 

“Eu tive mais problemas com o governo do que com quem me violentou”

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Nos governos Lula e Dilma as mulheres tem sido vistas tão somente como instrumentos para a promoção do aborto. As vítimas de estupro são bem acolhidas, mas com uma condição: que estejam dispostas a abortar. Este não foi o caso de Regiane Marques de Souza, violentada em Maricá (RJ) em dezembro de 2010.
Regiane, após ser violentada, foi acolhida pelo Núcleo de Apoio à Mulher e encaminhada para o Hospital Fernando Magalhães (Rio de Janeiro), a fim de fazer o aborto. Em 23 de fevereiro de 2011, Regiane já estava no hospital, pronta para o “procedimento”, quando mudou de ideia e resolveu aceitar a criança. A partir de então, a acolhida desapareceu. Em 24 de agosto de 2011, Regiane deu à luz uma linda menina, a quem deu o nome de Maria Vitória. No entanto, seja durante a gravidez, seja após o parto, ela nunca recebeu um único auxílio dos órgãos do governo encarregados de defender “a mulher”. Em seu comovente depoimento de 5 de junho de 2013, Regiane afirma: “a Secretaria de Políticas para as Mulheres não faz nada para as mulheres que decidem não fazer aborto”. Aos seis meses de gravidez ela voltou ao CEDIM (Conselho Estadual dos Direitos da Mulher) do Rio de Janeiro pedindo apoio e recebeu esta resposta: “o problema é seu; você não precisava estar passando por isso”. Grávida e desempregada, ela apenas ouviu as feministas do governo dizerem que o problema era dela[1]. Inutilmente Regiane procurou a Secretaria de Políticas para as Mulheres pedindo um auxílio para suas crianças, uma vez que onde ela mora não há creche. Nada foi feito.
Eis como ela relata o descaso do governo:
“CRAS[2], CREAS[3], Plantão Social, todo tipo de órgão que tem do governo, eles falam que entendem a minha situação, mas também nunca me fizeram uma visita, nunca ligaram para mim para saber nem como eu estou sustentando minhas três crianças”.
Mas em momento algum Regiane se arrepende de não ter abortado.
“Eu optei por não abortar, mas foi por livre e espontânea vontade, não tenho receio. É minha filha, estou satisfeita, o problema eu tenho é com o governo, que não me apoia. Não quer saber de minha necessidade, não quer saber de como estou vivendo com os meus filhos...”
Termina de maneira enfática comparando o governo com o autor do estupro:
“Eu tive mais problemas com o governo do que com a própria pessoa que me violentou. Porque ele foi preso, e o governo... eu peço ajuda e ninguém faz nada”[4].
Dilma sanciona lei de expansão do aborto
Contrariando pedidos insistentes de grupos pró-vida, a presidente Dilma Rousseff, logo após o término da estadia do Papa Francisco no Brasil, sancionou, sem nenhum veto, a Lei 12.845, de 1º de agosto de 2013, que “dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual”.
A lei tem por objetivo expandir a prática do aborto em caso de gravidez resultante de estupro. Esse aborto, embora constitua crime, há anos vem sendo financiado pelo governo[5]. No entanto, a palavra “aborto” não aparece nem no texto nem no título da lei.
A estratégia não é nova. Em novembro de 1989, o então Ministro da Saúde José Serra editou uma norma técnica intitulada “Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes” cujo objetivo central era instruir os hospitais a praticarem aborto em crianças de até cinco meses de gestação quando concebidas em um (suposto) estupro. A palavra “aborto”, porém, não aparecia no título da norma. Para “provar” que havia sido violentada, bastava que a mulher apresentasse um boletim de ocorrência policial (o que não prova coisa alguma). Não se exigia o laudo do Instituto Médico Legal nem o Registro de Atendimento Médico à época da violência sofrida.
Em 2005, sob o governo Lula, essa Norma Técnica do Aborto foi reeditada pelo Ministro da Saúde Humberto Costa[6] com um agravante: nem sequer se exigia o boletim de ocorrência para que a gestante “provasse” que foi violentada. Bastava a palavra da mulher junto ao hospital. O Ministério da Saúde teve inclusive o cuidado de elaborar um formulário a ser preenchido pela suposta vítima, facilitando o trabalho da gestante não violentada de inventar uma história de violência a fim de obter o “direito” ao aborto[7].
Essa Norma Técnica, porém, por horrenda que seja, não tem força de lei. Ela ensina a praticar o aborto, ensina com detalhe cada procedimento abortivo, mas não obriga os hospitais a praticá-lo. Na prática, somente os grandes hospitais, com uma equipe médica treinada para o aborto, têm seguido essa Norma. Faltava uma lei que obrigasse todos os hospitais do SUS a encaminhar as (supostas) vítimas de violência para os centros de aborto. Essa lacuna foi preenchida pela lei 12.845/2013, recém-sancionada pela Presidente Dilma. A nova lei fala de “atendimento imediato, obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS” (art. 3º, caput) e não apenas nos “hospitais públicos que tenham Pronto Socorro e Serviço de Ginecologia”, como previa o projeto original[8]. Esse “atendimento” inclui o aborto precoce (“pílula do dia seguinte”) mascarado sob o nome de “profilaxia da gravidez” (art. 3º, IV). O cerne da lei, porém, está no inciso VII do artigo 3º que fala do “fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”. Todos os hospitais do SUS terão, portanto, o dever de informar as (supostas) vítimas de violência sobre o (falso) direito que elas têm de abortar seus filhos e quais hospitais estão disponíveis para executar esse “serviço”. A extensão da lei é reconhecida pelos defensores do falso direito ao aborto, financiados por fundações estrangeiras, quando, em linhas gerais, dizem: “Erra quem pensa que esse será um ajuste simples nos serviços: é preciso treinar equipes, organizar redes de garantia de direitos, estabelecer parcerias sensíveis entre a saúde e a segurança pública”.
Portanto, a menos que a lei seja logo revogada, é de se esperar uma verdadeira explosão do número de abortos na rede hospitalar pública.

Notas:
[1] http://www.youtube.com/watch?v=FLohndsBTEc
[2] Centro de Referência de Assistência Social
[3] Centro de Referência Especializado de Assistência Social
[4] http://www.youtube.com/watch?v=9pRVAkOO9LI
[5] Um estudo disso encontra-se em CRUZ, Luiz Carlos Lodi da. Aborto na rede hospitalar pública: o Estado financiando o crime. Anápolis: Múltipla, 2007.
[6] Cf. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno6_saude_mulher.pdf
[7] Eis um trecho do formulário contido no Anexo I da Portaria 1508, de 1º de setembro de 2005: “Declaro ainda, que fui agredida e violentada sexualmente por _______ homem(s) de aproximadamente ______ anos, raça/cor ______________cabelos _________, trajando (calça, camisa, camisetas, tênis e outros), outras informações (alcoolizado, drogado, condutor do veículo/tipo ________ etc.). O crime foi presenciado por (se houver testemunha)”
[8] Cf. PL 60/1999, art. 4º, caput, versão original, da deputada Iara Bernardi (PT/SP).

Divulgação: www.juliosevero.com