quarta-feira, 30 de novembro de 2016

FIDEL E O INFERNO (1 de 2)

Por Raphael De Paola

A ida do Fidel Castro para o inferno é simples de entender, de aceitar e de amar:
1) Deus quis assim.
2) Eu respeito a vontade de Deus e tento me conformar e amar os Seus desígnios.

É só isso. Qualquer outra consideração, por certa que esteja, escapa deste essencial. (Ver parte 2 de 2.)

FIDEL E O INFERNO (2 de 2)

Esclarecimentos desnecessários: 
(A) Claro que a ida dele ao inferno não foi decisão minha. Portanto, o que eu faria se estivesse no lugar de Deus não interessa nem ao Fidel nem às velhas fofoqueiras. 
(B) O ato lícito de festejar e até desejar a morte de um monstro nunca pode ser confundido com o desejo pecaminoso de que ele vá para o inferno. 
(C) Claro que não sei se essa foi realmente a vontade e a decisão última de Deus (não recebi nenhuma "inside information" a este respeito). 
(D) É claro também que, quando eu chegar ao céu – e tenho esperança disso porque Jesus Cristo deu Sua promessa --, não apenas entenderei essa decisão Dele como a amarei. 
(E) Não amar uma decisão de Deus (justa, por definição) é ato de rebeldia: teu entendimento é melhor que o Dele? Tua justiça, maior? Você vai passar um pito em Deus por Ele ter colocado alguém no inferno? Aliás, segundo o testemunho de santos e segundo ensina a própria Igreja, eu amarei essa decisão até mesmo com relação a entes queridos meus daqui, quanto mais não o farei com relação a um monstro. 
(F) Sendo assim, por que não usar o entendimento que o próprio Deus nos deu e conformar nossa religiosidade a isso JÁ AQUI e procurar entender e amar essa decisão, tirando dela as devidas lições? 
(G) Antes da pessoa morrer, devemos desejar e orar para que ela se arrependa e consiga o céu. É evidente que desejar o inferno para alguém é tomar o lugar de Deus, e isso é pecar contra o Espírito Santo. Mas lamentar a decisão de Deus seria incorrer no mesmo pecado. 
(H) Ademais é óbvio que se, para minha surpresa, Fidel tiver ido pro céu (e a Igreja ensina que isso só é possível caso ele tenha pedido E ACEITADO o perdão de Deus), ficarei ainda mais feliz por Deus ter manifestado sua misericórdia infinita, da qual eu mesmo espero me beneficiar quando chegar a minha hora.

Tudo isso é o MEU entendimento. É limitado, certamente, por ser humano e não divino, e mais limitado ainda por ser meu, mas é um entendimento dado pelo próprio Deus. Aceito que qualquer um entre aqui e me explique direitinho o que eu deixei de fora dessas considerações e que pudesse me fazer entender de outro modo. O que não posso admitir é uma religiosidade que nos torne estúpidos e que nos faça negar aquilo que vemos. A mera especulação leva ao inferno? Põe minha alma em perigo? Se sim, retiro o que disse.

sábado, 26 de novembro de 2016

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

LIBERDADE PARA QUE? LIBERDADE PARA QUEM?

Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?
Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade!
Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!
Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.
Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.
Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, assaltos a mão armada.
Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e sequestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.
Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!
Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!
Vivemos no país da censura velada, do “microndas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas científicas de anos, irrecuperáveis!
Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?
Quanta falsidade, quanta mentira, quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto-estima e a própria dignidade?
Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?

*Paulo Chagas é General da Reserva do Exército do Brasil.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

SEITA DESTRUIDORA DA SOCIEDADE CIVIL

Leão XIII: socialismo, comunismo, anarquismo formam “seita destruidora da sociedade civil”
“Esta seita de homens que, debaixo de nomes diversos e quase bárbaros se chamam socialistas, comunistas ou niilistas, e que, espalhados sobre toda a superfície da terra, e estreitamente ligados entre si por um pacto de iniqüidade, já não procuram um abrigo nas trevas dos conciliábulos secretos, mas caminham ousadamente à luz do dia, e se esforçam por levar a cabo o desígnio, que têm formado de há muito, de destruir os alicerces da sociedade civil. É a eles, certamente, que se referem as Sagradas Letras quando dizem: “Eles mancham a carne, desprezam o poder e blasfemam da majestade” (Jud. 8)”.

“Seita pestífera”
“Todos sabem com que gravidade de linguagem, com que firmeza e constância o Nosso glorioso Predecessor Pio IX, de saudosa memória, combateu, quer nas suas Alocuções, quer nas suas Encíclicas dirigidas aos Bispos de todo o mundo, tanto os esforços iníquos das seitas, como nomeadamente a peste do socialismo, que já irrompia dos seus antros”.

Os comunistas, os socialistas e os niilistas: “peste mortal”
“Peste mortal que se introduz como a serpente por entre as articulações mais íntimas dos membros da sociedade humana, e a coloca num perigo extremo”.

E ainda: “Os socialistas, os comunistas e os niilistas nada deixam intacto ou inteiro do que foi sabiamente estabelecido pelas leis divinas e humanas para a segurança e honra da vida”.

(encíclica “Quod Apostolici Muneris”) - Fonte: Flagelo Russo

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

"O AQUECIMENTO GLOBAL É MENTIRA", DIZ CLIMATOLOGISTA

“O Aquecimento Global é Mentira”, Diz Climatologista da USP

O professor de climatologia da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Augusto Felicio, é um dos poucos céticos quanto ao aquecimento global no Brasil. Para o docente, o fenômeno não passa de uma mentira, já que não existem provas científicas de que a Terra está aquecendo.

Nesta entrevista exclusiva ao Diário Regional, o professor defende sua tese, além de atacar o RIO+20, o Protocolo de Kyoto e afirmar que o documentário “Uma verdade inconveniente”, do ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, é um filme de ficção científica.
Por que o senhor afirma que o aquecimento global não existe?
Quando o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) quer dizer que a Terra esquentou 0,74ºC em 150 anos é o mesmo que contar uma piada aos climatologistas sérios. As temperaturas já variaram muito mais do que 3ºC ou 5ºC há cerca de 5 mil anos atrás. Em outros períodos, a Geologia nos retrata valores de mais de 8ºC. Ao mesmo tempo, dependendo da escala verificada, as variações podem ser grandes ou pequenas e não ocorrem ao mesmo tempo, nos mesmos lugares. Em certas partes, pode-se observar que as temperaturas subiram, em outras, que baixaram. Falar em média é uma verdadeira abstração, que esconde uma gama rica de fenômenos e variações. Não se pode entender clima assim. Só no último século, as temperaturas subiram e desceram duas vezes. Isso faz parte da variabilidade climática e não há nada de errado.
Existem provas que o aquecimento global existe?
Mostrar coisas derretendo não é prova de aquecimento global, pois, do contrário, mostrar coisas congelando seria prova de resfriamento global. Confunde-se as observações localizadas dos fenômenos e extrapola-se isso para o globo. Não é assim. É importante ressaltar que mostrar os fenômenos, observá-los, relatá-los, são etapas do conhecimento científico. Agora, atribuir causa a eles assim do nada é que se torna estranho demais. Note que não é porque observamos melhor o planeta e seus fenômenos, através do nosso aparato tecnológico, que provamos que mudaram, pois as séries são muito pequenas, e muito menos que é o homem a sua causa. Nesses termos, podem apenas achar, supor, imaginar que aconteceu “aquecimento global” pela observação dos dados. Porém, pior ainda, só poder acreditar, crer, ter fé, que foi causado pela atividade dos humanos no planeta. Não há prova que o homem fez alguma alteração climática global. Qualquer afirmação desse tipo não passa de uma distorção do método científico consagrado.
Se o aquecimento global não existe, quais são as consequências do efeito estufa?
O “efeito estufa” é uma física planetária impossível. Em uma estufa, o ar está sob controle, ficando aquecido e não se misturando com o ar externo. É aprisionado e não consegue criar os vórtices, turbilhões e movimentos. Ao mesmo tempo, se tiver vapor d’água, este fica aprisionado. Na atmosfera real, o ar quente sobe, provoca convecção, fenômenos, a dinâmica de fluidos está liberada. É o mesmo exemplo de se estar dentro do carro com tudo fechado e exposto ao Sol. O calor é infernal, mas ao abrir as janelas, imediatamente libera-se a dinâmica de fluidos e as temperaturas caem. Gás em sistemas abertos não fica aprisionando calor. Ainda por cima, a física da re-emissão de infravermelho pregada como religião é absurda, porque se essas moléculas emitissem a energia absorvida, isto ocorreria de maneira isotrópica, sendo a superfície da Terra um dos menores alvos
O CO², gases como o clorofluorcarbono (CFC) e o desmatamento destroem a camada de Ozônio?
Não. Não existe esta coisa de “camada de ozônio”, que já parece uma entidade religiosa. Ozônio é um gás de formação transitória, proveniente do segundo maior constituinte atmosférico, o gás oxigênio (chamado molecular) que só se forma com energia. Assim, necessita-se da energia do Sol, em seus raios ultravioleta da banda C, para que as nuvens ozônicas se formem na baixa e média estratosfera (terceira camada atmosférica de baixo para cima). As nuvens ozônicas surgem e desaparecem, mas em quantidades espetacularmente grandes. Essas variações foram descritas por Gordon Dobson (cientista britânico) e outros cientistas já de longa data, e nada tinham a ver com a hipótese fraudulenta da presença de cloro derivado de CFCs na estratosfera. Aliás, de fato, nunca se provou essa hipótese, nem mesmo em laboratório. Também omitiram durante o período de assinatura do outro protocolo, o de Montreal, que as fontes de cloro naturais, que lançam cloro na estratosfera são 80 mil vezes maiores que as humanas, mas é claro, venderam bem a ideia de que é a sua geladeira que destrói uma coisa que não existe: a tal “camada de ozônio”.
Na questão do desmatamento, alguns estudos sugeriram que os incêndios florestais seriam uma fonte de cloro para a atmosfera, mas apenas isto. Deve-se ressaltar que a quantidade de incêndios florestais é imensamente superior ao número de queimadas, que são fogos de origem antrópica. Os incêndios florestais fazem parte do ciclo natural das florestas, como processo de renovação da biomassa. Esta cresce nos períodos chuvosos e se desfaz em períodos de estiagens. Assim, de novo, essa outra fonte de cloro seria pelo menos 10 mil vezes maior que os gases refrigerantes.
O desmatamento pode alterar o clima local e global?
O desmatamento altera o clima local, por um período de tempo curto, onde a superfície fica desprotegida. Se abandonada, em menos de 20 dias já aparece uma cobertura vegetal rasteira, reiniciando o processo de retomada pela natureza. Nota-se que esta “alteração climática” não enquadra regime de chuvas e outros fenômenos, porque estes pertencem a outra escala. Assim, as alterações vão refletir na absorção, reflexão e emissão de energia, saldo de evaporação (se nenhum outro fenômeno estiver atuando) e temperatura, embora esta última seja o pior parâmetro para referenciar qualquer coisa. Quanto ao global, nada interfere.
Se o aquecimento global não existe, qual foi a importância do RIO+20, ECO 92 e de outros eventos semelhantes? O que foi realmente discutido no RIO+20? Algo de importante?
São todos eventos de carnaval fora de época, em que se discutem negócios, ou seja, quanto vai se levar nesse mercado fraudulento do carbono. Todos os países querem participar disto. Agora tem o lado obscuro de tudo isso, pois os direitos civis das pessoas começaram a entrar no jogo, bem como a criação de mais impostos e a formação de algo que ainda não conseguimos definir muito bem, entre um “eco-imperialismo” ou um “eco-totalitarismo”. Veja bem, teve brasileiro querendo que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente tivesse “dentes”, a fim de manipular as nações que se não adequassem ao status quo colocado. Já daria para saber quem tomaria a mordida destes dentes, não? Dessa forma, estamos abrindo precedentes perigosos para a vida da humanidade e ninguém está percebendo isto?
Dizem que o nível do mar está subindo devido o derretimento das calotas polares, é verdade?
Não. O nível do mar apresenta flutuações normais devido à dilatação térmica dos oceanos, movimentos de ciclos lunares entre outros. De fato, os oceanos variam 15 a 25 centímetros por causa desses fenômenos e ainda podem variar até meio metro em fenômenos como La Niña ou El Niño. Em eventos extremos, que não devem ser confundidos aqui, o mar pode subir um ou dois metros, mas isto devido aos ventos, ciclones tropicais e extratropicais. Quando terminam, o mar volta.
Quanto aos pólos, o Ártico é um oceano congelado que pode variar de dois a cinco metros de espessura, que derrete e congela normalmente durante as estações de verão e inverno, em que por um longo período congela mais do que derrete (saldo positivo) e depois inverte (saldo negativo). Em 2012 voltou a sua média normal, que leva em conta os dados dos anos de 1970 até 2000. Assim, gelo dentro da água, quando derrete vira água, não alterando em nada. Quanto à costa da Groenlândia, esta também apresenta alta variação de degelo e congelamento muito conhecida, fazendo parte do ciclo natural. O interior da Groenlândia dificilmente é afetado e não derrete há mais de 10 mil anos. O polo Sul é bem diferente do Norte, pois possui um continente de 14 milhões de quilômetros quadrados, cuja quantidade de gelo passa os 27 milhões de quilômetros cúbicos. Lá não tem como derreter sem que a Terra eleve suas temperaturas acima de 20ºC.
Não há uma marca que o Capitão Cook fez no século XIX como medição do nível do mar? Como que essa marca está?
Levando em conta a fase lunar certa, para não dar distorção entre as marés, o nível do mar está na mesma marca feita em 1841, ou seja, os oceanos, pelo menos em nível médio, continuam do mesmo jeito que estavam há mais de 170 anos.
Qual a sua opinião do famoso documentário “Uma verdade inconveniente”, do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore?
É um grande filme… de ficção científica, apenas isto. Deveria ser dito isto para todos de modo que não achassem que o documentário seja verdade. Veja bem, se tem gente que com filmes como o tal 2012 e acham que o mundo vai acabar mesmo em dezembro deste ano, o que imaginariam daquilo (documentário)? Enfim, o filme tem diversos erros científicos ou chamadas inverdades, como a morte dos ursos polares afogados, a subida do mar, o furacão Katrina, entre outros.
Qual a sua opinião sobre o Protocolo de Kyoto?
É o mercado da fumaça. Não serve para nada a não ser manter os países em desenvolvimento presos nos seus grilhões de pobreza. Criaram-se mecanismos burocráticos sem fim para solucionar um problema que não existe. Muita gente ganhou rios de dinheiro com a permanência da pobreza de outros. Porém, não parou por aí, porque esse dinheiro de créditos de carbono voltou aos seus emissores, por meio da compra de produtos por eles vendidos. Enfim, é um esquema fiducitário da pior espécie, em que se vende débitos e grilhões ao mesmo tempo. O protocolo precisa acabar e nunca mais voltar.
Por ser uma minoria nessa questão ambiental, já pensou que pode estar errado?
Exatamente por sofrer todas as sanções e perseguições possíveis e imagináveis, dentro e fora do trabalho, tenho absoluta certeza de estar correto. Ainda mais quando toda essa turma evoca o princípio da precaução, a minha certeza é plena. Quer dizer que sem certeza científica de nada, precisamos pagar uma conta sobre clima e ambiente? E se tivéssemos a certeza, pagaríamos também. Para que a ciência se todas as decisões já foram tomadas?
O senhor é um dos poucos brasileiros que defendem que o aquecimento global não existe, por quê?
Porque é muito mais fácil para vida, em todos os sentidos, dizer que ele existe. Poderia pegar um trecho da minha pesquisa antártica e dizer que o número de ciclones aumentou, portanto, é prova de que o aquecimento global existe e que o homem fez isto. Agora dizer a verdade dá trabalho. Assim, termino com o pensamento do Dr. Ivar Giaever, Prêmio Nobel em Física. Ele diz ser um cético ao “aquecimento”, porque está se tornando uma religião onde não se admite questionamentos. Ainda completa que não interessa o número de cientistas que seguem esta falácia. O que interessa é se os cientistas estão corretos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

TRUMP, AS PESQUISAS NÃO ERRARAM


A madrugada do Electoral Day foi de terror para a esquerda internacional. Eles foram dormir nocauteados e acordaram chocados. Muito ainda estão em sofrimento. Foi uma surpresa! As pesquisas davam Hillary como vitoriosa desde o dia que ela foi escolhida na convenção democrata. Objetivamente, algo deu errado, muito errado. É sobre esse "errado" que eu quero falar.
Eu disse no título que as pesquisas não erraram. Elas não erraram porque foram feitas para induzir a erro, e porque os institutos de pesquisa e opinião estão há décadas condicionados a refletir o pensamento generalizado e a opinião pública criada pela ideologia socialista dominante no nosso tempo. Os criadores desse tipo de massificação de pensamento, um pensamento que tende ao absoluto – a razão única, o pensamento unívoco – agentes da propaganda marxista e também criadores da ficção do mundo globalizado (o governo mundial), também criaram as pesquisas modernas de opinião pública. Então as pesquisas não poderiam expressar outra coisa senão esse mesmo pensamento único. A verdadeira surpresa hoje acontece na cabeça dos mentores e dos seguidores mais ou menos ignorantes desse pensamento único. A mídia que reproduz e massifica esse pensamento único hoje está aturdida, se questionando: onde erramos? Mas ela não diz "eu" errei, porque ela se diz neutra e imparcial, porque assim também ela quer que nós pensemos. Não, ela diz "as pesquisas" erraram, e feio, não "nós jornalistas do mundo inteiro", a mídia marxista ou socialista. A mídia sofreu um duro golpe na sua credibilidade, e essa é a grande conclusão. A conseqüência é o crescimento do status das redes sociais independentes, não atreladas ao jornalismo clássico das corporações. Jornalistas viciados, historiadores, sociólogos e cientistas políticos envenenados pela ideologia estatista odeiam as redes sociais. Entende-se. Na verdade o pensamento marxista, o "politicamente correto" de inspiração frankfurtiana e/ou o discurso jesuíta da "justiça social", sofreram um duro golpe. Estrategicamente eles erraram o bote final, o golpe decisivo na America: não contavam com o povo americano que não vê CNN (a GloboNews americana), o New York Times (onde Lênin foi colunista), o Washington Post corrupto, a BBC, etc., e não dá ouvidos a enganadores intelectuais da universidade, do mundo artístico depravado e satânico, o mundinho sujo da política viciada e corrupta dos parlamentos e tribunais. Eles erraram feio quando pensaram que o povo americano já tinha sido dominado pelo pensamento único marxista. Agora estão surpresos.
Entende-se bem essa decepção, essa tristeza. Mas aqui estou falando de deception(engano premeditado) feito por eles. Em termos práticos o povo americano não aceitou a agenda marxista apresentada pela equipe dos Clinton. Aceitou a agenda apresentada por Obama. Comparou sua situação atual e percebeu a tempo o quê estava em jogo. Assim o eleitorado americano votou em quem o defende do desarmamento, do aborto estatal, da destruição das tradições cristãs, da conversa mole LBGT e da homofobia, do racismo mimimi e, fundamentalmente, da invasão islâmica terrorista. Essa agenda marxista criou o inimigo público número 1: aquele que não é a favor dela. Trump era o inimigo público número 1. Trump não é da patota; não é desse esquema mundialista depravado, não deve nada ao Partido Republicano dos Bush, muito menos à ONU e à União Européia globalistas. Ficou quase sozinho e venceu porque foi acompanhado pelos deplorables da Hillary (os deploráveis rednecks e os que não se deixam enganar pela deception marxista). Simplesmente o povo americano comparou o país que tinha antes de Obama e o que ele tem agora. E não gostou disso.
Agora a esquerda está aterrorizada. Suas mentiras despertaram a ira conservadora que o Brexit inglês já tinha anunciado. As lágrimas dos socialistas americanos incentivaram Marine Le Pen que ameaça os comunistas franceses. Aquelas meninas chorando abraçadas no funeral da Hillary assustaram muito a traidora do povo alemão (Angela Merckel), um povo que foi entregue à sanha assassina do Islã. O mundo globalista está sendo desafiado. Por aqui o corrupto comunista FHC e a escória tucana já se alia ao PT para manter viva a chama desse socialismo, assustados que estão com a "onda conservadora". Vão perder também. Quem viver verá.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

CLAUDIA WILD COLOCA OS PINGOS NO ii's

Algumas lições ficarão com a vitória convincente de Donald Trump:

1. Não existe eleição perdida. O que existe é uma porca e descarada tentativa de se moldar a opinião da população mundial.

2. A dobradinha "esquerda + mídia“ já não funciona mais como antigamente.

3. O cidadão comum (eu, você e a maioria esmagadora do planeta), que não vive em um filme de Hollywood, nas novelas, no mundo encantado de Alice ou na loucura socialista, não quer saber de progressismo e de ter sua vida dirigida por um sistema de burocratas, que não respeita sua identidade, valores e cultura.

4. A esquerda e seus escusos interesses estão sendo desmascarados mundialmente.

5. Que o indivíduo/pessoa é mais importante do que uma série de arranjos para o surgimento de um pensamento coletivista e cheio de engenharia social.

6. A esquerda em xeque, por sua vez tentará se reorganizar.

"O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA !"

sábado, 5 de novembro de 2016

NOTA DE FALECIMENTO

Esta nota publicada no jornal Gazeta do Povo em Curitiba pode ser engraçada, mas pode ser, também, uma tática esquerdista para DESARMAR O ESPÍRITO dos cidadãos de bem de que o CAPIROTO e seus DEMÔNIOS estão mortos. Os comunistas russos aplicaram esta tática de que "o comunismo acabou" e com isso desarmaram os espíritos de todo o Ocidente. O que aconteceu? Ressurgiram com força total e já dominam praticamente o mundo todo. O PT, o Foro de São Paulo e todos os partidos esquerdistas serão um exemplo desta afirmativa, se nada for feito a respeito. Eles se fingem de mortos para que a sociedade acredite que estão mortos, assim como "O DIABO CONVENCEU A HUMANIDADE DE QUE ELE NÃO EXISTE",
Leia, ria, mas não desarme o seu espírito. Essa praga precisa ser combatida nos próximos 50 anos, pois ela plantou seus filhotes em todas as frestas da sociedade. Portanto, prepare seus filhos e netos para continuarem a vigilância. Lembrem-se: O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA, salvo se fosse não tem amor algum pelo destino de seus descendentes. 

Nota de falecimento

Faleceu neste domingo último o Partido dos Trabalhadores, vulgo PT, aos 36 anos de idade. A autópsia revelou a causa mortis: concussão eleitoral agravada por uma infecção parasitária generalizada. O falecido deixa um filho, Partido Socialismo e Liberdade, 12 anos de idade, e milhares de viúvas espalhadas pelos bairros nobres, redações, universidades e escolas do país.
Durante a autópsia, ao abrirem o crânio, os médicos encontraram evidências de uma malformação congênita que impede o desenvolvimento do cérebro e causa danos irreparáveis na criança. Não há ainda uma explicação de como o falecido conseguiu sobreviver até a idade adulta carregando essa condição, mas uma equipe de pesquisadores tenta no momento correlacionar esta anomalia ao local onde ele nasceu e viveu – eles esperam provar que em nenhum outro país do mundo alguém com uma condição dessas passaria do primeiro ano de vida.
O falecido deixou apenas dívidas, e não haverá mais mesada para nenhuma das milhares de viúvas
Durante a abertura do tórax e da investigação das vísceras, os médicos encontraram uma quantidade de parasitas extremamente anormal, algo nunca antes registrado na história da medicina. De acordo com o médico-legista responsável, "uma pessoa não consegue viver com tantos parasitas sugando os suprimentos energéticos que deveriam alimentar todo o corpo. Esta morte era inevitável. Não existe cura para um estágio tão absurdamente avançado de infecção".
A análise do conteúdo do estômago comprovou algo que relatos anteriores já tinham registrado: o falecido tinha um transtorno alimentar sério, e só se alimentava de dinheiro sujo. Parentes próximos disseram que, alguns anos atrás, na época do mensalão, o falecido tinha dito que iria se tratar, que procuraria uma clínica e ajuda psicológica, mas que tudo não passou de encenação. O hábito vicioso de se alimentar com dinheiro sujo causou uma falência do sistema gastrointestinal, além da destruição do fígado por toxinas. Nem mesmo uma equipe de médicos cubanos, especialista no assunto, foi capaz de salvar o moribundo.
O infortúnio familiar se completou com a notícia de que o filho do falecido (conhecido pelos amigos como PSol) se encontra em coma, respirando por aparelhos. Os médicos dizem que o menino apresenta uma malformação congênita semelhante à do pai, e que suas chances de sobrevivência são muito pequenas. De acordo com os registros médicos, PSol apresenta um índice de crescimento negativo – está menor aos 12 anos de idade do que era aos 8 – e sofreu um trauma extenso durante sua última viagem ao Rio de Janeiro. Uma fonte sigilosa de dentro do hospital disse que "estão tentando esconder, mas o menino já está morto".
Enquanto isso, milhares de viúvas choram inconsoláveis, principalmente depois de terem descoberto que o falecido deixou apenas dívidas, e que não haverá mais mesada para nenhuma delas. Curiosamente, consultórios de psiquiatria da zona sul do Rio de Janeiro apresentaram um aumento de 80% em número de pacientes. Houve também diversos atendimentos a suicidas feitos pela linha de emergência da polícia, muitos deles usando nomes de artistas brasileiros famosos. O delegado responsável não quis se pronunciar sobre o caso quando perguntado se os suicidas eram realmente artistas famosos ou se apenas usaram os nomes para ocultar sua identidade. Disse ele: "Não vou comentar sobre o caso, "não vou confirmar para vocês que são artistas de verdade, porque minha mulher não vive sem novela. Entendam o que quiserem".
O enterro está marcado para 1.º de janeiro de 2017, em local ainda a ser divulgado.


COMENTÁRIOS DOS LEITORES !

Anteontem minha cunhada estava vendo na TV, para passar o tempo, um talking show – aqueles "Saia Justa" ou só com mulheres ou só com homens.
Informalmente, estavam lá os únicos formadores de opinião da TV e da sociedade brasileira, atores como Lázaro Ramos.
Só petistas ou para-petistas. Opinando sobre tudo – porque é essa a profissão deles, palpitar sobre tudo, oferecendo ao expectador modelos de como opinar racionalmente sobre tudo.
Todos muito unidos pelos valores anti-fanatismo religioso, todos vacinados contra o Bolsonaro, todos inteligentes e críticos.
Eis o PT, ou pior, a classe de onde ele brotou, e mesmo essa planta maligna só sofreu uma poda; sem veneno e sem tirar os tubérculos sob a terra, virá revigorada. (SP)

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Concordo,  cossaco. Eles vão ficar hibernando e depois voltam. Talvez até em 2018, pois brasileiro tem memória curta. (SC)

A MILÍCIA DE CALHEIROS E O ABUSO DE PODER

O poder de polícia só pode ser exercido pelos órgãos instituídos na Constituição de 1988 
* Modesto Carvalhosa, O Estado de S. Paulo
29 Outubro 2016 | 03h00
A prisão, no recinto do Senado Federal, do chefe da sua milícia – o Pedrão – e três de seus companheiros põe à mostra até que ponto os donos daquela Casa, nas últimas décadas, a tornaram um feudo para a prática de grandes crimes e de refúgio de notórios corruptos. Para tanto os sucessivos presidentes do outrora respeitável Senado da República formaram uma milícia, totalmete à margem do sistema constitucional, a que, pomposamente, denominaram “Polícia Legislativa”, também alcunhada de “Polícia do Senado”.
Não se podem negar a esse agora notório exército particular relevantes trabalhos de inteligência – do tipo CIA, KGB –, como a célebre violação do painel de votações daquele augusto cenáculo, ao tempo do saudoso Antônio Carlos Magalhães e do lendário José Roberto Arruda, então senador e depois impoluto governador do Distrito Federal. E nessa mesma linha de sofisticação tecnológica a serviço do crime – agora de obstrução de Justiça – a milícia daquela Casa de Leis promove “varreduras”, nos gabinetes e nos solares e magníficos apartamentos onde vivem esses varões da República, a fim de destruir qualquer prova de áudio que porventura possa a Polícia Federal obter no âmbito das investigações instauradas pelo STF.
Acontece que o poder de polícia só pode ser exercido pelos órgãos instituídos na Carta de 1988, no seu artigo 144, e refletidos nos artigos 21, 22 e 42, dentro do princípio constitucional de assegurar as liberdades públicas. Assim, somente podem compor o organograma da segurança pública constitucional a Polícia Federal (incluindo a Rodoviária e a Ferroviária) e as Polícias Civis e Militares dos Estados (incluindo o Corpo de Bombeiros).
Nenhum outro corpo policial pode existir na República. Se não fosse assim, cada órgão de poder criaria a sua “polícia” própria, como a que existe no Senado. Também seriam criadas tais forças marginais nos tribunais superiores e nos Tribunais de Justiça dos Estados, nas Assembleias Legislativas, nos Tribunais de Contas, nas Câmaras Municipais, cada um com seu exército particular voltado para contrastar e a se opor aos órgãos policiais que compõem o estrito e limitado quadro de segurança pública estabelecido na Constituição.
Cabe, a propósito, ressaltar que todos os órgãos policiais criados na Carta Magna de 1988 estão submetidos à severa jurisdição administrativa do Poder Executivo, da União e dos Estados, sob o fundamento crucial de que nenhum ente público armado pode ser autônomo, sob pena de se tornar uma milícia. Nem as Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – fogem a essa regra de submissão absoluta ao Ministério da Defesa, pelo mesmo fundamento.
E não é que vem agora o atual chefe da nossa Câmara Alta declarar textualmente que a “polícia legislativa exerce atividades dentro do que preceitua a Constituição, as normas legais e o regulamento do Senado”? Vai mais longe o ousado presidente do Congresso Nacional, ao afirmar que o Poder Legislativo foi “ultrajado” pela presença, naquele templo sagrado, da Polícia Federal, autorizada pelo Poder Judiciário. Afinal, para o senhor Renan, o território do Senado é defendido pela chamada polícia legislativa. Ali não pode entrar a Polícia Federal, ainda mais para prender o próprio chefe da milícia – o Pedrão.
E com esse gesto heroico o preclaro chefe do Congresso Nacional proclama mais uma aberração: o da extraterritorialidade interna.
Como se sabe, a extraterritorialidade é concedida às embaixadas estrangeiras que se credenciam num país e ali têm instalada a sua representação diplomática. Trata-se, no caso, da extraterritorialidade externa, que garante a inviolabilidade da embaixada e a imunidade de jurisdição de seus membros, em tempos de paz e de guerra.
Mas não para aí a extraterritorialidade interna proclamada pelo grande caudilho do Senado. As palacianas residências e os apartamentos dos senadores e senadoras tampouco podem ser violadas pela Polícia Federal. Trata-se de um novo conceito de Direito Internacional Público inventado pelo grande estadista pátrio: a noção de extraterritorialidade estendida. Ou seja, o domicílio de um representante do povo é incólume às incursões da Polícia Federal autorizadas pelo Poder Judiciário.
Foi o que ocorreu em agosto, quando o ilustre marido de uma senadora do Paraná foi preso na residência do casal e dali foram retirados documentos comprometedores. A reação foi imediata: marido de senadora, estando na casa onde com ela coabita, não pode ser ali preso, pois se trata de espaço extraterritorial interno estendido!
E assim vai o nosso país, que não para de andar de lado em matéria de instituições republicanas. E o fenômeno é impressionante. Basta o sr. Calheiros declarar que o território do Senado é inviolável para que a tese seja acolhida por um ministro do Supremo, numa desmoralização do próprio Poder Judiciário, que se autodesautoriza, na pessoa do ilustre magistrado de primeiro grau que acolheu as providências da Polícia Federal no território livre do Senado Federal.
E, last but not least, o senhor das Alagoas, não contente com o reconhecimento da legitimidade de sua milícia e da extraterritorialidade interna, por força do despacho do ministro Teori Zavascki, propõe-se, com o maior rompante, próprio dos destemidos senhores medievais, a cercear as atividades da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário, sob a égide do abuso do poder, para, assim, livrar-se, ele próprio, e liberar dezenas de representantes do povo no Congresso do vexame das “perseguições políticas” que se escondem nos processos por crime de corrupção, que nunca praticaram, imagine!
E vivam o foro privilegiado, a futura Lei de Abuso de Autoridade e os demais instrumentos e interpretações, omissões e postergações do STF, que, cada vez mais, garante a impunidade desses monstros que dominam o nosso Congresso Nacional, sob o manto de lídimos representantes do povo brasileiro.
Que vexame, que vergonha!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ELUCUBRANDO SOBRE A LINGUAGEM E UM POUCO MAIS

por Fernando Antoniazzi
 Os Americanos têm o péssimo costume de não adotar a Língua Portuguesa como idioma oficial. Como podem preterir a magnífica musicalidade da ‘última flor do Lácio, inculta e bela’, em favor de uma mistura de onomatopéias, guturalismos e atualmente açodada com mais acronismos derivados da linguagem das redes sociais, embora exista o precedente de que os americanos já adotassem muitas siglas para tornar a comunicação mais prática. Sim, prática, rápida, eficiente e pobre.
Bem, este último aspecto não empobrece somente o verbo shakespeariano, posto que seja este um fenômeno de ocorrência mundial, são diversos idiomas sujeitos a isto. A propósito, algo de muito estranho e mais grave está ocorrendo, posto que frases completas estejam a ser substituídas por figurinhas e animações oriundas da comunicação nas ‘redes sociais’; o que enseja uma conclusão pesarosa: o espírito das pinturas rupestres das eras ancestrais à escrita está de volta, permeando as telinhas dos smartphones e congêneres, caracterizando um fenômeno involucionário.
A humanidade levou milhares de anos para criar códigos visuais e fonéticos, de modo a melhor estabelecer a comunicação entre, ao menos, dois interlocutores e, em pouquíssimo tempo, está ela a render-se às carinhas e figurinhas ‘Emoticons’ para fazer-se entender. As tais figurinhas são até mesmo simpáticas e ajudam a enfeitar ou emprestar humor a uma mensagem descompromissada, mas não têm estofo para substituírem a linguagem ou provocarem a interpretação de um texto... Texto? Ora, mas nem texto são!
Paradoxo outro: nunca antes na história se registrou tanta facilidade na troca de informação e esta jamais foi tão parca ou até mesmo dispensável. O discurso final de ‘O GRANDE DITADOR’ tornou-se anacrônico, aquele no qual Charles Chaplin discorre sobre rádios, aviões, pessoas que se aproximam, mas abandonam a sensibilidade, abusando do racionalismo. Fosse tal peça escrita novamente, para manter sua linha axial, certamente ao texto caberia abordar que o sentimento está ainda em declínio, mas há o gravame de que o pensamento caminha à inexistência.
Outra para pensar: a letra cursiva foi abolida em vários rincões. O teclado sobrepujou o papel e a pena... O discurso politicamente correto do marketing ecológico talvez use isto como trunfo: paperless, o futuro chegou; as árvores estarão preservadas dos escribas, os machados estarão banidos; papiro, nunca mais... Gutenberg, aquieta-te e guarda tua prensa! Apenas por exercício de pensamento, lembremo-nos de que a caligrafia também se presta ao estímulo dos movimentos delicados das mãos, refiro-me à precisão dos gestos obtida pela derivação da estrutura que opõe o polegar aos outros dedos da mesma mão, coisa ausente na natureza dos demais primatas. Ah, sim, a robótica, a cibernética e a mecatrônica já resolveram a questão por intermédio de joysticks... Está cada vez mais difícil ser apenas humano.
Que confusão! Estamos vivendo tempos em que colocamos a perder a humanidade, arrogantemente brincamos de divindade e tornamo-nos cada vez mais vazios, distantes do nosso próximo e, por conseguinte, afastamo-nos de Deus.
No dia de hoje, ao completar minha quinquagésima-primeira volta em torno do Sol, fluiu assim esta breve digressão, sem expressão maior, tão somente um flatus animae, um brainstorm de quem dobrou o Cabo da Boa Esperança e muitas vezes não gosta do que vê no espelho, seja a imagem exterior ou a interior.
Artigo publicado em 

MÁS LÍNGUAS
João Pereira Coutinho, em 05 de outubro de 2106

Durante uns tempos, desconfiei: entrava no restaurante, sentava-me, traziam-me o cardápio, encomendava. E o empregado trocava os pratos ou esquecia-se de alguma detalhe (bem passado, mal passado).
 
Agora, não há qualquer dúvida: são raros os lugares de Portugal onde sou compreendido (no Brasil, obviamente, sou um marciano). Podem ser restaurantes. Livrarias. Supermercados. Falo, falo – e o pessoal fica com o rosto estático, suspenso, em pânico. Alguns pedem ao colega do lado para anotar o meu pedido. Já pensei em usar um bloco de notas, como se sofresse de mudez patológica, e passar a comunicar-me por escrito.
 
O português que eu falo e o português que se usa já não são a mesma língua. É como nos filmes fantasistas onde um personagem do século XIX viaja no tempo e aparece no século XXI. As minhas frases costumam ter princípio, meio e fim. Ainda faço questão de declinar correctamente os verbos. Uso certas expressões de cortesia (“Seria possível...”, “Creio que o melhor...”, etc. etc.). Ontem, no café, cometi a imprudência de dizer que não precisava de açúcar (“Dispenso, obrigado”) e o dono replicou (“Quer ou não quer?”). Terminei o diálogo com um gesto símio de recusa e ele ficou aliviado.
 
Verdade que a incomunicabilidade é recíproca. Eu também não entendo o que me dizem. Apenas escuto um som gutural que tem em mim o mesmo efeito que os trovões para os homens do Paleolítico. Fico aterrado. E quando peço, a medo, para repetirem a frase, descubro que a dita cuja não é uma frase. É um vocábulo atirado ao vento com uma mistura de desprezo e cansaço. Como explicar isto?
 
Não tenho uma teoria. Mas desconfio que o abandono de uma cultura verbal e até literária para um mundo exclusivamente visual e digital explica a regressão. Ainda me lembro, com saudade, dos tempos em que as mensagens de telemóvel ou email eram simplificadas até à anedota. Palavras reduzidas a letras – o “que” virava “k” e o diabo a quatro. Bons tempos.
 
Hoje, nem isso: as mensagens surgem exclusivamente construídas com imagens e só os filhos dos meus amigos são capazes de decifrá-las.
 
Se a coisa continua, desconfio que acabaremos a comunicar através de pinturas rupestres, tal como os nossos antepassados pré-históricos. Exagero? Talvez. Mas, pelo sim, pelo não, vou dar um salto a Foz Côa para aprender qualquer coisinha.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

LULA: UM DITADOR ACORRENTADO

16 de setembro de 2016
Por Thiago Kistenmacher, para o Instituto Liberal

Não é de hoje que conhecemos os perigos de Luiz Inácio Lula da Silva. Seus discursos demagógicos causam aversão e medo. Lula é um ditador acorrentado, mas pronto para ser usado, pois tem todas as ferramentas que, por sorte, ainda não tiveram total liberdade de ação.
O fascista que trata sua acusação com ironias e chora de modo forçado, chama de “companheiros” os tiranos Hugo Chávez e Fidel Castro, se aproximou de Ahmadinejad e até hoje apoia o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Durante sua fala de defesa, na qual protagonizou um papel disparatado que só encanta sua facção, disse que se a oposição quiser vencê-lo, terá que fazê-lo nas ruas. Qualquer semelhança com o que está acontecendo na Venezuela de seu “companheiro” Maduro não é coincidência. Lula deveria saber que numa democracia a oposição se vence nas urnas, não nas ruas, que geralmente se transformam em campos de batalha. Mas não poderíamos esperar nada diferente de um apreciador de autocracias.
Ademais, não é preciso muita sagacidade para perceber os traços psicopatológicos deste “messias” político – seu choro forçado só comove crápulas como Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Rui Falcão. Lula rememora Tiradentes numa clara tentativa de ser identificado como o salvador da nação, com o martírio. E com um discurso teleológico repleto de promessas para um Brasil igualitário, encarna o messianismo político, demonstrando toda sua fé na política, cujos problemas foram discutidos por Michael Oakeshott em A Política da Fé e a Política do Ceticismo [ainda sem tradução para o português]. Todo messias político carrega um ditador dentro de si. Além disso, todo messias traz consigo uma tropa de personalidades anuladas que aguarda as ordens do chefe.
Lula não é só o líder máximo da corrupção, ele também é o coronel de uma horda disposta a tudo. Este ditador acorrentado tem milícias, o que pode ser identificado na CUT e no MST; ele tem sectários ao seu redor que defenderiam sua inocência mesmo que ele fosse réu confesso, isso considerando desde a militância da base, passando pelos professores acadêmicos e chegando ao governo federal; ele tem um partido transformado em causa máxima da vida de várias pessoas; ele beija a camisa e o símbolo do PT no intuito de cativar seu rebanho, de tornar seus soldados ainda mais aguerridos; ele convoca os militantes e partidários a usarem o vermelho pelas ruas; e com a narrativa do "golpe", excita sua tropa contra aqueles que ele denomina "inimigos da democracia".
Pior ainda, Lula não emite uma só palavra de reprovação sobre a violência perpetrada pelos arruaceiros que quebram tudo, gritam e picham "Fora Temer". Evidente que não o faria, pois se a justiça brasileira tirar suas correntes, ele fará o mesmo. Lula é um ditador acorrentado tentando estourar o cadeado. Seu passado sindicalista tem muita semelhança com o fascismo de Mussolini e seu discurso salvacionista esconde uma ameaça real à democracia brasileira.
A única pobreza que Lula combateu foi a sua própria, afinal, hoje o ditador acorrentado considera como coitado aquele que ganha R$ 2.000 e diz ser simples um relógio de R$ 800. Até nisso Lula se parece com seus parceiros ditadores que usufruem do bom e do melhor enquanto vociferam contra seus inimigos. Por isso é aconselhável que permaneçamos vigiando os cadeados da justiça e conferindo as correntes que nos mantém seguros deste ditador que só não se assenhoreou de todas as instituições por falta de oportunidades.
O Brasil tem duas opções: ou mantém esse ditador acorrentado ou ele é quem nos acorrentará, afinal de contas, Lula, a autointitulada "jararaca", não passa de um potencial ditador só esperando para dar o bote. Aliás, além da psicopatia, veneno é o que ele tem de sobra.

sábado, 18 de junho de 2016

A IGREJA CATÓLICA É "A OUTRA"

A IGREJA CATÓLICA É “A OUTRA”
Por Anatoli Oliynik

A partir de 8 de dezembro de 1965 a Igreja Católica Apostólica Romana abandonou a tradição e os ensinamentos legados por Nosso Senhor Jesus Cristo para tornar-se A OUTRA. Hoje, 50 anos após, a autêntica Igreja Católica Apostólica Romana não existe mais.
Para demonstrar o que acabo de afirmar reuni dezenas excertos e fragmentos sobre este assunto, os quais exponho a seguir. Comecemos por este:
 “Depois do que escrevi no artigo da semana passada sobre o maior escândalo do século, e sobretudo depois de séculos de pronunciamentos da Igreja, eu só posso ter como séria a declaração anticomunista de um bispo quando vier acompanhada de um atestado provando que seu nome estava incluído entre os dos 400 padres conciliares que, em vão, tentaram erguer um baluarte ao avanço comunista, e não entre os nomes dos 3.600 que categoricamente recusaram esse tipo de resistência ou combate” (Gustavo Corção)
Gustavo Corção está falando do movimento liderado pelo Monsenhor Marcel Lefebvre, um dos homens mais brilhantes dentro da Igreja Católica no século XX ao lado dos Papas que antecederam a João XXIII, que, por insurgir-se contra o progressismo conciliar do Vaticano II, de João XXIII e Paulo VI, foi excomungado.
João XXIII pronunciou a mais maldita de todas as sentenças: “Vamos abrir as portas e as janelas de Igreja e deixar que o ar se renove”. Aconteceu que a abertura das portas e janelas da Santa Sé, proporcionou a oportunidade para que ao invés do ar se renovar, foi Satanás quem entrou pelas tais portas e janelas abertas por João XXIII.
O Pe. J.B. Souza disse com muita propriedade: É a Igreja que tem que renovar o mundo e não o mundo que tem de renovar a Igreja. Portanto, João XXIII naufraga fragorosamente na sua premissa totalmente falsa e equivocada. Que foi falsa, todos sabemos pelos resultados após 50 anos. Quanto a intenção do Papa cabe a dúvida: Foi equivocada ou foi ato pensado?
Àqueles que desejarem encontrar a resposta e se aprofundar no assunto para compreender a gênese do caos que se abateu sobre a Igreja, recomendo a leitura do livro LEFEBVRE, Mons. Marcel. “Do LIBERALISMO a APOSTASIA: a tragédia conciliar”. Rio de Janeiro: Ed. Permanência, 246 p. Recomendo, também, o DVD “DOM LEFEBVRE – UM BISPO NA TORMENTA”. Ambos podem ser encontrados na Editora Permanência.
Dom Lourenço Fleichman escreveu um artigo magistral “Enfim, o Cisma” cujo excerto apresento a seguir:

“O Cisma oculto. Comecemos, pois, pela principal realidade que importa manter viva e acesa em qualquer análise que se faça do Sínodo: há 50 anos atrás um Cisma monumental foi introduzido na Igreja, realizado por um imenso grupo de bispos que se uniu em uma nova Igreja, Anti-Igreja, Contra-Igreja, ou A Outra, como chamava Gustavo Corção, sem abandonarem a hierarquia católica, podendo assim agir de modo mais eficaz sobre os ingênuos católicos do mundo todo.
Em toda parte levantaram-se os católicos fiéis, na época, para denunciar os erros da nova pastoral introduzida no Concílio Vaticano II. Porém, pouco a pouco, a hierarquia os silenciou, quer pela falsa obediência, quer pelo ostracismo e a marginalidade.
Já não tinham voz ativa, e quando denunciavam os erros do pós-Concílio, não lhes davam crédito. Os papas que fizeram o Concílio, João XXIII e Paulo VI, repetiam que estavam apenas tratando da ‘pastoral’, abrindo as portas da Igreja aos novos tempos. E afirmavam, como hoje, não tratarem de dogmas e da doutrina. Esta é a segunda característica do cisma. Além de ter sido realizado por membros da própria hierarquia, acalmavam os conservadores com essa palavra de ordem: ‘pastoral’ “. – Fonte: Artigo “ENFIM, O CISMA” de Dom Lourenço Fleichman OSB.

A íntegra deste maravilhoso e esclarecedor artigo de Dom Lourenço pode ser lido em http://permanencia.org.br/drupal/node/5162
O Concílio Vaticano II é a pedra basilar do mais grave problema que se abateu sobre a Igreja Católica Apostólica Romana após os movimentos heréticos do século IV. A Igreja de Cristo. Qualquer coisa que se fale, sem considerar o Concílio Vaticano II, é tirar o foco da gênese do problema.

Vejamos agora o que escrevem os leigos:

O PAPA E O "ANJO DA PAZ"
NOTA DO EDITOR: O Papa Francisco anda demonstrando, desde a sua posse, uma preferência pelas esquerdas, pelos Muçulmanos, por teorias ecológicas falsas e anticristãs, por terroristas, bandidos e assassinos. Assim, apoiou o Acordo EUA-Irã (caminho da paz), mediou o acordo entre o marxista (ou Muçulmano?) Obama e a ditadura assassina cubana - tendo recebido em troca a afirmação irônica e hipócrita de Raúl que se ele, Francisco, continuasse a agir assim poderia até voltar à Igreja. Os Castros, os Aiatolás assassinos de Cristãos, a negação, por parte de Obama do papel dos Cristãos e Judeus na formação da nação Americana, o assassinato de centenas de milhares de Cristãos, incluindo o estupro de freiras e o fechamento das Igrejas em Cuba, os constantes massacres de Cristãos por Muçulmanos, tudo indica que Francisco anda em más companhias.
Agora, no entanto, extrapolou quaisquer limites ao chamar o bandido Abbas de "anjo da paz"! Um Papa deveria no mínimo ter cuidado ao usar a palavra Anjo, os Emissários do Deus Judaico-Cristão, papel que não pode ser atribuído a um assassino precisamente de Judeus e Cristãos. Nem comento a palavra "paz" pelo ridículo da expressão dirigida a um terrorista! Quem será o diabo na história de Francisco? Israel? Os Judeus?
Estará Francisco tentando voltar ao anacrônico antissemitismo católico, agora no pior dos mundos, pois unido à Teologia de "libertação" comunista? Enquanto os jovens da PUC-GO se arriscam para mostrar os desvios teológicos da CNBdoB, o próprio Chefe da Igreja incorre nas mesmas heresias, negando seus sucessores Leão XIII, Pio XI, Pio XII e João Paulo II que afirmavam que todo católico que entrasse em conluio com comunistas estava automaticamente excomungado?” HEITOR DE PAOLA

O que o De Paola escreve são fatos reais e não há como negá-los. Não se trata de opinião inconsequente, nem crítica vulgar, mas de triste realidade para os católicos cuja venda não empana a visão nem lhes anestesia a razão.
Vejamos outras visões. Esta é de um amigo que escreveu-me:

“Anatoli. Um judeu, talvez por olhar de fora, enxergou perfeitamente a situação. Nós pensamos exatamente igual, o duro é que as outras pessoas ainda estão cegas e não dá para falar do assunto ainda, sem o risco de ser agredido verbalmente ou até mesmo fisicamente.
Infelizmente, as nossas aulas com o Monir, Donato, padre Paulo Ricardo, Gugu e etc, nos fizeram um “grande mal”. Você compreende o que é o verdadeiro cristianismo e percebe que ele não existe mais na igreja atual. Com raras exceções, o pessoal pratica hoje uma outra religião. Não é por acaso que adoram esse papa. Abraços, Marcelo.

Vou repetir a frase do amigo Marcelo: “o verdadeiro cristianismo não existe mais na igreja atual... o pessoal pratica hoje uma outra religião.

Minha consideração-resposta ao Amigo Marcelo:

Marcelo: Concordo integralmente contigo. Não dá mesmo para alertar aos “católicos” contaminados pela miopia conciliar. Eles são os Modernistas e Progressistas e nós os Tradicionalistas. Às vezes dou uma de "joão-sem-braço" para ver a reação deles, eles ficam enfurecidos. Só falta a agressão física. Os 50 anos pós Concílio Vaticano II se encarregaram de aplainar a mente dos que se tornaram pseudo-católicos e fideístas inocentes.
De qualquer modo, fico gratíssimo ao Monir e ao Olavo por tirar a venda dos meus olhos. Prefiro a VERDADE !

Leiam agora o trecho que o bispo Amigo, de Niterói, escreveu a respeito desse assunto:

“Estamos assistindo a um fenômeno curioso. Por um lado, a coerência de Francisco e dos cardeais que chutaram o balde. Digo coerência porque eles nada dizem, nada fazem, que não estivesse já presente em Vaticano II. Apenas tiraram o véu.” Dom Lourenço Fleichman OSB.

Muita coisa se escreveu e muita coisa se escreverá sobre a destruição da Igreja Católica bi-milenar. Um dos escritos que mais me impressionaram foi o do Padre Malachi Martin, testemunha ocular do Concílio Vaticano II:
 
A fé verdadeira desapareceu na Igreja conciliar
Os clérigos não tomarão medidas verdadeiras porque eles não querem problemas. Eles não querem ser impopulares. Eles não querem ser mártires. Muitos bispos e padres perderam a sua fé. Eles não são mais católicos. Eles se tornaram uma espécie de neo-católicos, que é meio caminho entre os anglicanos e os clubes rotarianos. No campo da educação, a situação é ainda pior. Não há dúvida de que o ensinamento do catecismo, o ensino da religião, desapareceu. Os jesuítas, dominicanos, carmelitas e franciscanos se tornaram secularizados. E você não pode mais falar sobre faculdades católicas. Não há como estimar o dano que tem sido feito. Hoje em dia, os marxistas, lésbicas e homossexuais têm direitos iguais nos campi católicos. Eles ensinam sobre preservativos, o estilo de vida homossexual e a eutanásia. Os estabelecimentos católicos de ensino querem ser como os outros. Querem se adaptar ao sistema, mas infelizmente o sistema é imoral. Assim, a condição da Igreja é muito triste a partir desse ponto de vista. Além desses problemas existe o fato de que a Igreja está dilacerada por facções. A grande maioria dos católicos nos países ocidentais agora foram afastados da Igreja como ela era. Eles não rezam mais da mesma maneira. Eles não pensam mais da mesma maneira. O jejum e a abstinência acabaram. Nossa Igreja está sendo completamente secularizada porque a fé verdadeira desapareceu. (Escrito em 1991)
 
O Padre Malachi Martin escreveu
Muita coisa ainda há para ser revelada para que sirva como farol àqueles que permanecem nas trevas impostas por um Sínodo que se dizia “pastoral” com intenção sub-reptícia de calar as vozes daqueles que percebessem que se tratava de um engodo e se manifestassem contrariamente.
 
“Em toda parte levantaram-se os católicos fiéis, na época, para denunciar os erros da nova pastoral introduzida no Concílio Vaticano II. Porém, pouco a pouco, a hierarquia os silenciou, quer pela falsa obediência, quer pelo ostracismo e a marginalidade.
Já não tinham voz ativa, e quando denunciavam os erros do pós-Concílio, não lhes davam crédito. Os papas que fizeram o Concílio, João XXIII e Paulo VI, repetiam que estavam apenas tratando da “pastoral”, abrindo as portas da Igreja aos novos tempos. E afirmavam, como hoje, não tratarem de dogmas e da doutrina. Esta é a segunda característica do cisma. Além de ter sido realizado por membros da própria hierarquia, acalmavam os conservadores com essa palavra de ordem: “pastoral”.
 
“O final da 2ª Grande Guerra iniciou um desmoronamento impressionante, uma avalanche que não acaba. Todos os parâmetros da vida honesta foram alterados, e a virtude deixou de ser critério do bem e do mal.
No início, acreditavam os católicos que a Igreja, seria o bastião seguro, a ilha intocável e divina, protegida de ataque tão poderoso e destruidor. De fato, parecia ela manter-se de pé no meio da ruína, como em quadro fantástico de uma cena de fim de mundo. Porém, embora as paredes externas da Igreja estivessem ainda de pé, lá dentro, nos vasos capilares da vida espiritual do seu clero, já não corria a seiva sobrenatural da fé verdadeira. Contaminada por um sopro do espírito mal, tendo aberto as portas ao mundo, num anti-concílio de efeito contrário ao movimento de sustentação do mundo, a Igreja esvaziou-se da vida imortal, aceitando dentro de si um pensamento profano, humanista, hoje banalizado a um nível jamais concebido, depois de ter rebaixado a santidade de todos os seus sacramento e ritos.
Era o último obstáculo que caia. O mundo estava entregue ao seu mestre, que o dominou completamente, levando a cabo a destruição do que restava ainda de vida natural, de família e de bem.” (Excerto do Editorial da Revista Permanência n.º 273)
 
Eis o ar renovado que o Papa João XXIII disse que iria entrar pelas portas e janelas abertas em 8 de dezembro de 1965. Ele não considerou que esse ar era o próprio Satanás e Paulo VI não percebeu ou não quis perceber o que o futuro reservava. No dia do juízo final haverão de prestar contas.