domingo, 22 de abril de 2012

CENSURA NA INTERNET VEM AÍ !

Leitor:

Um novo projeto (mais um) para fundamentar as bases necessárias para implantação do TOTALITARISMO de Estado está em curso de aprovação no país. Trata-se da PL 2126-11. Como de praxe, tudo corre nos bastidores palacianos, sem a necessária e devida divulgação pública para conhecimento da nação brasileira. O "Grande Irmão", aquele que tudo vê e tudo sabe, está sendo gestado para controlar a sua vida e suprimir as liberdades fundamentais do indivíduo. Nuvens negras se aproximam da nação brasileira. Quem viver verá!
Saiba mais detalhes assistindo ao vídeo abaixo.

O Duque.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

FUNDAMENTOS CRISTÃOS DAS INSTITUIÇÕES POLÍTICAS NORTE-AMERICANAS

Escrito por Heitor De Paola
Os princípios gerais nos quais se basearam os pais (fundadores) para conquistar a independência foram os princípios gerais do Cristianismo. Reconheço que eu acreditava, e ainda acredito que aqueles princípios gerais do Cristianismo são tão eternos e imutáveis quanto à existência e os atributos de Deus.
John Adams (1)
O Deus que nos deu a vida nos dotou ao mesmo tempo de liberdade: a mão ou a força podem destruir, mas não podem separá-las.
Thomas Jefferson

A colonização
Os peregrinos do Mayflower fugiram da Inglaterra pela impossibilidade de praticarem livremente sua religião e chegaram à América do Norte em busca desta liberdade. As colônias cresceram baseadas no cristianismo e na liberdade. A ética, a moral e a organização dos governos locais estavam baseadas na crença na liberdade de que não gozavam em seu país de origem e desde o início não houve obrigatoriedade de fé.
Neste ponto, difere essencialmente da colonização do restante do continente americano, onde o processo foi comandado pelos governos colonizadores, iniciativas estatais, e não de indivíduos que negaram o poder do Estado sobre eles. Nos casos de Espanha e Portugal, juntamente com suas tropas, vieram todas as restrições religiosas a que estavam igualmente submetidos seus súditos nas metrópoles. Os Pioneiros não chegaram lá em nome de nenhum governo ou religião, não os acompanhava um séquito de clérigos que empunhavam a cruz, símbolo de um nova fé de amor, como uma espada, muito menos acompanhados de tropas para impor seu poder pelas armas, como aqui.
Outra diferença é que enquanto aqueles foram para ficar, se estabelecer, criar famílias, trabalhar, viver e serem enterrados ali, jamais pensaram em voltar ou explorar a terra para mandar de volta seus frutos. Os que vieram para as outras partes do continente tinham o firme propósito de explorar o que fosse possível para roubar e enviar para suas metrópoles, para gozo e deleite das cortes reais e das classes mais privilegiadas (2) .
Como os peregrinos não trouxeram nenhuma organização governamental e aquela da qual fugiram consideravam uma abominação, tiveram que aprender por si mesmos a criar uma nova que lhes conviesse. Esta é uma terceira diferença: sua Constituição, criada por um raro grupo de indivíduos de extremo valor, os Framers, e suas leis, são ‘negativas’, isto é, proíbem o governo de impor leis e condutas sobre os cidadãos sem seu consentimento, e não como no resto do continente em que as constituições e leis eram cópias ou, se novas em alguns pontos, eram impostas aos colonizados. São, portanto, ‘positivas’: estatuem não somente o que o governo deve fazer como, o que é pior: ao que o povo deve se submeter(3) .
Segundo Tocqueville (4) : “A maior parte da América inglesa foi povoada por homens que, depois de se terem subtraído da autoridade do Papa, não haviam se sujeitado a nenhuma supremacia religiosa (5) , por isto conduziam para o Novo Mundo um cristianismo que eu não poderia retratar melhor se não o denominasse democrático e republicano. Isto favoreceu singularmente o estabelecimento da república e da democracia nos assuntos públicos. Desde então a política e a religião acharam-se de acordo, e desde então nunca deixaram de estar”.
Posteriormente chegaram os irlandeses católicos, “cheios de amor e zelo pelas suas crenças, (não obstante) constituem a classe mais republicana e democrática” (...) “erra-se, portanto, em considerar a religião católica como inimiga natural da democracia (pois) entre as diferentes doutrinas cristãs, o catolicismo parece-me, pelo contrário, uma das mais favoráveis à igualdade de condições. Entre os católicos a sociedade religiosa compõe-se apenas de dois elementos: o sacerdote e o povo. O sacerdote eleva-se acima dos fiéis, abaixo dele, tudo é igual” (6) .

Antecedentes britânicos das disputas religiosas
“... it is very dangerous for princes to assume more authority than the laws have allowed them”.
David Hume, em The History of Great Britain
Na citação acima, Hume se referia ao segundo rei Stuart, Charles I, que perdeu o trono e a vida e interrompeu momentaneamente a monarquia na Inglaterra, em 1649, substituída pela Commomwealth republicana sob o Lord Protector Oliver Cromwell. A restauração Stuart se deu dez anos depois, mas a lição não foi aprendida por seu segundo filho, James II (James VII da Escócia). Católico e intimamente ligado à França, tentou impor o catolicismo contra a Igreja Anglicana, desrespeitando a vontade do Parlamento, onde apenas parte dos tories (conservadores) o apoiava. A primeira na linha de sucessão era sua filha Mary, protestante, casada com William de Orange, Stadtholder(7)holandês, até que nasce o filho homem de James, que mudava a linha de sucessão, pois embora a Inglaterra não seguisse a Lei Sálica (sucessão apenas pela linhagem masculina), no caso de filha mais velha com irmão mais novo era este o sucessor até há poucos anos (foi modificado recentemente). No Parlamento, temendo o estabelecimento de uma dinastia católica, alguns líderes tories de mais influência se uniram aos oposicionistas whigs (liberals) e convidaram William para intervir. Este exigiu um Convention Parliament (equivalente a uma Assembléia Constituinte) para nomear a ele e à esposa Mary como joint monarchs.
Os católicos perderam o direito de votar e serem votados para o Parlamento (perdurou durante um século) e finalmente em 1701 foi aprovado o Act of Settlement, que exclui até hoje na linha sucessória todo herdeiro(a) que casar com um(a) católico(a).
Em 1689 foi aprovado o Bill of Rights (8), o principal documento de direitos individuais da história, embora vários destes direitos já constassem da Magna Carta de 1215, como a instituição do julgamento pelos seus pares (ver abaixo), o lançamento de taxas e impostos apenas com consentimento do Conselho (depois Parlamento) do Reino, a proporcionalidade das penas em relação aos delitos, e o livre comércio e circulação de pessoas. Talvez a cláusula mais importante para o direito atual seja a 39:
Nenhum homem livre será detido ou sujeito à prisão, ou privado dos seus bens, ou colocado fora da lei, ou exilado, ou de qualquer modo molestado, e nós não processaremos nem mandaremos processar contra ele senão mediante um julgamento regular pelos seus pares ou de harmonia com a Lei do País.
O Bill of Rights firmou a submissão do rei ao Parlamento, extinguindo definitivamente a monarquia absoluta e ainda estabeleceu, entre outros pontos, que, sem o consentimento do Parlamento passava a ser ilegal o rei suspender leis ou sua execução, lançar impostos para o uso da Coroa (por prerrogativa real), criar ou manter um Exército permanente em tempos de paz dentro das fronteiras do reino, impor punições cruéis ou multas excessivas. Estabelecia o direito individual de petição ao rei, a livre eleição dos membros do Parlamento e a não sujeição dos debates a nenhum órgão judicial que não os próprios do Parlamento, proteção à liberdade de pensamento e de expressão, garantia aos protestantes o direito de usar armas que tinha sido abolido por James (em cujo reinado só os católicos tinham permissão). Os jurados deveriam ser proprietários e serem escolhidos de uma lista previamente elaborada.
Para poder ouvir e reparar todas as queixas e para emendar, reforçar e preservar as Leis, o Parlamento deve se reunir freqüentemente.
A Independência
Asseveramos serem verdades evidentes por si mesmas que todos os homens são criados iguais e são dotados por seu Criador de certos Direitos inalienáveis, entre os quais a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade. Para assegurar estes direitos são instituídos Governos entre os Homens, cujo poder deriva do consentimento dos governados (...)
Thomas Jefferson - Declaração de Independência dos Estados Unidos da América

A definição de ‘que todos os homens são criados iguais e são dotados de direitos inalienáveis’ provém da noção de que a Natureza não decide quem devem ser os governantes e quem deve ser governado e dela decorre que não existe direito divino dos reis, e que os direitos não são matéria de privilégio ou benevolência de alguma classe governante, acima dos governados e das leis convencionadas. ‘Consentimento dos governados’ contrasta com a ‘vontade da maioria’. O primeiro descreve uma situação na qual o povo governa a si mesmo nas suas comunidades, na escolha da religião, nas instituições sociais, nas quais o governo só pode interferir com o consentimento do povo. Existe entre este e o governo limitado um vasto espaço social no qual os homens, dependendo de suas capacidades individuais ou de suas instituições podem exercer livremente o governo sobre si mesmos (9) .
Foi somente por causa de suas crenças cristãs que os founding fathers foram capazes de escrever (Jefferson) e aprovar a Declaração de Independência, através da qual buscavam liberdade das colônias contra o rei da Inglaterra. Se os direitos do homem provêm de Deus eles não podem ser retirados, reduzidos nem garantidos por nenhum homem ou governou ou organização(10) . É importante esclarecer que estes direitos naturais foram inicialmente defendidos por São Tomás de Aquino, acrescentado que eles são “imutáveis por subtração”, isto é, não podem ser subtraídos aos homes por outros homens porque não foram por eles concedidos. Além de considerar a igualdade entre os homens existe pelo menos um direito natural: o direito de ser livre da coerção arbitrária por parte de terceiros; seria esta a condição de todos os demais direitos.
Sem a aceitação de Deus como o centro do Universo e dos ensinamentos do Doutor da Igreja, os founding fathers não teriam podido conceber esta noção de direitos. Pode ser difícil para indivíduos criados sob a égide da ‘modernidade’(11) entender quão integrada estava a religiosidade com o comportamento. Jefferson é geralmente mal entendido em relação à sua noção de separação entre Igreja e Estado: ele fez isto para preservar o direito de culto a todos os indivíduos, não para proteger o Estado, mas para proteger a liberdade religiosa.
A fé religiosa foi o que sustentou George Washington como Comandante do Exército Continental: ele acreditava que Deus estava ao lado dos colonos que buscavam a liberdade da tirania inglesa. No seu primeiro discurso de posse ele agradece a Deus pela nova empreitada como primeiro presidente dos Estados Unidos da América (12) :
“(...) Tais foram as impressões sob as quais eu, em obediência ao chamado popular, repararei neste estágio, e seria peculiarmente impróprio neste meu primeiro ato oficial omitir minhas fervorosas súplicas ao Ser Todo-Poderoso que preside sobre o universo; que preside o conjunto das nações; e cuja ajuda providencial pode suprir todos os defeitos humanos; que consagro à sua Bênção as liberdades e a felicidade do Povo dos Estados Unidos”.
Também no discurso de despedida em 1796 (13) , Washington voltou ao tema:
“De todas as disposições e hábitos que levam à prosperidade política, a Religião e a moralidade são apoios indispensáveis. Qualquer homem que subverta estes grandes Pilares da felicidade humana, estes firmes propósitos dos deveres do homem e do cidadão, não poderá reivindicar os tributo do Patriotismo. Seu pedido será em vão. O mais simples dos políticos, igual aos homens pios, devem respeitá-los e amá-los. (...) Devemos nos acautelar quanto à suposição de que a moralidade pode ser mantida sem a Religião”.

A articulação entre religião, povo e governo
“Congress shall make no law respecting an establishment of religion or prohibiting the free exercise thereof…”

Primeira Emenda à Constituição (Bill of Rights)
“Não se pode dizer que nos Estados Unidos a religião exerça uma influência sobre as leis nem sobre uma parcela das opiniões políticas, mas dirige os costumes e é regendo a família que trabalha no sentido de reger o Estado.”
Alexis de Tocqueville

Num artigo anterior (14) escrevi: (um dos) centros da vida americana é a Igreja (15). Os salões paroquiais são importantes centros de decisão informal. Enquanto as crianças vão para a escola dominical, os adultos decidem. Personagens que não faltam são o juiz, o promotor, o xerife e o administrador ou supervisor escolar. Todos geralmente são eleitos com mandato fixo.
O efeito destas reuniões é decisivo não apenas para as questões locais, como também para as leis estaduais e federais, pois o sistema eleitoral do legislativo é distrital, diferentemente do nosso. Os distritos (counties) são subdivisões dos Estados, onde se elege um membro da Casa dos Representantes (Federal), outro para o Legislativo Estadual, além das autoridades distritais, entre as quais as mencionadas e, em alguns distritos, até mesmo as autoridades educacionais. Todos os candidatos, principalmente nos distritos rurais ou das pequenas e médias cidades, são conhecidos pessoalmente pelos eleitores, que sabem seu endereço, telefone, etc. Isto permite que a ‘democracia’ (ver próxima seção) americana, e também a britânica, que foi o modelo original, funcionem melhor do que a nossa.
Segundo Tocqueville os padres católicos da América dividiram o mundo intelectual em duas partes: numa, deixaram os dogmas revelados e submeteram-se a eles sem os discutir; na outra puseram a verdade política e pensam que Deus a abandonou à livre investigação dos homens. Enquanto eles levam os homens a lutarem pela igualdade sem a perda da liberdade, os protestantes se preocupam mais com a independência do que com a igualdade.
Deste amálgama aceito por todos, inclusive pelos ateus, resultou um sistema de liberdade religiosa ímpar, mas não sem exceções. Estas exceções foram localizadas e nunca com a intervenção do governo federal. Por exemplo, as ex-colônias protestantes da Nova Inglaterra foram muito menos permissivas com os católicos e posteriormente com os mórmons. Os católicos da Arcádia foram expulsos e encontraram guarida nos estados do sul, principalmente no oeste da Louisiana, com grande ascendência francesa e espanhola, somente adquirida em 1803 por compra. É o único estado em que os counties se chamam parishes (Paróquias). A religião mórmon (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) foi violentamente perseguida e forçada a uma dura marcha para oeste até o território de Utah, onde em Salt Lake City foi restaurada.
Afora estas situações pontuais, a obediência estrita à Primeira Emenda vem sendo respeitada e o governo federal não se intromete nas disputas, somente evitando violências. Recentemente a Primeira Emenda tem sido ameaçada por muçulmanos e ateus, mas até o momento a Suprema Corte a tem protegido.
Tocqueville também se refere a que a ação indireta da religião parece-me ainda mais poderosa, e é quando não está falando da liberdade que melhor ensina os americanos a arte de ser livre. (...) Quando tentei descobrir o espírito do próprio clero, percebi que a maior parte de seus membros parecia afastar-se voluntariamente do poder e revelar uma espécie de orgulho profissional em manter-se estranha a ele. É o despotismo que pode passar sem a fé, não a liberdade.
Talvez em nenhum outro país o “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” tenha sido cumprido com tanta fidelidade. É exatamente neste ponto que se tenta destruir os Estados Unidos por dentro: um Estado fortíssimo, que a todos provê de tudo, serve para desviar a atenção do Grande Provedor. Na medida em que as pessoas elegem o Estado como deus, pouco têm a esperar dEle.

Considerações finais sobre liberdade e democracia
Logo que o povo se torna o monarca, pretende funcionar como tal porque se livra do jugo da lei e se torna déspota, e aí os aduladores do povo têm um grande partido.
Aristóteles, Política
Não foi para chegarmos a uma tirania eletiva que fizemos uma revolução.
Thomas Jefferson

Na seção anterior coloquei aspas na palavra democracia porque, para desgosto de nossos ‘democratas’, ela não é citada uma única vez nos documentos oficias dos Estados Unidos.
Citando Tocqueville (16):
Tenho por ímpia e detestável a máxima de que, em matéria de governo, a maioria de um povo tem o direito de tudo fazer, e, no entanto, situo nas vontades da maioria a origem de todos os poderes. Estarei em contradição comigo mesmo?
Somente é citada nos Federalists Papers (FP)(17), conjunto de 85 artigos publicados, por Alexander Hamilton, James Madison e John Jay na imprensa de Nova York logo após a publicação da Constituição, abordando criticamente todos os pontos aprovados pela Constituinte(18).
Na Europa continental, sob a influência da Revolução Francesa, a ‘vontade da maioria assinala uma idéia de que todas as decisões são políticas e devem passar pelo governo. Para a América, portanto, ‘o governo limitado não é apenas um objetivo desejável; é um fundamento essencial da política’ (Meese, op.cit.).
A essência da Revolução Francesa é o modernismo, também chamado humanismo, em permanente conflito com o cristianismo, uma rivalidade entre duas forças espirituais – não somente entre religião e secularismo – uma rivalidade entre a devoção a Jesus e a devoção ao homem: o modernismo é uma fé no homem e nos poderes humanos para criar uma utopia na Terra, deixando Deus de lado. A crença religiosa na inevitabilidade do ‘progresso’ substitui a fé cristã, a devoção a uma utopia futura substitui a esperança cristã no Paraíso (19).
Deve ser notado que, baseados apenas no conceito de democracia, a maioria pode exercer o poder autocrático sobe as minorias – no que toca ao nosso assunto, uma maioria pode, democraticamente, impor uma única religião.
A democracia foi vista pelos Framers da Constituição como algo a ser evitado, pois as ‘doenças que mais incidem no governo republicano são: a tirania e a inaptidão da democracia’ (FP, 10), seguindo no FP 51:
Ao elaborar um governo que deve ser administrado por homens sobre outros homens, a maior dificuldade é esta: devemos primeiro, dar condições ao governo de controlar os governados; imediatamente devemos obrigá-lo a controlar a si mesmo. A dependência em relação ao povo é, sem dúvida, o primeiro controle sobre o governo; mas a experiência nos ensinou que a humanidade precisa de precauções auxiliares.
Estas precauções (checks and balances), “meios poderosos pelos quais as excelências do governo republicano podem ser preservadas e suas imperfeições atenuadas ou evitadas” foram resumidas por Alexander Hamilton (FP 9): representação, bi-cameralismo, cortes independentes e a distribuição regular de poderes a distintos departamentos: a separação de poderes com garantias constitucionais para que os dirigentes de cada departamento tenha poderes suficientes para evitar a invasão dos demais, que frustra os desejos de poder e cria um incentivo à colaboração e cooperação.
Sem a influência cristã tais decisões não poderiam ser tomadas, como é o caso da Europa, que rejeitando-o, ficou exposta à instabilidade política permanente, às mais cruéis ditaduras, morticínios e guerras.
Notas:
1 - Carta a Jefferson, 28 de Junho de 1813.
2 - É recomendável o livro de Vianna Moog Bandeirantes e Pioneiros sobre as diferenças e semelhanças entre as duas formas de colonização
3 - A única exceção foi a Constituição Argentina de 1853, da autoria de Juan Bautista Alberdi, logo após a derrota da ditadura de Juan Manuel de Rosas. Sobre Alberdi ler: http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=2166
Sua obra foi baseada nos princípios constitucionais anglo-saxônicos, principalmente na Constituição Americana. Seu trabalho dos últimos anos de vida foi A Onipotência do Estado é a Negação da Liberdade Individual, ler em http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=2210 e discussão em http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=2206
4 - Alexis de Tocqueville, Democracy in America, Cap IX.
5 - Tocqueville se referia aqui à não aceitação pelos puritanos da supremacia anglicana, cujo chefe natural era o rei da Inglaterra.
6 - Quanto à liberdade econômica e o desenvolvimento do capitalismo ver a opinião um pouco diferente de Max Weber em "The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism."
7 - Título nobiliárquico, em holandês, stadhouder, de origem medieval e que significava o substituto do Senhor Feudal, algo como lugar-tenente, empregado na Holanda como “chefe de Estado”. Veio a se tornar hereditário a partir de 1747. Desapareceu quando da anexação pela França em 1794.
8 - Para a linha sucessória inglesa desde Cerdic, primeiro rei dos West Saxons (Wessex), até a atualidade foi consultada a publicação oficial The Royal Line of Succession, Pitkin Guides. Para o Bill of Rights: http://www.constitution.org/eng/eng_bor.htm e para a influência sobre a Constituição Americana ver http://www.thegloriousrevolution.org/docs/english%20bill%20of%20rights.htm#_ftn1
9 - The Heritage Guide to the Constitution, Edwin Meese III, Editor. Meese, Cap 1: The Meaning of the Constitution
10 - Não confundir com os ‘direitos humanos’, baseados na noção materialista de humanismo: o homem é a medida de todas as coisas. São ‘direitos’ outorgados e, portanto, podem ser modificados ou abolidos por quem os ‘concede’. Foram inventados por Stalin e introduzidos na fundação da ONU por seu agente no Departamento de Estado Alger Hiss. Ver este artigo recente: http://www.wnd.com/2012/04/finally-the-truth-about-soviet-spy-alger-hiss/?cat_orig=world
11 - Modernismo é um termo empregado para definir um conjunto de pensamentos e tendências culturais surgidos na sociedade ocidental no final do século XIX e início do XX. Abarca as atividades e finalidades daqueles que consideravam fora de moda as formas ‘tradicionais’ de arte, arquitetura, fé religiosa, organização social e da vida comum, num mundo em que mudavam as condições sociais, políticas e econômicas surgidas de um emergente mundo totalmente industrializado.
13 - Meese, op,cit., p. 303
14 - http://www.heitordepaola.com/imprimir_materia.asp?id_materia=249
15 - Para a disseminação religiosa cristã nos Estados Unidos: Kevin D. Williamson, An American Gospel, em http://www.nationalreview.com/articles/295305/american-gospel-kevin-d-williamson
16 - op. cit., Cap. VI
17 - Britannica Great Books. As discussões que se seguem estão baseadas também em Meese, op.cit.
18 - Destas discussões resultaram as Dez Primeiras Emendas que constituem o Bill of Rights americano.
19 - Fred Hutchison, The spiritual suicide of Postmodernism. Para o artigo completo ver em http://www.renewamerica.com/analysis/hutchison/120329


Fonte:
 

terça-feira, 17 de abril de 2012

A QUESTÃO JUDAICA

Magistral a análise do prof. Nivaldo Cordeiro.

O Duque.

O excelente artigo do português João Pereira Coutinho (O filho pródigo), publicado hoje na Folha de São Paulo, nos levar a meditar sobre a questão judaica, que renasce com toda a força. E não apenas no meio do islã. Basta lembrar que Gunter Grass, famoso escritor alemão, acabou de publicar um poema relembrando os bons tempos do nazismo. Eu precisei responder para mim mesmo o porquê do Holocausto ter sido possível e para isso mergulhei na alta literatura, que tem sido fonte dos cursos que ofereço. Vejo o Mal em ação, o Mal que se aprende e que se potencializa contra as coisas de Deus. Os judeus, como os cristãos, são seu alvo, sempre e sempre. De novo e de novo. Vivemos tempos de grandes perigos porque o senso moral caiu e a Besta, o moderno Estado nacional, está na mão de bandos de Sanchos Panças controlados pelo Mal. (Nivaldo Cordeiro)

 

domingo, 15 de abril de 2012

A IRONIA E OS JUÍZES DA MORTE !!!



(1) Joaquim Barbosa (Lula)

(2) Marco Aurélio Mello (Collor)

(3) Cármen Lúcia (Lula)

(4) Rosa Weber

(5) Celso de Mello (Sarney)

(6) Luiz Fux (Dilma)

(7) Carlos Ayres Britto (Lula)

(8) Gilmar Mendes (FHC)

 Inclusive os urubus agourentos supramencionados


STF: O PRÓXIMO PASSO
Por Nivaldo Cordeiro
Consumada a travessia do Rio Estige, para entregar pessoalmente a Satã as alminhas dos anjinhos portadores de anencefalia, pergunto-me qual será a próxima inovação legislativa revolucionária do STF. Penso que a resposta está nos jornais do dia, especificamente no artigo de Denis Russo Burgierman, publicado na Folha de São Paulo (“Vai fugir da guerra, Dilma”): a questão das drogas ilegais.
Para tornar nosso país um caos pior que o México falta bem pouco. Só falta mesmo que nos tornemos oficialmente um Estado narcotraficante, moldado pela admiração e sociedade que o partido governante tem com as Farc. O autor do artigo é um dos soldados da causa traficante, todo enrolado nos argumentos sofísticos incapazes de sustentar o insustentável – a liberação das drogas – e, enquanto tal, desprovido de relevo.
O que importa nele é a notícia comentada de que chefes de Estado das Américas estarão reunidos no próximo final de semana na Colômbia, com a presença de Dilma Rousseff , com um ponto de agenda explosivo: possível legalização das drogas, como se tenta na Guatemala, com a desaprovação dos EUA.
A revolução cultural contra os valores cristãos não estará completa sem a liberação das drogas, além do aborto e do homossexualismo. É simples assim. Os dois últimos já foram parcialmente obtidos no STF, em usurpação legislativa digna de uma ditadura legal . Agora à cidadela final, que só poderá ser feito se aceito pelos países vizinhos. Esse encontro é providencial para a agenda das esquerdas.
O STF está pronto para legislar sobre o assunto nos termos demandados pelos mesmos que demandaram o aborto e a união matrimonial do mesmo sexo. O problema é de ordem diplomática, todavia: um movimento em falso aqui pode colocar o Brasil como pária internacional. Por isso é preciso criar precedentes em republiquetas como a Guatemala, para que a coisa venha num crescente, com naturalidade. E também é preciso garantir a neutralidade dos EUA, algo um tanto difícil.
A única solução para que o Brasil não despenque no precipício é tirar essa gente do poder. O voto pode ser um bom método.


POLITICAMENTE CORRETO: Qual a origem?

SOBRE A ANTIGUIDADE DO POLITICAMENTE CORRETO


Olá Renaj!

Em seu último texto você escreveu que o politicamente correto é "um cacoete ideológico, surgido nas universidades americanas nos anos 80", e que "a linguagem PC - politicamente correta - é o stalinismo aplicado à linguagem. Stalinismo curiosamente oriundo de uma nação que se jacta de defender a liberdade".

Isto me fez lembrar de um livro que comprei em um sebo em 2010 e que li no ano passado. Ao pesquisar sobre a "linguagem PC" na internet, eu quase sempre topava com este tipo de informação, qual seja, a de que o "politicamente correto" surgiu em tempos recentes, como as décadas de 1970 ou 1980, nas universidades americanas. Mas aí, veio o tal livro que eu comprei. O título é Child of the Revolution, e o autor é Wolfgang Leonhard. Velhinho, papel amarelado, algumas páginas soltas, me custou só R$ 5,00, mas prendeu minha atenção do início ao fim. Foi escrito em alemão na década de 1950, traduzido para o inglês e publicado em Chicago em 1958, pela Henry Regnery Company.

O livro é um relato autobiográfico. O autor era um menino em 1935, e sua mãe era comunista havia anos, participante da Spartakusbund e membro do partido comunista desde 1918. Em 1935, podendo escolher entre o exílio no Ocidente ou na URSS, ela escolheu o inferno de Stálin, e para lá carregou seu filho. O resto do livro é um relato da vida de um jovem emigrado no inferno stalinista. Ele foi separado da mãe (que foi presa, como acontecia frequentemente), mais tarde foi enviado a uma escola do Komintern em um lugar remoto no fim do mundo, e foi treinado para ser uma das lideranças naquilo que viria a ser a Alemanha Oriental após a guerra. No fim das contas, o autor foi ficando desgostoso com o stalinismo (mas não com o socialismo), e resolveu fugir para a Iugoslávia. O livro termina com sua fuga para o país de Tito. Pesquisando depois, eu soube que posteriormente ele foi para os Estados Unidos e tornou-se professor em uma universidade norte-americana.

Voltando ao politicamente correto, eu fiquei surpreso quando cheguei à página 227 do livro (no capítulo que relata sua vida na escola do Komintern) e me deparei com esta afirmação: "We had to learn how to compose, within an hour, a 'politically correct' leaflet on any subject set us. The subjects chosen for the purpose were by no means easy" (as aspas na expressão "politically correct" estão no original, mostrando que o autor quis enfatizar o termo). E aí ele passa a dar exemplos de assuntos que deveriam ser "traduzidos" para o jargão politicamente correto e distribuídos em panfletos para os comunistas fora da Rússia, como uma declaração de Goering de 1942 sobre racionamento de alimentos.

Na há dúvidas, portanto, que a expressão "politicamente correto" já existia pelo menos desde o início da década de 1940, e fazia parte do jargão do regime stalinista. A função do "politicamente correto" na URSS também era muito parecida com a ideia atual, pois era basicamente a adaptação de qualquer informação (o autor diz que eles analisavam até encíclicas papais) ao linguajar que os comunistas consideravam "aceitável".

Se esta praga da linguagem PC ganhou a notoriedade que tem hoje a partir de trabalhos feitos em universidades estadunidenses na década de 1980, eu acho que podemos dizer que ela não surgiu nos Estados Unidos, mas provavelmente na Rússia. Os ianques apenas fizeram um trabalho de atualização de mais uma porcaria criada pelos comunistas na época de Stálin.

Um grande abraço!

Berto

sexta-feira, 13 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

AS PERNAS CURTAS DA MENTIRA

Nunca é tarde para desmentir os militantes e idiotas úteis. Mentir, falsear, enganar é a especialidade dessa gente. São PhD nisso.
"Xingue-os do que você é e acuse-os do que você faz". Lição do professor-mor deles aplicada fielmente.

O Duque.

Graça Salgueiro

No passado 29 de março, o País viu estarrecido uma manifestação grotesca, abjeta e vil, onde primaram o desrespeito e a falta de educação por parte de uma turba de aproximadamente 300 pessoas, a maioria jovens entre 16 e 20 e poucos anos, que agrediam com insultos e cusparadas a octogenários militares que entravam ou saíam do Clube Militar.
Chamou-me a atenção em particular a forma teatral como se manifestavam, sem perceber que serviam de idiotas-úteis para interesses outros, desconhecidos deles. Não foi surpresa tomar conhecimento, depois, que os “manifestantes pela verdade” foram pagos para representar, não se sabe por quem, embora possamos imaginar. Um oficial que participou infiltrado entre os manifestantes viu e ouviu ao final da balbúrdia um homem de terno e gravata que telefonava para alguém e relatava sua satisfação com o “sucesso” do evento. Elogiava o “vigor” com que os manifestantes gritavam e mostravam ódio aos militares - embora sequer soubessem quem eles eram e muito menos quais seriam seus “feitos assassinos” - e pedia ao interlocutor que enviasse o dinheiro rapidamente para pagar pelos bons serviços prestados da turba delirante.

Na nota que escrevi antecedendo o artigo do Aluizio Amorim, me perguntava perplexa se não seria uma cena teatral aquele rapaz que aparece no vídeo deitado no chão, gritando para os policiais “eles mataram meu pai!”, uma vez que ele é muito jovem para que tal fato acontecesse no período em que os militares governaram. Com a ajuda de um grupo de amigos descobrimos que, de fato, tudo não passava de encenação. O jovem, supostamente órfão, chama-se Carlos Beltrão do Valle, tem 29 anos, cursa o mestrado de “Memória Social” e tem pai, além de uma irmã e um irmão, todos vivos, saudáveis e trabalhando.
Seu pai, o engenheiro Romildo Maranhão do Valle, foi membro do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro (PCBR), uma dissidência guerrilheira do PCB fundada em 1964. Seu tio, Ramires Maranhão do Valle, também fazia parte da organização terrorista e foi morto em 27 de outubro de 1973, quando entrou em confronto com a Polícia, na Praça Combate, em Jacarepaguá. Ranúsia Alves Rodrigues havia sido presa naquela manhã e já no primeiro depoimento contou os vários assaltos que o bando havia praticado e que naquela noite haveria um “ponto” [1] no local acima citado. Na chegada ao ponto, Ranúsia e os policiais foram recebidos a bala, havendo o confronto no qual os quatro integrantes do Comando Central (Ranúsia, Ramires, Almir e Vitorino) morreram.
Portanto, "a família inteira assassinada pelo Regime Militar", por quem este rapaz clama no vídeo para justificar sua presença naquele ato de vandalismo, resume-se a um tio seu, que ele sequer conheceu, e que não era nenhum homem de bem, mas um terrorista morto em combate e que havia assassinado o delegado Octávio Gonçalves de Oliveira, covardemente pelas costas, numa ação conjunta com a ALN e a VAR-PALMARES, em 25 de fevereiro de 1973. Teria assassinado covardemente, também pelas costas, Salatiel Teixeira Rollins, ex-membro do Comando Central que havia saído da prisão um ano antes, em 22 de julho de 1973 participou do assalto ao Banco Francês-Brasileiro em Porto Alegre, em 14 de março de 1973 em 4 de junho, junto com a ALN e a VAR-PALMARES, do assalto ao “Bob’s” de Ipanema e, em 29 de agosto do mesmo ano, do assalto a uma clínica médica em Botafogo, no Rio [2].
Quanto ao rapaz que desfere uma cusparada no Coronel-Aviador Juarez Gomes, quando saía do evento no Clube Militar, é um desocupado profissional, de 25 anos de idade, de nome Luiz Felipe Monteiro Garcez, cognome “Pato”, estudante do curso “Produção Cultural” do IFRJ desde 2010 e freqüentador do Diretório do PT no Rio de Janeiro. Seu último emprego foi um cargo comissionado de Assistente Executivo de Projetos Especiais no município de Maricá (RJ), nomeado pelo prefeito Washington Luiz Cardoso Siqueira, do PT.

Em seu blog “Pato” escreveu em 2008: “Fiz parte do movimento estudantil secundarista. Hoje porém por culpa dos estudos acabei me afastando dele. Porém pretendo me engajar no movimento estudantil universitário” (sic). E ainda em seu mural do FaceBook ele admitiu orgulhoso, várias vezes, que cuspiu em um idoso indefeso e que sequer lhe dirigiu a palavra, e o faria de novo.
Desses dois elementos temos as fichas completas com riqueza de detalhes, mas o objetivo deste artigo é apenas demonstrar a farsa da dor dos que se manifestavam em honra de seus parentes, mortos ou desaparecidos pelos “assassinos” e “torturadores” militares que se encontravam naquele dia no Clube Militar, que, diga-se de passagem, não estavam ali para “comemorar” a data histórica de 31 de Março, mas para debater, junto com conferencistas civis, e levar ao público assistente a verdadeira história que a tal “Comissão da Verdade” quer omitir e que não são nem nunca foram acusados de crime algum. E são dados como os citados acima que a tal comissão nega-se, peremptoriamente, não só a ouvir mas permitir que o público tome conhecimento. Será que Carlos Beltrão conhece o passado desse seu tio, um criminoso covarde que assassinava pelas costas, sem qualquer chance de defesa, pessoas que ele considerava seus inimigos? E Luiz Felipe, conhece o que esta gente praticou e de que maneira morreu, ao defendê-las expelindo tanto ódio?
É isto que a tal “comissão” pretende: esconder a verdade dos fatos e usar, mais uma vez, jovens ignorantes e manipuláveis para servir de bucha de canhão para seus propósitos sórdidos, mas, como a mentira tem as pernas curtas, não podemos permitir que toda a população permaneça nessa ignorância defendendo bandidos sanguinários como se fossem vítimas imoladas no altar da liberdade e da democracia.

Notas:

[1] “Ponto” era o lugar combinado para os encontros, previamente acertado pelos terroristas.

[2] Conforme informações constantes do “O livro negro do terrorismo no Brasil”, pags. 767 e 768

terça-feira, 10 de abril de 2012

QUEBRANDO A CARA

Este vídeo mostra o jornalista Fernando Silva Pinto, da Rede Globo, tentando influenciar e induzir o economista norte-americano, Walter Williams, a concordar com a idéia de que as coisas se resolvem por leis ou por decretos como é praxe na cabeça dos petralhas esquerdopatas. Se deu mal. O professor norte-americano desmontou, um-a-um, todos os argumentos e insinuações do jornalista brasileiro.
Assista ao vídeo e observe as investidas e tentativas de construir armadilhas pelo nosso entrevistador no sentido de induzir o entrevistado à contradição. Além do viés marxista, o jornalista demonstra ser um desinformado e revela que pouco conhece dos fatos políticos, históricos e democráticos do povo norte-americano.

O Duque.



Fonte do vídeo: Youtube - http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Je1Xngg1X4g#!