quinta-feira, 29 de setembro de 2011

REVOLUÇÃO DE 1964 - A VERDADE SUFOCADA



 

AINDA A COMESSÃO DA "VERDADE"

(Osmar José de Barros Ribeiro, em 28Set11)

A atual sanha estúpida em encontrar criminosos comuns entre os que construíram de fato e por direito a nossa história permitirá que homens honrados, que cumpriram seu dever, os que não apenas foram avalizados pelo Estado em sua missão como estimulados pela aprovação quase unânime da sociedade nacional, sejam hoje acusados, julgados — e condenados — por alegados princípios “superiores” que apenas ferem nossa doutrina jurídica e nossa tradição. Isso, e apenas isso, para a sádica satisfação de alguns poucos, deselegantemente histéricos, que influenciam os muitos elegantemente incautos porque desavisados. Nada mais. (Vânia L. Cintra, in Reminiscências de já velhos Carnavais em um triste Grêmio Recreativo)

A Comissão da Verdade foi aprovada na Câmara dos Deputados e sê-lo-á, sem dúvida, no Senado Federal. Triste a amargo epílogo de uma campanha movida por interesses escusos e instrumentada pelos que, no passado, envenenados pelo internacionalismo comunista tentaram, de armas na mão, transformar o Brasil numa República Socialista.

Ninguém, compulsando jornais e livros sobre os fatos políticos ocorridos nas décadas de 1960/1970, escritos pelos mais diversos autores, inclusive participantes da luta armada, poderá duvidar de que os acontecimentos de então caracterizavam um conflito interno. De um lado, fanáticos esquerdistas treinados e subsidiados, entre outros países, por Cuba, China e União Soviética, contando com o irrestrito apoio de comunistas europeus, notadamente da França. De outro, pequeno e selecionado grupo de militares e civis que, no estrito cumprimento de ordens legais e com risco da própria vida, os enfrentou com inegável sucesso, quer nas ruas quer na floresta amazônica.

Convém lembrar que a promulgação do AI-5 deu-se no dia 13 de dezembro de 1968, 4 anos e 8 meses após o 31 de Março de 1964. Aos atuais governantes e a alguns membros da “oposição”, dentre eles o relator do projeto no Senado, não interessa dizer que o Ato buscava, simplesmente, por cobro aos atos de violência que cobriam o País e zombavam das forças policiais.

Basta dizer que, até o final de 1968, abrigados sob diferentes siglas, os terroristas haviam assaltado 200 bancos e alguns carros fortes de empresas pagadoras; enviado 300 militantes para cursos em Cuba e na China; sabotado linhas férreas; assaltado instalações para roubar armas; explodido sete bombas em Recife (uma delas dando, como resultado, dois mortos e 13 feridos) e algumas dezenas delas no Rio de Janeiro e em S. Paulo (uma no QG do II Exército, matando o soldado Mário Kosel Filho e ferindo mais cinco militares); seqüestrado o embaixador norte-americano; assassinado friamente dois oficiais estrangeiros, um deles alemão e o outro, americano; incendiado várias viaturas policiais; promovido greves nas universidades; roubado apreciáveis quantidades de explosivos em pedreiras; organizado passeatas e quebra-quebras. A anarquia ganhava as ruas e inquietava a população, pois, até a data acima referida, deixara 19 mortos.

A decisão, de há muito tomada, de focar as atividades da Comissão no período revolucionário, tem suas razões: não abordar os motivos da sociedade ir às ruas, levando os militares a se posicionarem contra o governo João Goulart e, como serão ouvidos apenas os agentes do Estado, ficarão de fora os inúmeros crimes cometidos pelas organizações terroristas e que deram causa ao AI-5.

Ao fim e ao cabo, apontando uns poucos bodes expiatórios, essa Comissão terá reescrito a História, iludido a opinião pública e alcançado seu objetivo principal: dividir e enfraquecer as Forças Armadas.

Sem dúvida, dias negros nos esperam! Mas vale lembrar que "os lugares mais quentes do inferno estão reservados para aqueles que, em tempos de crise moral, optam por ficar na neutralidade." (Dante Aligheri)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O COMEÇO DO FIM OU O FIM DO COMEÇO?

Por Osmar José de Barros Ribeiro



Para a extrema esquerda brasileira, ora com boa parte dos seus representantes no poder, a recente aprovação pela Câmara dos Deputados e encaminhamento ao Senado Federal do Projeto de Lei criando a Comissão Nacional da Verdade, representa uma vitória.

Assim, o que vemos hoje, nada mais é que a mentira derrotando a verdade, resultado buscado pelos que, hipocritamente, aceitaram a anistia para, ao depois, se mobilizarem contra aqueles que lhes haviam feito morder o pó da derrota.

A própria Comissão Nacional da Verdade, a ser constituída pelo Poder Executivo (hoje sob controle dos derrotados nas décadas de 1960 e 70) no âmbito da Casa Civil, é de uma falsidade a toda prova.

Seu objetivo principal, dito estratégico, é o de “promover a apuração e o esclarecimento público das graves violações de direitos humanos praticadas no Brasil no período fixado pelo artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal (de 18 de setembro de 1946 à data da sua promulgação), uma mentira sem tamanho, posto lhes interessar, tão somente, o período revolucionário.

Outra mentira: “A criação de uma Comissão Nacional da Verdade... responde a uma demanda histórica da sociedade brasileira.” A “demanda” não é da sociedade e sim dos grupelhos subversivos que, como hábito, arrogam-se o direito de falar em nome da mesma.

Os “objetivos intermediários” foram, um a um, conquistados pela esquerda odienta, a partir dos malfadados períodos governamentais de Fernando Henrique Cardoso, ele mesmo um auto-exilado:

- criação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, em Dez 1995, significando o reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte de opositores ao regime instalado a partir de 1964;

- a criação, em novembro de 2002, da Comissão de Anistia, no âmbito do Ministério da Justiça, com a finalidade de examinar os requerimentos de reparação econômica, de caráter indenizatório, aos anistiados políticos, no período de 1946 a 1988, que julgou (?), até 2009, quase 55 mil processos;

- o lançamento, ao apagar das luzes do governo Lula, do PHDH-3.

A Comissão Nacional da (In)Verdade tem como escopo:

- esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos praticadas no período mencionado, de forma a promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior;

- identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionadas à prática das violações de direitos humanos, suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade;

- encaminhar aos órgãos públicos competentes toda e qualquer informação obtida que possa auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos;

-...

- promover, com base em seus informes, a reconstrução da história dos casos de graves violações de direitos humanos,...

Em outras palavras, reescrever a História do Brasil, transformando os que impediram a comunização do País em criminosos e, em heróis nacionais, assaltantes de bancos, criminosos frios, desertores e terroristas.

Será o começo do fim ou o fim do começo?

COMANDANTE DO EXÉRCITO / COMISSÃO DA "VERDADE"



Extraído do site www.verdadesufocada.com.br

O desgaste das Forças Armadas é uma ação da estratégia de neutralização das instituições democráticas para apoiar o permanente propósito de tomada do poder pela esquerda socialista radical.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

HEGEMONIA GRAMSCIANA

Caro leitor:
Este artigo é uma aula de história, ciência política e de sociologia com descrição real de como os fatos se passaram de 1964 até o dias atuais. Ter a consciência revelada pelo articulista demonstra uma inteligência superior. Aprecie, acredite e divulgue. Não seja mais um idiota util a serviço das esquerdas psicopatas que infestam o País.
Duque Kinyilo Ilotana
Editor.


Por Renildo Queiroz ( * )

Para quem talvez ainda, não conheça  a estratégia do doutrinador italiano, ativista político e "filósofo" Antonio Gramsci, é bom deixar bem claro, pelo menos em poucas palavras, o que ele preconizava.
Segundo o líder comunista, falecido em 1937, após passar anos na cadeia elaborando sua estratégia, a instauração de um regime comunista em países com uma democracia e uma economia relativamente consolidadas e estáveis, não podia se dar pela força, como aconteceu na Rússia, país que sequer havia conhecido a revolução industrial quando foi aprisionada pelos bolcheviques. 
Seria preciso, ao contrário, infiltrar lenta e gradualmente a idéia revolucionária, (sem jamais declarar, que isso estava sendo feito), sempre pela via pacífica, legal, constitucional, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, por sinal, representam a grande maioria da população. O objetivo somente seria atingido pela utilização de dois expedientes distintos: a hegemonia e a ocupação de espaços.
A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela análise de situação, de modo que quando o Comunismo tiver tomado o Poder, já não haja qualquer resistência. Isso deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo intelectual coletivo (o partido), que as dissemina pelos intelectuais orgânicos (ou, formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores  principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população.
É essa hegemonia, já adredemente fabricada, que faz com que todos os brasileiros, independentemente da idade, da condição sócio-econômica e do grau de instrução que tenham atingido, pensem de maneira uniforme sobre todo e qualquer assunto, nacional ou internacional. O poder de manipulação é tamanho que até mesmo o senso crítico fica completamente imobilizado, incapaz de ajudar o indivíduo a analisar as questões de maneira isenta. Os exemplos são numerosos: do desarmamento, ao aborto, da guerra do Iraque à eutanásia, do movimento gay às políticas sociais, do racismo ao trabalho escravo, da inculpação social pelos crimes individuais à aceitação do caráter social de movimentos comprovadamente guerrilheiros (FARC, MST, MLST, MIR, ETA, etc.), todos eles visando destruir, por completo, valores que a sociedade tinha entranhados em sua alma, mas que, justamente por isso, não servem aos interesses do partido. É que esses valores representam um conjunto de virtudes diametralmente opostas aos conceitos que o partido deseja inserir no corpo social e que servirão de embasamento para as transformações que pretende implantar. Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava superação do senso comum, que outra coisa não é se não a hegemonia do pensamento.
Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista. E quando chegar a hora de dizer agora estamos prontos para ter realmente uma democracia (que, na verdade, nada mais é do que a ditadura do partido), aceitaremos também qualquer medida que nos leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim mesmo da democracia como sempre a entendemos até então, acreditando que será muito normal que essa volta à pseudo-democracia, se faça por decretos, leis ou reformas constitucionais. Afinal, Hitler, também não foi eleito pelo povo e não passou a ditar normas legais? É exatamente a superação do senso comum, que fez com que todos acreditassem piamente que a contra revolução de 1964, não passou de um ato impensado dos Militares que, à falta do que fazer, decidiram implantar uma ditadura. Como uma única palavra não foi dita sobre a ditadura que esses mesmos comunistas estavam praticamente conseguindo implantar naquela época (como haviam tentado em 1935 e como voltariam a tentar entre o final dos anos 60 e meados dos 70), ficou impossível ao brasileiro médio compreender que a intervenção das Forças Armadas veio justamente impedir que aquela desgraça se concretizasse. E, se elas não intervém também agora, é porque o povo, já completamente anestesiado, não tem nem forças para ir às ruas exigir tal providência.
É exatamente essa hegemonia de pensamento, que pôde imprimir nos brasileiros a idéia de que só o Estado pode resolver seus problemas mais comezinhos, o que tem causado um gigantismo antes nunca visto, com o crescente aumento da carga tributária para sustentá-lo. A cada dia são criadas mais delegacias especializadas, mais conselhos, mais isso e mais aquilo para controlar e fiscalizar as ações de cidadãos, antes livres. É exatamente ela, a hegemonia gramsciana, utilizada pelo PT que inculcou em todos os cidadãos a crença de que os sem-terra foram massacrados, pela Polícia Militar em Eldorado do Carajás, no Sul do Pará, quando na verdade a fita de vídeo original, contendo a gravação do episódio, mostrava claramente que eles agiram em legítima defesa diante de um número muito maior de sem-terras que, armados com foices, enxadas e até mesmo revólveres (como aparece naquela fita), avançou para cima dos policiais. É exatamente isso que fez espalhar a crença de que os fazendeiros são todos uns malvados e escravizadores de pobres trabalhadores indefesos, servindo, assim, de embasamento para que, em breve, o direito à propriedade seja eliminada da Constituição, se nela for encontrado algum tipo de trabalho escravo, cuja definição legal nem mesmo existe.
É exatamente isso que autorizou todos os brasileiros a imaginar que o Brasil é um país racista, a despeito de contar com o maior número de mulatos do planeta e de jamais ter sido registrado um único caso de desavença entre negros e brancos por causa da raça, como acontece nos Estados Unidos e na África do Sul. E é também graças à força da hegemonia, que ninguém parou para pensar que todas as desavenças já havidas entre negros e brancos entre nós, iniciaram-se por motivos fúteis, que vão do futebol à briga por ciúmes, muitas vezes regadas a uma boa caninha, nada tendo a ver com a cor da pele, já que também ocorrem da mesmíssima maneira entre indivíduos da mesma raça. Evidente que, depois do que estou escrevendo, nada impede que se fabrique uma briga por causa da raça, com notícias em todos os jornais, para servir de prova do racismo por aqui. Isso nada mais seria do que o intelectual coletivo, agindo para o bem de sua própria causa.
É exatamente essa superação do senso comum, que fez com que a maioria acreditasse que as armas de fogo matam mais do que os acidentes de trânsito ou a desnutrição crônica infantil, malgrado os índices infinitamente superiores de mortes por estas duas causas, sem que medida alguma seja tomada para eliminá-las ou diminuí-las e sem que nenhuma propaganda incisiva seja feita para alardear tais descalabros. A maciça propaganda do desarmamento foi, portanto, uma mentira descarada que salta aos olhos dos que realmente os têm. É exatamente isso que fez com que todos odiassem Bush e os norte-americanos e, inversamente, amassem de paixões Fidel Castro – Hugo Chavez, e vissem os terroristas iraquianos como meros resistentes contra o imperialismo americano. É exatamente isso que permitiu a crença de que João Paulo II era um retrógrado e um genocida, e que Maria Madalena, fora amante de Jesus, como descobriu o escritor, Dan Brown. É exatamente isso que fez com que todos pensassem que o Comunismo acabou, com a queda do Muro de Berlim e a desintegração da União Soviética, quando na verdade ele está hoje mais vivo do que nunca, principalmente em nosso continente, é só querer ver. É exatamente isso que faz com que todo mundo se escandalize com assassinatos de fiscais do trabalho, como ocorrido em Unaí, ou de Irmã Dorothy, no Pará, só para ficar em exemplos mais recentes. Essa escandalização foi sutilmente preparada para que todos os despreparados ficassem indignados com tamanha brutalidade, como se esta tivesse sido o resultado de uma reação iníqua à cândida e legal atuação do Estado ou de ONGs a ele atreladas.
É exatamente isso que permite que aceitemos, como a coisa mais natural do mundo que se chame chacina a morte de dois ou três sem-terras, enquanto que a morte de dois ou mil fazendeiros continuará sendo chamada de morte, simplesmente. E tem sido exatamente isso, enfim que permite várias outras opiniões uniformes que não passariam pelo crivo do juízo crítico caso ele ainda encontrasse forças para entrar em ação. Mas como encontrar forças com tamanho rolo compressor a aplainar toda e qualquer opinião sobre o que quer que seja? Daí a facilidade com que chavões do tipo justiça social, cidadania, construção de uma sociedade justa e igualitária, direitos humanos, etc., que só servem para estimular a velha luta de classes proposta por Marx e Engels, em seu Manifesto Comunista – 1848, passaram a habitar o imaginário popular. Afinal, são eles, os comunistas, que não desistem nunca!
A outra técnica Gramsciana, amplamente utilizada pelo PT é denominada de ocupação de espaços. Já dava mostras tão evidentes de visibilidade entre nós, com a nomeação de mais de 20 mil cargos de confiança pelo PT, em todo o território nacional (só para cargos federais), que nem mesmo precisaria ser novamente denunciada. O que faltava, entretanto, era fazer a conexão com a primeira técnica – a hegemonia.
Ora, sabendo que a superação do senso comum é tarefa dos intelectuais orgânicos importa reconhecer a necessidade de que eles estivessem em toda parte como erva daninha. Daí a nomeação, pelo intelectual coletivo, para todos os escalões do desgoverno petista (federal, estaduais ou municipais), de pessoas alinhadas com a ideologia do partido. Não foi à toa que o presidente Lulla, colocou nos ministérios vários derrotados pelo povo nas eleições estaduais e municipais como: Olívio Dutra, Tarso Genro, Humberto Costa, além de outros que de há muito estão comprometidos com o Comunismo, inclusive com vinculações internacionais. Basta ver como e o quê aconteceu e acontece no Foro de São Paulo e no Fórum Social Mundial, bem como quem são os seus patrocinadores e entidades integrantes, sabidamente criminosas.
A conclusão é tão lógica e óbvia, que chega a ser surpreendente que a ela ainda não tenham chegado todos os brasileiros, principalmente muitos daqueles que ostentam diploma de doutor e que têm, por isso mesmo, a obrigação moral de alertar seus compatriotas. Só se pode entender sua adesão incondicional às táticas gramscistas por uma de duas razões: ou porque, apesar de doutores, são, na verdade, ignorantes da pior espécie, deixando-se levar por uma esparrela dessa, ou porque estão a serviço da engenhoca. Não há outra explicação! 
O Brasil talvez seja o País no mundo onde a estratégia gramscista de tomada do poder utilizada pelo PT, mais se encontra avançada. A eleição de Lulla, é apenas mais um passo numa estratégia muito mais densa. Basta olharmos com olhos críticos, as últimas eleições para percebemos que tudo não passou de um jogo de cartas marcadas, pois acima da disputa entre os candidatos estava a intenção da esquerda em se manter ´hegemônica, o que teria acontecido caso a vitória tivesse pertencido a José Serra, a Anthony Garotinho ou até mesmo a Ciro Gomes. O Brasil atualmente não possui uma oposição política onde impere a pluralidade de idéias, estamos atolados na unanimidade dos desesperados, a prova disto é que a esquerda se radicaliza cada vez mais, transformando seus expoentes sagrados em caricaturas de seus antigos oponentes, nada pode ser mais patético do que o consenso que existe no País de que Fernando Henrique Cardoso é um neoliberal ou das afirmações recentes do atual presidente, de que ele nunca se disse de esquerda.
O que é ainda mais demonstrativo do atual avanço da Revolução Gramscista, utilizado pelo PT no Brasil, é que a consciência individual está sendo substituída pela idéia do politicamente correto e do relativismo moral, os exemplos são gritantes: Sem-Terras armados invadindo fazendas produtivas e grandes empresas  multinacionais de pesquisas são vítimas; fazendeiros ao se defenderem são criminosos; os traficantes que estão incitados numa guerra civil no Rio de Janeiro e São Paulo, são vítimas do sistema, sequer chegam a ser culpados; nós, os cidadãos que respeitamos as Leis, também devemos ser um pouco responsabilizados por estes atos (assim nos diz a mídia, todos os dias); os padres que falam contra o aborto e o homossexualismo são monstros comedores de crianças, os ditos freis que embalados na teologia da libertação, afirmam que Cuba é o paraíso na terra, não importa os dezessete mil mortos, são expoentes máximos da cristandade. Analisem agora friamente e com a razão essa afirmativa: Nenhum presidente na História do Brasil, teria se mantido no Poder, se houvesse sido acusado de pelo menos metade das irregularidades e dos crimes cometidos de fato pelo Partido dos Trabalhadores, sob a benemérita liderança do Senhor Luís Inácio Lulla da Silva. Ou por exemplo, o caso Waldomiro Diniz que é uma gota d’água no oceano; muito mais difícil de explicar são as irregularidades no Programa Fome-Zero, ou os abusos totalitários contra o patrimônio público cometidos por diversos membros do desgoverno Lulla (onde até a cadela do presidente, passeia de carro oficial tranqüilamente), o caso do Mensalão, amplamente discutido e comprovado em CPI e, devidamente denunciado pelo ‘Procurador Geral da República; o caso de caixa dois do PT (verbas não contabilizadas) e, que o próprio presidente em entrevista confirmou ser esta, uma prática de rotina no Brasil; envio de dinheiro ao exterior de forma ilícita; quebra de sigilo bancário, telefônico e postal, de um simples caseiro que ousou denunciar um Ministro do desgoverno Lulla e, as alianças sinistras entre o PT e as FARCS (Colombianas), MIR (Chileno), PCC (Partido Comunista Cubano), ELN (Exército de Libertação Nacional), FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), PRD (Partido da Revolução Democrática), FMLN (Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional), URNG (União Revolucionária Nacional da Guatemala, dentre outros. O que me causa estranheza nestas alianças sinistras, é o quase segredo absoluto que impera sobre os fatos ocorridos no Foro de São Paulo, onde não se viu ou vê, nenhum comentário mais acirrado da mídia especializada (ou não), ou até mesmo um ato de repúdio de nossas Forças Armadas, sobre tais acontecimentos no mínimo suspeitos. Parece até que tudo está cor de rosa, neste mar de lamas chamado Brasil!
Qualquer debate hoje no Brasil que envolva a Política Nacional, especialmente após os efeitos da queda do Muro da Vergonha, só pode ser considerado sério se discutido desde o ponto de vista da Revolução Gramscista, não por imposição ideológica, mas por verificação histórica, caso contrário tudo que teremos é um exercício de abstração teórica cujo conteúdo e implicações práticas não terão mais significação que uma discussão acalorada de mesa de bar. Isto é exatamente em que será resumida a essência da intelligenzia nacional, quando todos os brasileiros se tornarem, sob as graças de Antonio Gramsci, intelectuais orgânicos, cuja única verdade é a mentira do partido. É dogmática ou romantizada a crença de que o homem é um fruto homogêneo de seu meio. Todavia, é deste último que a maioria das pessoas retira seus principais pontos de referência, distinguindo-se como indivíduos em sociedade. Raros são os homens que conseguem olhar dentro de si e não apenas em sua volta.

(*) Renildo Queiroz, Consultor Técnico em Biotecnologia Molecular - Escritor e Analista socio-político-econômico.

Nota: Os grifos são do editor.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

IMPOSTURA DEPLORÁVEL

(Gen Maynard Marques de Santa Rosa)


Essa é a definição correta da caricatura que a ironia denomina “comissão da verdade”. São cínicos [e dissimulados] os seus mentores, pela desfaçatez com que pretendem maquinar veredictos a partir de um grupo comprometido.
Sob o pálio da ineficácia jurídica, ergue-se uma espada de Dâmocles sobre reputações respeitáveis, a quem deve a Nação a estabilidade política de que hoje desfruta.
O fantasma da calúnia, de triste inspiração nazista, ressuma no cenário de um País pacificado, como estratagema de um grupo de vingadores obstinados, dirigida aos que lhes frustraram o projeto de aqui implantar a tirania totalitária.
Decorrido quase meio século, esvaiu-se o bolchevismo soviético, evoluíram os costumes e aplacou-se a sociedade, mas persiste o ânimo vingativo dessa minoria sectária, insensível às lições da vida. [Engana-se quem imagina que o comunismo acabou. Mudaram-se às táticas e intensificaram-se as propagandas. Ele está aqui no nosso quintal, malévolo como nunca esteve, pois agora age sorrateiramente. O Editor]
Alega-se politicamente necessária a investigação dos abusos da repressão e de seus responsáveis, a fim de “pacificar” a memória nacional. Como é possível fazê-lo, porém, sem a catarse dos fatos que lhes deram causa?
Prevarica a autoridade, em qualquer regime de governo, que admita a subversão da ordem no âmbito da sua competência, sem providências retificadoras.
Não existe argumento que justifique a violência, nem mesmo o idealismo do bem comum. A práxis leninista de que os fins justificam os meios não passa de sofisma hediondo.
Portanto, para ser crível, o levantamento dessa comissão merece começar pela identificação dos assaltantes, terroristas e assassinos políticos, em atenção às vítimas inocentes, suas viúvas e seus órfãos.
E, além disso, se a autoridade moral para atirar a primeira pedra é inerente ao que está sem pecado, não assiste o direito de revisar o passado a quem prodigalizou o “mensalão”, enriqueceu-se na função pública ou omitiu-se ante a corrupção de seus correligionários.
Reabrir uma ferida cicatrizada, sem a devida assepsia, pode disseminar infecção por todo o organismo.
Espera-se que o Congresso Nacional cumpra o seu dever de legitimar a vontade da maioria, atendendo às prioridades do povo e descartando as imposturas de grupos carbonários.

domingo, 18 de setembro de 2011

ANTENA ANTI-CEROL

 por Fernando Antoniazzi (*)


Desconsidero a pecha de escrevinhador ranheta. Não é por arrogância, é por respeito à discordância. Um princípio básico nas relações civilizadas é o de concordar em poder discordar. Explicado isto, ao ataque, pois!

Há pouco tempo vi num jornal televisivo uma celeuma toda que girava em torno do perigo a que, sobretudo, os motociclistas estão sujeitos em função do cerol. É... aquelas linhas envoltas em cacos de vidro e cola, as quais antigamente serviam apenas à diversão pueril de empinar pipa, papagaio, maranhão, pandorga e hoje se tornaram a evolução natural da engenhoca do Dr. Guillotin, inaugurando uma verdadeira Nova Era de Decapitações pós-Robespierre.

Bem, como em Pindorama se entende que a panacéia da constante gênese legiferante é a solução de todos os problemas que eram, que são e que hão de vir; bem como o Estado Todo-Poderoso tudo pode, tudo resolve e tudo deve... cá para nós, dever, deve mesmo e muito: enquanto tanto se fala da dívida pública americana, herético seja o bruzundanga que apontar seu índex a este problema no Brasil, será ele condenado ao degredo, às chamas infernais, ao cheiro de enxofre e ao ranger de dentes, pois aqui não há tsunamis, somente marolinhas, verus propheta dixit! Bem, fato é que houve os defensores da obrigatoriedade da instalação da “antena anti-cerol” nas motocicletas, de sorte a preservar seus condutores e conduzidos dos iminentes atentados às suas jugulares e carótidas. Ora, longe de mim defender o cerol assassino, mas corrigir o problema pela lei de obrigatoriedade de uso da antena é admitir como natural capim se alimentar de boi.

Na mesma linha de raciocínio, não duvido que, em breve, serão multados pelo Estado todos aqueles que se recusarem a vestir incondicionalmente coletes balísticos. Afinal, num país em que as estatísticas apontam quase 50.000 homicídios/ano, onde já se viu sair por aí sem estar protegido!!! Se bem que, se o Estado pode distribuir preservativos a promíscuos e seringas a toxicômanos, porque não distribuir coletes balísticos aos cidadãos? Até que tem algum senso... Ah, é claro, quase me esqueço da pérola: “os quase 50.000 homicídios/ano só podem ser perpetrados porque a população possui armas! Si vis pacem para bellum, tomem-se as armas dos cidadãos, pois, haja paz ao Sul do Equador!” Lógica achada no vaso sanitário só pode dar nisto mesmo. Sem surpresas.

Aliás, hoje pela manhã o governo anunciou medidas protecionistas para o setor automobilístico: taxem os carros importados em mais 30%!!! Gozo e glória aos produtores nacionais escudados pelo Estado Protetor dos Fracos e Oprimidos!!! Interessantemente, desta vez o governo não abriu mão dos quase 50% do valor de cada carro zero quilômetro vendido no país, preferiu sobretaxar os importados. Usando do atual gerundismo epidêmico, os defensores disto crêem que desta forma o governo “vai estar defendendo” a indústria nacional (pois é, três verbos para uma única ação e, além disso, uma ação equivocada... meu jesuscristinho!).

Já que escapei da sessão de exorcismo de hoje, uma vez mencionado o mercado de automóveis importados, aproveito para alfinetar os apaixonados pelo atual boom da economia da China. Mérito há mesmo na disciplina daquele povo, reconheço e admiro, isto é fato. Todavia, há outros fatos que não podem ser ignorados: a China de hoje resulta da genocida Grande Marcha de Maozedong, que atingiu seus 60 milhões de cadáveres, num tipo de limpeza étnica; resulta também da subjugação da sociedade ao Estado e da apropriação deste por um partido político totalitário; resulta também da tibieza dos ocidentais que abandonaram seu legado de moralidade judaico-cristã e preferiram investir capital e auferir lucros sem medir conseqüências. Apenas por exercício de pensamento, imaginem a poderosa máquina chinesa submetida às exigências do Greenpeace e do legado getulista da CLT.... D-U-V-I-D-O que houvesse espaço para tantos preços baixos e, sugiro para reflexão a máxima: “Cria cuervos...

Bem, antes que o Instituto Butantã venha à minha caça, melhor encerrar o texto e guardar munição para outras saraivadas plenas de pH=2. Hasta la vista, babie !

(*) o autor é politicamente incorreto

SACRIFÍCIO DE ANDRÔMEDA

A imensa vantagem da esquerda sobre as forças conservadoras (ou de direita) é que aquela é infinitamente mais bem organizada e articulada do que esta, mesmo sendo a minoria do pensamento de todo povo brasileiro.
Por Lenilton Morato.

O artigo Gado Fardado tem sido interpretado por alguns como sendo a prova de que nossas Forças Armadas estão acovardadas e que os comandantes militares perderam sua coragem. O post é passível desta interpretação, mas não é exatamente a mais correta.

O texto não é uma afirmação, mas uma análise de como o silêncio pode ser visto como falta de pulso, de coragem. Afinal, fica por demais complicado de se entender porque nossos chefes se calam diante de tamanha falsificação da história brasileira que é diuturnamente incutida na cabeça de nossa juventude universitária, de onde sairão formadores de opinião e líderes de todos os setores.

É claro que existem oficiais, subtenentes e sargentos marcados com a ideologia do partido. Mas estes compõem a minoria dos integrantes de nossas Forças Armadas. O problema é que o silêncio destas acaba por deixar margem para interpretações equivocadas. E é justamente isto o que está colocado naquele post.

O fato é que vivemos uma situação inusitada. A grande maioria da população é simpática aos militares e aos valores morais que eles defendem e representam. Acontece que a minoria é barulhenta e faz parecer justamente o contrário. Estes estão no poder hoje (tanto político quanto cultural) e nos fazem crer que sua ideologia revolucionária e amoral é a vontade de toda a população o que, de fato, não é verdade. A imensa vantagem da esquerda sobre as forças conservadoras (ou de direita) é que aquela é infinitamente mais bem organizada e articulada do que estas, mesmo sendo a minoria do pensamento de todo povo brasileiro.

Neste contexto, os militares também estão inseridos. A eles cabe a guarda das instituições e não das pessoas que as representam. A eles cabe manter a ordem de todo o Estado Brasileiro. A eles cabe garantir que, mesmo cercados por antigos desafetos, a segurança interna e as garantias individuais sejam respeitadas.

O movimento de 31 de março de 1964 não foi articulado pelos militares. Não saíram dos quartéis pura e simplesmente para acabar com a ameaça comunista. Eles atenderam o clamor popular da época pelo fim de atos de violência praticados pelo PCB e, especialmente, pela ameaça à propriedade privada sinalizada pelas reformas de João Goulart. Por trás de cada homem fardado estava (assim como hoje está) a vontade popular, a defesa do Brasil como nação livre que, por pouco, não se tornou mais uma república popular comunista com seus fuzilamentos, assassinatos e fome generalizada.

Hoje pode parecer que os comandantes militares, se acovardam diante do status quo. E foi justamente esta a essência do post "Gado Fardado": que, para quem enxerga de fora, nossos militares estão marcados e castrados, fruto do silêncio da instituição a respeito daqueles conturbados anos e da situação atual.

O problema é que a verdade precisa ser redescoberta pela população. É preciso que grupos de pessoas se reúnam, se organizem em busca dos fatos que ocorreram na nossa história recente. É preciso que se criem grupos de estudos conservadores que não tenham vergonha de sê-lo. Aqueles que possuem o conhecimento precisam difundí-lo e mostrar para nossa sociedade que ela não está sozinha, que por mais que a esquerda tente impor sua ideologia como sendo a vontade popular, a maioria conservadora brasileira estará atenta e organizada para, pelo voto, por artigos em jornais, produção cultural e partidos políticos devolver o país a seu verdadeiro caminho.

Enquanto isto não acontece os militares permanecem em silêncio, mas certos de suas convicções. De nada adianta a caserna se revoltar e retomar o poder à força pois, quando o fizer, estará perdendo a sua credibilidade. É preciso que a sociedade dita civil levante-se contra a doutrinação moral e ideológica que a envolve. Assim os aparentes gados fardados nada mais são do que a representação do grande rebanho brasileiro. Enquanto a população não despertar do transe os cidadãos fardados nada poderão fazer.

Os sargentos, oficiais, chefes e comandantes militares, aparentemente acovardados, não se esqueceram dos valores que moldam nossa sociedade. Não se esqueceram dos horrores do comunismo, e estão a par do que acontece em nosso país. Entretanto, não podem simplesmente agir e quebrar a atual conjuntura. Defendem, como já disse, as instituições, não as pessoas que as representam.

Como a princesa Andrômeda fizera pelo seu povo, oferecendo a vida à Posiedon, sacrificam seus ideais em prol de algo maior que é a estabilidade da nação. Resistem como rochas à toda sorte de críticas e provocações para manter viva a possibilidade de mudança sem derramamento de sangue. Mesmo amarrados por correntes invisíveis que restringem seus movimentos, os comandantes militares jamais deixaram de acreditar naquilo que sempre defenderam, sem se preocupar se sua determinação, coragem e honra serão questionadas. Suas convicções não serão abaladas por isso; não podem abalar-se por isto.

Precisam cumprir o seu juramento de defender a integridade e as intituições da pátria mesmo que custe a sua vida ou sua reputação.

Em algum tempo, a verdadeira história irá surgir. Em algum momento, pesquisadores sérios deixarão o mundo das ideias e partirão para a prática, organizando o difuso, porém majoritário, pensamento conservador. Em alguma hora, a maioria da população irá se organizar para resgatar aquilo que mais de 20 anos de governos de esquerda subtraíram de seus direitos, de sua moral e de sua religião. E, pelo voto e pelo despertar da hipnose, os verdadeiros representantes da maioria irão ascender aos cargos mais alto do poder.

Quando este dia chegar lá estarão os militares, prontos a legitimá-los e a defendê-los, como sempre fizeram. Tal como Andrômeda, o sacrifício não terá sido em vão.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

POLÍTICA CAÓTICA


Caótica Política de Segurança Pública e Defesa Nacional

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 31 de agosto de 2011.


Os pouco mais de 150 moradores da maloca de Karamambatai, situada há menos de 10 quilômetros ao norte da Maloca da Serra do Sol, são indígenas da República Cooperativista da Guiana, que falam fluentemente o idioma inglês e desconhecem o que vem a ser o verde amarelo da bandeira brasileira. (Eliéser Girão Monteiro Filho)

Mais uma vez, reportamos as considerações de nosso caro Ir:. Eliéser Girão Monteiro Filho, Secretário de Segurança Pública de Roraima, sobre questões que afetam a Segurança Pública e a Soberania de nosso país. Depois das funestas ações patrocinadas pelos obliterados entreguistas encastelados na Presidência da República, Supremo Tribunal Federal (STF) e Fundação Nacional do Índio (FUNAI) cabe, agora, ao General Monteiro tentar contornar as consequencias desses atos impatrióticos cometidos contra o povo de Roraima e a Nação brasileira.

O último rei muçulmano de Granada, Abu Abd Allāh Muhammad XII (dinastia Nasrida), depois de ter perdido seu reino, rompeu em prantos, e sua mãe censurando-o disse: “Choras como mulher o que não soubeste defender como homem”.

Preocupado com a possível criação de uma “Nação Guarani” dentro do Estado do Mato Grosso do Sul lançamos mais uma vez um alerta a respeito do resultado deste verdadeiro imbróglio que teve como artífice principal o então Ministro da Justiça, Tarso Genro, o Trotskista Surtado. A Nação Guarani, se criada, será uma réplica ampliada da Terra Indígena Raposa E Serra do Sol e abrigará, sem dúvida, em terras brasileiras - paraguaios, argentinos, bolivianos e uruguaios.


- Segurança Pública e Defesa Nacional

Fonte: Gen Eliéser Girão Monteiro Filho, Secretário de Segurança Pública de Roraima.


Desde que o mundo foi criado, os homens e as nações são identificados por suas posses, sendo considerados ricos ou pobres. Essa classificação também é um determinante para o grau de avanço de uma sociedade, bem como para definir o poderio bélico que precisa ter para a defesa de seus bens.

Assim como as pessoas, os países também são classificados conforme seus posicionamentos, o que tem conduzido a reuniões em blocos conforme interesses comuns ou imposições. A liberdade de escolha fica em função da força de cada país, principalmente em função da situação financeira e, quando muito da situação política.

Essas classificações, na verdade, podem ser entendidas como discriminatórias. No século passado, a discriminação foi caracterizada ao ser efetuada uma catalogação de países por seu índice de desenvolvimento.

Desse raciocínio foram divididos por categorias: países de primeiro mundo, para aqueles que tinham tecnologia, matéria prima e desenvolvimento avançado; países subdesenvolvidos ou em desen­volvimento, para os enquadrados na situação intermediária; e países de terceiro mundo, para aqueles que não dispunham de tecnologia, e possuíam índices de desenvolvimento mais atrasados e insignificante poder dentro do complexo mercado financeiro internacional.

Na atualidade, um país que se considera grande precisa ter seus direitos assegurados pela força de seu povo. Assim, precisa ter convicção de seus poderes na mesma proporção de suas riquezas, naturais ou não. Para a proteção desses bens precisa desenvolver seus meios de defesa, tanto no tocante à defesa externa, quanto à defesa interna.

Tratando da defesa externa ou segurança nacional, podemos advir que o fato de não nos envolvermos diretamente numa guerra de defesa ou de conquista, há quase 150 anos, deixa a população e os políticos pensarem em não priorizar a destinação de recursos para esse fim. Mesmo no período dos governos militares, entre 1964 e 1985, os investimentos na área de segurança nacional foram muito abaixo da média mundial e principalmente do continente sul-americano.

Essa atitude agravou um desequilíbrio ainda maior na atualidade, quando outras nações do continente, especialmente a República Bolivariana da Venezuela, provocaram uma corrida ao mercado mundial de armamento para adequarem suas Forças Armadas ao que de mais moderno existe em uso.

Assim, podemos inferir que os governos brasileiros que se sucedem no poder têm sempre apresentado justificativas para postergarem os custosos e difíceis investimentos para as Forças Armadas e indústria de material de defesa. Por outro lado, a atenção da população e dos meios de comunicação em todas as cidades do Brasil tem sido pautada pelo descontentamento em relação à situação da segurança pública. São momentos diários em que os gestores públicos são execrados, quer pela inércia ou pela inapetência de prevenirem ou reprimirem os atos contrários aos direitos constitucionais de propriedade, de liberdade e de ir e vir. A segurança pública deixou de ser uma questão secundária ou um problema individual. As constantes ameaças que grupos armados têm feito aos poderes constituídos, criando áreas onde a entrada do Estado não é bem vinda, ou até mesmo permitida, mostra a urgência da providência.

Sob a justificativa de proteção aos direitos, sob a justificativa de proteção aos direitos humanos, preservação das liberdades individuais e maior justiça social, houve uma profusão de tolerâncias e até mesmo leniéricias, ultrapassando todos os limites e gerando um descontrole em todos os Estados da federação, principalmente nas maiores cidades. Os dias passam e os fatos se repetem numa frequência de incidência dos mesmos erros de ontem, e nada da estrutura democrática consegue romper a situação nem estancar o sangramento da perda da moral e dos valores pela sociedade.

Temos constatações de falha da gestão, em função de indefinições políticas em todos os níveis de governos, e de posturas que não acompanharam a evolução dos direitos do homem, mantendo práticas do passado, totalmente inadequadas ao presente. São ações e inações policiais que, à luz do direito, ou até mesmo de uma simples avaliação de uma criança, estão literalmente na contramão do que se pretende ao ser humano. Quando das reuniões bilaterais de Segurança feitas entre os países vizinhos, mostra-se plenamente inadequada a organização existente no Brasil, por dividir competências de segurança pública e de defesa nacional em regiões de fronteira, entre instituições pertencentes a diferentes ministérios.

É plenamente inaceitável que a violência policial seja considerada como o procedimento padrão para o trato com o cidadão. Hoje, a tônica das ações tem que prever a segurança pública com cidadania, procurando oferecer um policiamento de proximidade ao cidadão, motivando a participação do mesmo nas ações destinadas a sua proteção. Exemplos positivos são pouco identificados, ou melhor, rendem menor atenção por parte da mídia ou da população. Logo, no dia a dia das redações, o percentual de matérias que mostram atitudes negativas ultrapassa em muito aquele de atitudes consideradas positivas. Mesmo assim, na tentativa de recuperar o tempo perdido, alguns gestores da segurança pública têm envidado esforços para reverter essa situação, com ações que priorizam prevenir e reprimir o crime.

Se considerarmos que há necessidades maiores de segurança em regiões de fronteira, quer seja de segurança pública ou de defesa nacional, seria obrigatório que os poderes assim agissem, priorizando reforço de doutrina e de recursos para os Estados localizados nessas áreas geográficas. Em Roraima, apesar dos esforços atuais, considerando-se a situação geográfica de estarmos numa tríplice fronteira e termos quase 2.000 quilômetros de perímetro de fronteira, temos observado que essas prioridades por parte do governo federal estão aquém da necessidade, considerando-se o que tem sido distribuído aos demais Estados da federação.

Os recursos oriundos da segurança pública, isto é, do Fundo Nacional de Segurança Pública, e do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, são os indutores da evolução tecnológica e das ações por parte das corporações policiais, principalmente nos Estados com menores possibilidades de receita, como Roraima. E, se não bastassem essas reclamações, relativas à segurança pública, podemos perguntar se o mesmo também acontece em relação à defesa nacional, pois as unidades militares das Forças Armadas sediadas em Roraima deveriam ter prioridade de meios e de pessoal, e sabemos que os orçamentos não têm sido generosos. Como novidade relacionada à defesa nacional, o governo federal, no contexto da Estratégia Nacional de Defesa, anunciou recentemente a criação de mais pelotões especiais de fronteira na Amazônia. Ora, essa estratégia da criação de pelotões na fronteira foi muito útil no século passado, mais precisamente em meados do século, quando se priorizou a vivificação da fronteira.

No presente momento, com as exclusões que têm sido criadas, principalmente pelo Poder Executivo Federal, na prática de demarcações de terras indígenas que teimam em chamar de política indigenista, ao retirarem de dentro de terras em área de fronteira populações que ali residiam há mais de 100 anos, com a justificativa de que são terras destinadas exclusivamente aos brasileiros de origens indígenas, esse tipo de estratégia é injustificável.

Precisam as Forças Armadas brasileiras reforçarem seus efetivos, atualizarem suas doutrinas e reforçarem a estratégia da dissuasão, com a aquisição de material bélico de primeira grandeza, mostrando aos demais países que uma aventura em relação aos direitos do Brasil poderá lhes ser muito cara.

Apresentemos ainda, tanto em relação à segurança pública, quanto á defesa nacional, algumas considerações da área fundiária adotadas pelo Ministério Público Federal, sob orientações difíceis de serem entendidas, quais sejam:

• Os povos indígenas tém o direito de constituir suas próprias estruturas de segurança das terras que lhe estão sendo destinadas. Reforçados que são pelos fatos de que somente pessoas autorizadas podem circular nessas regiões, gerando uma exclusão inaceitável de que os gestores da segurança pública estão ou estariam dentro desse universo de pessoas não autorizadas;

• Esses povos indígenas têm sido considerados como Nações Indígenas por grande parte da sociedade brasileira, até mesmo por instituições de ensino superior e grandes formadores de opinião. E, pior ainda, pela quase totalidade das demais nações, em função do que os representantes do Poder Executivo, membros do Ministério das Relações Exteriores, fizeram quando da assinatura da Declaração Internacional dos Direitos dos Povos Indígenas;

• E, finalmente, sob a bandeira dos programas sociais, meramente assistencialistas, indígenas de países vizinhos têm sido atraídos para virem se registrar no Brasil. Exemplos claros podem ser vistos no estudo da população da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Os pouco mais de 150 moradores da maloca de Karamambatai, situada há menos de 10 quilômetros ao norte da Maloca da Serra do Sol, são indígenas da República Cooperativista da Guiana, que falam fluentemente o idioma inglês e desconhecem o que vem a ser o verde amarelo da bandeira brasileira.

Soluções para os problemas listados existem e provavelmente são do conhecimento das autoridades. Precisamos de uma decisão política para o combate eficaz, que esperamos não tardar, para que aqueles que atuam fora da lei não se sintam agradecidos e protegidos. Para combatermos a situação atual da segurança pública, precisamos reconhecer as falhas na doutrina vigente e corrigirmos as ações do Estado, principalmente aquelas voltadas para a raiz social dos problemas que levam o cidadão à prática do crime, e para o apoio à ressocialização dos recém saídos do sistema penal.

Precisamos, também, realizar uma efetiva integração dos dois sistemas de segurança, se possível adotando uma postura de unificação dos mesmos sob uma única subordinação. Essa integração na área das fronteiras terá que envolver os demais órgãos federais, estaduais e municipais, principais atores presentes na região de fronteiras, tais como: as Forças Armadas, as Policias Federai e Rodoviária Federal, a Secretaria da Receita Federal, os órgãos do Sistema de Segurança Pública dos Estados e Municípios localizados dentro da região da faixa de fronteira.

Dever sem considerados também outros atores que estejam envolvidos diretamente na atividade, como por exemplo, a Fundação Nacional do lndio e a Fundação Nacional de Saúde. Assim sendo, afirmamos que a realidade atual precisa ser revista, sob pena de num futuro breve virmos a admitir que uma perda territorial seja algo natural e aceitável.

E pior, que para algumas localidades do Pais, precisaremos pedir a autorização aos donos do crime para circularmos ou oferecermos à população os serviços do Estado. Se desejarmos mudanças, temos que alterar o comportamento atual, caso contrário tudo continuará como antes. A decisão pertence a cada um de nós, brasileiros e, a cada dois ou quatro anos, eleitores.

A sorte esta lançada!

Nota: Os grifos são do Editor do Blog.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Vice-Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio Grande do Sul
Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional