sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A CONSTRUÇÃO DA NOVA CLASSE BRASILEIRA II

HEITOR DE PAOLA
28/08/2012
Cuando los interese privados se consideran contrarios al interés general, tenemos la justificación ética del poder absoluto, y su consecuencia: el interés privado de los gobernantes que forman el Gobierno.
ARMANDO RIBAS
O bem estar do povo tem sido particularmente um álibi para os tiranos
ALBERT CAMUS

A NOVA CLASSE

Terminei a primeira parte dizendo que, para uma compreensão do passado recente, do presente e dos possíveis futuros de nosso País, é necessário detectar os passos no sentido da formação e tomada de poder por parte desta nova classe de dirigentes que se dispõem a empregar a engenharia social para transformar a própria consciência da população e quais os métodos empregados. Nos diferentes partidos e organizações envolvidos, os meios diferem, mas os objetivos, os fins, são exatamente os mesmos.


O termo Nova Classe é usado aqui no sentido que lhe foi dado por Milovan Đilas Membro do Comitê Central do Partido Comunista Iugoslavo, Presidente da Assembleia Federal e considerado o sucessor natural de Josip Broz “Tito”. Em 1953-54 escreveu 19 artigos para o órgão oficial da Liga dos Comunistas, Borba, denunciando a formação de que uma nova classe dominante através de benefícios concedidos oficialmente a altas patentes militares e administradores civis, incluindo casas caríssimas nas melhores áreas do país. Estes textos representavam uma ameaça aos líderes e Đilas foi expulso do partido e de seus cargos no governo. De sua extensa obra a mais conhecida é The New Class: An Analysis of the Communist System, de 1957.


Sua principal observação é a de que um Estado sem classes, a tal utopia com que se engabelam idiotas úteis, não passava de uma farsa para a criação de uma nova classe, com poder sem rival em toda a história da humanidade. Este termo se aplica a todos os países comunistas [i] e também ao fascismo e nazismo, com a diferença que neste último a utopia era a da superioridade da raça germânica e a divisão em castas dentro da própria Alemanha com a eliminação das classes tradicionais. ‘O Nacional-Socialismo pretendia, essencialmente, um novo tipo de comunidade que oferecesse grande mobilidade social e progresso pessoal através de mérito e Leistung (realização pessoal) e que apelasse para grande parte da sociedade’ [ii]. Diferentemente do comunismo, o nazismo não pretendia ser a expressão de uma determinada classe social, mas encontrar apoio e oposição em todas elas. Por esta razão o acesso à elite SS, por exemplo, estava aberto a todas as classes e constituía uma “comunidade Germânica modelo”, a Volksgemeinschaft (op. cit.).


O fascismo italiano seduzia a maior parte da população trabalhadora com a eliminação das classes sociais, substituindo-as por poderosas corporações de ofício semelhantes às guildas medievais onde a ascensão social era teórica e legalmente possível através de rígidos regulamentos [iii], embora dificílima na prática.


O nazismo desapareceu, ao menos enquanto força real, sobrevivendo apenas em difusos focos ‘neonazistas’ que não constituem um movimento global organizado. É preciso não confundir o antissemitismo que permanece forte e impávido com uma estrutura partidária antijudaica. Nem o antissemitismo muçulmano apresenta aquelas estruturas características, não obstante ser tanto ou mais virulento. É um erro, embora muito encontrado, chamá-lo de islamofascismo, pois o fascismo é algo muito diferente. O fato de que tenha havido ampla colaboração entre muçulmanos, como o Mufti de Jerusalém, e o Partido Nazista não autoriza confundir os dois numa mistura absurda, como também chamar de fascista o ultranacionalismo militarista japonês pelo simples fato de terem assinado o Pacto Anti-Komintern. A idéia de que o mundo ideologicamente está dividido entre comunistas – a esquerda a favor do povo e da paz – e fascistas – a direita ‘burguesa’, exploradora do trabalho alheio, belicista e antissemita – é uma genial invenção de Stalin após o rompimento do Pacto Molotov-Ribbentrop por Hitler e ainda domina a mente de grande parte da intelectualidade ocidental, até mesmo dos que se dizem liberais ou conservadores que pensam e se deixam guiar por estes paradigmas. O termo fascismo é ainda usado para designar a sociedade aberta, liberal e democrática, pois segundo os cânones stalinistas a democracia liberal burguesa, etapa inevitável do devir histórico marxista, é fascista.


Outro destino teve o comunismo, persistindo quase inalterado até 1985, quando muitos acreditam que acabou. Na realidade o que ocorreu foi a desarticulação de uma estrutura rígida por outra mais flexível e palatável para todos os gostos. Pelo contrário, ao se flexibilizar tornou-se mais difuso e dificilmente identificável pela metodologia de estudo tradicional, como explico n’O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial. Aparente ou oculto permeia diversos partidos políticos, mas principalmente organizações da ‘sociedade civil organizada’ sendo moldável a diferentes circunstâncias - como os gases que se acomodam em qualquer recipiente. Todas as organizações, sindicatos, igrejas, forças armadas, o que seja, possuem uma fração que torna o partido comunista atuante em grupos não comunistas. Com o crescente anticomunismo estas frações passaram a se chamar, não mais comunista, mas progressistas.


Eu conheci muito bem este assunto ao fazer parte da fração – majoritária - da AP na UNE em 1965. No entanto, aprendi com Bella Dodd [iv] algumas lições sobre este tema, das quais destaco duas.


A primeira me esclareceu uma dúvida de 42 anos: por que um sujeito desconhecido como eu foi subitamente elevado à cúpula da política estudantil semi clandestina? ‘Porque esta é uma tática dos partidos comunistas: levar desconhecidos a uma posição de liderança. Quanto mais inexperiente e menos conhecimento melhor, porque será mais facilmente manobrado pelo partido. Súbita e dramaticamente o partido transforma um João-ninguém em “alguém”. Se a tática mudar, com a mesma rapidez fazem deste “alguém” novamente um João-ninguém’. Eu também me espantei quando percebi que mesmo em minoria e perdendo todas as decisões, a fração é muito importante, porque não interessa necessariamente ganhar, mas expor a visão do partido e, com isto, angariar mais adeptos. Como diz Dodd: ‘Toda derrota é uma vitória!’


Percebem os leitores o que significam os chavões ‘precisamos discutir mais profundamente esta questão’, ‘é preciso discutir com toda a sociedade’ e outros similares? Não é um discurso dialético que buscam, nem uma argumentação erística, a patifaria intelectual de ganhar uma discussão a ferro e fogo [v]: nem mesmo a vitória é absolutamente necessária – este, é claro é o objetivo final a ela se chega geralmente pelo cansaço porque paciência e tempo livre não lhes faltam -, o mais importante, no entanto, é ‘colocar’ a posição do partido e se possível ‘tirar’ uma decisão. Notem os verbos empregados: não se referem à discussão, ao debate de idéias, mas denunciam uma intenção concreta. Se for necessário vencer, o estratagema de encolerizar o(os) adversário(s) para que percam a capacidade de pensar e passem a agredi-los, se tornando vítimas da ‘truculência fascista’ e com isto angariar mais adeptos entre os neutros.


A segunda lição é de que ‘em algumas organizações ideologicamente neutras, ao invés de frações, havia “sleepers”, agentes clandestinos colocados secretamente com a finalidade de espionar e sabotar a organização considerada inimiga (para os comunistas não existe neutralidade, todo não comunista é inimigo) defendendo os interesses do partido e que, a um sinal pré-combinado, poderiam ser “acordados”. Não havia organização que não fosse infiltrada por frações ou sleepers ou ambos’.


O COMUNISMO PÓS-SOVIÉTICO


A Perestroika, como foi denunciada por Golitsyn [vi] em 1985, era um plano para reestruturar não o comunismo, como na aparência, mas a visão que o Ocidente tinha do mesmo e acabar com o anticomunismo. Foi elaborado em 1958 pelo Politbüro do PCUS baseado na leitura das obras de Antonio Gramsci levadas para a URSS por seu sucessor Palmiro Togliatti, dada a necessidade de abandonar a truculenta estratégia stalinista anterior que havia gerado um forte sentimento anticomunista. O momento propício para ser desencadeado chegou quando a poderosa troika anticomunista – João Paulo II, Ronald Reagan e Margareth Thatcher – empolgava o mundo com suas idéias conservadoras e reformas liberais. Até hoje muita gente acredita que suas ações venceram o comunismo. Nada mais falso!


Ao contrário, a queda de URSS permitiu uma expansão rápida e prolífica, podendo-se dizer que o comunismo, sem a URSS, tornou-se muito mais forte exatamente por ser mais aceito pela liquidação do anticomunismo. Não foi a URSS que criou o comunismo, mas este que criou a URSS e usou-a enquanto foi necessário descartando-a quando se tornou um empecilho. Putin e o FSB, um disfarce para a continuação intacta do KGB, mantiveram acessa a chama comunista e a reconstrução atual da URSS é uma realidade insofismável.


Se a Nova Classe pressupõe a existência de um partido hegemônico, o conceito de partido aqui é bem mais elástico, portanto, do que o que entendíamos no passado. Pode haver vários partidos envolvidos no processo, como também, e principalmente, a uniformização de pensamento das principais áreas privilegiadas da sociedade mesmo não pertencentes diretamente a nenhum partido político. É aí que entra o conceito de Gleichshaltung já definido como a coordenação, sincronização e uniformização de todos os aspectos da sociedade, principalmente do pensamento, e sua conformação com os desígnios da Nova Ordem.


A NOVA ORDEM MUNDIAL E A SUPERAÇÃO DO SENTIDO ‘NACIONAL’ DE NOVA CLASSE


As ideias sobre uma Nova Ordem Mundial são muito antigas e já escrevi vários artigos sobre isto [vii]. Abordarei aqui apenas o que se refere à Nova Classe, pois desde que Đilas a denunciou tomou força a idéia de uma Nova Classe não mais nacional, mas mundial. O que denominei (op.cit.) Uma aliança improvável ... mas real! Pode ser resumido em poucas palavras: as grandes corporações, o big business conseguido através da livre iniciativa e da concorrência, criaram os metacapitalistas aos quais a competição não mais interessa. Segundo o conselho de Frederick C. Howe (Confessions of a Monopolist): ‘arranje um monopólio, deixe a sociedade trabalhar para você e lembre que o melhor negócio de todos é a política, porque uma concessão legislativa, uma franquia estatal, um subsídio ou uma isenção de impostos vale mais do que uma mina (de diamantes) em Kimberley, porque não exige nenhum trabalho, nem físico nem mental para explorar’. Ou, com outras palavras, o melhor sócio do mundo é o governo e, se a corporação for suficientemente poderosa, vários governos. São as hoje denominadas PPP, parceiras público-privadas, que Eike Batista chamou de ‘kit felicidade’. E certamente quanto mais forte for o governo e maior controle exercer sobre a sociedade, melhor para os investimentos. O big business execra principalmente duas coisas: na economia, a livre concorrência e na política as eleições periódicas, livres e não controladas (x).


Anthony Sutton, em seu livro Wall Street and the Bolshevik Revolution (Bucanner Books, 1993) afirma que em 1917 o regime corrupto do Tzar foi substituído por outro poder corrupto, dos bolcheviques. ‘Os Estados Unidos poderiam contribuir para uma Rússia livre, mas Wall Street não podia tolerar uma Rússia livre, democrática e descentralizada’. O regime bolchevique altamente centralizado era tudo que desejavam, pois a centralização do poder econômico só se dá num regime politicamente centralizado.


Ao aspecto econômico aliou-se o político: Woodrow Wilson, que se reelegera em 1916 com o slogan ‘Ele nos manteve fora da guerra’, tão logo tomou posse aproveitou o afundamento de um navio inglês que levava cidadãos americanos para declarar guerra às potências centrais. No mesmo ano, concedeu passaporte americano a Leon Trotsky facilitar sua participação na tomada do poder pelos bolcheviques.


Quando da Revolução de fevereiro de 1917 e o estabelecimento do Governo Provisório, Wilson impôs como condição de ajuda econômica, a manutenção da Rússia na guerra, em acordo com França e Inglaterra que não queriam que a Alemanha liberasse suas forças na Frente Oriental, mas em total desacordo com a grande maioria do povo Russo, principalmente os soldados espezinhados pelos oficiais imperiais que permaneceram em seus postos apesar da Revolução Republicana.


Esta era a hora de Wilson fortalecer o Governo Provisório com ajuda maciça, mas os assessores militares Ingleses e Franceses apostavam num golpe militar que mantivesse a Rússia na guerra. Apesar do caos que tomara conta do front, com soldados sem armas nem munição, mal nutridos e sem uniformes, desertando e correndo volta para casa, os Aliados continuavam querendo a Rússia na guerra a qualquer preço [viii]. Os russos queriam alguém que lhes tirasse da guerra o mais cedo possível.


A propaganda leninista maciça financiada pela Alemanha permitiu aumentar a tiragem do Pravda de 85.000 para 320.000 entre junho e julho, além do que passou a haver uma edição especial para os soldados, Soldatskaia Pravda, com tiragem de 350.000. Antes de propagar as benesses do comunismo, faziam propaganda contra a guerra, o que era sinfonia aos ouvidos de soldados e operários.


O golpe de Estado bolchevique foi possível porque embora fossem minoria no Primeiro Congresso dos Soviets de Toda a Rússia (105 Delegados, contra 285 dos Socialistas Revolucionários e 248 dos Mencheviques [ix]) contavam com o apoio quase total da guarnição do Exército em Petrogrado (a grande maioria, 11.000, pertencente ao Regimento de Metralhadoras) que se dividiu quando mandada para o front: mais da metade rebelou-se e apoiou os bolcheviques.


Tão logo tomou o poder Lenin começou a organizar a Nova Classe comunista: a antiga classe dominante recebeu a denominação genérica de burzhooi, palavra obviamente derivada do francês bourgeoisie, mas sem a conotação de classe social específica incluía indiscriminadamente empregadores, oficiais, proprietários de terra, padres, profissionais liberais e, eventualmente, Judeus. Para os jornais marxistas: ‘inimigos do povo’ em geral. Embora a maioria fosse de pequenos comerciantes, professores, médicos já empobrecidos pela guerra e pela inflação, sofreram pesados impostos e confiscos de bens. Os bancos foram nacionalizados e as caixas de segurança arrombadas. Todo o dinheiro foi parar nas mãos dos nouveaux riches soviéticos – comissários ‘do povo’, soldados e marinheiros, bandidos em geral. O Terror Vermelho tornou-se política oficial de exterm´nio de toda a oposição e, mesmo sabendo das atrocidades que os bolcheviques passaram a perpetrar contra seu povo, o Terror Vermelho [x], Wilson continuou apoiando o governo revolucionário. Quando se deu conta do que tinha feito era tarde demais. Mas os capitalistas de Wall Street se deram muito bem com o regime de seus ‘inimigos’. A Nova Classe nascia do roubo, já internacional desde as origens.


(x) Quando este texto ia ser publicado foi divulgado pelo Globo as diferenças entre os preços de automóveis no Brasil, nos USA e no resto do mundo. Aqui, com um governo popular e protecionista o imposto é 32%, o lucro 10% e o custo de produção 58%. No suposto paraíso das empresas são respectivamente 6-9%, 3% e 88-91%.

(CONTINUA)





[i] Mikhail Sergeievitch Voslensky descreveu a situação na URSS em NOMENKLATURA: Como vivem as classes privilegiadas na União Soviética, Rio: Record, 1980.


[ii] Herbert F. Ziegler, Nazi Germany’s New Aristocracy: The SS Leadership, 1925-1939, 1989, Princeton


[iii] Carta del Lavoro, VI: As associações profissionais legalmente reconhecidas asseguram a igualdade jurídica entre os empregadores e os empregados, mantendo a disciplina da produção e do trabalho, promovendo o seu aperfeiçoamento. As corporações constituem a organização unitária das forças de produção, representando integralmente seus interesses. Devido a esta representação integral, sendo os interesses da produção, interesses nacionais, as corporações são reconhecidas por lei como órgãos do Estado.


[iv] School of Darkness: The record of a life and a conflict between two faiths, NY, Devin-Adair Co., 1954


[v] Olavo de Carvalho, Como vencer um debate sem precisar ter razão, Rio: Topbooks, 2003

[vi] Anatoliy Golitsyn, New Lies for Old, Clarion House, Atlanta, 1984. E também The Perestroika Deception: the World Slides towards the ‘Second October Revolution’, Edward Harle, NY, 1990 (só foi publicado em 95).


[vii] Um bom sumário pode ser encontrado em O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, É Realizações, SP, 2008


[viii] As informações que se seguem são do livro de Jim Powell, Wilson’s War: How Woodrow Wilson’s great blunder led to Hitler, Lenin, Stalin & World War II, Crown Forum, NY, 2005[ix] Bolchievik (maioria) e Mienchievik (minoria) se referiam à cisão do Partido Social-Democrata Russo. Não obstante terem a maioria interna os bolchieviks jamais superaram os outros em votos populares.


[x] Segundo Richard Pipes (The Russian Revolution, NY:Knopf, 1990) ‘o Terror foi possível pela eliminação de todas as restrições legais e sua substituição por algo vagamente definido como “consciência revolucionária”. A Rússia Soviética foi o primeiro Estado em toda a história a formalmente colocar a própria lei fora da lei (to outlaw Law)’.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DO ABORTO

O governo brasileiro está na iminência de iniciar uma nova política para promover o aborto no país.
 
No entanto, as novas medidas que estão sendo anunciadas são apenas o ponto de partida de um golpe contra a vida humana, que começou a ser planejado há cerca de dez anos, para desencadear, de um modo fulminante e simultâneo, o estabelecimento da Cultura da Morte em toda a América Latina.
O objetivo deste documento é mostrar como, neste ano de 2012, a Cultura da Morte pretende desencadear, internacionalmente, uma nova estratégia para promover o aborto.


A promoção do aborto é um atentado criminoso contra o mais fundamental dos direitos humanos.


Promover o aborto é promover o homicídio de vidas inocentes. Pela preservação da democracia, estude e divulgue este documento.

24 de agosto de 2012
 
 
 Conheça detalhes neste documento
 
Clique aqui para baixar o documento "A nova estratégia mundial do aborto".

Ou clique no link abaixo para assistir ao vídeo explicativo
 
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

JÁ NOTARAM?

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 23 AGOSTO 2012

ARTIGOS – CULTURA

A inversão, mecanismo básico do modus pensandi revolucionário, é acima de tudo um sintoma histérico.
Vocês já notaram que, de uns anos para cá, a simples opinião contrária ao casamento gay, ou à legalização do aborto, passou a ser condenada sob o rótulo de "extremismo", como se casamentos homossexuais ou abortos por encomenda não fossem novidades chocantes, revolucionárias, mas sim práticas consensuais milenares, firmemente ancoradas na História, na natureza humana e no senso comum, às quais realmente só um louco extremista poderia se opor?
Já notaram que o exibicionismo sexual em praça pública, as ofensas brutais à fé religiosa, a invasão acintosa dos templos, passaram a ser aceitos como meios normais de protesto democrático por aquela mesma mídia e por aquelas mesmas autoridades constituídas que, diante da mais pacífica e serena citação da Bíblia, logo alertam contra o abuso "fundamentalista" da liberdade de opinião?
Já notaram que o simples ato de rezar em público é tido como manifestação de "intolerância", e que, inversamente, a proibição de rezar é celebrada como expressão puríssima da "liberdade religiosa"? (Se não notaram, vejam em http://andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br/2012/08/15/brasil-e-ouro-em-intolerancia/.)
Já notaram que, após terem dado ao termo "fundamentalista" uma acepção sinistra por sua associação com o terrorismo islâmico, os meios de comunicação mais respeitáveis e elegantes passaram a usá-lo contra pastores e crentes, católicos e evangélicos, como se os cristãos fossem os autores e não as vítimas inermes da violência terrorista no mundo?
O que certamente não notaram é que a transição fácil dos epítetos do gênero "extremista" e "fundamentalista" para o de "terrorista" já ultrapassou até mesmo a fase das mutações semânticas para se tornar um instrumento real, prático, de intimidação estatal.
Não o notaram porque nunca foi noticiado no Brasil que, nos EUA, qualquer cristão que se oponha ao aborto ou contribua para campanhas de defesa de seus correligionários perseguidos é tido pelo Homeland Security, ao menos em teoria, como alvo preferencial para averiguações de "terrorismo" (é só ver em http://touchstonemag.com/merecomments/2012/07/big-sibling-janet-napolitano-may-be-looking-for-you/), embora o número de ações terroristas cometidos até agora por esse tipo de pessoas seja, rigorosamente, zero.
Em contrapartida, qualquer sugestão de que as investigações deveriam tomar como foco principal os muçulmanos ou os esquerdistas – autores da maioria absoluta dos atentados no território americano – é condenada pelo governo e pela mídia como "hate speech".
Nenhum membro do Family Research Council tinha jamais atirado em ninguém, nem esmurrado, nem sequer xingado quem quer que fosse, quando a ONG esquerdista South Poverty Law Center colocou aquela organização conservadora na sua "Hate List". Quando um fanático gayzista entrou lá gritando slogans anticristãos e dando tiros em todo mundo, nem um só órgão de mídia chamou isso de "crime de ódio".
Em todos esses casos, e numa infinidade de outros, a estratégia é sempre a mesma: quebrar as cadeias normais de associação de ideias, inverter o senso das proporções, forçar a população a negar aquilo que seus olhos veem e a enxergar, em vez disso, aquilo que a elite iluminada manda enxergar.
Não, não se trata de persuasão. As crenças assim propagadas permanecem superficiais, saindo da boca para fora enquanto as impressões que as negam continuam entrando pelos olhos e ouvidos. O que se busca é o contrário da persuasão genuína: é instilar no público um estado de insegurança histérica, em que a contradição entre o que se percebe e o que se fala só pode ser aplacada mediante o expediente de falar cada vez mais alto, de gritar aquilo que, no fundo, não se crê nem se pode crer. É um efeito calculado, uma obra de tecnologia psicológica.
Algum militante gayzista pode sinceramente crer que, num país com cinquenta mil homicídios por ano, cento e poucos assassinatos de homossexuais provem a existência de uma epidemia de ódio anti-gay? É claro que não.
Justamente porque não pode crê-lo, tem de gritá-lo. Gritá-lo para não se dar conta da farsa existencial em que apostou sua vida, e da qual depende para conservar seus amigos, seu bem protegido lugar na militância, sua falsa identidade de perseguido e discriminado numa sociedade que não ousa dizer contra ele uma só palavra.
O militante ideal desses movimentos não é o crente sincero, mas o fingidor histérico. O primeiro consente em mentir em favor de suas crenças, mas conserva alguma capacidade de julgamento objetivo e pode, em situações de crise, transformar-se num perigoso dissidente interno. O histérico, em vez disso, não tem limites na sua compulsão de tudo falsificar. O militante sincero usa da mentira como um instrumento tático; para o histérico, ela é uma necessidade incontornável, uma tábua de salvação psicológica.
A inversão, mecanismo básico do modus pensandi revolucionário, é acima de tudo um sintoma histérico. É por isso que há décadas os movimentos revolucionários já desistiram da persuasão racional, perderam todo escrúpulo de honorabilidade intelectual e não se vexam de agitar aos quatro ventos bandeiras ostensivamente, propositadamente absurdas e autocontraditórias.
Eles não precisam de "verdadeiros crentes", cuja integridade causa problemas. Precisam de massas de histéricos, cheios da "passionate intensity" de que falava W. B. Yeats, prontos a encenar sofrimentos que não têm, a lutar fanaticamente por aquilo em que não creem, precisamente porque não creem e porque só a teatralização histérica mantém vivos os seus laços de solidariedade militante com milhares de outros histéricos.

Publicado no Diário do Comércio.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PODER GLOBAL E RELIGIÃO UNIVERSAL

Título original: Poder Global y Religión Universal
Autor: Juan Claudio Sanahuja
Tradutor: Lyège Carvalho
Assunto: Ensaio social e religioso
Editora: Ecclesiae
Edição: 1ª
Ano: 2012
Páginas: 206
Para adquirir o livro, clique aqui: http://www.ecclesiae.com.br/


Sinopse: NA PASSAGEM PARA O TERCEIRO MILÊNIO, ao inaugurar o Grande Jubileu de 2000, o beato João Paulo II exortou os cristãos a confiarem na vereda de Cristo, lembrando a estreiteza da via que, em uma história bimilenar, foi capaz de fazer a Igreja vencer tantas sombras e perigos incontáveis, ameaças e perseguições, e tantas outras incompreensões e falsas interpretações; assim, a luz fulgurante de Cristo chegou ao século XXI como um fato incontestável: “Entramos por esta Porta, que representa Cristo mesmo: com efeito, só Ele é o Salvador.” Esta verdade histórica chegou até nós, a geração pós-Concílio Vaticano II, mas está hoje (e novamente) atacada de modo intenso e sistêmico, por forças culturais, econômicas e políticas, no afã de impor uma nova ordem mundial, destituída das premissas cristãs, ordem imposta por diversas formas de manipulação, a pior de todas as violências. Uma nova ordem não apenas política, mas também religiosa, de uma religiosidade light, “sem dogmas, sem estruturas, sem hierarquias, sem morais rigorosas”,como ressalta monsenhor Juan Cláudio Sanahuja, neste lúcido livro Poder Global e Religião Universal.


Este “poder global”,como um novo Leviatã, “procura a perversão dos menores, a anticoncepção, o aborto, a eutanásia, a investigação com embriões humanos, a injusta legitimação jurídica de casais do mesmo sexo etc. A falsa espiritualidade da nova ordem procura ensinar às crianças de 5 anos a normalidade da homossexualidade e da masturbação e instruí-la no uso de preservativos e da pílula do dia seguinte, inculcando-lhes que o aborto é um direito, como propõe a UNESCO”.


Comentários: A crise da Igreja é grave. Tenho a impressão de que não se esconde de ninguém que o cataclismo social – que afeta o respeito à vida humana e à família – tem essa triste situação como causa. Michel Schooyans afirma, sem nenhuma dúvida, que a Nova Ordem Mundial, “do ponto de vista cristão, é o maior perigo que ameaça a Igreja desde a crise ariana do século IV”, quando, nas palavras atribuídas a São Jerônimo, “o mundo dormiu cristão e, com um gemido, acordou ariano”.


(...) Soma-se à atitude vacilante de muitos católicos a ditadura do politicamente correto, muito mais sutil que as anteriores e que reivindica a cumplicidade da religião, uma religião que por sua vez não pode intervir nem na forma de conduta nem no modo de pensar. A nova ditadura corrompe e envenena as consciências individuais e falsifica quase todas as esferas da existência humana.


A sociedade e o estado excluíram Deus, e“onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornar-se evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes – ainda não nascidas – se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria”.


O autor: Argentino, sacerdote ordenado em 1972, Doutor em Teologia pela Universidade de Navarra, Espanha, Professor de Teologia Moral e História da Filosofia e da Teologia, Capelão de sua Santidade o Papa Bento XVI e Colaborador do Conselho Pontifício para a Vida. É também jornalista pela Universidade de Navarra e autor de «El desarrollo sustentable. La nueva ética internacional» («O desenvolvimento sustentável. A nova ética internacional»)


Entrevista com o autor:


Canção Nova - De que forma funcionam essas estratégias de estabelecimento de um poder global e religião universal?


Monsenhor Juan Claudio Sanahuja - É algo fabricado pelos mesmos lobbys antivida, porque precisam transformar a cultura dos países cristãos, a fim de que a mensagem antivida possa ser aceita nesses países. Para isso, precisam "trocar" as crenças dos povos cristãos, especialmente católicos, e isso desgraçadamente é favorecido por uma situação de "crise" no interior da Igreja, pois há pessoas, inclusive eclesiásticos, que não aceitam os pronunciamentos magisteriais.


Justamente estes projetos de nova ética internacional baseiam-se no relativismo ético. Portanto, os documentos do Magistério que afirmam verdades imutáveis são rechaçados por esses projetos. E querem inculcar isso no povo cristão e católico, em parte valendo-se de alguns eclesiásticos que não aceitam o ensinamento da Igreja.


Canção Nova - Já tivemos na história regimes políticos que promoveram o ateísmo, e, depois, surgiu essa tendência de promover a religião aconfessional. Qual é a diferença desses dois mecanismos?


Monsenhor Sanahuja - As pessoas são quase sempre as mesmas e tudo está impregnado de um neomarxismo. Então, o que ocorre é que querem substituir a religião revelada, cristã, por uma outra, de valores relativos, utilizando inclusive as mesmas palavras que têm grande valor para a religião cristã. Por exemplo, a "paz". É uma palavra que tem forte embasamento de conteúdo cristão. Por isso, não bastam as palavras: temos que ver quem diz e por que as diz.


É o que o então Cardeal Joseph Ratzinger chamou de moralismo político. Não basta falar sobre paz, proteção das crianças, igualdade. Tem-se que ver quem diz e qual é a sua ideologia, pois podem ser palavras enganosas, embora baseadas em conteúdo católico. Então, aqueles que pregavam ateísmo há uns anos são os mesmos, ou discípulos desses, e agora pregam uma nova ética de valores relativos, mutáveis. Assim, tudo o que seja verdade imutável é fundamentalismo e, portanto, rechaçável, condenável. Por isso, alguns dizem que a posição da Igreja em relação ao aborto altera a paz, tanto social quanto mundial. Já outros abordam as formas de se combater a Aids: a Igreja fala sobre o cultivo de bons costumes, e há quem acuse isso de crime!


Canção Nova - De que forma os padres e bispos podem ajudar nesse contexto? E o povo católico, já abriu os olhos para essa realidade?


Monsenhor Sanahuja - Sendo fiéis ao Magistério, pregando a doutrina ensinada por Jesus. Acontece que nós sacerdotes, os clérigos, inclusive bispos, temos a pressão do ambiente, do "politicamente correto". Temos que pregar a Jesus e a conduta que Ele nos ensina a ter, apesar da presença do politicamente correto. Com a ajuda de Deus, não podemos ceder às pressões. Isso é inadmissível. Os sacerdotes devem pregar Jesus e a doutrina católica, em sua integridade, e não se deixar pressionar, ainda que isso possa trazer dor de cabeça.

Assista ao vídeo: http://padrepauloricardo.org/episodios/nova-ordem-mundial-o-maior-perigo-que-ameaca-o-cristianismo

domingo, 26 de agosto de 2012

GOVERNO FEDERAL FINANCIA ORGANIZAÇÕES QUE TRABALHAM PARA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

 

Nas últimas eleições presidenciais, quando a então candidata à presidência da República, Sra. Dilma Rousseff, viu as intenções de voto caírem vertiginosamente após a divulgação da sua posição favorável ao aborto, assinou um compromisso público, no qual firmou a obrigação de não modificar a legislação referente ao aborto. Com isso, conseguiu eleger-se, como é sabido.

Após ser eleita, de fato, a Sra. Dilma Rousseff não tentou modificar as leis que tipificam o aborto, porém, vem trabalhando com afinco e determinação para que o aborto seja implantado no país. Para isso, tem financiado organizações que têm como bandeira o trabalho para a legalização do aborto. Essas organizações lutam pelo que chamam de “direito da mulher” sobre o seu corpo.

Tanto é verdade que a Secretaria de Política para as Mulheres, capitaneada por Eleonora Menicucci, secretária com status de ministra de Estado, está dando quatro milhões e meio de dólares para as seguintes organizações:



2. INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO (http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/)

3. REDE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (http://www.redeh.org.br/)

4. COLETIVO LEILA DINIZ (http://www.coletivoleiladiniz.org/)

5. INSTITUTO MULHER NEGRA (http://www.geledes.org.br/)

6. CUNHÃ COLETIVA FEMINISTA (http://www.cunhanfeminista.org.br/)


A pergunta que não quer calar é a seguinte: qual a razão para que 4,5 milhões de dólares sejam dados para instituições que publicamente trabalham contra a vontade do povo brasileiro?

Somente duas opções podem ser aceitas, nesse caso:

 
1. Ou a Sra. Dilma Rousseff, presidente da República, nada sabe sobre as ações da Secretária de Política para as Mulheres e, diante desta denúncia, irá tomar medidas coerentes com o seu compromisso firmado à época das eleições, destituindo peremptoriamente a Sra. Eleonora Menicucci, posto que suas ações não condizem com a palavra dada pela sra. Presidente;


2. Ou a Sra. Presidente sabe exatamente o que está acontecendo na Secretaria de Política para as Mulheres, tem pleno conhecimento das ações da Sra. Eleonora Menicucci, as apoia e, portanto, irá calar-se, omitir-se diante da vontade da maioria esmagadora do povo brasileiro, mostrando com essa atitude que está ciente e de acordo com o que ocorre na referida Secretaria e no Ministério da Saúde.

Não existe uma terceira alternativa. O país está diante de fatos claros: o Governo Federal insiste em financiar organizações que historicamente já agiram de forma contrária à vontade da população.


A Frente Parlamentar Evangélica protocolou, junto à Câmara dos Deputados, em Brasília, o Requerimento nº 2406/2012, assinado pelo Deputado Federal, Sr. João Campos e subscrito por mais vinte e seis parlamentares, solicitando ao Governo Federal que dê explicações detalhadas sobre o destino dado ao valor de 4,5 milhões de dólares (composto de 3 milhões de dólares recebidos da ONU-Mulheres e mais 1 milhão e meio do próprio governo Federal) e sobre o critério de escolha das organizações que estão recebendo parte desse montante.


Além desse requerimento específico, a mesma Frente Parlamentar endereçou um outro ao Sr. Alexandre Padilha, Ministro da Saúde, questionando acerca da norma técnica que permitirá a liberação comercial do medicamento abortivo conhecido como CITOTEC. Qualquer mulher que queira realizar um aborto será orientada pelo Sistema de Saúde - por meio de uma cartilha que está sendo preparada pelo MS - a adquirir este medicamento em qualquer farmácia e administrá-lo. Tão logo os primeiros sintomas apareçam deve encaminhar-se para um Posto de Saúde. O requerimento pede explicações sobre essa ação gravíssima do Ministério da Saúde, subordinado ao Governo Federal, que porá em risco a vida de milhões de bebês.


Incrível é que essa notícia não foi veiculada na grande mídia, nem mesmo no site da Câmara dos Deputados. Apesar do escândalo que esses atos do Governo representam, tais notícias não serão veiculadas na grande mídia. Caso queria inteirar-se, o cidadão deve recorrer ao Pravda(http://port.pravda.ru/news/russa/27-07-2012/33419-dilma_aborto-0/), veículo de comunicação ligado à Federação Russa. Esta é a censura que o país vive.


Colocar em prática a agenda abortista internacional não é algo que começou ontem. Pelo contrário, tão logo acabou o Governo Militar, organizações internacionais passaram a subvencionar institutos nacionais com o fim único de promover a legalização do aborto.


Recentemente, a Organização das Nações Unidas criou um órgão denominado ONU-Mulheres. Este organismo surgiu "a partir de um forte embasamento, pela fusão de quatro organizações da ONU com um sólido histórico de experiência em pesquisa, programas e ativismo em quase todos os países". É interessante perceber como eles são claros ao exporem seus objetivos:


“A ONU Mulheres apoia os Estados-Membros da ONU no estabelecimento de padrões globais para alcançar a igualdade de gênero e trabalha junto aos governos e à sociedade civil para formular leis, políticas, programas e serviços necessários à implementação desses padrões. A ONU Mulheres coordena e promove o trabalho do Sistema ONU no avanço da igualdade de gênero.”http://www.onu.org.br/onu-no-brasil/onu-mulheres/


No documento chamado "O Progresso das Mulheres: em busca da justiça", a ONU-Mulheres afirma na página 43: os comitês das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos, sobre os Direitos Econômicos e sobre os Direitos das Crianças já declararam que estão preocupados pela legalização do aborto e exortaram várias vezes os Estados-membros que revisassem ou modificassem a legislação. Vários casos judiciais transcendentais confirmaram o direito das mulheres ao acesso a serviços de saúde reprodutivas, incluindo o aborto, em condições seguras. Ou seja, segundo este documento, o aborto é um direito reprodutivo das mulheres; existe jurisprudência para amparar esse postulado; mais que isso, se o Brasil não reconhecer o aborto como um direito, entrará para a lista de países que desrespeitam os direitos humanos.

Trata-se de um ataque frontal à soberania da Nação. Com esse documento, querem dizer como se deve pensar, em que se deve acreditar e como se deve legislar no Brasil. Isso é inadmissível. É um atentado à democracia brasileira. Fundações internacionais interferindo na maneira de se governar um país. E isso por meio do dinheiro, comprando posturas e subvencionando organizações nacionais para trabalharem contra a vontade da população.


Diante disso, incrivelmente existe um silêncio sepulcral, nada se fala sobre o assunto na grande mídia. Não existe uma voz que se levante em defesa não só da soberania do país, mas em defesa da vida das crianças nos ventres maternos. Onde estão os defensores da vida, dos direitos humanos? Onde?

As crianças mortas, assassinadas pelas normas técnicas, pelo CITOTEC, pelo dinheiro dessas organizações internacionais são SILENCIOSAS. Não gritam, não podem defender-se e, por isso, todos fingem que nada está acontecendo. É mister que o povo apoie os Deputados e Senadores que estão chamando o Governo a dar explicações de seus atos. Não só isso, é preciso que cada cidadão se pronuncie, tome atitudes concretas diante desse flagelo que está se abatendo sobre o país.

Cada homem, mulher de boa vontade, independente da crença religiosa, raça ou partido político, mas que esteja disposto a por em risco fama, propriedade, nome, família e até mesmo a própria vida para defender essa geração de nascituros que está sendo ceifada, deve entrar em contato com os Senadores e Deputados, pedir satisfações ao Governo Federal. Saiba como fazer acessando os links abaixo.

A voz do povo deve ser ouvida. É preciso romper o silêncio sobre essa atrocidade que está em vias de ser legalizada. Sejamos nós as vozes daquelas crianças que estão correndo o risco iminente de serem assassinadas silenciosamente nos ventres maternos. Sejamos nós aqueles que gritam pelos nascituros, pelos fetos, pelas crianças, pela VIDA. Não podemos nos calar diante de tão eloquente silêncio e dor.