segunda-feira, 29 de outubro de 2012

REFORMA DO CÓDIGO PENAL - Início da perseguição religiosa no Brasil

Novo Código Penal – uma nova moral – uma nova religião: Palestra do Pe. Paulo Ricardo
O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu mais um importante evento no auditório do Club Homs, na Avenida Paulista, em 25 de outubro p.p. Desta vez o conferencista convidado foi o Pe. Paulo Ricardo, que proferiu a brilhante palestra “Reforma do Código Penal – Início da perseguição religiosa no Brasil”.
O Pe. Paulo Ricardo pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (MT). É licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT, Campo Grande, MS (1987); bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico (1993) pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma).
O público superlotou o auditório, sendo necessária a utilização de um telão na sala anexa, para que todos os presentes pudessem acompanhar o evento. O experiente palestrante iniciou fazendo um resumo do projeto de novo Código Penal, mostrando como ele impõe aos brasileiros uma nova “moral”, que constitui a negação radical de todos os princípios católicos, em particular os “princípios não-negociáveis” citados recentemente pelo Papa Bento XVI. Entre os princípios mais atacados estão especialmente a defesa da vida humana inocente desde a fecundação até a morte natural e a família monogâmica e indissolúvel entre um homem e uma mulher.
O novo Código Penal legaliza o aborto até a 12ª semana de gestação, abre as portas para a eutanásia e o infanticídio, promove a prática homossexual e persegue por “discriminação” todos que, ainda que pacificamente, se oponham a tal pecado. Esse projeto legislativo dá mais um passo rumo a um estado socialista que dita leis iníquas e as impõe com mão de ferro.
O conferencista sublinhou o caráter persecutório que terá a nova lei, se aprovada. Ressalvou que não julgava as intenções mas mostrou como os autores do projeto pareciam ter agido de má fé, colocando parágrafos e mais parágrafos aos quais o público dificilmente terá acesso. De uma hora para outra cairá sobre o País um conjunto de leis com caráter totalitário e anticristão, de onde a necessidade de estudarmos o mencionado projeto a fundo e denunciar seus objetivos.
Ao final da palestra, o Pe. Paulo Ricardo respondeu a diversas perguntas dos presentes, e conclamou o auditório a unir esforços, fazer frente aos projetos iníquos que aparecem daqui e de lá, e se prepararem para a batalha, revestidos da graça de Deus.
Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, encerrou a sessão confirmando a necessidade de que todos os católicos se unam para combater o inimigo comum, que quer jugular todos os bons.


PARTE 1 - A PALESTRA
 

 

PARTE 2 - AS PERGUNTAS
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O MAIOR DOS PERIGOS

Publicado em Quarta, 24 Outubro 2012 18:46 - Escrito por Olavo de Carvalho


CWT-NYTS
Tudo na vida de uma democracia depende do seguinte: os cidadãos deixam-se mais facilmente persuadir por provas e documentos ou por um sorriso sarcástico de superioridade vagamente atemorizante?
O sucesso de Barack Hussein Obama nos EUA, bem como o do Foro de São Paulo na América Latina, deveu-se inteiramente ao predomínio da segunda hipótese. Lá como cá, a grande mídia, em massa, esquivou-se à obrigação elementar de investigar e informar, preferindo um jogo de cena destinado a inibir, mediante a ameaça velada da humilhação e do ridículo, todas as perguntas politicamente indesejadas.
A bem disciplinada uniformidade desse comportamento não pode ser explicada por nenhuma convergência acidental de preconceitos. Sem nenhuma exceção visível, tanto as empresas quanto os repórteres, redatores e editores, definitivamente, tomaram posição, e mostraram colocar os interesses de suas facções políticas prediletas acima do dever jornalístico de investigar, de informar e, sobretudo, de ouvir os dois lados.
Vozes divergentes, pouquíssimas e débeis, não puderam ser caladas de todo, mas, manifestando-se exclusivamente nas seções de opinião ou em blogs, acabaram por tornar-se inaudíveis sob a monstruosa orquestração de desconversas, piadinhas cínicas e rotulações pejorativas nas páginas noticiosas.
Poucos fatos na História foram jamais tão bem averiguados, testados e provados quanto a falsidade documental do presidente americano e o esquema de dominação continental do Foro de São Paulo, no qual se irmanam, como sempre na estratégia comunista, organizações criminosas e partidos nominalmente legais, tornados assim eles próprios criminosos.
Por isso mesmo, ambos esses fatos foram sistematicamente suprimidos do noticiário por tempo suficiente para que os beneficiários da cortina de silêncio alcançassem, sob a proteção dela, seus objetivos mais ambiciosos. E justamente por serem certos e irrefutáveis é que não foram impugnados mediante uma discussão franca e aberta, mas sonegados ou minimizados sumariamente por meio de caretas de desprezo, afetações de certeza olímpica e zombarias subginasianas – a mais vasta, organizada e abjeta pantomima que já se viu no mundo
A mídia, como o próprio nome diz, é o que está no meio, no centro, interconectando classes, grupos, regiões e famílias na visão simultânea de um conjunto de informações disponíveis uniformemente a todos. Ela é por excelência o "lugar comum" (locus communis, tópos koinós), a fonte das premissas geralmente aceitas numa comunidade humana como garantias de verossimilhança e razoabilidade, bases de toda argumentação e crença. Ela desfruta, assim, de uma autoridade mais ampla e avassaladora do que qualquer casta sacerdotal jamais dispôs no passado, em qualquer lugar do planeta.
Até aproximadamente os anos 70, alguma idoneidade no exercício dessa função suprema ainda era garantida, nas democracias, pela variedade ideológica das publicações que livremente concorriam no mercado, como por exemplo, no Brasil da segunda gestão Vargas, a Última Hora de Samuel Wainer na esquerda e o Estadão na direita.
Desde então, não só neste país ou nos EUA, mas em todo o hemisfério ocidental, a concentração das empresas em poucas mãos, aliada à progressiva padronização das mentes dos jornalistas por intermédio do ensino universitário que as forma, reduziu a mídia a instrumento de governo e força uniformizadora da alma popular, sem que ela nada perdesse do prestígio residual de locus communis adquirido em épocas de maior diversidade e franqueza.
Qualquer observador atento pode notar que, quando mais um slogan ou chavão da nova moralidade que se pretende impor à humanidade aparece no programa do globalismo fabiano, ele é imediatamente adotado por toda a mídia mundial, e as opiniões diferentes, que até a véspera circulavam normalmente como expressões respeitáveis, são repentinamente marginalizadas e expostas à execração pública como sintomas de radicalismo ou doença mental.
Hoje basta você ser contra o aborto para tornar-se imediatamente suspeito de nazismo ou de intenções terroristas. A velocidade crescente com que as ideias mais extravagantes e incongruentes se impõem do dia para a noite como padrões obrigatórios de normalidade anuncia para breve a extinção de toda possibilidade de debate franco sobre o que quer que seja. Não é preciso dizer que essas ideias são criações de mentes psicopáticas e, como contrariam a experiência real mais direta e óbvia, resultam, quando se arraigam na linguagem corrente e exorcizam toda veleidade de pensamento alternativo, em espalhar por toda a sociedade o fingimento histérico como norma de comportamento e padrão formativo das personalidades, trazendo como consequência inevitável o embrutecimento da consciência moral e a disseminação das condutas criminosas. Também não é preciso dizer que o caos decorrente é em seguida reaproveitado como pretexto para a imposição de normas ainda mais psicopáticas e destrutivas.
Por isso, Daniel Greenfield foi até eufemístico quando, escrevendo no Front Page Magazine de David Horowitz, afirmou que a grande mídia é hoje "a maior ameaça à integridade do processo político". Ela tornou-se, isto sim, uma ameaça à inteligência, à civilização, a toda a espécie humana.
PS - Mal havia acabado de enviar este artigo chegou a notícia de que o deputado Lamar Smith, presidente da Comissão Judiciária do Congresso americano, quer responsabilizar judicialmente os grandes órgãos de mídia pela supressão sistemática de fatos essenciais.
Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

OS NEOFASCITAS ESTÃO CHEGANDO

Eu acho que não estão chegando. Eles já estão aqui desde sempre, só que agora mostram suas garras e distilam o seu ódio. Vejam os vídeos ao final.
 
O Duque.

Taiguara Fernandes de Sousa

Eles se aproximam. Pode-se sentir o tremor dos pés marchando. Gritos de guerra e palavras de ordem. Os inimigos? Todos que passarem por sua frente, todos os que se levantarem e disserem “não”. São os neofascistas que vêm. Eles são poucos, mas gritam alto. Suas bandeiras não são as da população, mas sim as da “gente brilhante” que domina os postos altos das universidades, do governo e de certos órgãos midiáticos. E ai de quem se opuser!
Parece ser um movimento crescente no Brasil e no mundo, o da intolerância às opiniões contrárias. Mas não é qualquer intolerância: é aquela que usa, como pretexto específico para não tolerar, o fato de ser “a favor da liberdade” e contra o “preconceito”. Os neofascistas põem uma mordaça na boca dos opositores e lhes ameaçam de modos vários, tudo em nome da liberdade de expressão, contra a discriminação e o preconceito.
Os conceitos de “liberdade”, “discriminação” e “preconceito” foram completamente distorcidos por eles. Os neofascistas são tolerantes – com eles próprios; não discriminam ninguém – só os opositores; não têm preconceito – exceto contra os contrários, que são sempre “fundamentalistas religiosos” ou “conservadores reacionários”; eles defendem a liberdade de todo mundo – menos a de quem não concorde com eles.
Em agosto, um senhor de 70 anos foi convidado a palestrar na Unesp, em Franca (SP); chegando lá, foi expulso com gritos de “nazista” e “assassino” por uma horda de estudantes, que ainda ameaçaram agredi-lo e só não o fizeram porque foram apartados. O senhor hostilizado era o príncipe dom Bertrand de Orleans e Bragança, trineto de dom Pedro II. Não importava que tivesse 70 anos: para aqueles estudantes, ele era um opositor, um inimigo, não era do clube. Um príncipe? Que tinham a ver com aquele representante das “elites”? O príncipe merecia ser expulso e, se necessário fosse, agredido.
Em 2008, um outro senhor de idade, em um outro país, foi vítima das mesmas injúrias e agressões verbais. O Papa Bento XVI tinha sido convidado a discursar na Universidade La Sapienza, de Roma, fundada pelo Papa Bonifácio VIII em 1303. Um grupo de professores e alunos mostrou as garras contra a visita a ponto de o evento ser cancelado. Os revoltosos alegavam que o Papa “não era a favor da liberdade” – mas que defesa vigorosa da liberdade é esta que impede o Papa de discursar livremente em La Sapienza? “Você é livre, desde que do meu lado”, parece ser a resposta.
Nos EUA, defensores da vida humana em todos os seus estágios, desde a concepção até a morte natural, são classificados pela administração Obama como “grupo terrorista”: relatório do Departamento de Segurança Nacional coloca na lista de possíveis “terroristas” grupos que defendam a vida, os pro-life, na categoria de “terrorismo por motivação ideológica” – isso apesar de nunca um pro-life ter se envolvido em qualquer atentado terrorista, embora sedes de movimentos pró-vida já tenham sido atacadas a tiros por opositores.
É preocupante uma defesa da liberdade cuja única maneira de existir seja o cerceamento das opiniões contrárias, o amordaçamento e até mesmo a agressão. O neofascismo caminha a passos largos. Ele persegue todos que não compactuem consigo. E nós ficamos cada dia mais temerosos de uma prisão e nos calamos. Quanta liberdade...
 

Taiguara Fernandes de Sousa é editor da Revista Vila Nova. http://revistavilanova.com/
 
Qualquer semelhança entre as duas cenas, não é mera coincidência!
 
DOIS MINUTOS DE ÓDIO
  
 



DOIS MINUTOS DE ÓDIO NA UNESP - Franca-SP

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

DEPOIS DO MENSALÃO

Escrito por Olavo de Carvalho | 18 Outubro 2012
 

Que foi, afinal, o Mensalão? Uma gigantesca operação de compra de consciências para neutralizar o Legislativo e concentrar todo o poder nas mãos do Executivo, portanto do Partido dominante. Que pode haver de mais leal, de mais coerente com a tradição marxista?
Agora que os mensaleiros estão no fundo do poço, não cessam de erguer-se vozes indignadas de petistas, comunistas e socialistas fiéis que os condenam como oportunistas e traidores. Mas por que deveria algum líder ou militante ser atirado à execração pública pela simples razão de ter cumprido à risca a sua obrigação de revolucionário?
Não é certo que a estratégia marxista-leninista ordena e determina não só atacar o Estado burguês desde fora, mas corrompê-lo desde dentro sempre que possível para em seguida acusá-lo de depravado e ladrão e substituí-lo pelo Partido-Estado?
Não é notório que, na concepção mais ampla e sutil de Antonio Gramsci, inspirador e guia da nossa esquerda há meio século, a corrupção do Estado não basta, sendo preciso estendê-la a toda a sociedade, quebrantar e embaralhar todos os critérios morais e jurídicos para que, na confusão geral, só reste como último símbolo de autoridade a vontade de ferro da vanguarda partidária?
Não é óbvio e patente que, se na perspectiva gramsciana o Partido é "o novo Príncipe", ele tem a obrigação estrita de seguir os ensinamentos de Maquiavel, usando da mentira, da trapaça, da extorsão, do roubo e do homicídio na medida necessária para concentrar em si todo o poder, derrubando pelo caminho leis, instituições e valores?
Na perspectiva marxista, nenhum dos artífices do Mensalão fez nada de errado, exceto o crime hediondo de deixar-se descobrir no final, pondo em risco o que há de mais intocável e sagrado: a boa imagem do Partido e da esquerda em geral.
Para não perceber uma coisa tão evidente, é preciso desviar os olhos para os aspectos mais periféricos e folclóricos do episódio, apagando da memória a essência, a natureza mesma do crime cometido.
Que foi, afinal, o Mensalão? Uma gigantesca operação de compra de consciências. E para que as consciências foram compradas? Para enriquecer os srs. José Dirceu, Genoíno, Valério e mais alguns outros? De maneira alguma. Foram compradas para neutralizar o Legislativo e concentrar todo o poder nas mãos do Executivo, portanto do Partido dominante. Que pode haver de mais leal, de mais coerente com a tradição marxista?
Toda a geração que, cinquentona ou sessentona, chegou ao poder nas últimas décadas foi educada num sistema moral onde as culpas pessoais são insubstantivas em si mesmas, dependendo tão somente da cor política e transmutando-se em virtudes tão logo tragam vantagem ao "lado certo" do espectro ideológico.
Bem ao contrário: segundo o que essa gente aprendeu desde os tempos da universidade, qualquer concessão à "moral burguesa", se não é útil como jogo de cena provisório, é delito maior que a consciência revolucionária não pode tolerar. Nessa ótica, que pode haver de mau ou condenável em juntar dinheiro por meios ilícitos para comprar consciências burguesas e forçá-las a trabalhar, volens nolens , para o Partido Príncipe?
Uma vez que se abandonou a via da revolução armada – não por reverência ante a vida humana, mas por mera oportunidade estratégica –, que outro meio existe de instaurar a "autoridade onipresente e invisível" senão a corrupção sistemática dos adversários e concorrentes?
Não faltará quem, movido pela incapacidade geral brasileira de conceber que um político, ao meter-se em tal embrulho, o faça movido por ambições muito mais vastas que o mero desejo de dinheiro, levante aqui a objeção: mas os mensaleiros não ficaram ricos?
Ficaram, é claro, mas desejariam vocês que eles depositassem todo o dinheiro sujo na conta do Partido, atraindo suspeitas sobre a própria organização em vez de protegê-la sob suas contas pessoais como bons agentes e testas de ferro? Ou desejariam que, de posse de imensas quantias, continuassem levando existências modestas, dando a entender que eram apenas paus mandados em vez de expor-se como vigaristas autônomos e bandidos comuns sem cor política, que é como agora são vistos por uma opinião pública supremamente inculta, sonsa e – novamente – ludibriada?
Pois induzir o povo a vê-los exatamente assim, salvaguardando a boa reputação do esquema de poder partidário que os criou e ao qual serviram, é precisamente o objetivo de toda essa corja de moralistas improvisados que agora os cobre de impropérios em nome da pureza e idoneidade da esquerda.
Os mensaleiros não são, é claro, bodes expiatórios inocentes. São culpados parciais incumbidos de pagar sozinhos pela culpa geral de uma organização que há trinta anos vem usando do discurso moral, com notável eficiência, como disfarce e instrumento do crime.
Os que agora tentam se limpar neles são ainda piores que eles. Pois o que fazem é tentar levar o povo a esquecer que os mensaleiros de hoje são os moralistas de ontem, os mesmos que, nas CPIs dos anos 90, brilharam como paladinos da lei e da ordem, enquanto já iam preparando, sob esse manto cor de rosa, o esquema de poder monopolístico do qual o Mensalão viria ser nada mais que instrumento. E para que fariam isso, se não fosse para aplanar o terreno para novos e maiores crimes?
Se os indignados porta-vozes do antimensalismo esquerdista tivessem um pingo de sinceridade, teriam se insurgido, anos atrás, contra o acobertamento petista das FARC, organização terrorista e assassina, perto de cujos crimes o Mensalão se reduz às proporções de um roubo de picolés num carrinho da Kibon.
Como não o fizeram, a narcoguerrilha colombiana cresceu até tornar-se, sob a proteção do Foro de São Paulo, a maior distribuidora de drogas no mundo, prestes a receber do sr. Juan Manuel Santos, sabe-se lá em troca de que, as chaves do poder político.
Publicado no Diário do Comércio.

domingo, 7 de outubro de 2012

INSENSIBILIDADE MORAL

Este vídeo do Nivaldo Cordeiro sobre a condenação do Zé, é imperdível. Serve de alerta e preocupação para todos, exceto para os comuno-esquerdopatas petistas que se comportam como se atos não produzissem conseqüências. A ideologia PSICOPATA diviniza o mestre.
 
O Duque.
 
 


Muitos brasileiros, ligados ao PT ou não, estão indignados com a condenação de José Dirceu, como se ele fosse um herói nacional e estivesse sendo vítima de uma trapaça jurídica no STF. É uma manifestação espantosa de insensibilidade moral. José Dirceu está sendo apenado porque cometeu crimes e o STF está se portando de forma técnica e rigorosa, de acordo com a Constituição e as leis. Ninguém está acima do bem e do mal. (Nivaldo Cordeiro).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CONSCIÊNCIA NACIONAL: EXISTE?

Pessoal:
Fico imaginando como a ignorância da História prejudica aos que estão no poder de avaliarem o pulso dos governados. Tropa de Elite foi aplaudida de pé nos cinemas. A intervenção do poder contra o crime no Estado do Rio de Janeiro (finalmente!) não acabou com o tráfico de drogas, nós sabemos – enquanto houver comprador, vai haver vendedor, a não ser que a relação risco-benefício seja menos vantajosa para traficantes e usuários. Pode não ter acabado, mas terminou com a exibição grotesca de um estado dentro de outro, a república independente de marginais.
Agora, mais um sinal indicativo nesse relato que se segue, enviado por um amigo. Não presenciei, mas acredito piamente. Não sei de máscaras do José Dirceu ou do Genoíno sendo fabricadas, mas sei que estão fabricando a do Joaquim Barbosa. E o que isto quer dizer? Exatamente o que significa a frase que começa o e-mail que recebi: está se firmando uma consciência nacional.
Na verdade, ela existe.
Só que o ópio da esmola, da autoglorificação, da mentira deslavada e da admiração natural pela ascensão de quem veio de baixo, amorteceram ou ofuscaram. Eu mesmo não votei no Lula? Porém, não há como escapar da realidade. Ela atropela...
As pessoas parecem acordar, agora.
Temos o espelho disto aqui mesmo, em nosso grupo. Mensalão deixou de ser hipótese para se transformar em moeda corrente na boca do povo. Não há quem duvide, embora, naturalmente, há quem defenda. Até que caia a ficha da desilusão, ainda haverá. E sempre haverá quem defenda por teimosia, por frustração ou por não dar o braço a torcer. É humano, mesmo que não seja racional.
Aliás, por falar em irracional, uma notícia de ontem me deixou perplexo: o PCB também quer indenização. O pedido foi protocolado na tal Comissão da Anistia. Diz a notícia que a direção do partido entrou com pedido de anistia e quer a reparação material do Estado. E mais: “o PCB lista ainda o que considera ser uma série de danos inestimáveis, como o confisco de bens, a perda de mandatos eletivos [...]”.
Ou é falta de conhecimento (mesmo para aqueles que trocaram o raciocínio por slogans) ou é de um cinismo aviltante. Com o quê, agora, o partido que queria confiscar o Estado brasileiro agora quer que esse Estado o indenize pelos “confiscos” que sofreram por serem inimigos?
Devem estar de sacanagem, só pode ser isto.
Ah, não eram inimigos? Então, só para dar uma perspectiva histórica:
P – Quem subvencionava o pecebão?
R – O Comintern da URSS.
P – Quando Juracy Magalhães perguntou a Luís Carlos Prestes que lado escolheria caso houvesse uma guerra entre o Brasil e a União Soviética?
R – A União Soviética.
Foi uma resposta honesta, mas não foi a de um brasileiro, por pior que fosse o regime. Porque Prestes sabia o que viria, caso o comunismo fosse implantado no Brasil.
Vamos falar no popular: o pecebão foi para ilegalidade porque era inimigo declarado do Estado, ao qual queria substituir por um modelo importado por aqueles que subvencionavam seus dirigentes e agentes subversivos. Não eram uma força de diálogo democrático, mas de domínio a serviço de uma central internacional. Para os que não lembram ou desconhecem, esses mesmos agentes minaram a democracia em todos os lugares. Foi assim na França: os comunas só entraram para a resistência antinazista depois que Hitler invadiu a URSS; antes, fizeram de tudo para minar o governo francês. Não eram políticos, eram agentes assalariados. Por ideal ou por ambição, estavam a serviço de um poder estrangeiro e imperialista. Um imperialismo total, econômico e político. Simplificando, eram traidores de seus países.
Que bom que não conseguiram. O que impantaram, a custo de um sacrifício espantoso, não deu em nada em lugar nenhum. Não, não me falem da China. Antes que a China abrisse as portas para a iniciativa privada e uma pequena margem de liberdade individual, a Hong Kong capitalista era a grande fonte de divisas de lá. Deng Xiao Ping, pragmático, levantou a China que o imperador Mao afundou em esterco.
Para essa turminha do pecebão tupiniquim, tenho uma proposta bem mais prática: em vez de indenizá-los pelo que não têm direito algum de receber, que se lhes dêem passagens para a Coréia do Norte – de ida, preferencialmente. Porque, do jeito que vai, nem Cuba vai continuar com esse modelo cocoroca...
Leiam a notícia que se segue.
 
JG
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Está se firmando uma consciência nacional. Até garçons e funcionários do restaurante ....resta saber se o povão tb vai se conscientizar até Outubro, nas eleições
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Uma cena de Brasília.
Contado por quem presenciou essa semana na Trattoria do Rosário que fica na QI 17 do Lago Sul.
Eis então que chega aquele senhor (Joaquim Barbosa) com alguns poucos acompanhantes e se dirige para uma mesa apenas como mais um dos que para lá foram.
Passados alguns dez minutos um dos presentes levantou-se e olhando para a mesa onde estava o senhor (JB) iniciou a bater palmas. Os presentes identificando do que se tratava aderiram levantando-se e batendo palmas também (todos). Em pouco tempo o restaurante parou pois garçons e funcionários faziam parte do coro. E lá ficou ele (JB) agradecendo de forma singela e educada essa marcante manifestação.