quinta-feira, 31 de maio de 2012

TRUE OUTSPEAK - Olavo de Carvalho - 30 de maio de 2012

GILMAR MENDES INSINUA QUE LULA É BANDIDO




GÂNGSTER DA POLÍTICA

O imoral assédio de Lula aos ministros de STF visando influenciar pessoalmente o julgamento do Mensalão demonstra que estamos na fronteira definitiva da desmoralização desse Tribunal Superior. O motivo: ele está na base do desmoronamento do castelo de cartas da corrupção no país bastando dar para a gang dos 40 o merecido castigo que será a condenação e a prisão, pois os condenados não deixarão o verdadeiro chefe isento de culpas.


Temos sido obrigados a ficar muitas vezes perplexos com a passividade da sociedade diante daquele que, por tudo o que tem sido denunciado e divulgado pela mídia, se comporta como o maior gângster da história política do nosso país desde que assumiu o poder no seu primeiro mandato presidencial.


O senhor Luís Inácio Lula da Silva se apresenta com um poder paralelo na máquina governamental inaceitável em qualquer nação que busque uma verdadeira democracia para trilhar seus caminhos.


De forma assustadora uma máfia do suborno e da corrupção praticamente já tomou conta do controle jurídico e político do nosso país, que tem atualmente suas Forças Armadas, depauperada e humilhadas – tratadas pelos petistas como “milicos de merda” – aprisionadas nos quartéis, devendo obediência a comandantes covardes e apátridas que desonram todos os dias as fardas que vestem por se submeterem, sem esboçarem qualquer reação de proteção à sociedade, aos bandidos que tomam conta do poder público.


Já está muito claro para a sociedade que a presidente Dilma nada mais é do que uma mera coadjuvante do projeto de poder do PT comandado por uma escória de petistas – chefiados por um gângster – para os quais a justiça, e por consequência a Constituição e os Códigos Legais do país, são tratados com um relativismo talhado para defender os bandidos das investigações no processo do Mensalão, da CPI do Cachoeira, CPI do rabo preso – patrocinada por um gangster, CPI que nasceu para destruir a oposição e tirar a atenção da sociedade do julgamento do Mensalão – e de todas as investigações conduzidas pela Polícia Federal nos últimos doze anos.


Tudo indica que os tentáculos do suborno moral e financeiro associados ao aparelhamento dos órgãos públicos da administração direta e indireta contaminaram quase toda a máquina administrativa do poder público e, por consequência, suas relações com o resto da sociedade onde temos outra escória, a de algumas dezenas de empresários – esclarecidos canalhas patrocinadores de políticos corruptos – que se associaram com a escória do petismo para roubar os contribuintes e dar cada vez mais fôlego financeiro ao projeto fascista do PT.


As atitudes de Lula, e suas consequências, depois que entregou o poder para sua apadrinhada feita presidente em um grotesco estelionato eleitoral demonstram que essa fraude de político e ser humano, exerce um poder paralelo inconsequente e irresponsável, fazendo a sociedade achar que, com poucas exceções, as instituições públicas e seus responsáveis são cúmplices e lhe devem favores e obediência.


Tudo indica que durante os seus mandatos o Retirante Pinóquio transformou o Poder Legislativo em um covil de bandidos quase sem recuperação e o Poder Judiciário em lacaio do Poder executivo que já exerce suas “prerrogativas” constitucionais de uma forma absolutamente fascista.


A sociedade privada espera covardemente o desenrolar desse embuste chamado de CPI do Cachoeira e a formalização da impunidade à gang dos 40 pelo STF seguindo as ordens do mais sórdido político de nossa história.


O preço a pagar pelos filhos e pelas famílias dos esclarecidos canalhas cúmplices da máfia da corrupção será muito alto. É somente uma questão de tempo para que as vítimas da falência da educação e da cultura perceberem o quanto estão sendo feitos de idiotas e imbecis pelo petismo e os milhões de cidadãos honrados e dignos acordem da passividade e perfilem todos esses canalhas genocidas no muro da vergonha.


Geraldo Almendra

27/maio/2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

"MARCO LEGAL PARA A PAZ" e "COMISSÃO DA VERDADE": Dois ovos da mesma serpente

Por Graça Salgueiro


Há alguns anos venho alertando os brasileiros de que se está gestando um plano para destruir as Forças Armadas no continente, sob a batuta do Foro de São Paulo (FSP). Pouca atenção foi dada, sobretudo pelos militares, embora meus alertas estivessem embasados em documentos probatórios, tanto das resoluções finais dos encontros do FSP como da realidade mesma, sendo mais patente o caso da Argentina desde o início da era Kirchner, onde centenas de combatentes da subversão, militares, policiais e civis, estão sendo condenados por haverem devolvido a segurança, a liberdade e a democracia ao país.


Em todos os países onde nas décadas de 70 e 80 a subversão e o terrorismo foram contidos por governos militares, a Lei de Anistia, que perdoava os excessos cometidos por ambos os lados foi modificada, retirando-se delas os capítulos “obediência devida” e “ponto final”, na qual apenas os terroristas passaram a se beneficiar. Do mesmo modo que no Brasil, os terroristas, além do benefício do perdão e esquecimento, passaram a ser remunerados a título de “indenização” pelo tempo em que tiveram seus direitos políticos cassados.


A Colômbia não passou pelo mesmo processo, embora tenha anistiado os terroristas do M-19 que aterrorizavam o país com seus atos brutais e hediondos, como o caso do Palácio da Justiça ocorrido em 1985. Entretanto, por haverem sido anistiados, esses terroristas hoje se encontram em todas as instâncias políticas e jurídicas, onde a perseguição aos militares e policiais é a marca mais patente e a destruição das Forças Armadas se dá em forma de lei, uma lei dissimulada que finge ser uma coisa que não é: um marco para a paz no país.


Há mais ou menos um mês o senador colombiano Roy Barreras criou uma lei que oferece perdão e esquecimento de todos os crimes cometidos pelas FARC, para aqueles que queiram se desmobilizar. Ora, todo mundo sabe que já houve muitos casos de terroristas que se “desmobilizaram” para receber as garantias do governo, e continuam delinqüindo! Ademais, o Plano Estratégico das FARC, desconhecido da quase totalidade dos legisladores não contempla o desarmamento, tampouco elas cumprem com a palavra dada, pois apesar de terem dito ao governo que não mais iam seqüestrar, como mostra de “boa vontade” para com a paz, há pouco mais de uma semana seqüestraram 13 crianças entre 10 e 12 anos de dentro de uma sala de aulas!


E o que tem a ver esta lei com a Comissão da Verdade? Esta lei, que já está sendo apelidada de “lei da impunidade”, foi aprovada pela Câmara dos Deputados quase que por unanimidade no mesmo dia em que as FARC cometeram um ato terrorista da maior brutalidade no centro de Bogotá, dirigido diretamente ao Dr. Fernando Londoño, ex-ministro da Justiça do governo Uribe, um dos maiores combatentes dessa lei infame que por milagre saiu vivo. Ao mesmo tempo, dois carros-bomba foram desativados em bairros distantes para dispersar a atenção dos policiais e poucos dias depois uma bomba foi desativada no teatro Gran Rex em Buenos Aires onde o ex-presidente Uribe faria palestra no dia seguinte.


Há dois dias as FARC assassinaram 12 militares em La Guajira, na fronteira com a Venezuela. É voz corrente que os terroristas saíram da Venezuela, atacaram e voltaram para esse país, onde continuam tendo respaldo de Chávez e dos militares dos altos escalões das Forças Armadas. Chávez, entretanto, garantiu ao presidente Santos que não admitiria nenhum terrorista em seu território e que ia colaborar na caçada aos mesmos, enviando uma tropa de 3.000 homens para patrulhar a fronteira onde se deram os fatos. Ocorre que esses militares por pouco não abateram uma aeronave colombiana, pois o que eles pretendem não é combater terroristas das FARC, seus aliados, mas os militares que cumprem com seu dever.


Esses atos dos últimos dias na Colômbia têm revoltado os cidadãos, sobretudo porque, apesar de ter crescido a ousadia e crueldade das FARC, os parlamentares insistem em aprovar a malfadada lei que apagará todos os crimes desses terroristas e lhes garantirá, ainda, o direito de se candidatar a cargos públicos e políticos. Enquanto isso, a justiça, que está completamente dominada por “ex” narco-traficantes e terroristas vem condenando militares e policiais de todos os escalões, desmoralizando as Forças Armadas e Policiais, levando-os a temer combater o inimigo pois sabem que terão suas carreiras destruídas e acabarão nos cárceres como já estão os quase 5.000 militares.


E o que pretende a “Comissão da Verdade” senão desmoralizar as Forças Armadas, retirando os militares da Lei da Anistia e colocá-los na cadeia como pessoas hediondas? Este é o objetivo de uma e outra lei, auspiciada pelo FSP, para em seu lugar criar milícias formadas por terroristas e assim implantar de vez uma ditadura comunista. Foi com este objetivo que o Foro de São Paulo foi criado, ao ver que fracassou com a luta armada. Agora, a tomada do poder vem com força de Lei, seja qual for o nome que se queira dar ou a maquiagem que se queira pintar.


Transcrito do blog www.heitordepaola.com

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Komitet Правда?

 
Komitet Правда?
HEITOR DE PAOLA
25/05/2012

Então, pois, aconteceu: o que Graça Salgueiro, incansável estudiosa dos lances revolucionários do Foro de São Paulo – que obviamente, não existe, segundo a sapiência de alguns próceres liberais ligados ao Instituto Millenium – vinha advertindo, sem resultados, aos militares brasileiros – a destruição das Forças Armadas nos países da Iberoamérica - aí está: criado e instalado o Komitet Правда [1] para investigar os “crimes da ditadura”.

Não só Graça, mas Olavo de Carvalho, eu mesmo e Alejandro Peña Esclusa em sua última viagem ao Brasil, quando pediu subsídios dos militares brasileiros para o livro El plan del Foro de Sao Paulo para destruir las Fuerzas Armadas, para o qual nada recebeu aqui, numa atitude que foi vista como arrogante pelos colegas fardados de outros países.

O livro foi editado com as contribuições de militares de Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru, Uruguai e Venezuela. Na Introdução diz o livro: “As Forças Armadas da América Latina são objeto de um ataque sem precedentes. A ofensiva se realiza em todas as nações – para lograr um único fim: a destruição definitiva das instituições armadas”.

É exatamente esta compreensão que me faz insistir com amigos militares da reserva que me honram com convites, como o último, para integrar o Painel “1964 – A Verdade” em 29 de março passado, que não se deixem iludir pela idéia de que as investigações terão caráter revanchista. Como já se enganaram acreditando que os processos indenizatórios das “vítimas dos crimes da ditadura” tinham o caráter de investimento, como se o interesse fosse apenas pecuniário. É bem verdade, que pilantras safados como Ziraldo, Carlos Cony e outros intelectualóides estejam vivendo à larga com as indenizações, assim como o maior beneficiário, o causídico chapa branca Márcio Thomaz Bastos. Mas estes são side effects de um plano maior, como o demonstra o livro de UNOAMÉRICA.

Possivelmente a idéia de destruir as Forças Armadas de nosso Continente começou já em 1964, pela pronta reação contrarrevolucionária no Brasil. Khrushchev e Fidel se deixaram levar mais uma vez pelo incompetente Prestes e pensaram que seria um “passeio” tomar o Brasil. Não foi. Quando Brezhnev, mais agressivo, substituiu Khrushchev em outubro de 64 nada mais restava a fazer, o movimento contrarrevolucionário já se consolidara.

A primeira reação partiu dois anos depois por parte de Salvador Allende, então Presidente do Chile, fundando juntamente com Fidel Castro, a OLAS, Organización Latino-Americana de Solidariedad, uma organização de poder paralelo à OEA, de onde Cuba havia sido expulsa em 1962.

Em 1990 o mundo mudou. Já em 1988 tomara posse em Washington D.C. George Bush Sr que oficializara a preparação de uma Nova Ordem Mundial. Com a farsa chamada Perestroika a “guerra fria” acabou, o comunismo assumia o caminho gramscista detalhadamente planejado desde a década de 80, a atração pelas esquerdas tradicionais diminui e há uma retração do envolvimento estratégico dos EUA na Iberoamérica. As Forças Armadas e a Igreja Católica foram sempre vistas como os sustentáculos das elites no nosso Continente e com o fim da necessidade de enfrentar o poder soviético o interesse americano mudou [2]. Passou a ser necessário diminuir o poder político das FFAA e dar a elas uma nova destinação: forças de segurança regional submetidas paulatinamente ao comando da ONU como “forças de paz” internacional. Finalmente a fundação por Lula e Fidel do Foro de São Paulo, cuja história é bem conhecida. Em 1994 a esquerda retoma o poder perdido trinta anos antes, FHC acaba com os Ministérios Militares submetendo-os a um Ministério da Defesa desenhado para retirar-lhes o que resta de poder de opinar sobre a política nacional e diplomática.

Não se enganem com as pesquisas que indicam alto índice de aprovação das Forças Armadas. A Igreja Católica também tem altos índices, num país cuja maioria segue rituais africanos, orientais ou coisa nenhuma. Por inércia, dão nota alta à Igreja. Mas pergunte: e quanto à pedofilia? Ah, bom aí a Igreja é culpada, os padres deveriam casar para resolver seus problemas sexuais! Já ouvi esta barbaridade de pessoas que se dizem católicas, até de blogueiros famosos! Ora, os casos de pedofilia na Igreja sequer atingem 3% do total, o restante é distribuído uniformemente pelos grupos gays – os mesmos que têm ojeriza à Igreja, à Bíblia e aos Mandamentos. E o celibato não é causa de nada patológico, se assumido integral e sinceramente.

O que se vislumbra, afastada as cortinas de fumaça dos ganhos pecuniários e da revanche, são julgamentos stalinistas ao estilo dos famosos julgamentos de Moscou da década de 30. Não nos enganemos, pois como o demonstrou Jonah Goldberg: quando o novo fascismo chegar não haverá botas atropelando pessoas nem balas matando, mas belas palavras de amor e proteção contra as quais quem se insurgir é um mal agradecido e rancoroso. Tudo será feito por e com amor ao próximo. Pois, não estão tentando convencer os próprios milicos de que é melhor para eles mesmos esclarecer estas coisas de forma catártica? Quanta generosidade!

Estamos em via de, em pleno século XXI revertermos a ciência jurídica aos primórdios superados há 2.500 anos pela Grécia: até então as armas dos processos eram os testemunhos e juramentos, pessoal e solidário, que possuíam valor decisório. Mas, como o nascimento da Pólis o juiz passou a representar o corpo cívico, a comunidade em seu conjunto, julgando baseado não mais em testemunhos, mas em provas objetivas, não mais juramentos, mas relato de evidências. O processo passou a empregar uma técnica de demonstração, de reconstrução do plausível e do provável, de dedução a partir de indícios e sinais, isto é, instalava-se a noção de verdade objetiva que o processo antigo, num quadro pré-jurídico, ignorava [3].

É a este quadro pré-jurídico que o Komitet Правда nos conduzirá! É nisto que dá acrescentar a palavra “Democrático” ao conceito tradicional de Estado de Direito: a justiça deixa de se basear nas Leis e passa a ser controlada pelo sistema “democrático” do Direito Alternativo, “subordinado servilmente a todas as ciências sociais: à economia e, especialmente, à política, cuja prática propicia os ‘golpes decisivos da luta de classes’ (...) típico da redução materialista do direito a instrumento nas mãos de poucos teóricos que procuram impor à maioria neutra uma nova atitude mental” [4].

É o império do relativismo jurídico, que segundo Jacy de Souza Mendonça, é filho do ceticismo, da “dúvida sobre a capacidade da inteligência humana, a partir dos fenômenos, apreender, com objetividade, a natureza das coisas” [5].

Os militares que tendem a testemunhar deveriam pensar muito no massacre pré-jurídico que ocorrerá inevitavelmente no Komitet Правда: bastarão os testemunhos das supostas vítimas, sem adução de provas objetivas para inculpá-los e, como anuncia no Globo (24/05/12) o Beto, que de Frei não tem nada: os resultados apurados pela Comissão servirão de base para futuros processos legais.

Para publicação no Jornal Inconfidência, Belo Horizonte, MG (versão ampliada)



[1] Está em alfabeto cirílico para os “kamaradas” (Това́рищ) que o organizaram entenderem. Lê-se kâmitiet právda e numa tradução livre: Comissão da Verdade.

[2] Este assunto é bem estudado por Samuel P. Huntington no artigo As Mudanças nos Interesses Estratégicoa Americanos, Revista Política Externa, vol. 1, 1992, além do meu O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, É Realizações, 2008

[3] Cf. Luis Gernet, Droit et societé dans la Grece Ancienne, Paris, 1955, citado por Jean-Pierre Vernant, Les origines de la pensée grecque, Presses Universitaires de France.

[4] Cf. Gilberto Callado de Oliveira, A Veradeira Face do Direito Alternativo – A Influência do Gramscismo, Ed. Juruá, Curitiba, 2006

[5] Curso de Filosofia do Direito – O Homem e o Direito, Quartier Latin, SP, 2006


Publicado originalmente em: http://www.heitordepaola.com/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

PROMESSA CUMPRIDA

Por Olavo de Carvalho
         Amigos e leitores perguntam o que penso da “Comissão da Verdade”. Nem há muito o que pensar. Ao entregar à admiração pública essa criatura dos seus sonhos, a presidenta Dilma Rousseff prometeu “transparência”, e confesso raramente ter visto coisa tão transparente, tão aberta à inspeção de seus mais íntimos segredos. Tão cândido é o despudor com que ela se apresenta, que vai até um pouco além da obscenidade. A mais exaurida das imagens diria que desde a roupa nova do rei não se via nada igual. Mas, comparadas a este espetáculo, as vestes inexistentes de Sua Majestade têm a impenetrabilidade de uma burqa. De um só lance, o sistema que nos governa rasga as vestes e, lançando às urtigas até o manto diáfano da fantasia, exibe ao mundo suas banhas, suas partes pudendas e suas entranhas com o devido conteúdo excrementício.
         O nome da porcaria já diz tudo. Nenhuma comissão investigadora com alguma idoneidade e honradez pode prometer, antecipadamente, “a verdade”. No máximo, uma busca criteriosa, o respeito aos fatos e documentos e um esforço sincero de interpretá-los com isenção. Se antes mesmo de constituir-se a coisa já ostentava o rótulo de “a verdade”, é porque seus membros não esperam encontrar pelo caminho aquelas incertezas, aquelas ambigüidades que são inerentes tanto ao processo histórico quanto, mais ainda, à sua investigação. Se têm tanta certeza de que o resultado de seus trabalhos será “a verdade”, é porque sentem que de algum modo já a possuem, que nada mais têm a fazer do que reforçar com novos pretextos aquilo que já sabem, acreditam saber ou desejariam fazer-nos crer.
         E quem, ó raios, ignora que verdade é essa? Quem já não conhece, para além de toda dúvida razoável, o enredo, os heróis, os vilões e a moral da história no script da novela que os sete membros da Comissão terão dois anos para redigir? Quem não sabe que o produto final da sua criatividade literária será apenas o remake, retocado num ou noutro detalhe, de um espetáculo já mil vezes encenado na TV, nas páginas dos jornais e revistas, em livros e teses universitárias, em manuais escolares e em discursos no Parlamento?
         Se é certo que quem domina o passado domina o futuro, qualquer observador atento poderia prever, já nos anos 60, a conquista do poder pela esquerda revolucionária e a instauração de um sistema hegemônico que eliminaria de uma vez por todas a mera possibilidade de uma oposição “direitista” ou “conservadora”. Sim, desde aquela época, quando os generais acreditavam mandar no país porque controlavam a burocracia estatal, a esquerda, dominando a mídia, o movimento editorial e as universidades, já tinha o monopólio da narrativa histórica e portanto, o controle virtual do curso dos acontecimentos. Os militares, que em matéria de guerra cultural eram menos que amadores, nada perceberam. Imaginaram que a derrota das guerrilhas havia aleijado a esquerda para sempre, quando já então uma breve leitura dos Cadernos do Cárcere teria bastado para mostrar que as guerrilhas nunca tinham sido nada mais que um boi-de-piranha, jogado às águas para facilitar a passagem da boiada gramsciana, conduzida pelo velho Partidão no qual os luminares dos serviços de “inteligência” militares só enxergavam um adversário inofensivo, cansado de guerra, ansioso de paz e democracia, quase um amigo, enfim.
         A história que a “Comissão da Verdade” vai publicar daqui a dois anos está pronta desde a década de 60.
         O simples fato de que os comissionados se comprometam a excluir do seu campo de investigações os crimes cometidos pelos terroristas já determina que, no essencial, nada na narrativa consagrada será alterado, exceto para reforçar algum ponto em que a maldade da direita e a santidade da esquerda não tenham sido realçadas com a devida ênfase.
         Com toda a evidência, não é possível a reconstituição histórica de delitos cometidos por uma tropa em combate sem perguntar quem ela combatia, por que combatia e quais critérios de moralidade, iguais para ambos os lados, eram vigentes na ocasião dos combates. O prof. Paulo Sérgio Pinheiro não entende essa obviedade, mas quando foi que ele entendeu alguma coisa?
         Os membros da Comissão enfatizam que os trabalhos da entidade “não terão caráter jurisdicional nem persecutório”, que visarão apenas a reconstituir a “verdade histórica”. Mas quem não enxerga que essa presunção já nasce desmascarada pelo fato de que, entre os incumbidos da missão historiográfica, não há um único historiador, nem unzinho: só juízes, advogados e – sem outra razão plausível fora a homenagem de praxe ao charme e à beleza da mulher brasileira – uma psicanalista.
         Já imaginaram um tribunal penal ou cível sem um único juiz, tão somente professores de História e um ginecologista?
         Juristas não têm treinamento profissional para a averiguação histórica de fatos, só para a sua posterior catalogação e avaliação legal. E é precisamente disto que se trata. Não é preciso pensar nem por um minuto para enxergar que a finalidade da coisa não é a verdade histórica, mas o julgamento, a condenação moral e publicitária, a humilhação dos acusados, preparando o terreno para um festival de punições sob o título cínico de “reconciliação”.
         Tudo isso é óbvio, transparente à primeira vista. A promessa da presidenta, portanto, já está cumprida. Apenas, S. Excia. se esqueceu de avisar, ou de perceber, que o objeto visível por trás da transparência não é a verdade do passado, mas a do presente: não o que sucedeu entre militares e guerrilheiros nos anos 60-70, mas o que se passa nas cabeças daqueles que hoje têm o poder de julgar e condenar.

Publicado no Diário do Comércio.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

NATUREZA ESQUERDISTA


- A culpa é sempre de alguma coisa abstrata: (sistema, corrupção etc.);
- A estratégia é fomentar o caos para depois denunciá-lo;
- Onde quer que influenciem, pervertem;
- Onde quer que determinem, corrompem;
- Onde quer que atuem, destroem;
- Onde quer que dominem, há decadência e involução;
A esquerda é a indefectível, onipresente, catinga da escuridão, SEMPRE !

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A HISTÓRIA SE REPETE: Trocam-se as moscas mas a ... é a mesma


Escrito por Felipe Melo | 20 Maio 2012 Artigos - Governo do PT

O que estarrece nessa situação toda é que a agressividade dessa escumalha comunofascista é recebida com loas e louros pela imprensa.

A perseguição aos judeus na Alemanha iniciou-se efetivamente no ano de 1933. Em 1º de abril, pouco depois de subir ao poder, Adolf Hitler decretou um boicote oficial a todos os comércios – mercearias, joalherias, armazéns, bancos, dentre outros – que pertencessem a famílias judias. A tropa de choque do partido nazista, a Sturmabteilung, pichava a palavra Juden (“judeu”, em alemão) nas vitrinas das lojas, e muitos membros da SA ficavam parados diante dos estabelecimentos comerciais de judeus ostentando cartazes com os dizeres: Deutsche! Wehrt Euch! Kauft nicht bei Juden! (“Alemães! Defendam-se! Não comprem de judeus!”). Com o tempo, passou-se a pichar as palavras Achtung. Juden. (“Atenção. Judeu.”) nas portas dos prédios, nos muros das residências e nas calçadas diante das moradias de famílias judias.

Os judeus eram considerados Untermensch (subumanos) por fazerem parte de uma raça inferior. Assim, eram alvo de toda sorte de perseguições, e, como se sabe, cerca de 6 milhões deles foram exterminados nos campos de concentração da Alemanha nazista – campos que, aliás, foram construídos com apoio logístico, financeiro e militar do governo soviético.

As imagens são chocantes, realmente. Esses atos de vandalismo e de ódio, frutos da eficientíssima propaganda nazista, parecem hoje uma insanidade intolerável àqueles que possuem um mínimo de noção do que significa decência, liberdade e honradez. No entanto, mais de meio século depois das atrocidades cometidas contra os judeus na Alemanha, vemos hoje o mesmo modus operandi, a mesma organização e a mesma lógica de superioridade no Brasil.

Nazistas alemães - 1933
Nazistas alemães - 1933
Nazistas alemães - 1933
Estão vendo as fotos acima? As pichações foram providenciadas pelo Levante Popular da Juventude em ações que estão sendo conhecidas como “esculachos” ou “escrachos” – verdadeiros pogroms morais. O objetivo dos “esculachos” é denunciar publicamente supostos torturadores da ditadura militar e seus cúmplices, atraindo a atenção da opinião pública através de pichações, manifestações e encenações de toda sorte.

Assim como a Sturmabteilung, o Levante Popular de Juventude é movido pelos mais puros sentimentos de superioridade, que, ao invés do cunho racial dado pelos nazistas, possui fulcro político-moral. Tal qual a propaganda nazista levava a crer que os judeus eram perigosos e perniciosos somente por serem judeus, o Levante é movido pela propaganda comunista brasileira que, até hoje, esforça-se por mostrar que aqueles que foram agentes de Estado durante o regime militar são maus apenas por terem trabalhado para o Estado. As acusações de tortura, sequestro e desaparecimento que a tropa de choque do Levante utiliza são baseadas tão-somente na palavra das supostas vítimas – que, devemos lembrar, basearam sua ação armada na construção de uma bem concertada rede de divulgação de mentiras elaboradas com o intuito de minar a credibilidade dos militares.
Nazistas brasileiros em ação de pichação - março/2012


Nazistas brasileiros em ação de pichação - março/2012



Nazistas brasileiros em ação de pichação - mar/2012



Nazistas brasileiros em ação de pichação - março/2012

O que estarrece nessa situação toda é que a agressividade dessa escumalha comunofascista é recebida com loas e louros pela imprensa. Paulo Henrique Amorim, membro honorário do JEG (Jornalistas Empregados pelo Governo) e da BESTA (Blogosfera Estatal), não se cansa de divulgar e apoiar em seu site as ações da trupe esquerdóide. Marcelo Rubens Paiva chegou mesmo a agradecer ao Levante pelos “esculachos” em seu blog, no site do jornal O Estado de S. Paulo: “Bacana. Criativo. Justo. Obrigado, garotada.”

Para o Levante, pouco importa se realmente essas pessoas cometeram os crimes que eles as acusam de ter cometido. Isso é somente secundário: é irrelevante. Assim como era irrelevante para os nazistas se os judeus eram, de fato, uma ameaça ou uma “raça inferior”. O que importa é a prática do ódio, o reforço da propaganda, o achincalhamento público. Não interessa ao Levante que os supostos crimes sejam apurados e que a verdade venha à tona: o objetivo mesmo é constranger, humilhar; é fazer com que em torno dessas pessoas se forme um perímetro de ostracismo moral e social.

E a verdade? Como diria o pusilânime e relativista Pôncio Pilatos em “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson: Quid est veritas? O que é a verdade? Pelo visto, a resposta que mais apetece a essa gangue foi dada por Joseph Goebbels: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”

Felipe Melo edita o blog da Juventude Conservadora da UnB.
Publicado originalmente no website Mídia sem Máscara.
Legendas das fotos: O Duque.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

JOGO DE CARTAS MARCADAS

O mais correto seria denominar a tal "Comissão" por "Comessão", no caso, da verdade. A matula mascarando a realidade para justificar seus crimes. Segundo Olavo de Carvalho, a mentalidade revolucionária usa como pontos comuns nos seus discursos a inversão do tempo, a inversão do sujeito e objeto e a inversão da responsabilidade moral. É exatamente esse o discurso da súcia encastelada. A massa ignara, que não sabe nem onde se localiza o próprio umbigo, ovaciona ! 

O Duque.




(Osmar José de Barros Ribeiro, em 17 Mai 2012)



No dia 17 de maio de 2012, foram assentadas as bases para a ereção de um monumento à hipocrisia: a posse, em ato solene, dos integrantes da Comissão da Verdade, que deveria ser chamada de Comissão da Mentira ou, até com mais propriedade, de Comissão da Vingança.
No entanto, quase às lágrimas, embora reconhecendo e valorizando os pactos políticos que nos levaram à redemocratização, na cerimônia a presidente da República mentiu ao afirmar que respeita e venera os que lutaram pela democracia enfrentando bravamente a truculência ilegal do Estado. É seu direito admirar quem ela quiser. No entanto mentiu, porque nem ela nem os que praticaram assassinatos, assaltos, sequestros, roubos, torturas, mutilações e toda uma série de outros crimes, nunca, em momento algum, teceram odes à democracia. Muito pelo contrário, em seus panfletos e publicações, sempre fizeram praça do desejo de implantar o regime comunista no Brasil. Mentiu porque o que chamou de truculência ilegal do Estado, transmitindo a impressão de que à época vivíamos sem um mínimo de liberdade, é a mesma truculência que os organismos policiais empregam hoje no combate à marginalidade que infesta as nossas cidades. Quando dos governos militares, os direitos individuais foram totalmente respeitados, num ambiente de segurança e de concórdia. O que não era admitido: a pregação e a prática da subversão da ordem, tal qual vem se generalizando no País. Ninguém lembra que o Gen Médici foi aplaudido em pleno Maracanã, estádio onde o povo, segundo Nelson Rodrigues, vaia até minuto de silêncio, nem que, recentemente, D. Dilma foi vaiada em reunião com pouco mais de dois mil prefeitos.
O que o Estado combateu e venceu foi a truculência ilegal dos grupelhos comunistas, formados por aqueles que admiram e veneram a figura perversa de Fidel Castro e que, literalmente, chegam às lágrimas ao tocar o padroeiro-mor da subversão na América do Sul.
É didático, quanto aos meios utilizados, o que aconteceu até a instalação da Comissão da Verdade. Foi um longo e paciente caminho, vencido por obra e graça da cegueira e do imediatismo dos eleitores. Chegada ao poder, a esquerda passou a testar os seus limites. E, lamentavelmente, encontrou pouca ou nenhuma resistência, dando início à sua longamente gestada vingança.
Tudo começou pela busca aos desaparecidos, muitos dos quais ainda estão entre nós, lépidos e fagueiros. Volta e meia, com a cobertura dos meios de comunicação, em geral profundamente infiltrados, o problema era agitado, sempre acusando, embora sem quaisquer provas, os que, no estrito cumprimento de ordens legais, lograram desestruturar os grupelhos anteriormente referidos.
Num segundo momento, à luz dos acontecimentos na Argentina e depois no Uruguai, buscaram a anulação da Lei da Anistia. Para tanto levaram, sem sucesso, a questão ao STF. Mas a pressão continua.
No segundo período governamental de Lula, após várias tentativas e apoiadas pela massa informe da chamada base aliadas, na verdade um bando de mercenários travestidos de políticos, a esquerda logrou a criação da Comissão da Verdade. Ao depois, sob a esclarecida orientação do ex-ministro da Justiça e atual governador gaúcho, além de contar com apoios fundiários internacionais, deu início às pressões populares das quais é exemplo, o Levante Popular da Juventude.
Finalmente, escolhidos os sete componentes da Comissão da Verdade, eis que dois deles derrapam na maionese e abrem o jogo: ... O primeiro passo é o movimento da opinião pública que pode surgir e pode levar o Supremo Tribunal Federal a mudar a sua opinião (validade da Lei da Anistia) (Rosa Maria Cardoso da Cunha);... A lei fala em servidores públicos. Mesmo que tenha havido justiçamento, eles (os subversivos) não eram servidores públicos e não estavam agindo como representantes do Estado (Claudio Fonteles).
Resumindo: está em curso um jogo de cartas marcadas e os que desejavam a vitória do comunismo no Brasil, estão em vantagem. Até quando?

terça-feira, 15 de maio de 2012

GRÉCIA CHEGANDO AO CAOS

Eis o que o comuno-socialismo conseguiu produzir nos países onde se disfarçou na social-democracia. Deu no que deu com a Grécia. Outros países estão na fila!

O Duque.

domingo, 13 de maio de 2012

QUEM PODE DIZER "NÃO!"

Por Nivaldo Cordeiro

É certo que o Brasil, conduzido por Dilma Rousseff e o PT, está a caminho do desastre. Na economia já fizeram soar os clarins do apocalipse. No plano das liberdades, as ameaças são antigas e continuadas. No da moral e dos bons costumes, temos assistido à criminalização das virtudes e a autorização legal (quando não a compulsoriedade) para a prática dos vícios, tresvalorando todos os valores.
[Ontem vi pela tv a cabo a fantasia cinematográfica do Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios. Belo filme, a crônica do que poderia ter sido se quem podia dizer não o tivesse feito em tempo hábil. Toda gente sabia o que viria. Em 1929 Thomas Mann proferiu seu famoso discurso contra o nazismo. Raymond Aron, em 1932, também escreveu contra a loucura. Ortega y Gasset, Eric Voegelin, e Joseph Strauss também, mas nenhum deles tinha poder para tornar seu não efetivo. Todos que poderiam dizer não e tinham poder tornaram-se sócios da empreitada nazista. Nos primeiros anos tiveram lucros certos e espetaculares. Depois veio o mergulho no abismo.]
Quem pode dizer não ao PT hoje? Alguém diria: os eleitores. Ora, depois da propaganda maciça, da anestesia injetada no sistema educacional, da adesão interesseira das elites econômicas (os banqueiros em primeira hora, mas estes já estão purgando seus pecados), a classe política inteira e até mesmo o estamento militar não têm como dizer não ao aprofundamento da loucura política. Eu reconheço a extrema competência com que os revolucionários petistas estão conduzindo a coisa. Em oito anos de Lula, por exemplo, não ousaram mexer nos fundamentos da política monetária. Agora estão à vontade para ditar aos bancos regras draconianas, mesmo que sejam contra as leis econômicas.
Os eleitores não dirão não porque não têm senso crítico e a propaganda utilitarista recomenda mesmo é a troca de votos pelo benefício imediato oferecido pelos governantes. Vivemos a falsificação plena da democracia. Perdeu-se o medo coletivo da tirania. Nem mesmo os exemplos históricos das experiências tiranas parecem acordar a massa, que adormeceu letargicamente.
Os políticos são sócios maiores do butim, assim como os grandes empresários. Nenhum deles se colocará como oposição ao PT e sua loucura. Fazer oposição custa caro e empobrece.
A elite intelectual menos ainda. Não apenas é sócia, ela é quem pôs o PT no poder e é a gestora de sua aventura governante. Está no poder. Não há dissenso quanto ao gosto com que vê o PT no poder. O mesmo vê-se na imprensa, cevada com verbas publicitárias e com as redações entregues aos militantes partidários. Nunca dirão não.
E a Justiça? Bem vimos as recentes decisões do STF. Os ministros deixaram a majestade da toga para envergarem a bandeira partidária e agora deliberam como resignados e obedientes militantes partidários. O Ministério Público também está grandemente tomado pela militância do PT, bem como a magistratura de primeira e segunda instâncias. A Justiça não é mais órgão de Estado, mas órgão partidário.
Quem pode dizer não, então? Ninguém. Alguns podem até ver com clareza o desastre que se aproxima e saber exatamente o que se passa. Mas gente assim está politicamente e economicamente isolada e não tem como influir no processo. E, se tentar, entrará na condição de alvo dos chefes do regime. Como aconteceu com a fraca e quase inexistente resistência ao nazismo, na Alemanha.
O Brasil terá que viver integralmente seu destino trágico, cujos acontecimentos são de difícil previsão. Beberá, até a última gota, do cálice preparado pelas esquerdas.

Publicado oiginalmente no blog de Nivaldo Cordeiro.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

BRASILEIRO ACHA QUE O ÚNICO PROBLEMA DO BRASIL É A CORRUPÇÃO

Lamentável o grau de rebaixamento intelectual que o brasileiro alcançou. A única coisa que ele enxerga é aquilo que a mídia engajada quer que ele enxergue. Pensa que a corrupção é o o grande e único problema do Brasil.  Pobre coitado.
Heitor De Paola um dos poucos brasileiros inteligentes e lúcidos que ainda ficaram por aqui explica que o buraco do problema brasileiro é muito mais embaixo. Corrupção é questão de cadeia, onde ladrões deveriam estar. O problema é político ideológico comuno-socialista.

O Duque.


RESPONDENDO A CRÍTICAS

Recebi algumas críticas relacionadas com a minha posição a respeito da corrupção, que referi não ser importante. Mantenho o que eu disse. Fazendo um paralelo com a medicina: se o paciente tem febre persistente não adianta receitar antipiréticos, pois a febre é apenas um sintoma de uma infecção. Há que examinar com cuidado, determinar a causa da infecção e prescrever o antibiótico de eleição em doses adequadas. Esta última é importante: mesmo que o antibiótico esteja correto, se houver interrupção antes do prazo mínimo, parte dos micro-organismos se reveste de carapaça protetora e saem dela ainda com mais virulência porque “aprendem” a se defender.

Pois a corrupção é tão somente o sintoma de uma doença que no Brasil já se tornou crônica: a estatização total da macroeconomia e quase total da economia dos demais setores. Por estatização não quero dizer somente propriedade estatal mas também o controle estatal da produção, seja através das malfadas “agências controladoras”, seja o financiamento estatal para as empresas. As agências reguladoras resultantes da privataria tucana controlam até os preços! Estamos novamente no pior dos mundos: o dos preços “cipados” no velho Conselho Interministerial de preços, criado pelo Decreto n. 63.196, de 1968, com o fito de implantar "uma sistemática reguladora de preços, através da análise e avaliação do comportamento dos preços no mercado interno". Já se fala até em ressuscitar um zumbi, o CADE, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que tem andado em estado latente, para controlar o âmago mais profundo da economia de mercado: a livre concorrência.

Privatizaram-se no Brasil, para valer, apenas a Vale, a CSN e a Embraer, todas bem sucedidas, obviamente ao sabor do mercado e tendo que se submeter a estas variações. O que o tucanato fez foi privataria: privatizam-se os lucros, mas as empresas continuam sob controle quase total do Estado.
Numa economia liberal com estado mínimo não existe corrupção existem roubos, desfalques, etc., mas quem paga o pato são os proprietários ou acionistas, e não os contribuintes.
Reafirmo: prender corruptos na cadeia é tratar a febre, e não a infecção cuja terapêutica deve ser de choque: desestatização total da economia! - Heitor de Paola.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

1933-1945: OS (VERDADEIROS) ANOS DE CHUMBO!

Por HEITOR DE PAOLA
 

Com que autoridade moral, pois, ainda erguem seu dedo acusador contra os “filhotes da ditadura”? Malgrado a força intrínseca desses fatos e números, a malícia esquerdista poderá tentar neutralizá-los alegando que saem da boca de um anticomunista. Mas seria inverter causa e efeito. Não penso essas coisas por ser anticomunista: tornei-me anticomunista porque me dei conta dessas coisas. (OLAVO DE CARVALHO, Filhotes do genocídio, Época, 02 de junho de 2001)



Enquanto a esquerda brasileira clama contra os terríveis “anos de chumbo da cruel ditadura militar brasileira” e ataca as reuniões comemorativas de 64 e o lançamento do livro sobre o Presidente Médici, seus próceres esquecem (?) de que os piores crimes contra a humanidade foram cometidos por seus admirados predecessores: Lenin, Stalin, Mao Zedong, Hitler, Castro e Che Guevara. Piores não apenas quantitativamente – o que já seria relevante – mas em crueldade, cinismo, hipocrisia e puro demonismo.

Ao limitar-me aos anos 1933-45 não estou de forma nenhuma deixando de lado os genocídios que ocorreram nos períodos anteriores ou posteriores, como o praticado pelo Império Otomano contra os Armênios de 1915 a 1918. Um número estimado entre 500.000 e 600.000 pessoas foram queimadas, fuziladas ou dizimadas por torturas e morte pela fome. Muitos foram exilados, expulsos ou fugiram para tentar sobreviver. Para dar um nome à matança foi cunhado por Raphael Lemkin o termo genocídio. Acredita-se que o total de mortos atingiu 1.500.000. No último dia 24 de abril a Igreja Armênia do Brasil lembrou o 97º aniversário do da matança. Nem desconsidero os massacres posteriores de Mao Zedong, Pol Tot, Fidel e outros comunistas. Também não desprezo os mais de 300 milhões de mortos pelo Islã nos últimos 1.400 anos.

A característica de todos foi a tentativa de destruição de qualquer resquício da Civilização (sem adjetivo, pois só existe uma: a Ocidental Judaico-Cristã).

Uma das acusações mais freqüentes a textos como este é que “os Cristãos mataram milhões na maldita Inquisição” e não têm moral para falar. Pois as mais novas pesquisas históricas revelam que os números de mortes e torturas foram exagerados deliberadamente. Os números usados por Juan Antonio Llorente para a Inquisição Católica Espanhola (350.000 processos e 32.000 condenados) têm sido contestados por pesquisadores independentes. Ricardo García Cárcel & Mario Moreno Martínez (Inquisición. Historia Crítica), Antonio Dominguez Ortiz (Estudios de la Inquisición Española) e Jaime Contreras admitem 150.000 processos, 5.000 vítimas mortais, 3.500 por judaísmo e o restante por diversas heresias. As torturas atingiram se tanto 2 a 3% do total. Para Henry Kamen, expert em história moderna, a Inquisição Católica espanhola foi muito inferior à da França ou as Protestantes na Inglaterra, Escócia, Alemanha e Holanda. (Todos estes autores são citados na insuspeita revista esquerdista espanhola Historia Y Vida, nº 519).

Os anos de terror a que me refiro aqui vão de 1933 a 1945. Segundo Timothy Snyder (Bloodlands: Europe between Hitler and Stalin, Basic Books, NY, 2010) os anos de genocídio podem ser divididos em três períodos:

1. 1933-1938 – a União Soviética foi responsável por quase todas as matanças.

2. 1939-1941 – como resultado do Pacto Molotov-Ribbentropp houve um balanceamento das ações entre os dois aliados.

3. 1941-1945 – os Alemães foram responsáveis por quase todas as matanças.

Desde 1944, ano em que foi publicado The Road to Serfdom, de Friedrich von Hayek, o mundo sabe que o fascismo jamais foi uma reação contra o socialismo, mas ambos têm raízes comuns no planejamento econômico centralizado no Estado e no poder deste sobre os indivíduos. Por mais que as esquerdas acusem os liberais e conservadores de fascistas, como os idiotas na frente do Clube Militar, a história demonstra que o fascismo e sua versão nazista e o comunismo são gêmeos univitelinos, separados apenas por conveniência propagandística de Stalin após a traição de Hitler ao romper o pacto Molotov-Ribbentropp e invadir a URSS em 1941.

A história do terceiro período (41-45) é suficientemente conhecida, pois os Judeus, com justa razão, não nos deixam esquecer o Holocausto. Mas a dos demais períodos são ocultadas com zelo pela esquerda, principalmente o Holodomor, o Holocausto Ucraniano. Segundo Snyder ‘os stalinistas colonizaram seu próprio país, e os nazistas colonizaram a Ucrânia Soviética ocupada: e os habitantes da Ucrânia sofreram e sofreram. Durante os anos em que tanto Stalin quanto Hitler estiveram no poder, mais pessoas foram mortas na Ucrânia do que em qualquer outro lugar nas terras ensangüentadas (bloodlands) ou na Europa, ou mesmo no mundo’. Nunca tantos mataram tantos em tão pouco tempo! Mais de 30 anos antes de Alexander Soljenitsin, em seu Arquipélago Gulag, Victor Andreievich Kravchenko, em I chose freedom, já denunciava as atrocidades dos campos de concentração na União Soviética. Mas o estudo de Snyder, embora não tão pungente, vai além: em 476 campos de trabalho forçado, 18 milhões de pessoas foram sentenciadas, das quais entre 1.500.000 e 3.000.000 morreram.

Sem falar no pior: a fome! Os Ucranianos foram condenados conscientemente a morrer de fome e os famintos ainda eram cinicamente acusados de ‘sabotadores do plano qüinqüenal’. O canibalismo instalou-se como norma: pais comiam o corpo de seus filhos mortos e vice-versa. Irmãos comiam os menores que morriam antes.

Num próximo artigo aprofundarei estes dados.

Quem defende ou mesmo silencia sobre estes crimes, tem moral para acusar alguém, de quê?



Para publicação no Jornal Inconfidência, Belo Horizonte, MG